quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

MADERO - SHOPPING CIDADE - BELO HORIZONTE, MG


A experiência: já fui ao Madero muitas vezes, entre as unidades de Brasília e Belo Horizonte. Aqui em BH, é difícil um lugar ter um hambúrguer tão bom. Em um dia de trabalho, estava sozinho, resolvi ao Shopping Cidade, onde há uma unidade desta steak house. Atendimento sempre muito cordial, desde a recepção até o pagamento da conta. Algumas vezes, acho excessiva a cordialidade dos garçons, especialmente dos que estão em treinamento (e sempre há um monte deles sendo treinados!). Mesa para uma pessoa. Estava vazio. Pude escolher onde queria me sentar. Cheguei sabendo o que pedir: o cheeseburger que leva o nome da casa, o Madero (R$ 39,00), e um copo (440 ml) de chá gelado Madero sabor cranberry (R$ 6,00). Nem vi o tempo passar, pois fiquei lendo notícias no celular. A apresentação do prato é bonita, aguçando o paladar. O sanduíche vem acompanhado por batatas fritas, que desta vez estavam como informa o cardápio: crocantes por fora e macias por dentro (em outras oportunidades, especialmente em dias de restaurante lotado, as batatas não estavam crocantes por fora). Eu acho o tamanho do cheeseburger madero ideal. Não é pequeno e também não é grande como algumas hamburguerias da moda costumam fazer. O pão é um caso à parte. Crocante, como um pão francês, saboroso, e consegue segurar o recheio muito bem, sem ficar caindo os ingredientes: alface, tomate fresco, queijo cheddar (que não é destes utilizados nas redes de fast food), maionese artesanal e carne de 180 gramas grelhada. Já comi o que acrescenta bacon e digo que este é infinitamente melhor, pois não fica enjoativo. O chá também é muito gostoso, mas o sabor que pedi já vem adoçado com açúcar. Antes de pedir a conta, finalizei com um bem tirado café espresso descafeinado da marca Nespresso (R$ 6,00), que vem acompanhado por uma deliciosa bala de banana (daquelas que têm gosto de infância).
Restaurante: Madero
Endereço: Rua dos Tupis, 337, Piso GG, Shopping Cidade, Centro, Belo Horizonte, MG.
Data: 22/01/2019, terça-feira; almoço.
Valor total da conta: R$ 56,10, incluída a gorjeta. Pagamento com cartão de crédito.
Minha nota: 8.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

CAFÉ COM LETRAS LIBERDADE - CCBB BH - BELO HORIZONTE, MG


A experiência: chegamos cedo ao CCBB BH para ver a peça O Importado. Para esperar, resolvemos jantar na unidade do Café com Letras que fica no lindo pátio interno do centro cultural. Além do cardápio fixo, sempre há opções que vigoram por tempo limitado. No cardápio tem para todos os gostos, desde petiscos bem elaborados até pratos para uma boa refeição, passando por saladas e sanduíches. Opções para vegetarianos e veganos, pois esta galera costuma frequentar muito o CCBB. Eu pedi uma Coca Cola Zero (R$ 5,60) assim que sentei, pois estava com muita sede. Para comer, fui no cardápio fixo, escolhendo o risoto vegano (R$ 31,00), pois não queria comer carne. Demorou um pouco a chegar. Embora haja um bom número de garçons, o serviço deixa a desejar. Há empregados com cara de poucos amigos. O risoto é bem servido, elaborado com pesto de manjericão, tomates grelhados e nozes. Para compensar a falta de queijo, o que dá a cremosidade ao prato, colocaram o pesto em excesso, deixando um gosto forte na boca. O arroz estava cozido além do ponto. Não gostei. Em seguida, pedi um brownie (R$ 17,00), com gotas de chocolate meio amargo e acompanhado por sorvete de creme. Estava melhor do que o risoto, mas nada de especial. Sorvete fraco.
Restaurante: Café com Letras Liberdade
Endereço: Praça da Liberdade, 450, térreo do CCBB BH, Belo Horizonte, MG.
Data: 21/01/2019, segunda-feira; jantar.
Valor total da conta: R$ 258,28, para três pessoas, com gorjeta incluída e uma garrafa de vinho que meus amigos beberam. Pagamento com cartão de crédito.
Minha nota: 5.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

