quinta-feira, 16 de novembro de 2017

VILLANOS EN BERMUDAS

Sigo todas as listas de gastronomia que saem pelo mundo. Estava esperando a lista 2017 dos 50 Melhores Restaurantes da América Latina, promovida pela revista inglesa The Restaurant, pois viajaria de férias para a Colômbia em final de outubro e queria conhecer algum restaurante que integrasse tal listagem. Assim que divulgaram a lista, dia 24 de outubro, vi que três restaurantes de Bogotá estavam entre os 50 melhores da América Latina: Harry Sasson, Restaurante Leo, e Villanos en Bermudas. Obviamente que busquei como fazer reservas, descobrindo que, para os três, as reservas poderiam ser feitas pelo site Restorando. Para o Harry Sasson, o colombiano melhor posicionado na lista, não havia disponibilidade para as datas que eu estaria em Bogotá. Assim, consegui reserva para os outros dois, sendo o Restaurante Leo, outrora conhecido como Leo Cocina Y Cava, para o jantar do dia 30 de outubro de 2017, e o Villanos en Bermudas, para também jantar, em 11 de novembro de 2017. Para comemorar meu aniversário de 54 anos, dia 31 de outubro de 2017, juntamente com um amigo que nasceu no mesmo dia, mês e ano que eu, optamos pelo Criterión, dos aclamados irmãos Hausch, que figurou nesta listagem nos anos de 2013 a 2016.
Aqui relato minha péssima experiência no Restaurante Villanos en Bermudas.
Como já escrito acima, fiz reserva pelo site Restorando em 26 de outubro de 2017, solicitando uma mesa para quatro pessoas para jantar em 11 de novembro de 2017, um sábado, às 20:30 horas, horário de Bogotá, Colômbia. Ou seja, reserva com antecedência de 17 dias! Tal reserva foi confirmada no ato, por mensagem no site, bem como por e-mail, de mesma data, enviado por Restorando. O restaurante Villanos en Bermudas, em 10 de novembro de 2017, um dia antes de minha reserva, enviou-me e-mail, sem assinatura identificada, solicitando a confirmação desta reserva, o que, de pronto, respondi afirmativamente. No sábado, dia 11 de novembro de 2017, chegamos de táxi, os quatro juntos, ao restaurante às 20:30 horas, horário exato de nossa reserva. O restaurante fica em uma casa com duas portas que dão acesso a dois restaurantes distintos. A entrada para o Villanos en Bermudas fica à esquerda. Batemos campainha, fomos recebidos por um atendente que nos levou até o segundo piso, nos acomodando ao final do corredor, na saída do bar, cujo balcão estava totalmente ocupado com pessoas esperando suas mesas ficarem prontas. Ficamos em um local onde havia duas poltronas, uma mesa de centro e dois bancos sem encosto, bem desconfortáveis. O atendente deixou as cartas de coquetéis e vinhos conosco e saiu. Um outro atendente se aproximou, dizendo que nossa mesa estava sendo preparada. Passados quinze minutos que lá estávamos, sem ninguém se interessar se queríamos pedir algo para beber, resolvi perguntar ao segundo atendente sobre nossa mesa, recebendo a resposta que em mais dez minutos seríamos acomodados. Foi quando um dos barman veio até nós perguntando se bebíamos algo. Como preferimos beber vinho, perguntamos sobre harmonização com o menu degustação e ele disse que não havia, mas que o sommelier da casa poderia nos auxiliar. No entanto, o tal sommelier nunca apareceu enquanto lá estivemos. Decorridos quarenta e cinco minutos, com a sala já bem cheia de gente esperando para ser acomodada, resolvemos novamente perguntar sobre nossa mesa para o mesmo atendente. Ele, visivelmente irritado, nos respondeu rispidamente que tínhamos que esperar, dando a entender que se quiséssemos ir embora, seria um alívio para ele. Assim que perguntamos seu nome, ele respondeu que era "Deus". Atitude prepotente e sem educação. Ali perdemos a vontade de jantar neste restaurante. Já na porta para sair, encontramos um dos proprietários do local, o chef Sergio Meza, que se limitou a escutar nossa reclamação, pedindo uma tímida desculpa e afirmando que não podia controlar a reação de seus empregados. Um casal saiu furioso nesta mesma hora. Parece que a recente entrada na lista dos 50 melhores restaurantes da América Latina (n° 40 - Lista 2017) fez mal aos donos do Villanos en Bermudas. Não conseguem honrar as reservas, não conseguem tratar bem seus clientes. O dono não fez nenhuma questão de nos demover da ideia de deixar o local, mesmo com reserva confirmada por mais de uma vez, e tendo esperado por cinquenta minutos para ser acomodados, o que não aconteceu. Serviço de péssima qualidade. Ao jovem proprietário digo que ele não pode controlar a atitude de seus empregados, mas pode, e deve, orientar e capacitar todos eles a tratar com cortesia e educação os clientes que chegam ao restaurante. Saindo, atentei para uma mensagem escrita na parede à esquerda da porta de entrada, quando percebemos que os proprietários se acham superiores e acima de qualquer crítica. Villanos en Bermudas entrou em minha lista das piores experiências em um restaurante que já tive em minha vida. Depois desta, resolvi ler as avaliações sobre o restaurante e constatei que há uma grande quantidade de críticas negativas, tanto da comida, quanto da espera demorada para ser acomodado em mesas. Fica aqui meu questionamento sobre a lisura desta lista dos 50 melhores restaurantes da América Latina.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

