quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

BADEJO

A experiência: Os primeiros dias em BH foram para fazer um reconhecimento de área no bairro onde escolhemos morar, lotado de opções para comer. Era uma quinta-feira, primeira noite no apartamento alugado. Cansaço extremo por causa das caixas da mudança, que abrimos durante todo o dia. Saímos para comer nas imediações do edifício. Paramos no restaurante Badejo, inaugurado no início dos anos 90, cuja especialidade é pescado e frutos do mar, especialmente os que integram a moqueca. No caso, moqueca capixaba. Passavam das 21:30 horas. O local estava bem vazio. Escolhemos uma mesa no salão da esquerda de quem entra, onde havia duas mesas ocupadas. O restaurante é muito grande. As incompreensíveis televisões ligadas sem volume fazem parte da decoração, que por sinal, é muito simples. Os garçons são distantes do cliente, sem ser formais. Pareciam impacientes naquela noite. Mesmo com o restaurante vazio, esperamos mais de quarenta minutos para nosso prato principal chegar à mesa. Mas fomos avisados que a moqueca demorava. Para beber, naquela noite quente, apenas Coca Cola Zero, lata de 350 ml (R$ 5,00). Bebemos, ao todo, três latas. Para comer, começamos com uma porção de bolinho de bacalhau (R$ 24,90), sugestão do garçom. A porção vem com doze unidades em forma de bolinha, acompanhadas por um forte molho de pimenta malagueta.
O bolinho estava escuro demais, seco por fora e por dentro. Tinha mais batata do que bacalhau. O tempero era muito fraco. O molho de pimenta foi providencial para levantar o quase inexistente sabor. Mesmo com fome, não conseguimos comer a porção inteira. Com a demora já registrada acima, chegou a moqueca de badejo (R$ 149,80), especialidade da casa. A panela de pedra chegou fumegante à mesa, como deve ser, largando um bom aroma no ar. Muito bem servida, é suficiente para até quatro pessoas. Como acompanhamento, arroz branco e pirão. O arroz era insosso, mas isto é perfeito para a harmonização com o molho da moqueca, mas o pirão, que deveria ter sabor, estava muito sem graça, meio aguado. Faltava farinha. Quatro generosas postas de peixe vieram na moqueca, juntamente com o molho composto por tomate, pimentão vermelho e cebolinha. A cocção das postas estava distinta. Duas delas estavam muito cozidas e as outras duas em cozimento mais condizente com o que deve ser o de um peixe em postas, como o badejo. Nitidamente dava para perceber que não foram cozidas juntas na mesma moqueca. Com uma cocção mais longa, o badejo ficou seco e difícil de comer, pois não absorvia o molho da moqueca. E na boca, sobrou aquele gosto de maresia que só saiu com um café espresso (R$ 4,20). Não gostamos da experiência.
Restaurante: Badejo
Endereço: Rua Rio Grande do Norte, 836, Savassi, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3261 2023
Wi-fi: disponível, mediante senha, mas não funcionou enquanto estávamos lá.
Data: 03/11/2016, quinta-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 217,91, para duas pessoas, incluído o serviço, sem bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 4.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

DELI HANDMADE

A experiência: Gosto muito de sanduíches, todos os tipos. Domingo à noite, quando resolvo sair para comer, três coisas aparecem em minha mente, a saber: pizza, crepe e sanduíche. Pois bem, em BH, fui duas vezes, em pouco mais de um mês na cidade, a uma pequena sanduicheria no bairro de Lourdes, a Deli Handmade. Nas duas oportunidades, chegamos por volta de 22 horas e tivemos que colocar nosso nome na lista de espera. O local é pequeno. Fica em uma loja minúscula, com mesas dispostas junto à parede da esquerda, acomodando umas 16 pessoas. Do lado de fora, na calçada, também há mesas, mas são desconfortáveis, seja pelo desnível do passeio, seja por sua altura. Preferimos esperar vagar um local no salão interno. Como é uma hamburgueria, a rotatividade é rápida, não tendo que esperar muito. Atendimento atencioso, mas houve demora dos pedidos para chegar na mesa. As opções da carta são tentadoras por causa das combinações dos recheios. Eis o que comi nas duas vezes em que lá estive:
1ª vez: muchuroom deli (R$ 37,90) - pão francês, carne blend angus, queijo brie, shitake na manteiga e shoyu. Você pode escolher o acompanhamento do burger, já incluído no preço, entre duas opções, batata frita, chamada na carta de frites, ou chips de batata doce. Nessa noite, preferi as frites. É uma batata inglesa cortada em quatro pedaços grandes, primeiramente cozida e depois finalizada na fritura. Fica crocante por fora e bem macia por dentro. Delícia. O sanduíche veio com uma faca fincada no meio, tipo "A Espada Era A Lei", do Rei Arthur. Pão super macio, segurando bem o recheio. Ótimo para se comer com as mãos, sem necessidade do talher. O shitake estava divino, bem cozido, e com a potência do sabor do shoyo casou muito bem com o brie. Sensacional.
2ª vez: mister benedict (R$ 38,90) - pão tradicional, carne blend angus 240 gramas, queijo gruyère, ovo frito, sauce hollandaise, sriracha, bacon e rúcula. Desta vez, pedi como acompanhamento chips de batata doce. A apresentação do prato é bem mais bonita do que o sanduíche anterior. Os chips vieram em um cesto ao lado do burger e em quantidade abundante. Estavam crocantes, fininhos, com o sabor levemente adocicado da batata doce prevalecendo no paladar. Já o sanduba tinha um pão extremamente macio, úmido, mas que segurava bem o recheio, sem fazer lambança nas mãos e na mesa, mesmo tendo ovo com gela mole e molho holandês. Carne suculenta, bem temperada, rosadinha por dentro, mas sem estar crua (pedi ao ponto). Gostei da transposição do famoso ovo beneditino para dentro de um sanduíche. Gema mole, levemente salgada, molho em quantidade correta, dando sabor sem ser abundante. E também gostei da mistura do molho holandês, cuja base é ovo, manteiga e suco de limão, com a sriracha, pasta de pimenta, sal, vinagre, alho e açúcar. Ficou levemente picante, mas untuoso. A rúcula ainda deu um toque de ardência no recheio. Adorei.
Restaurante: Deli Handmade
Endereço: Rua Professor Antônio Aleixo, 591, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3564 6370
Reserva: não
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Datas: 23/10/2016, e 20/11/2016, ambas as datas em domingo à noite.
Valor total de cada conta: 23/10/2016: R$ 154,80, para três pessoas: 20/11/2016: R$ 194,00, para quatro pessoas, incluído o serviço. Contas pagas com cartão de crédito.
Minha nota: 8.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