EST! EST!! EST!!! - BELO HORIZONTE, MG


A experiência: depois de almoçar bolinhos fritos no Botequim da Alaíde, de ir ao teatro no início da noite, eu e Rogério decidimos jantar. Fomos ao est! est!! est!!!, sem reserva. Chegamos por volta de 22 horas. Foi fácil estacionar. O restaurante estava cheio. A temperatura era agradável, mas pedia um ambiente externo. Há um terraço na casa, mas, como já esperávamos, estava totalmente cheio, assim como os ambientes do primeiro piso. Havia apenas uma mesa vazia, no terraço intermediário, onde ficamos. O atendimento do restaurante é muito bom. Logo veio um garçom, esclareceu nossas dúvidas, indicou pratos e tirou nosso pedido. Rogério quis beber vinho, mas não o acompanhei porque estava dirigindo. Ele pediu meia garrafa do tinto italiano Villa Cardeto (R$ 68,00). Eu fui de Coca Cola Zero (R$ 6,00). Para começar, dividimos uma entrada quente, polipo e patate (R$ 42,00). O prato demorou uns vinte minutos para chegar. A aparência é bem feia, parecendo uma papa de criança. O sabor compensa. Embora não descrito no cardápio, veio um pão no centro do prato totalmente embebido na massa formada pela batata cozida, quase desmanchando, e pelo molho. O polvo estava no ponto correto, bem saboroso. Como principal, Rogério pediu pappardelle quattro formaggi (R$ 62,00), enquanto eu escolhi o que sempre escolho quando vou ao est! est!! est!!!, ou seja um spaghetti alla carbonara (R$ 56,00). Ao anotar o pedido, o garçom perguntou se eu já conhecia o prato da casa, pois muitos pediam sem saber que o molho carbonara feito em Roma não leva creme de leite. Respondi que era justamente por isso, por respeitar a receita original, que eu sempre fazia aquela escolha. Os pratos demoraram a chegar, mas foi-nos avisado, já que a cozinha estava com muitos pedidos. Mas em trinta minutos já estávamos com nossos pratos na mesa. Ambos estavam com bonito visual, diferente da entrada, eram bem servidos e o meu tinha um aroma que aguçou meu paladar. Massa al dente, molho a base de creme de ovos, guanciale artesanal, pimenta do reino bem discreto e queijo pecorino. Delícia! Rogério elogiou seu prato. Era hora da sobremesa. Decidi por pedir uma pannacotta (R$ 22,00), e Rogério um cannolo siciliano (R$ 26,00). Três caldas disponíveis para a pannacotta. Escolhi a de caramelo com sal. Outro prato bem apresentado. Doce firme, consistente, sem muito sabor, motivo pelo qual a calda foi essencial. A mistura do doce com o salgado foi perfeita, nenhum dos dois se sobressaindo. Bela refeição ao final de um sábado intenso de atividades. Não quisemos café. Quando veio a conta, o garçom trouxe duas máquinas de cartão, uma para os gastos no restaurante e outra para a gorjeta, um pool que os garçons fizeram, pois a casa não aceita o pagamento de gorjeta junto com a conta quando o cliente quer pagar com cartão de crédito/débito.
Restaurante: est! est!! est!!!
Endereço: Avenida Getúlio Vargas, 107, Funcionários, Belo Horizonte, MG.
Data: 19/01/2019, sábado; jantar.
Valor total da conta: R$ 316,80, para duas pessoas, com gorjeta incluída. Pagamento com cartão de crédito. A gorjeta foi paga separadamente, mas também com cartão de crédito, em máquina exclusiva dos garçons.
Minha nota: 8.