LIMA RESTOBAR

Restaurante: Lima Restobar
Endereço: Rua Visconde de Caravelas, 113, Botafogo, Rio de Janeiro, Brasil.
Fone: +55 21 2527 2203
Web: https://www.facebook.com/LimaRestobar/
Data: 16/09/2017, sábado, jantar.
Especialidade: gastronomia peruana.
Chef: Marcos Espinoza
Decoração: ocupa dois andares em uma loja no bairro de Botafogo, com mesas bem perto umas das outras. Nas paredes estão quadros que remetem a elementos da cultura peruana. Mesas de madeira, sem toalhas, mas forradas com jogos americanos de papel com grafismos e o nome do restaurante.
Serviço: além da comida, um dos pontos altos do restaurante. Atendimento atencioso, gentil, com pratos chegando à mesa em tempo razoável. Assim que perguntado, o garçom fez excelente explicação dos pratos, sanando nossas dúvidas e inquietações.
Bebida: recebemos como cortesia da casa o drinque do dia, que misturava pisco e ervas verdes, que estava refrescante e forte ao mesmo tempo. Durante a refeição, bebi água com gás (R$ 5,50) e uma Coca Cola Zero, lata de 350 ml (R$ 6,50). Finalizamos com café espresso Nespresso (R$ 6,50).
Couvert: pães feitos na casa acompanhados por duas pastas, uma com alho e outra com ervas, também cortesia da casa. Foram servidos em uma linda tábua de madeira. Pães com casca crocante e miolo macio. Uma delícia.
Pratos compartilhados: decidimos compartilhar alguns pratos ao invés de cada um pedir uma entrada e um principal. Pedimos algumas iguarias peruanas das quais gostamos muito:
1. degustación de ceviches (R$ 64,00). A casa tem quatro ceviches na carta dos quais o cliente escolhe três para esta degustação. Escolhemos o ceviche clássico - peixe branco, leite de tigre, cebola roxa, milho e batata doce; o ceviche misto - peixe branco, camarão, polvo, lula, leite de tigre e molho de pimentão vermelho com chips de batata doce; e o ceviche de salmão - salmão, leite de tigre de maracujá com salada de abacaxi e gengibre. A apresentação é linda, sendo os três ceviches servidos em uma cerâmica com três aberturas. É bem servido e nos possibilitou saborear os ceviches mais pedidos no restaurante, segundo nos disse o garçom. Peixe e frutos do mar no ponto correto, tempero delicioso do leite de tigre. Gostei dos três, mas meu preferido foi o clássico, onde cebola roxa, milho verde, batata doce e leite de tigre se harmonizaram muito bem, potencializando o sabor do peixe branco. Destaco também o sabor agridoce do ceviche de salmão.
2. butifarras criollas (R$ 45,00). São quatro unidades do clássico sanduíche peruano. Pão recheado com pernil de porco, cebola roxa e pimenta. O diferencial aqui em relação aos sandubas vendidos nos botecos de Lima é o pão. Lá, ele é servido em pão francês, aqui em pão de batata, mas com cara de ciabatta. Bem macio, por sinal. O pernil vem desfiado, bem molhadinho, levemente apimentado. Outra delícia.
3. jalea Lima (R$ 65,00). Prato bem servido, com pedaços de peixe branco, camarão, polvo e lula empanados, com crosta crocante, acompanhados por molhos da casa, salada de cebola roxa e chips de mandioca. Ainda veio no prato de cerâmica um copinho com leite de tigre, o mesmo servido no ceviche clássico. Mesmo sendo peruano, me deu a impressão que estava comendo um prato típico de botecos cariocas, talvez por causa dos empanados. Dos três pratos que comi, este foi o que não repetiria. Estava bem feito, com sabor marcante, peixes e frutos do mar frescos, mas faltou algo, um tempero mais peruano talvez.
Sobremesa: pedimos uma torta de chocolate com lúcuma para compartir, que também acabou sendo uma cortesia da casa. Eu gosto muito de lúcuma, fruta raríssima de se encontrar no Brasil, mesmo nos restaurantes peruanos. Não matei a saudade, pois o gosto de lúcuma mal se sentia na torta, que estava, diga-se de passagem, deliciosa.
Valor total da conta: R$ 224,95, para duas pessoas, incluída a gorjeta de 10%. Pagamento em cartão de crédito.
Minha nota: 8,5.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