ALMA CHEF

A experiência: Cheguei de volta a Belo Horizonte em 20 de outubro, depois de 21 anos morando em Brasília. Era quinta-feira, viajei o dia todo de carro e depois de um bom banho, deitei e dormi profundamente. A sexta-feira, 21/10, foi para resolver as últimas pendências para fechar o contrato de aluguel. À noite, dois amigos me chamaram para jantar em um dos restaurantes da badalada região de Lourdes. Não tínhamos reserva e tudo estava cheio. Demos sorte ao chegar no Alma Chef, dos chefs Felipe Rameh e Thiago Guerra, pois havia uma mesa disponível. Ficamos no piso superior, em local com pouca iluminação (não aprecio restaurantes em cuja decoração predomina a luz baixa porque dificulta ler o cardápio e ver o que se está comendo). O Alma Chef é bem conceituado na cidade, ganhador de vários prêmios gastronômicos, motivo pelo qual esperava um serviço melhor. O atendimento foi demorado, displicente, com esquecimentos de nossos pedidos. Ao escolher o vinho, demoraram para retornar com a informação de que aquele vinho tinha terminado. O chef Felipe foi simpático ao vir à mesa e nos cumprimentar. Não recordo o vinho que tomei, mas foram estes os pratos da noite:
1) começamos dividindo a entrada chamada de empanadas clássicas (cinco unidades - R$ 29,00). Demoraram a chegar. Dispostas em uma tora de árvore devidamente curtida em óleo (que está à venda no empório do restaurante), tinham bom aspecto, e foram servidas com um potinho de molho chimichurri. Talvez esse molho seja o clássico do nome, pois se comparadas às empanadas argentinas, estão bem distantes das conhecidas no país nosso vizinho e em outros países da América do Sul. O tamanho era menor, o recheio de carne não tinha cebola e estava seco. Estavam bem assadas, mas com uma crosta de açúcar que me pareceu mais uma ousadia do que uma releitura de um clássico. Este doce doce-salgado não caiu bem em meu paladar.
2) em seguida, pedimos outra entrada para compartir, uma burrata com baguete artesanal (R$ 49,00). O tamanho decepciona, tanto da burrata quanto da baguete. A baguete não foi suficiente para acompanhar o queijo. Pedimos outro pão, mas demorou tanto, que quando chegou, só existia o azeite em que a burrata estava parcialmente embebida.
3) como prato principal, pedi um picadinho (R$ 58,00), um dos patos que mais gosto da culinária brasileira. No caso, era uma releitura bem distinta do original: pois tinha manteiga de garrafa, mandioca, ovo frito, queijo coalho frito e vinagrete, ficando de fora o arroz, a farofa, a banana frita e o ovo pochê. A carne veio cortada em cubos médios, não em pequenas tiras, como o corte feito em ponta de faca. O prato não primava pela boa apresentação. A gema do ovo estava bem passada, o que mata o picadinho, pois o prazer de ver a gema escorrendo ao ser partida faz parte do ritual de se comer este clássico da cozinha brasileira. Mandioca muito seca. O molho veio em pequena quantidade e o queijo coalho estava sem sabor. Mesmo com molho, faltou suculência ao prato. Não gostei desta releitura.
Restaurante: Alma Chef
Endereço: Rua Curitiba, 2081, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 2551 5950
Reserva: sim
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 21/10/2016, sexta-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 612,90, para três pessoas, incluído o serviço, com bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

AU BON VIVANT

A experiência: Noite chuvosa em BH. Ainda não tinha me mudado para a capital mineira, estando à procura de apartamento para alugar. Estava hospedado na casa de um amigo, quando decidimos sair para jantar. Escolhemos o bistrô Au Bon Vivant, que fica em uma bela casa no bairro Cruzeiro, com decoração que remete aos bistrôs parisienses, como o piso de ladrilho hidráulico e quadrinhos nas paredes, além de uma iluminação amarelada. Tínhamos reserva feita por telefone. Fomos acomodados em uma mesa no salão principal, de frente para o bar. Na lousa acima do bar estava escrito a giz que um clássico da culinária francesa havia retornado ao cardápio da casa: boeuf bourguignon. Já que era para pedir clássicos, começamos dividindo uma terrine de paté de campagne (R$ 27,00). Tinha bela apresentação, servida em uma pedra de ardósia, juntamente com um cesto com quatro fatias de baguete francesa, e duas colheres de cerâmica, uma com cebola caramelizada e outra com ciboulette em conserva.
A terrine é preparada com carne de pernil de porco assado em banho-maria com conhaque e especiarias. Estava muito boa, macia, com gostinho levemente salgado, mas que em mistura com a cebola caramelizada, ficou sensacional. Foi o melhor da noite.
Como principal, pedi o boeuf bourguignon (R$ 64,00). O guisado de carne com legumes e vinho tinto veio acompanhado por uma mousseline de batatas. Outro prato com bela apresentação, mas que pecou pela distorção entre a proporção do principal e do seu acompanhamento. Havia 2/3 de mousseline para 1/3 do guisado. E em relação ao sabor, a discrepância também pendeu para o acompanhamento, que estava bem saboroso, super suave, enquanto a carne estava sem graça, com pouco molho. Faltou sentir o sabor do vinho tinto, que, geralmente, se encorpara ao molho espesso em que costuma ser servido este prato. Escoltou o prato principal uma garrafa de Château Peynaud, safra 2009 (R$ 120,00), um vinho tinto de Bordeaux, que harmonizou bem com a carne, o que deu uma pequena melhora na degustação do prato. Terminado o principal, chegou a vez de escolher uma sobremesa.
Continuei na seara dos clássicos da culinária francesa, escolhendo uma tarte tatin (R$ 21,00), cujas maçãs estavam bem cozidas, com doçura da própria fruta, mas o sorvete de baunilha que a acompanhava era branco, com pouco sabor.