domingo, 27 de janeiro de 2019

BOTEQUIM DA ALAÍDE - BELO HORIZONTE, MG


A experiência: há muito está na minha lista experimentar os bolinhos de Alaíde. Fui várias vezes ao Rio de Janeiro, mas nunca tive a oportunidade. Até tentei ir no Chico & Alaíde, no Leblon, mas não consegui lugar. No final de 2018, vi postagens no Instagram de pessoas que estavam no Botequim da Alaíde, em Belo Horizonte. Assim que vi, pesquisei e descobri que ela tinha terminado a sociedade com o Chico, mudando com seu marido para Belo Horizonte. Ela abriu um bar, ainda sem placa de identificação, no bairro Planalto. Sábado quente em BH, convidei Rogério para me acompanhar. Fomos de carro. Fácil de chegar. A avenida onde fica o bar é bem movimentada, com muito comércio. Até gente a cavalo tinha naquele sábado. Paramos o carro uns duzentos metros do botequim. É um bar super simples. Na verdade, ela montou seu bar, junto com o marido, em local onde funcionara outro bar. Até a churrasqueira continua, mas virou estante. Na loja em si, um balcão estreito com vitrines aquecidas mostra os vários bolinhos que deram fama à quituteira Alaíde. Nenhuma mesa fica no bar. Todas estão espalhadas pela calçada em frente, bem como em frente a outras lojas que não funcionam aos sábados até a esquina. Cadeiras e mesas de plástico, confirmando a simplicidade do lugar. Não há cardápio físico. Ao sentar, um garçom nos entregou a comanda perguntando do que precisávamos, como se fossemos clientes antigos. Perguntamos o que tinha. Apenas bolinhos fritos naquela hora. Um tal choquinho sairia em instantes. Pedimos o mais famoso para começar, bolinho de feijoada. Os bolinhos são cobrados por unidade. Eis o que pedimos em quase duas horas no bar:
1. bolinho de feijoada (R$ 6,00) - o que fez a fama de Alaíde. Crosta sequinha, interior cremoso. Muito superior a qualquer bolinho de feijoada que já comi por aí.
2. bolinho de vatapá e caruru (R$ 7,00) - vem com um camarão, com uma parte dele para fora do bolinho. Tempero divino, sabor inigualável. Estava tão bom que foi o único que repetimos a dose.
3. bolinho de tutu de feijão (R$ 6,00) - foi o que menos gostei. Embora com recheio suculento, não me conquistou. Não senti que estava comendo um tutu em forma de bolinho.
4. bolinho de baião de dois (R$ 6,00) - gostoso, mas não senti o queijo coalho no bolinho, apenas o arroz com feijão.
5. bolinho de risoto de camarão (R$ 7,00) - semelhante ao arancino, o bolinho de risoto italiano, mas com camarão pequeno no interior. Bem temperado, suculento.
6. croquete de carne (R$ 5,00) - crosta sem excesso de gordura, recheio cremoso, mas com muito cominho, tempero do qual não sou fã. Rogério pediu no lugar do croquete um bolinho de bacalhau (R$ 5,00), que ele gostou.
Como eu estava dirigindo e não bebo cerveja, fiquei somente na Coca Cola Zero (R$ 4,00). Bebi três latas! Rogério começou com uma Stella Artois long neck (R$ 5,00), mas desistiu de continuar bebendo cerveja, pedindo uma dose de pinga (R$ 3,00), suave e perfumada.
Quando algum bolinho está para sair, os garçons avisam aos clientes. Quando saiu o choquinho, uma batata recheada com catupiry e camarão, empanada com batata palha, foi um corre corre para pegar o quitute. Não pedimos porque nem eu, nem Rogério, gostamos de catupiry.
Ao pedir a conta, o garçom nos disse que se fossemos deixar os 10%, tinha que ser em dinheiro, pois a casa não repassa quando é pago no cartão. Não gosto muito desta prática, que está virando lugar comum nos restaurantes de BH, mas tinha um pouco de dinheiro na carteira (quase sempre estou com, no máximo, R$ 20,00 no bolso), deixei a gorjeta em dinheiro.
Restaurante: Botequim da Alaíde
Endereço: Avenida Doutor Cristiano Guimarães, 1.863, Planalto, Belo Horizonte, MG.
Data: 19/01/2019, sábado; almoço.
Valor total da conta: R$ 115,00, para duas pessoas, com gorjeta incluída, com cerveja e cachaça. Pagamento com cartão de crédito. A gorjeta foi paga em dinheiro porque a casa não repassa aos garçons se for paga em conjunto com a conta no cartão de crédito.
Minha nota: 7.