CAMARADERÍA GASTROBAR


Restaurante: Camaradería Gastrobar
Endereço: Rua Cláudio Manoel, 555, Funcionários, Belo Horizonte, MG, Brasil.
Fone: +55 31 3646 4616
Web: http://www.camaraderia.com.br/
Data: 09/10/2017, segunda-feira, almoço.
Especialidade: gastronomia vegana.
Decoração: entrada na esquina de Rua Cláudio Manoel com Rua Professor Moraes, com decoração limpa, que tem ares antigos com uma pegada moderna. Uma grande lousa ocupa as paredes da direita onde estão escritas as opções de pratos para o almoço, assim como as sobremesas. A parede do lado da Rua Professor Moraes é toda em vidro, possibilitando aos clientes uma ampla visão da rua, além de garantir uma iluminação natural para o bar-restaurante. Ao fundo, à direita, um balcão serve de apoio aos empregados e de bar.
Serviço: cheguei para almoçar sozinho, sendo imediatamente atendido por um atencioso garçom. Como era cedo, por volta de meio dia, havia muitas mesas vazias. Escolhi uma mesa para quatro pessoas encostada na parede de vidro. Não há cardápio físico na hora do almoço. Além de poder ler o que está na lousa-parede, o garçom leva até a mesa um tablet no qual o cliente vê as opções do dia diretamente do Instagram do restaurante. Havia quatro opções de refeição e seis de sobremesa. O prato chegou bem rápido à mesa.
Bebida: Mate Leão Fuze Limão Zero (R$ 6,50) para acompanhar a comida. 
Prato principal: comida vegana tem que estar muito  bem temperada, pois do contrário, fica insossa, mas resolvi experimentar logo um prato mais radical, escolhendo iscas de filé de soja empanadas regadas ao molho de hortelã, acompanhadas por legumes assados e arroz branco (R$ 28,90). O prato é bem servido, mas é visualmente feio, sem cores vibrantes. O arroz branco veio servido em uma cumbuca à parte, colocada dentro do próprio prato de porcelana branca. As iscas do filé de soja eram grandes, quase que um "escalope", mas estavam bem macias, levemente empanadas, o que valorizou o sabor da própria soja. O molho, já servido sobre as iscas, era mais parecido com um pesto de ervas, já que o sabor da hortelã era muito suave, quase imperceptível. Acho que assim ficou melhor, pois o sabor mais picante e refrescante da hortelã poderia desvirtuar o sabor das iscas de soja. O arroz branco foi bom para absorver um pouco do molho. Os legumes assados - tomate, abobrinha, berinjela e cebola roxa - foram apresentados na forma de um clássico ratatouille. Estavam assados na medida certa, prevalecendo um sabor levemente adocicado, harmonizando bem com o leve sal do tempero das iscas de soja. Ao final, o tempero usado nos ingredientes do prato fez a diferença no paladar.
Valor total da conta: R$ 38,94, incluída a gorjeta de 10%. Pagamento em cartão de crédito.
Minha nota: 7.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