Meu amigo disse que não tive sorte, pois ele já havia jantado várias vezes no local e sempre teve boas experiências. Vou ter que ir novamente, pois esta não foi das melhores experiências em restaurantes franceses.
Restaurante: Au Bon Vivant
Endereço: Rua Pium-Í, 229, Cruzeiro, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3227 7764

Web: http://www.aubonvivant.com.br/
Reserva: sim
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 05/10/2016, quarta-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 408,00, para três pessoas, incluído o serviço, com bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

MACAU

A experiência: depois de ver um belo show de Rogério Flausino & Wilsom Sideral cantando Cazuza no Sesc Palladium, decidimos jantar. Era noite de domingo, perto de 21 horas. O que vem primeiro à cabeça sempre é pizza, mas como já havíamos tentado ir almoçar naquele mesmo dia no restaurante Macau, um clássico da culinária chinesa em Belo Horizonte, mas a fila de espera nos desanimou, resolvemos matar nossa vontade. Estava vazio, com pouco movimento quando chegamos. Atendimento muito bom, com garçonetes simpáticas, educadíssimas e explicando o cardápio com muita segurança. Menu extenso, com todos os clássicos da gastronomia chinesa mais conhecidos e apreciados pelos brasileiros. Lembrei de quando ia comer lá na década de oitenta e adorava o rolinho de primavera. Pedimos dois para começar (R$ 7,20 cada um). Eles são bem diferentes dos que costumamos encontrar em restaurantes chineses espalhados pelo país afora. São grandes e dourados. Sua casca não é lisa, pelo contrário, é bem rústica e bem sequinha. Ele vem partido em três pedaços, o que facilita em um eventual compartilhamento na mesa. Ao entrar em contato com a saliva da boca, a casca se derrete, soltando um delicioso sabor de fritura, que não é enjoativo. Recheio abundante, bem temperado, com sabor potente. É tão grande que vale por uma refeição para quem não come muito. Como somos glutões, partimos, em seguida, para o principal. Pedimos três pratos:
1) vaca desfiada com broto de feijão e broto de bambu (R$ 38,50): era o prato que tinha em mente quando decidi por jantar no Macau. Super bem servido, com muita carne e muito broto de bambu. Molho de soja abundante, deixando o prato bem suculento. O sabor suave dos brotos de feijão e de bambu contrasta de forma positiva com o sabor forte do molho, fazendo uma bela sinfonia de sabores no paladar. Mesmo com diferenças, estes sabores, somado ao da carne, se completam. Excelente prato.
2) arroz chau chau (R$ 24,50): ir em restaurante chinês e não comer arroz frito é um sacrilégio para mim. Assim, pedimos uma porção deste arroz frito que é servido com gema de ovo refogada como um ovo mexido, cebolinha, presunto e mini camarões. O arroz é a estrela. Frito tem outro sabor. Para mim, dispensaria o presunto e o camarão. Apenas a gema de ovo e a cebolinha bastariam, pois são dois ótimos parceiros para o arroz frito.
3) shitaki com acelga ao molho de ostra (R$ 36,50): outro prato super bem servido. Os cogumelos são apresentados inteiros em meio às folhas de acelga rasgadas e levemente cozidas. Um abundante molho de ostra completa o prato. Não gosto de ostra. Assim, mesmo com a garçonete informando que o molho tinha o nome de ostra, mas o gosto que prevalecia era o do shoyo, fiquei sugestionado e não gostei. Provei um pedaço do shitaki, que estava bem cozido e macio, mas o sabor do molho na boca se transformou em uma ostra crua gigante e não consegui comer. A força do pensamento agiu aqui.
Para acompanhar o jantar, bebi Schweppes Citrus Light (R$ 5,50 a lata de 350 ml). Consumi uma lata e meia. Foi tanta comida, que pedimos para embalar o que sobrou para levar para casa, que acabou sendo o nosso almoço do dia seguinte. Ao todo foram três embalagens (R$ 3,00 cada uma).
Restaurante: Macau
Endereço: Avenida Olegário Maciel, 1.767, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3337 6193

Web: http://www.restaurantemacau.com.br/novo/
Reserva: não
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 06/11/2016, domingo, jantar.
Valor total da conta: R$ 150,00, para duas pessoas, incluído o serviço, sem bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8,5.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

TASTE VIN

A experiência: Recém chegado de volta a Belo Horizonte, após 21 anos morando em Brasília, não queria grandes comemorações para o meu aniversário de 53 anos. Combinei com um amigo que completa anos no mesmo dia que eu para irmos jantar na noite do 31 de outubro. Como era segunda-feira, muitos restaurantes estavam fechados. Escolhemos o Taste Vin, muito tradicional e famoso na cidade, especialmente pelos seus suflês. Meu amigo fez a reserva para às 20:30 horas, mesa para quatro pessoas. Fomos acompanhados por nossos respectivos companheiros. Mesmo para uma segunda-feira, foi difícil achar vaga para estacionar nas imediações do restaurante, mas conseguimos. Por esta dificuldade, há serviço de manobrista na porta do Taste Vin, serviço este cobrado separadamente. Chegamos no horário. Nossos amigos já estavam sentados. No bar, uma grande fila de espera. Todas as mesas ocupadas. Ficamos no primeiro salão à direita de quem entra. São vários pequenos ambientes, preservando a estrutura da casa onde ele está localizado. O serviço é muito bom, com garçons atentos, simpáticos, esclarecendo nossas dúvidas. O pedido foi tirado pelo proprietário e chef. Começamos as comemorações brindando à vida e à amizade. Meu amigo levou o champanhe Perrier-Jouêt Grand Brut
para esta ocasião, cujo serviço do vinho ficou em R$ 90,00 (rolha). Para acompanhar o jantar, pedimos uma sugestão ao sommelier, já que os pratos que cada um pediu eram bem distintos. Ele nos sugeriu o vinho francês Bourgogne Pinot Noir Vieille Vignes, safra 012, da Maison Roche de Bellene (R$  296,80).
Vinho leve, fácil e gostoso de beber. Teve uma boa harmonização com o que comi como prato principal, um suflê, conforme descrição abaixo. Para acompanhar o vinho, água com gás (R$ 6,00 a garrafa com 300 ml). Em seguida, o que comi nesta noite:
1) Iniciamos compartindo o couvert da casa. Pedimos o tradition para duas pessoas (R$ 42,00). Embora para dois, foi suficiente para nós quatro. Consiste de uma cesta de variados pães; um mousse de pepino, que lembrou muito a que minha mãe faz, tanto pelo frescor, quanto pelo delicioso gostinho ácido que fica na boca devido ao limão que é misturado ao pepino; meio queijo de cabra, que não era dos mais potentes no paladar, mas foi perfeito com o pão; meia fatia de patê de campagne, que estava bem temperado, levemente salgadinho, fresco, e foi um par perfeito para os pães; e quatro fatias de tomates semi-desidratados, outro item que casou bem com os pães e com o queijo de cabra.
2) Embora no cardápio conste como opção de entrada, o suflê, prato que fez a fama do local, é bem servido, uma verdadeira refeição. Assim, escolhi o suflê chèvre, thym et huile d'olive (R$ 84,00), como meu prato principal. Assim que tirou nosso pedido, o chef informou que o suflê era um prato mais demorado, o que já sabíamos. Cerca de quarenta minutos depois, uma maravilha foi posta em minha frente. Um aroma agradabilíssimo e um visual sensacional já aguçaram meu paladar. Nenhum cheiro de ovo no ar, o que é um bom sinal. Estrutura perfeita, sem cair em nenhum momento, mesmo depois de eu ter colocado a colher. Queijo de cabra, tomilho e azeite, nada mais do que estes três ingredientes. Sabor leve, mas ao mesmo tempo marcante. Suave na boca, sem necessidade de mastigar. Era colocar na língua e sentir aquela textura se desfazendo, deixando o sabor preencher toda a boca. Simplesmente divino.
3) Uma noite como esta não poderia terminar sem uma sobremesa. Pensei em pedir um suflê de chocolate, mas achei que era demais ficar somente nos suflês. Parti para experimentar outros sabores pedindo uma mangue au porto (R$ 20,00). Manga ao vinho do Porto, gengibre e sorvete de coco. Mais um prato bem servido, podendo ser compartilhado tranquilamente por duas pessoas. O visual não me chamou a atenção. Era sem criatividade. Apenas fatias de manga dispostas sobre um caldo avermelhado e uma bola de sorvete colocada na borda do prato. A manga não estava totalmente madura, o que não me faz a cabeça. Na verdade, não apreciei esta sobremesa. Da próxima vou ficar no suflê
Terminamos com uma excelente xícara de café Nespresso (R$ 6,00).
Restaurante: Taste Vin
Endereço: Rua Curitiba, 2105, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3292 5423