LA MACELLERIA - ANCHIETA - BELO HORIZONTE, MG


A experiência: Gastón não quis ir ao teatro, porque estava trabalhando, mas passou para me buscar quando terminou a peça para irmos jantar. Duas opções: Coco Bambu ou La Macelleria. Ambos na mesma rua. Dificuldade de estacionar o carro, pois era sexta-feira, de noite, clima quente, todos saem às ruas. Além dos dois restaurantes, a região tem bares concorridos, motivo pelo qual não foi fácil achar uma vaga. Paramos relativamente perto. Já que não conhecíamos o Coco Bambu de Belo Horizonte, foi nossa primeira parada, mas mesmo sendo mais de 22 horas, havia fila de espera. Subimos uma quadra para ver como estava o La Macelleria. Tinha lugar. Fomos acomodados em uma mesa redonda grande, com bastante espaço. O local é famoso pelas carnes, tanto a que vende no açougue quanto às que compõem os pratos do restaurante. Uma mulher nos ofereceu uma degustação de um espumante italiano. Como Gastón estava dirigindo, somente eu aceitei a taça. Nem bebi tudo, pois estava bem quente. Para começar, pedimos um pão de alho tradicional (R$ 12,80) e uma morcela (R$ 36,80), que os argentinos chamam de morcilla. O pão chegou primeiro. Bem aromático, bom tamanho, delicioso. O creme de alho, sem excessos, estava perfeito. Em seguida, veio a porção de morcilla. Duas unidades, acompanhadas por um molho de mostarda escura. Estava suculenta, bem temperada, com nacos de torresmo (somente a parte da gordura), que conferiam ao sangue suíno pisado um sabor muito bom. Para principal, Gastón pediu costela de tiras angus, 400 gramas (R$ 59,80), acompanhado por salada mista. Eu pedi bife de chorizo angus, 300 gramas (R$ 64,80), acompanhado por polenta frita. Cerca de 30 minutos depois, os pratos chegaram à mesa. A salada mista - alface, tomate e cenoura ralada - era enorme. A costela de tiras veio puro osso e gordura, quase nenhuma carne, além de esturricada nas pontas. Gastón chamou o garçom, mostrou a carne. Ele se prontificou a trocar, o que foi corroborado pelo gerente. Gostamos da atitude dos dois. Escutaram a reclamação, propondo solução imediata. A segunda costela veio sensacional: muita carne, no ponto correto, quase sem gorduras. Gastón elogiou bastante. O meu bife de chorizo veio ao ponto, como pedi. Estava macio, temperado apenas com sal grosso, permitindo que o sabor primário da carne se destacasse. Junto com os grelhados, sempre a casa coloca três potinhos na mesa. Farofa, vinagrete, molho chimichurri. Coloquei um pouco do chimichurri na minha carne e aprovei o novo sabor que explodiu em meu paladar. Quanto à polenta frita, ela veio em forma de palitos. Estava bonita, bem douradinha, sem excesso de gordura. No entanto, estavam insossas, sem a crocância em sua crosta. Pareceu-me que não foram fritas na hora, já estavam prontas, pois alguns palitos estavam bem murchos. Não quis reclamar, pois exageramos nos pedidos, pois ainda tínhamos pedido uma porção de mandioca na manteiga (R$ 17,80). Assim, deixei a polenta de lado e comi a mandioca, que estava razoável. Para acompanhar a comida, bebi Coca Cola Zero (R$ 5,90 a lata). Ao final, já pagando a conta, o gerente veio à mesa perguntar se estávamos satisfeitos e pediu, mais uma vez, desculpas pela costela servida ao Gastón. Respondi que estas coisas podem acontecer em qualquer restaurante, elogiando a atitude da casa em oferecer refazer o prato.
Restaurante: La Macelleria
Endereço: Rua Francisco Deslandes, 1.038, Anchieta, Belo Horizonte, MG.
Data: 18/01/2019, sexta-feira; jantar.
Valor total da conta: R$ 230,67, para duas pessoas, com gorjeta incluída, sem bebida alcoólica. Pagamento com cartão de crédito.
Minha nota: 7,5.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