EL PUNTO GRINGO

Restaurante: El Punto Gringo
Endereço: Avenida Vieira de Carvalho, 179, República, São Paulo, SP, Brasil.
Fone: +55 11 3222 8674
Web: http://elpuntogringo.com/
Data: 15/06/2017, quinta-feira, lanche noturno.
Chef: a brasileira Ana Soares (consultoria).
Especialidade: gastronomia argentina, com foco em pratos rápidos.
Decoração: iluminação baixa, paredes escuras com muitos objetos que remetem aos argentinos, como brasões das províncias de nossos vizinhos. O clima é de um bar portenho, dando a impressão de que a qualquer momento um casal vai dançar tango no corredor. Há dois salões. No primeiro um balcão domina a paisagem, onde clientes compram empanadas e choripáns para comer nas agitadas calçadas da região. O segundo salão, ao fundo, ficam as pessoas que querem a tranquilidade de uma refeição bebendo seus drinques favoritos, muitos deles feitos com bebidas de forte apelo popular na Argentina, como Cynar e Fernet.
Serviço: Éramos três pessoas, sem reserva. Quando chegamos, nos apresentamos na entrada do segundo salão e fomos conduzidos até uma mesa para quatro pessoas, ao lado de uma pilastra, sendo dois assentos no grande sofá que percorre toda a parede da direita de quem entra. Garçom simpático, sabendo explicar todos os pratos do cardápio, que está impresso em folhas de jogo americano e também estampado na parede em uma enorme lousa. Os pratos chegaram rápido à mesa. O vasilhame utilizado lembra o utilizado em botecos e bares de beira de estrada, como copos do estilo americano e pratos esmaltados de cores diversas.
Bebida: Coca Cola Light, lata de 350 ml (R$ 6,50) para acompanhar a comida. Bebi uma lata e meia.
Entrada: aceitamos a sugestão do garçom e compartilhamos uma entrada: 1. chori do gringo (R$ 14,00), ou seja, o tradicional sanduíche argentino, o choripán, com toques da casa. Como era para dividir, o sanduíche já foi servido aberto e fatiado em pedaços. Por cima do pão, uma mini baguete, linguiça também cortada pela metade em corte longitudinal e fatiada, com um pouco de molho chimichurrri para deixá-lo úmido. Ao lado do sanduíche estava um copinho americano de shot de cachaça com mais molho. Tudo isso disposto em um prato esmaltado na cor verde. O pão estava levemente tostado na chapa, o que o deixou mais saboroso. A linguiça era bem temperada e já possuía umidade suficiente, motivo pelo qual o molho por cima dela estava em pouca quantidade. Estava tão bom, que os pedaços sumiram do prato.
Prato principal: lomito de la casa (R$ 24,00) - outro sanduíche tradicional da Argentina, feito com pão francês, filé bovino, alface e tomate. Também servido em um prato esmaltado de cor escura, veio partido em dois pedaços. O pão era feio, seco, sem tostar como ocorreu com o choripán. O filé estava bem fino, macio, mas era seco. Faltou molho.
Valor total da conta: R$ 156,24, para três pessoas, incluída a gorjeta de 12%. Pagamento em cartão de crédito.
Minha nota: 6,5.