Web: https://www.facebook.com/tastevinbh/
Reserva: sim
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 31/10/2016, segunda-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 984,28, para quatro pessoas, incluído o serviço, com bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8,5.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

DORSÉ


A experiência: Mexendo no Instagram, deparei-me com uma foto que despertou minha curiosidade. Coxinhas feitas com massa de tapioca recheadas com carne carne de sol e queijo coalho, quitute preparado pelo gastrobar Dorsé para o festival Bar em Bar que ocorria em alguns bares-restaurantes de BH no mês de novembro. Chamei meu companheiro e dois amigos para experimentarmos esta iguaria em uma noite de sexta-feira. Ligamos para o bar para tentar fazer uma reserva, quando descobrimos que eles não fazem reservas. O atendente nos aconselhou a chegar entre 19 e 19:30 horas, pois o local não é grande e costuma lotar nas noites de sextas-feiras. Eram 19:20 horas quando estacionamos o carro bem próximo do bar. Chovia muito. Nossos amigos já estavam sentados em uma mesa no meio do pequeno salão. Da mesa, tínhamos uma ótima visão do movimento do local e do céu de BH. Dorsé é uma brincadeira, diria uma homenagem ao Museu D'Orsay, de Paris. A decoração remete às paredes da estação de metrô que dá acesso ao citado museu, além de contar com mapas e fotos do mesmo museu. Atendimento muito simpático, cordial e educado. Nossos pedidos não tardaram a chegar. Por ser um gastrobar, há opções de petiscos e de pratos para fazer refeições no menu. Decidimos ficar apenas nos petiscos. Ao todo, dividimos quatro deles, sendo que fizemos os pedidos um de cada vez. Claro que começamos pelo petisco que me fez ter vontade de ir ao Dorsé.


1) Coxinhas de tapioca recheadas com carne carne de sol e queijo coalho (R$ 27,00 - 08 unidades): o prato tem bonita apresentação, com os bolinhos rodeando um potinho com molho à base de azeite. Douradas por fora, são visivelmente apetitosas. Porém, na boca me decepcionaram. A coxinha como a conhecemos é bem melhor. A massa de tapioca ficou leve demais, não aderindo bem ao recheio, que, diga-se de passagem, faltava um tempero que lhe desse consistência. O queijo coalho passou longe. Há uma versão com espinafre no cardápio.




2) Pastéis de angu (R$ 24,00 - 08 unidades): o prato tem apresentação mais simples, apenas os pastéis em uma cumbuca de alumínio. Sem acompanhamento, eles reinam sozinhos e nem precisam de mais nada. Eles se bastam em si mesmos. Deliciosos. Massa dourada por fora, sequinha, com uma leve crocância, recheados fartamente com uma carne bem temperada. Muito superior ao quitute anterior. Dá vontade de repetir muitas e muitas vezes.






3) Bruschetta mineira (R$ 30,00 - porção mista - 08 unidades): achamos inusitado o nome e resolvemos experimentar este petisco. No lugar do pão italiano, a base desta bruschetta é a massa de pão de queijo. Apresentadas de forma achatada, vieram oito unidades, sendo quatro de pera com gorgonzola e quatro de ragu de linguiça. O primeiro recheio já veio montado na massa, enquanto o segundo estava em um potinho no centro do prato para que cada um se servisse como quisesse. Veio tanto ragu, que também o colocamos por cima da pera, já que este recheio carecia de sabor, mesmo com a presença de um gorgonzola meia boca. Foi uma diferença brutal nos sabores, com o ragu se sobressaindo não só pela quantidade, mas também pelo tempero e aroma. Quanto à massa, achei-a dura, sem graça, seca. Prefiro o pão de queijo somente assado. Desta forma em que foi apresentado, assado e depois prensado em uma chapa, ficou seco demais. O ragu de linguiça estava bem molhado, o que suavizou a secura da massa.


4) Croquetes de mortadela (R$ 22,00 - 10 unidades): outro petisco simples que me surpreendeu tanto pela apresentação, com casca dourada, seca, perfumada, quanto pelo sabor. A mortadela se misturou bem com a massa de batata, dando-lhe um sabor forte, mas agradável no paladar, levemente salgada.
Enfim, os dois petiscos mais simples foram os que mais me agradaram: pastel de angu e croquete de mortadela.








Depois de duas horas no bar, o céu se abriu, descortinando uma linda vista do chamado Baixo Centro. Gostei da experiência.
Restaurante: Dorsé
Endereço: Rua Sapucaí, 271, Floresta, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3327 8516

Web: https://www.facebook.com/dorsebarerestaurante/
Reserva: não
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 18/11/2016, sexta-feira, início de noite.
Valor total da conta: R$ 482,35, para quatro pessoas, incluído o serviço, com bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