ALMANAQUE - SHOPPING CIDADE - BELO HORIZONTE, MG


A experiência: para almoçar no Centro de BH, há centenas de opções, mas a esmagadora maioria dos restaurantes fica lotado e com filas para se servir no buffet. Em alguns deles, você ainda tem que disputar espaço, mesa e cadeira com desconhecidos. Vou com frequência ao Shopping Cidade porque é perto de onde trabalho, tem restaurantes com salões próprios, sem o tumulto de uma praça de alimentação de shopping em horário de almoço. Vou ao piso GG, onde há uma filial do misto de bar e restaurante Almanaque, que tem área própria para mesas. Ambiente decorado com elementos que lembram um almanaque, com muitas revistas disponíveis para uma leitura durante a sua estadia por lá. Sistema de buffet a quilo na hora do almoço. Sempre chego após 13 horas, quando o movimento já está caindo, e acho fácil uma mesa para me sentar. O buffet é farto, com muitas opções de saladas, massas, e pratos da culinária brasileira. Ao fundo, outras opções de carnes grelhadas e o que mais gosto de me servir quando vou ao Almanaque: queijo coalho grelhado. Há uma bancada de doces, cobrados à parte, que é uma tentação, mas nunca provei nada de lá. O atendimento é normal, sem grandes firulas, mesmo porque os garçons só servem bebidas. Como já sou figurinha carimbada no pedaço, muitos garçons me conhecem pelo nome. Você pode pagar a conta na própria mesa, pedindo ao garçom para lhe trazer a nota, quando vem incluído os 10% opcionais, ou ir diretamente ao caixa com sua comanda individual, quando esta taxa nem é cogitada em ser cobrada. O atendimento dos caixas é excelente. Há um cartão fidelidade, que lhe dá direito a uma refeição de até 500 gramas a cada 10 refeições consumidas em um prazo de 60 dias. O quilo está custando R$ 59,99. Não é barato, se comparado com dezenas de opções disponíveis na região central de BH, mas também não é caro. Vale o conforto de se sentar em local adequado, sem disputa, arejado. O senão fica por conta dos monitores de TV sempre ligados em programas de mesa redonda sobre futebol, mas ainda bem que é sem som.
Restaurante: Almanaque
Endereço: Rua Rio de Janeiro, 910, Piso GG, Centro, Shopping Cidade, Belo Horizonte, MG.
Data: 16/01/2019, quarta-feira; 21/01/2019, segunda-feira; 23/01/2019, quarta-feira; almoço.
Valor total da conta: R$ 6,10 (16/01), R$ 41,63 (21/01), 42,66 (23/01); valores individuais. Contas pagas com cartão de crédito, sendo que no dia 16/01 o pagamento foi somente relativo à Coca Cola Zero, pois usei um cartão fidelidade preenchido para a comida.
Minha nota: 6,5.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