SALUMERIA CENTRAL

Restaurante: Salumeria Central
Endereço: Rua Sapucaí, 527, Floresta, Belo Horizonte, MG, Brasil.
Fone: +55 31 2552 0154
Web: https://www.facebook.com/salumeriacentral/
Data: 21/05/2017, domingo, almoço.
Chef: o italiano Massimo Battaglini.
Especialidade: gastronomia italiana, com foco nos embutidos e na carne de porco.
Decoração: móveis antigos, decoração rústica, iluminação baixa.
Serviço: Éramos seis pessoas, sem reserva. Quando chegamos, o salão principal estava quase cheio e ainda não tinham ordens para abrir o segundo salão, que ocupa a loja ao lado. Os garçons se esforçaram para juntar duas mesas, onde fomos acomodados, mais ao fundo do salão, perto do balcão. O serviço foi bom, com as bebidas e pratos chegando à mesa em tempo razoável.
Bebida: Schweppes Citrus Light, lata de 350 ml (R$ 6,00) para acompanhar a comida e uma xícara de café espresso Nespresso (R$ 6,00) ao final.
Entrada: compartilhamos duas entradas: 1. bolinhas de maçã de peito cremosas com molho barbecue picante (R$ 28,00) - vieram oito unidades dentro de uma tigela inox protegida com papel de embrulho rosa no fundo, que teve a função de chupar o excesso de gordura das bolinhas. Estavam bem fritas, com crosta crocante. A carne era fibrosa, bem macia, com sal um pouco acima do ponto, sem, no entanto, prejudicar a degustação. Ao ler cremosa, pensei em uma carne bem suculenta, mas ao levar à boca, não era tão cremosa como achava. O molho barbucue estava mais doce do que picante. A porção foi pequena para seis pessoas. 2. linguiça de pernil artesanal com farofa crocante de cebola e chimichurri (R$ 36,00) - A linguiça foi servida inteira, enrolada sobre seu próprio corpo, disposta em um prato de porcelana branco com linhas em círculos vermelhos, o que, de certa forma, dialogou com a forma da apresentação da iguaria. Dois ramequins brancos pequenos, um com a farofa e outro com o molho, completaram a decoração do prato. A especialidade de uma salumeria são os embutidos, especialmente os feitos com a carne de porco. Esta linguiça não decepcionou. Com tempero na medida, recheio de pernil bem cozido, estava divina. Ideal para comer com um pedaço de pão, o que faltou para ser melhor ainda. O molho de chimichurri tirou a secura do prato e foi um ótimo acompanhante para os pequenos pedaços em que fatiamos a linguiça. Já a farofa, foi decepcionante, pois era muito seca, faltando um pouco mais de manteiga para deixá-la mais úmida. Uma porção também é pequena para dividir com seis pessoas.
Prato principal: barriga de porco acompanhada por farofa e maionese caseira (R$ 32,00 - meia porção) - não quis arriscar. Depois da ótima linguiça, resolvi escolher uma das sugestões para o almoço daquele domingo, tendo a carne de porco como carro chefe. Alguns pratos sugeridos tinham a possibilidade de pedir meia porção, o que fiz. Em um prato retangular de porcelana branca, vieram quatro pedaços de barriga de porco assadas, acompanhadas de tomatinhos cereja confitados e três pétalas de cebola cozidas, além de um ramo de alecrim. A meia porção é bem pequena se o comensal for um glutão e gostar de comer abundantemente. A carne estava bem cozida, com tempero suave, deixando o sabor da gordura da barriga suína ficar em evidência. Faltou crocância à capa da barriga. Tomatinhos e cebola deixaram o prato mais doce. Não experimentei nem a farofa, nem a maionese caseira, que vieram servidas à parte, deixando que os demais da mesa dessem cabo deles.
Sobremesa: o cardápio trazia somente três opções de sobremesa, as italianíssimas tiramisù e semifredo, e uma tábua de doces mineiros. Ninguém se aventurou nestas paragens neste almoço.
Valor total da conta: R$ 708,95, para seis pessoas, incluída a gorjeta de 10%. Pagamento em cartão de crédito.
Minha nota: 6,5.