DUKE' N' DUKE - CENTRO

A experiência: Final de noite de sábado pós show Ira! Folk no Sesc Palladium. Éramos três pessoas com fome. Decidimos ir a pé ao famoso Edifício Maleta para tentar um lugar nas disputadas mesas de seus bares. Claro que estava lotado. Acabamos ficando na unidade do Centro do Duke'n'Duke, que fica em uma loja com entrada pela Avenida Augusto de Lima. Por sorte, uma mesa no segundo piso tinha acabado de vagar. Foi lá que nos acomodaram. Além de uma extensa carta de cervejas, a casa ganhou fama e prêmios com seus hambúrgueres. Pedi uma lata de 350 ml de Coca Cola Zero (R$ 5,50), em copo com bastante gelo para aplacar minha sede enquanto escolhia o que comer. As minhas amigas pediram bebidas distintas. Uma foi de cerveja, a outra de caipirosca de limão, única opção de fruta para este drinque. Li atentamente todos os sanduíches, escolhendo o Quincy (Jones) (R$ 33,90), que ganhou a medalha de bronze em 2015 do concurso Beer Chef. O que me chamou a atenção neste hambúrguer foi o fato de não ter tomate (embora goste muito, ele deixa o sanduíche muito molhado, fazendo uma lambança grande nas mãos, mesa e prato) e ter uma maionese de raiz forte. Quando fiz o pedido, o garçom se desculpou dizendo que o último acabara de ser vendido.
Troquei rapidamente minha escolha, pedindo o clássico da casa: Armstrong (Louis) (R$ 36,50). A espera foi demorada, o que potencializou a fome. Mais de meia hora depois, três pratos enormes chegaram à nossa mesa. Todo sanduíche vem acompanhado por batatas. Você escolhe entre batatas rústicas ou chips. Fiquei com a primeira opção, com molho picante. O sanduíche vale por uma grande refeição. Seu recheio consiste de burguer de picanha, bacon, queijo prato, cebola roxa, home sauce de tomate picado com especiarias e alface americana. O tomate, mesmo sendo picadinho, provocou a lambança de sempre! O ponto da carne estava correto, como pedi, com seu interior bem rosadinho. No entanto, faltou sabor. Nem o bacon ajudou a puxar o sabor para cima. As especiarias passaram longe do tomate picado. Nada senti. As batatas, dispostas em quatro pedaços grandes, estavam boas, mas também sem muito sabor. O tal molho picante veio timidamente salpicado em parte da batata e era muito discreto em sua ardência. Deu para matar a fome, mas pelo que comi, confesso que não entendi porque a casa ganhou tantas vezes como o melhor hambúguer da cidade, fato que não se repetiu em 2016.
Restaurante: Duke'n'Duke
Endereço: Avenida Augusto de Lima, 245, Centro, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3567 7570

Web: http://www.dukenduke.com.br/
Reserva: não
Wi-fi: disponível, livre, sem necessidade de senha.
Data: 26/11/2016, sábado, final de noite.
Valor total da conta: R$ 283,25, para três pessoas, incluído o serviço, com bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 5.

domingo, 27 de novembro de 2016

A PÃO DE QUEIJARIA

A experiência: éramos três pessoas. Como todo mineiro, adoro pão de queijo. Há um mês, voltei a morar em Belo Horizonte, terra de bons cafés, onde o pão de queijo reina como acompanhamento. Na Savassi, uma casa especializada nesta iguaria mineira, que se tornou nacional, me chamava a atenção no Instagram desde que cheguei por aqui. Saindo do cinema Belas Artes com amigos, estava com fome e sugeri irmos na A Pão de Queijaria. Eles toparam na hora. Chegamos às 19 horas em ponto. A casa não é grande. Algumas mesas na calçada, com certeza as mais disputadas em dias quentes e sem chuva, e outras poucas no pequeno salão interno. Todas estavam ocupadas. Decidimos ficar na mesa alta, coletiva, onde não havia ninguém, quando passou uma garçonete por mim. Pedi uma mesa para três. Ela me apontou uma pequena mesa ao fundo, originalmente para duas pessoas, perguntando se podia ser aquela. Respondemos que sim, pois na mesa alta, os bancos não têm encosto. Ela pediu um tempo para preparar a mesa, quando viu que uma outra do lado de fora tinha acabado de vagar. Claro que preferimos a mesa externa, com mais espaço e em local arejado. Assim que sentamos, veio um garçom para limpá-la e nos deixar os cardápios. O menu é bem enxuto. São dez opções de sanduíches, todos tendo o pão de queijo como estrela. Oito deles para carnívoros, dois para vegetarianos, e mais dois doces. Você pode escolher comer apenas o sanduba ou com acompanhamentos. Há três preços: somente o sanduíche, com um acompanhamento e com dois acompanhamentos. Estes são apenas dois: polenta frita e uma salada chamada Pedro Lenzi.



Escolhi o sanduíche pernil de lata com um acompanhamento (R$ 23,00). Para beber, uma lata de 350 ml de Coca Cola Zero (R$ 5,00). O garçom, ao tirar nosso pedido, informou que demoraria uns vinte minutos para os sanduíches chegarem à mesa. Demorou mais do que isso, mas ficamos conversando e nem vimos o tempo passar. O sanduba tem bonita apresentação, dá vontade de logo abocanhá-lo. Trata-se de um pão de queijo recheado com pernil suíno de lata, lascas de copa defumada, queijo minas padrão e chutney de manga. Ao lado do sanduíche, veio a polenta frita, que escolhi como meu acompanhamento. Comecei pela polenta. Servida em cubos, estavam douradas, crocantes por fora, quentes e macias por dentro. Para mim, faltava um pouco de sal, ou um molho para potencializar o seu sabor. E sal em BH não se vê mais nas mesas por força de uma lei municipal. Acabei não pedindo. O sanduíche tem um bom equilíbrio de seus ingredientes, mesmo tendo dois itens cujos sabores são bem marcantes: a copa defumada e o chutney de manga. A doçura do chutney, mesmo leve, neutralizou um pouco o defumado da copa. A carne de porco estava tenra, com temperos no ponto. Enquanto comia, vi que muitos tomavam café coado na própria mesa.


Assim que todos terminaram de comer, pedi um café daqueles, o tal coado na hora (R$ 6,50 - 150 ml), embora eu prefira um espresso, que também está na carta. Pedimos três xícaras. Trouxeram as menores, pois normalmente o café é compartilhado por duas pessoas. Café bem ao estilo casa de vó: ralo e aromático. Vem acompanhado por um shot de água com gás e um mini pão de queijo. Gostei, mas continuo preferindo um bom espresso. O serviço é o ponto fraco da casa. Os garçons não são atentos, especialmente para quem está sentado nas mesas da calçada.
Restaurante: A Pão de Queijaria
Endereço: Rua Antônio de Albuquerque, 856, Savassi, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3244 2738

Web: https://www.facebook.com/APaoDeQueijaria/
Reserva: não
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 26/11/2016, sábado, lanche do final do dia.
Valor total da conta: R$ 102,85, para três pessoas, incluído o serviço, sem bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