PEIXE BOI - BELO HORIZONTE, MG




A experiência: fui ao CCBB BH para ver uma peça com um amigo. Era quarta-feira. Na saída, resolvemos comer algo. Ele sugeriu um restaurante italiano na Rua Santa Rita Durão. Disse a ele que desconhecia, mas fomos caminhando. Ao chegar no quarteirão, o tal italiano era o Svarten Mugg Taverna, ou seja, nada de italiano, mas sim dinamarquês. Geralmente tem música ao vivo no local e eu não estava muito disposto a comer com música alta nos meus ouvidos. Do outro lado da rua vimos um bar/restaurante, o Peixe Boi. Resolvemos conhecer. Muito calor, escolhemos uma mesa na calçada. A especialidade do restaurante é peixe de rio, mas nada de peixe boi, peixe protegido pelas leis brasileiras por estar ameaçado de extinção. Embora tenha opções de carnes, o que predomina no cardápio são pratos elaborados com peixes e frutos do mar. No caso dos peixes, preferência para os de água doce: tilápia, aruanã, traíra. Os peixes de água salgada são ingredientes das moquecas, que também têm versões com peixes de água doce. Para começar, pedimos um petisco tradicional mineiro, uma porção de pastel de angu recheado com carne seca (R$ 22,00). São dez unidades, servidas sobre um papel manteiga com a logo do local, logicamente um peixe boi. Gastón se juntou a nós assim que a porção do pastel de angu chegou à mesa. Massa crocante, sem excesso de gordura, recheio suavemente temperado, farto. Coloquei duas gotinhas de molho de pimenta e o sabor se elevou bastante. Para quem gosta, ideal para acompanhar uma boa cerveja artesanal. No caso, eles oferecem algumas variedades da Backer. Eu não bebo cerveja. Fiquei só na Coca Cola Zero, lata de 350 ml (R$ 5,00). Há muito queria comer traíra sem espinha e desde que cheguei em BH ainda não tinha tido a oportunidade, até mesmo por dificuldade de encontrar ou saber de algum restaurante que ofereça este peixe no cardápio. Segundo informa o cardápio, a traíra sem espinha serve duas pessoas, e seu preço é por quilo. Mas o quilo tem preço distinto dependendo dos acompanhamentos que se escolhe. Não entendi esta diferença no quilo, pois o peixe é o mesmo e não há reposição dos acompanhamentos. Há dois preços: R$ 72,90 o quilo (vinagrete, farofa e molho tártaro) ou R$ 87,90 (vinagrete, molho tártaro, farofa, arroz com alho e mandioca frita). Outro detalhe, o cliente não escolhe a quantidade que quer pedir. O garçom verifica os pesos da traíra e informa a disponibilidade do dia. Naquela noite havia quatro traíras, todas com o mesmo peso - 1,380 Kg. Calculamos que o tamanho do peixe seria suficiente para nós três. Pedimos o com mais acompanhamentos. Demorou a chegar, mas a gente estava batendo papo e já tinha forrado o estômago com os pastéis de angu. O peixe era enorme, carnudo, com carne branquinha e macia. O empanado de farinha de trigo estava discreto, sem atrapalhar o sabor da carne. Bem temperado. O peixe se basta, não sendo necessário os acompanhamentos. No caso, trocamos o arroz com alho por arroz de brócolis. Farofa, vinagrete e molho tártaro em porções mínimas. Mas praticamente nem tocamos neles. A mandioca estava seca demais. E o arroz... também dispensável. Comemos muita carne da traíra e ainda sobrou. Apesar dos fracos acompanhamentos, o peixe é muito saboroso e bem feito.
Restaurante: Peixe Boi
Endereço: Rua Santa Rita Durão, 1073, Savassi, Belo Horizonte, MG.
Data: 16/01/2019, quarta-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 241,23, para três pessoas, com cervejas e gorjeta. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.