domingo, 10 de setembro de 2017

LA PERUANA CEVICHERÍA

Restaurante: La Peruana Cevichería
Endereço: Alameda Campinas, 1.357, Jardins, São Paulo, SP, Brasil.
Fone: +55 11 3885 0148
Webhttp://laperuana.com.br
Data: 15/06/2017, quinta-feira, almoço.
Chef: a peruana Marisabel Woodman.
Decoração: chamou a atenção por ter muitos elementos do artesanato peruano. É carregado, mas não incomoda. A parte em que ficamos, mais ao fundo do salão, tem menos iluminação.
Serviço: chegamos sem reserva e o restaurante estava lotado. Era feriado, com dia lindo. Colocamos nosso nome na lista, pedindo uma mesa para duas pessoas. A espera foi no bar El Balcón de La Peruana, que fica duas casas acima do restaurante. Ali se pode esperar pedindo drinques e petiscos, que são lançados diretamente na conta do La Peruana. Pedimos dois drinques, pois o tempo estimado de espera seria de meia hora, segundo o atendente nos informou. No entanto, com quinze minutos, já estávamos sendo levados para nossa mesa. Assim que nos sentamos, já nos entregaram os cardápios, um para cada um de nós. Sanamos as dúvidas com o garçom, que mostrou conhecer bem os itens do menu. Pedimos entrada, prato principal, sobremesa e café. Todos chegaram à mesa em tempo razoável, sem demoras.
Bebida: coquetel El Dragón (R$ 29,00) - pisco, hortelã, limão siciliano e suco de cramberry. A cor vermelha domina o drinque, que foi servido em uma taça com muito gelo. Refrescante, com pisco na medida em que gosto. Também bebi uma garrafa de água com gás de 330 ml da marca Prata (R$ 6,00).
Entradacompartilhamos duas entradas: 1. anticuchos de coração bovino (R$ 20,00) - dois espetos de coração marinados na cerveja, hortelã e panka peruana, assados na brasa. Foram servidos em uma linda travessa de porcelana em formato ovalado, acompanhados por dois pedaços de batata assada e ají carretillero. O coração estava bem macio, com excelente tempero. Minha memória gastronômica me levou à Lima. Muito bom. 2. mix de causitas (R$ 26,00). Desde que vimos o cardápio, sabíamos que comeríamos causas, feitas com batata amassada e fria, temperadas com limão e ají amarillo. Pedimos o mix para experimentar, em versões menores, as três opções que a casa oferece, ou seja polvo, galinha e camarão. Também servidas em uma travessa de porcelana, tinham lindo visual. Cada causa foi apresentada com uma cor. Todas bem temperadas. Preferi a de galinha, a mais tradicional de todas na culinária peruana.
Prato principaltacu tacu anticuchero (R$ 32,00) - mais um tradicional prato da gastronomia peruana. Servido em um prato de cerâmica redondo, foi servido um tacu tacu de feijão preto e arroz, filé mignon grelhado na marinada anticuchera, banana da terra, ovo frito e salsa criolla. Aqui o visual não empolgou muito, mas o sabor tirou esta impressão na primeira garfada. O tacu tacu estava em formato de um quibe com o ovo frito por cima. Era o melhor do prato. Dava para sentir o sabor levemente adocicado da mistura feijão com arroz. Estava levemente selado por baixo, o que lhe garantiu uma deliciosa casquinha crocante. A carne veio servida cortada em pequenos pedaços, muito macia, com sabor levemente ácido, efeito da marinada com que foi grelhada. A banana da terra deu mais um toque adocicado no prato, mas não dominou no paladar porque a salsa criolla, em consistência de uma maionese, amenizou a sua doçura.
Sobremesa: já estávamos satisfeitos, mas não resistimos, pedindo picarones (R$ 19,00) para dividir. Esse doce peruana é feito com batata doce, farinha de trigo, abóbora e anis, servido com uma calda de mel e laranja. É difícil fazer, pois são fritos e tem que estar bem cozidos por dentro, macios, com a casca seca e dourada. O risco de servir cru ou murchar antes de ser servido é grande. No caso, vieram dois picarones de coloração linda e muito macios por dentro. Achei a calda muito doce. Ao final, uma providencial xícara de café espresso (R$ 5,00), que veio acompanhada por um brigadeiro de coco. Um toque brasileiro em meio às delícias da culinária peruana.
Valor total da conta: R$ 238,70, para duas pessoas, incluída a gorjeta de 10%. Pagamento em cartão de crédito.
Minha nota: 8,5.