ROADHOUSE GRILL

A experiência: éramos quatro pessoas. O Roadhouse Grill fica em uma casa de madeira ao lado do Pier 21. Sua decoração é semelhante a outras casas que exploram o mesmo nicho, como o Outback, o TGI's Friday, o Capital Steakhouse, entre outras. O que chama a atenção, quando se entra, são os toneis cheios de amendoins que ficam nas mesas. O amendoim é cortesia da casa. Quando chegamos, embora depois de 13 horas, o restaurante ainda estava bem vazio, mas fomos levados pela recepcionista para uma mesa bem distante da porta, na lateral da direita de quem entra, com vista para a lateral do local, possibilitando vermos parte do Pier 21 e do Lago Paranoá. Atendimento lento e como estávamos mais distantes, tínhamos que ficar levantando os braços sempre que precisávamos de fazer um pedido. Todos estavam com fome, motivo pelo qual atacamos o amendoim que estava no tonel ao centro de nossa mesa. Também pedimos o pão da casa, chamado yeast roll, que vem servido com um potinho de um creme vegetal, cujo sabor remete a uma manteiga. Tanto o pão quanto o creme são ligeiramente adocicados. O pão é fofinho, não esfarela e é fácil de devorar mais de um. A primeira rodada de pães é por conta da casa, desde que os comensais peçam uma refeição. Para beber, pedi Coca Cola Zero na versão refil (R$ 9,90). Sempre me arrependo de pedir esta versão, pois o refrigerante vem aguado e nunca aguento tomar mais que um copo. Peço por pedir.
Como principal, escolhi o carro chefe da casa, o baby back ribs (R$ 59,90), acompanhado por arroz pilaf. Prato bem servido. Costelinha de porco assada por muito tempo no forno, cuja carne se desprendia facilmente do osso, sem necessidade de usar a faca. Macia, mas carecia de sabor. Talvez fosse necessário um pouco mais do molho barbecue que cobria a carne. O arroz estava insosso, totalmente dispensável. Finalizei com uma xícara de café espresso Café do Sítio (cortesia), que já chegou fria em nossa mesa.
Restaurante: Roadhouse Grill
Endereço: SCES, Trecho 2, Conjunto 35, Asa Sul, Brasília, DF
Telefone: +55 61 3321 8535

Web: http://roadhousegrill.com.br/
Reserva: não
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 25/09/2016, domingo, almoço.
Valor total da conta: R$ 284,748, para quatro pessoas, incluído o serviço e cinco canecas de chopp (R$ 11,15 cada uma). Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 5.

domingo, 23 de outubro de 2016

BLOCO C

Restaurante: Bloco C
Endereço: SCLS 211, Bloco C, loja 17, Asa Sul, Brasília, DF
Telefone: +55 61 3363 3062

Web: https://www.facebook.com/blocoCrestaurante/
Reserva: sim
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 29/09/2016, quinta-feira, jantar.
Ambiente: decoração moderna com referências da arquitetura de Brasília, como o concreto nas paredes, cobogós, as plaquinhas verdes indicativas e os azulejos de Athos Bulcão. Tudo distribuído em três ambientes, sendo um externo, na parte de trás do restaurante. Ficamos em mesa para seis pessoas no piso superior.
A experiência: o restaurante é o mais badalado do momento em Brasília, tendo ganhado os últimos principais prêmios ligados à gastronomia de melhor restaurante da cidade, assim como seu chef e proprietário, Marcelo Petrarca, ganhou prêmios de melhor chef. Chegamos cedo, por volta de 19:30 horas, praticamente na hora em que o restaurante começava a funcionar para jantar, pois quando liguei para fazer reserva, não havia mais mesa disponível, restando apenas os lugares destinados aos sem reserva. Já estava bem cheio e logo lotou. Como ainda havia lugar, escolhemos ficar no segundo piso. A parte externa é agradável, mas como o tempo estava fechado, achamos mais prudente ficar em local protegido. Estava com muita sede, pedindo logo uma lata de 350 ml de Guaraná Antarctica Zero (R$ 5,50), em copo com bastante gelo. E fiquei no refrigerante toda a noite.
Ainda estávamos decidindo o que comer, quando o garçom chegou com um mimo do chef. Era o abre bocas, um bolinho frito de peixe empanado em panko fininho. Foi servido em um recipiente de inox cromado em espiral, tal qual os que sustentam as famosas coxinhas servidas nos restaurantes badalados de São Paulo. Estava quentinho, bem temperado, com tamanho maior da média dos abre bocas servidos nos restaurantes no Brasil. Foi um ótimo começo. O cardápio não é longo, com pratos que têm influência das cozinhas brasileira, italiana e espanhola, principalmente. Embora tenha um toque do chef, não há nada que seja completamente autoral. Pode estar aí um dos motivos para o sucesso do Bloco C: pratos que as pessoas gostam, bem preparados e saborosos.

Escolhemos para compartilhar como entrada o steak tartare de filé (R$ 46,00). Tal entrada demorou um pouco a chegar à mesa. Bem apresentado, vem com a gema de ovo bem amarela por cima da carne picada, ficando a cargo dos comensais fazer a mistura antes de comer. Acompanhou a entrada batatas fritas crocantes e salada de folhas frescas. Para meu paladar, estava com sabor mais ácido do que gosto, mas agradou muito aos demais da mesa, pois em questão de minutos o prato ficou vazio. Meus companheiros de mesa gostaram tanto que repetiram a dose. Também experimentei o segundo tartare, concluindo que a acidez acima do ponto é a tônica. As batatas estavam muito gostosas, levemente crocantes.


Como prato principal, minha escolha recaiu no filet poivre (R$ 72,00). Prato bem servido, mas com visual que não chamava a atenção. O acompanhamento era arroz piemontese. Por cima do filé, além do molho de pimenta negra, havia bastante panko passado na frigideira, o que garantiu a crocância no paladar. A carne estava macia, com destaque para o molho de pimenta, ardida no ponto certo, elevando o sabor do filé. Achei excessivo o panko, mas foi só raspar com o garfo e retirar o que considerei além da conta. O arroz estava bem cremoso, sem ser enjoativo. O único ponto que não me agradou foi que também tinha um sabor levemente ácido.