5ª REUNIÃO - CONFRARIA BEAGÁ

Chegou setembro e com ele a quinta reunião da Confraria Beagá, realizada na noite de sábado, 02 de setembro de 2017, no apartamento de Leo e Gastón. Pela segunda vez seguida, estava completa, com os confrades: Leo, Emi, Rogério, Marcelo, Sônia e Luís Fernando. Eis os vinhos da noite, cujo tema foi "África do Sul":

Vinho 1Lesca De Wetshof

Safra 2015, com 13,5% de gradação alcoólica, elaborado com 100% de uvas chardonnay pela vinícola De Wetshof Estate, na região de Robertson, África do Sul. Na taça, mostrou-se com coloração palha, enquanto que no nariz, os confrades sentiram notas de pêssego, damasco e abacaxi. Na boca, é adocicado, suave, bem leve, com toques de abacaxi. É importado para o Brasil pela Mistral, custando R$ 151,15. O vinho maturou por três meses em barricas de carvalho francês, quando teve contato com as borras. Tem potencial de guarda de até cinco anos. Harmoniza bem com peixes, frutos do mar e queijos de massa mole.

Vinho 2Paul Sauer Kanonkop

Safra 2010, com 14,5% de gradação alcoólica. Seu corte é 65% cabernet sauvignon, 20% cabernet franc e 15% merlot. Produzido pela vinícola Kanonkop na região de Stellenbosch, África do Sul. Ficou decantando por cerca de 50 minutos antes de ser servido. Na taça, revelou cor rubi, rubi. No nariz, os confrades sentiram compota de frutas escuras, especiarias, aroma adocicado, pimenta. Na boca, revelou-se macio, com corpo médio, acidez presente, com boa salivação, aveludado. Estagiou por 26 meses em barricas de carvalho francês da região de Nevers, todas com 225 litros, com média tosta. É importado para o Brasil pela Mistral, custando R$ 363,24. Seu potencial de guarda é de cinco a dez anos. Harmoniza com carnes de caça. Foi o campeão da noite, sendo o preferido por Leo, Rogério, Marcelo, Sônia e Luís Fernando.

Vinho 3Lyngrove Latitude Platinum

Safra 2012, com 14,5% de álcool, elaborado com 40% de cabernet sauvignon, 35% de pinotage e 25% de syrah, por Lyngrove Wines, na região de Stellenbosch, África do Sul. Foi servido após 80 minutos de decantação. Cor rubi, com leve reflexo granada. No nariz, sentimos frutas vermelhas, especiarias, caixa de madeira. Na boca, ácido, com muita salivação, permanece por longo tempo no paladar. É importado para o Brasil por RJU, custando R$ 358,00 na Casa do Porto. Potencial de guarda para 15 anos. O preferido da noite por Emi.

Terminada a degustação, teve início o jantar, composto de quatro etapas. Durante a refeição, tomamos o vinho sulafricano The Chocolate Block, produzido pela vinícola Boekenhoutskloof na região de Franschhoek, safra 2012, elaborado com 44% syrah, 24% grenache, 14% cabernet sauvignon, 14% cinsault e 4% viognier, tendo 14,5% de álcool. Custou R$ 285,43 na Mistral.

Eis nosso jantar, preparado pelo argentino Chef Gastón Almada:
Amuse bouche: cogumelo portobelo recheado com requeijão, cebola e parmesão.
Entrada: ceviche de camarão e manga.
Principal: frango na cerveja preta, quiabo grelhado e canjiquinha cremosa.
Sobremesa: pera cozida em vinho branco sobre calda de baunilha e casca de laranja.