A sobremesa também foi compartilhada por todos na mesa. Escolhemos duas delas: bolo de cenoura coberto com chocolate cremoso (R$ 22,00) e bombom de romeu e julieta (R$ 23,00). Experimentei apenas uma colherzinha de ambos. Como estavam muito doces, não quis mais comer. Finalizei com um bem tirado café espresso (R$ 5,50). No frigir dos ovos, é um bom restaurante, com pratos bem feitos e que agradam à maioria. Se você procurar ousadia e pratos 100% autorais, não é o lugar.
Valor total da conta: R$ 844,28, para seis pessoas, incluído o serviço e uma garrafa de vinho tinto. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

CANTINA DA MASSA

Restaurante: Cantina da Massa
Endereço: SCLS 302, Bloco A, loja 4, Asa Sul, Brasília, DF
Telefone: +55 61 3226 8374

Web: http://www.cantinadamassa.com.br/
Reserva: sim
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 23/09/2016, sábado, jantar.
Ambiente: varanda externa, devidamente coberta, cuja decoração remonta aos restaurantes de Roma, com muita planta. Salão interno aconchegante, com iluminação amarela, o que confere ao local um ar mais "quente".
A experiência: o restaurante estava cheio, com todas as mesas na varanda ocupadas. Ainda havia lugar no salão interno, com ótima climatização, onde ficamos. Atendimento muito bom, simpático, com os pratos sendo entregues em tempo adequado, sem demoras. Começamos dividindo uma entradinha.
Escolhemos os bolinhos de tapioca (R$ 26,90). Na verdade não são bolinhos, mas sim cubinhos de tapioca. O prato é muito bem servido. São cubinhos fritos granulados feitos com tapioca e queijo coalho, acompanhados por um potinho com geleia de pimenta vermelha. Estavam sequinhos, sem nenhuma gordura e com boa textura. Para mim faltava um pouco de sal na massa, mas quando molhados na geleia, o sabor dava uma levantada legal.
A casa é famosa por suas massas. Assim, sem ter dúvidas, escolhi uma delas como prato principal. Fui na simplicidade: penne ao pesto (R$ 48,90). No caso, o pesto da Cantina da Massa é feito com basílico, nozes, pinholes, parmesão e azeite extra virgem. Servido em um prato fundo, tinha uma tuile de parmesão como adorno. O prato estava tão quente que o garçom alertou para não colocar a mão nele, pois poderia queimá-la. Na boca, pesto muito bem feito, com sal no ponto certo, aderindo à massa perfeitamente. Esta, por sua vez, estava al dente como gosto, mas algumas pessoas podem achar estranho o seu ponto, pois a massa estava bem consistente.
Ao ver a carta de sobremesas, lembrei-me quando cheguei em Brasília e a moda nos restaurantes era ter creme de papaia com licor de cassis (R$ 19,90) como sobremesa. Fui nostálgico e pedi um. Estava delicioso. Sorvete de creme batido com mamão papaia, com textura suave, não muito doce. O garçom serviu a taça e, em seguida, a regou com uma boa dose de licor de cassis. Ficou sensacional e deu aquela sensação de volta ao tempo, vinte anos atrás. Finalizei a bela noite com um café espresso Illy (R$ 5,90). Para acompanhar o jantar, bebi uma garrafa de 500 ml de H2O limão (R$ 5,50).
Valor total da conta: R$ 223,08, para duas pessoas, incluído o serviço, sem bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

NEBBIOLO

Restaurante: Nebbiolo
Endereço: SCLS 409, Bloco D, loja 30, Asa Sul, Brasília, DF
Telefone: +55 61 2099 6640

Web: http://nebbiolorestaurante.com.br/
Reserva: sim
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 23/09/2016, sexta-feira, almoço.
Ambiente: moderno, bem decorado, aconchegante, bom espaço entre as mesas.
A experiência: o restaurante estava vazio, apenas duas mesas ocupadas além da nossa. Ficamos em uma mesa mais ao fundo do salão, ao lado da porta de vidro que dá acesso à parte de trás do bloco, para a área verde da quadra residencial. Não gostei do atendimento, pois o garçom que nos servia era excessivo em querer deixar a mesa mais confortável. Os pratos também demoraram a chegar, mesmo com a casa vazia. De início, dividimos o couvert (R$ 19,00 por pessoa), com pães, manteiga ghee, caldo de batata baroa, patê de tomate seco e patê de salmão. Não sou fã de manteiga clarificada e a servida no couvert estava sem sal, o que a fez ficar com gosto de óleo. Comi dois tipos de pão. O primeiro, com frutas secas, estava macio e saboroso, mas o outro, uma espécie de pão francês, estava duro, como se estivesse velho. O caldinho, que foi reposto mais de uma vez para quem pediu, estava morno, bem temperado, com destaque para o sabor adocicado da baroa. Quanto aos patês,embora não goste de tomate seco, achei este patê bem delicado, suave, com acidez no ponto exato, sem agredir ao paladar. Já o patê de salmão era para comer em quantidade pequena, pois era enjoativo. Em seguida, o prato principal, um picadinho de filé ao molho de cerveja stout (R$ 52,00), acompanhado por arroz branco, banana da terra grelhada, ovo pochê e crocante de mandioca. A apresentação deu água na boca de tão bonita, com os ingredientes bem dispostos no prato, com rico aroma. Ao levar à boca, as expectativas não foram correspondidas. O sabor do molho era muito forte, dominando o prato. O crocante de mandioca tinha a textura de um bagaço de cana, duro e difícil de partir, mesmo com os dentes. Terminei o longo almoço com um bem tirado café espresso.
Valor total da conta: R$ 613,36, para quatro pessoas, incluído o serviço, com bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

OLIVER

O Oliver fica em um lugar muito agradável, em construção rústica, com madeira e objetos de decoração artesanais, como aqueles feitos no distrito de Bichinho, em Tiradentes, MG. Facilidade de estacionamento, pois fica dentro do Clube de Golfe de Brasília, ainda conta com manobrista na porta. No horário noturno, divide espaço com outro restaurante, de pegada mais contemporânea, o Cru Balcão Criativo. As mesas estão em uma sala reservada, em um salão interno, e na varanda, local aprazível para dias de clima ameno, o que não é o caso em época de seca na cidade. Ficamos em mesa no salão interno, onde o ar é climatizado. O menu é variado, passeando pela culinária internacional, com opções de risotos, massas, carnes, peixes, aves, saladas, entradas e sobremesas. Para alguns pratos há a possibilidade de pedir meia porção.


O restaurante faz parte da Associação da Boa Lembrança, o que me motivou a pedir este prato específico para almoçar: robalo buriti (R$ 89,00), prato elaborado com um ingrediente típico do cerrado, o buriti. Peixe branco servido grelhado com crosta de farofa de buriti sobre risoto porcini, com pesto de manjericão servido ao lado do prato. Embora o atendimento na mesa tenha sido bom, a demora na chegada dos pratos foi longa. E não é a primeira vez que isto ocorre comigo neste restaurante. Demorou em excesso, mais de quarenta minutos, mesmo o restaurante estando apenas com menos da metade de sua capacidade ocupada. O prato era bem servido, mas com um visual bem feio. Confesso que tive uma repulsa inicial ao vê-lo. No paladar, o peixe estava cozido além do ponto, ficando sua crosta dura, seca, incômoda para partir e para comer. O interior estava úmido, mas sem muita suculência. A farofa de buriti estava gostosa, mas as lascas de buriti que colocaram atrapalharam um pouco, pois tinham consistência dura, tipo bagaço de cana de açúcar. Já o risoto, embora com aspecto feio, estava bem feito, com excelente tempero, textura boa e bem cremoso. Quanto ao pesto de manjericão, até agora me pergunto qual era a sua função no prato, já que o risoto estava bem úmido e, por causa do funghi porcini, com sabor forte. No prato, o pesto estava deslocado e contribuía para o seu aspecto repulsivo. Durante o almoço, bebi uma lata de 350 ml de Schweppes Citrus Light (R$ 7,00). Não pedimos sobremesa, indo direto para uma xícara de café espresso da Nespresso (R$ 6,00). Ao pagar a conta, recebi o belo prato de cerâmica, recordação da Boa Lembrança.

Restaurante: Oliver
Endereço: SCES Trecho 2, Lote 2, Clube de Golfe de Brasília, Lago Sul, Brasília, DF
Telefone: +55 61 3323 5961

Web: http://www.restauranteoliver.com.br/
E-mail: contato@restauranteoliver.com.br
Reserva: sim
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 22/09/2016, quinta-feira, almoço.
Valor total da conta: R$ 186,00, para duas pessoas, incluído o serviço, sem bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

LE JAZZ BRASSERIE - JARDINS



Reserva é mais que recomendável para jantar no Le Jazz Brasserie, unidade dos Jardins, em São Paulo. Eu e um amigo fomos jantar na noite de terça-feira. O termômetro indicava 13ºC. Não tínhamos reserva, mas, por sorte, ao chegarmos, por volta de 20:30 horas, restava uma única mesa para dois, localizada no fundo do salão. Assim que sentei, percebi que uma fila de espera já se formava no bar. O local é bem pequeno, estilo bistrô francês, com mesas coladas umas nas outras, chão de piso hidráulico, um bar elegante, trilha sonora de primeira, em volume adequado, que não atrapalhou em nenhum momento nossa conversa, cartazes, lambe-lambe e espelhos nas paredes, tudo contribuindo para um clima bem charmoso. Serviço sensacional.


O tempo pedia um vinho. Decidimos pelo único português da carta, mas estava em falta. Em seu lugar, pedimos o chileno Mancura Etnia 2013 (R$ 79,00), elaborado com a casta cabernet sauvignon. No primeiro ataque ao paladar, o senti muito ácido e com taninos bem presentes, mas evoluiu bem na taça, casando muito bem com meu prato principal. A casa oferece, como nos bistrôs franceses, água filtrada servida em garrafas de vidro sem nenhuma cobrança adicional.


Quando pensei no Le Jazz, logo veio à minha mente o ovo mollet (R$ 35,00). Não tive dúvidas, escolhendo-o como entrada. Ovo pochê empanado e frito com sauté de cogumelos, azeite de trufas e crocante de presunto cru. O prato não demorou a chegar. Assim que colocado na mesa, juntamente com duas fatias grandes de pão torrado, o aroma de trufas dominou o ambiente e aguçou meu paladar. Parti o ovo, cuja capa era dourada e crocante, ao meio e a gema se revelou amarela, mole, descendo vagarosa e deliciosamente, inundando o sauté de cogumelos. Simplesmente divino. Sal no ponto certo, ovo na textura correta. Uma explosão de sabores na boca.


Saí de um clássico do restaurante para um clássico da cozinha francesa, escolhendo como prato principal o steak tartare (R$ 52,00). Prato bem servido, respeitando a receita clássica. Carne fresca, picada na faca, com sabor de mostarda presente, mas sem dominar. Acompanhamentos também clássicos: salada verde, com leve toque de balsâmico, e batatas fritas.


Durante o jantar, vi a movimentação dos garçons saindo da cozinha. Notei que a maioria das mesas pedia sobremesa. Resolvi fazer um jantar completo, escolhendo mais um clássico francês na hora do doce: île flottante (R$ 22,00). Mais um prato que chegou rápido à mesa. Uma bela e tostada bola de claras em neve foi servida sobre um creme inglês salpicado por lâminas de amêndoas. Estava gostoso, mas foi o prato fraco da noite. Terminei com um bem tirado café espresso descafeinado da Nespresso (R$ 6,50).

Restaurante: Le Jazz Brasserie
Endereço: Rua Melo Alves, 734, Cerqueira César, São Paulo, SP.
Telefone: +55 11 3062 9797
Web: http://www.lejazz.com.br/
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 20/09/2016, terça-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 338,80, valor para duas pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

MERCADO 153 - AEROPORTO

Meu embarque para São Paulo estava marcado para 14:20 horas. Decidi almoçar no aeroporto para não perder tempo. Cheguei às 13:00 horas, indo direto para a praça de alimentação, que fica no segundo piso do Aeroporto de Brasília. A ideia era almoçar em algum fast food, mas ao subir as escadas rolantes, dei de cara com uma praça remodelada, cheia de opções. Escolhi o Mercado 153, cuja unidade do Brasília Shopping já conhecia. Sei que são rápidos e a carta é variada. O restaurante não estava cheio. Decoração moderna, com pinturas nas paredes do artista plástico Ferreira. Escolhi uma mesa mais ao canto, e recebi o cardápio, que é bem variado. Por estar no aeroporto, além de refeições, também servem salgados e lanches rápidos. As opções do menu são nomeadas "box", fazendo alusão a um mercado. Escolhi o box 17 (R$ 42,00) - entrecôte de carne de sol grelhado com manteiga de garrafa, queijo coalho, arroz branco, vinagrete de feijão e farofa de parmesão. Serviço rápido.

Em cerca de dez minutos, meu prato foi colocado em minha frente. Vistoso, bem servido, aromático. A manteiga de garrafa deu um toque especial na carne. Eram dois pequenos bifes de contra-filé bem fininhos. Estavam duros. O queijo coalho estava bem grelhado, mas poderia ser maior, já que veio servido por cima dos bifes. Havia uma desproporção entre o tamanho da carne e o do queijo. Ou aumentam o tamanho do queijo coalho, ou o servem ao lado da carne. A farofa estava bem seca, e quase não se sentia o sabor do parmesão, que geralmente é salgado e domina no paladar, mas não foi o caso. A vinagrete de feijão foi o melhor do prato. Ela deu frescor ao conjunto com um ótimo tempero, trazendo o feijão em uma textura mais consistente. O arroz branco era insosso e tornou o prato muito seco. Talvez um molho à parte fosse necessário. Para beber, fui de H2O Limoneto, garrafa de 500 ml (R$ 6,00).

Restaurante: Mercado 153 - Aeroporto
Endereço: Praça de Alimentação do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, Brasília, DF
Web: http://grupo153.com.br/
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 20/09/2016, terça-feira, almoço.
Valor total da conta: R$ 52,80, valor individual, incluído o serviço. Conta paga com cartão de débito.
Minha nota: 6.