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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

LE REST'O

A experiência: era domingo de eleição presidencial na França. Resolvemos passar o dia bem longe dos locais mais agitados, pois o clima de tensão no ar era grande, com muitos militares nas ruas, protegendo os principais pontos turísticos de Paris. Fomos para La Villette, onde há muito para ver e fazer. Na hora do almoço, optamos por almoçar no Le Rest'O, um restaurante que fica dentro do espaço conhecido como Cité des Sciences et Industrie. Não tínhamos muito tempo, pois compramos entradas para dois filmes na La Geóde. Fila de espera, mas sem ninguém para controlar. Um jovem casal com dois meninos pequenos tentou passar na frente, mas logo foi impedido por pessoas que estavam há mais tempo na fila. O salão é grande, com espaço considerável entre as mesas. Os garçons estavam frenéticos de um lado para o outro. Já eram 14:15 horas. As mesas foram esvaziando, mas ninguém as limpava. Foi preciso o primeiro da fila reclamar para que um senhor que nos pareceu o gerente ordenar uma limpeza meia boca nas mesas e acomodar todos que estavam esperando em pé na porta do restaurante. Nós fomos colocados em uma mesa próxima à saída/entrada da cozinha. O estresse dos garçons era visível. O gerente nos disse que tinha faltado gente para trabalhar. Perguntei qual era o prato de mais saída. Resposta imediata: o hambúrguer. Vimos vários deles sendo servidos. Resolvemos acatar, fazendo o mesmo pedido, ou seja 2 hambúrgueres que levam o nome da casa: Rest'O Burger (€ 15 cada um). Para beber, pedimos dois copos de Orangina (€ 3,80). Não era copo servido naquelas máquinas de refrigerantes, mas sim servido de uma garrafa pet de 2 litros. Resultado: quando chegou à mesa estava sem gás. Os sanduíches demoraram tanto que reclamei com o gerente. Após esta reclamação, os dois hambúrgueres chegaram rapidinho. O empratamento era bonito, sendo servido em uma pedra negra. Sanduíche ao centro, ladeado por uma salada de alface e tomate; e por um cesto de fritas cortadas em palitos grossos. A salada estava com ingredientes frescos e tinha um molho levemente ácido muito bom. Fritas crocantes por fora e macias por dentro. O recheio do sanduíche tinha hambúrguer de carne bovina, bem temperado, servido rosadinho por dentro, como pedi; bacon defumado, que estava crocante; cebola roxa cortada em aros, e uma fatia de queijo cheddar. O pão, tipo brioche, era macio e segurou bem todo o recheio. Apesar do serviço confuso e lento, gostei do sanduíche.
Restaurante: Le Rest'O
Endereço: 30 Rue Corentin Cariou, Cité des Sciences et Industrie, La Villette, Paris, França.
Web: http://www.cite-sciences.fr/fr/infos-pratiques/restauration/
Data: 07/05/2017, domingo, almoço.
Valor total da conta: € 38, para duas pessoas, incluída a gorjeta. Pagamento em dinheiro.
Minha nota: 6.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

GOOD FOOD - SLASTICARNICA ZAGREB

A experiência: quando estamos viajando, aproveitamos ao máximo o dia, especialmente em longas caminhadas sem rumo. Domingo, dia 30 de abril, foi assim em Zagreb. O céu estava lindo, embora o vento frio ainda insistia em aparecer. Primavera fria croata. A fome deu sinal de vida quando estávamos passeando na Cidade Alta, mas não encontramos nenhum restaurante aberto por aqueles lados. Vimos dois ou três bares e uma pequena mercearia. Nada que nos chamou a atenção. Resolvemos voltar para a área próxima ao nosso hotel. Já eram quase 16:30 horas quando resolvemos parar em uma hamburgueria com nome em inglês: Good Food. Ambiente com decoração moderna, cardápios em croata e em inglês, sem garçons. Você escolhe no balcão, faz o pedido e espera ser chamado. Embora seja uma hamburgueria, há opções de saladas e tortillas, além de sobremesas. O salão é pequeno, com mesas altas, o que provoca às pessoas sentar, comer e ir embora, pois torna-se incômodo para qualquer pessoa se ficar sentado naquelas cadeiras altas por muito tempo. Sucos em pequenas garrafas de plástico (250 ml) nos chamaram a atenção. Nós dois escolhemos o mesmo sabor: squeezed grapefruit, ou seja suco de toranja espremida (ou pomelo, como dizem os de língua espanhola). A elaboração do suco é da própria hamburgueria. Cada garrafinha custou Kn 15. Na boca me decepcionou um pouco, pois esperava aquele sabor amargo, bem marcante da toranja. Para comer, meu companheiro escolheu uma espécie de degustação dos três sanduíches de maior saída do local, o 3 Color Burgers (Kn 42). Três mini hambúrgueres que são servidos em uma charmosa tábua de madeira. Os hambúrgueres, todos vendidos individualmente em tamanho normal, foram o White GF***, o Red-Green Hot Chilly Peppers, e o Black Italian Job. Eu fui de um mais tradicional no paladar, escolhendo o King of BBB (Kn 39). Também servido em uma tábua de madeira, seu recheio tinha um hambúrguer de 200 gramas, queijo cheddar, tomate cortado em rodelas, alface (a parte mais crocante), bacon crispy, maionese, picles e molho barbacoa. Muito semelhante a um sanduba vendido no Burger King. O tomate, para variar, fez uma lambança na mesa e sujou minha roupa. O pão era bem macio, mas não cumpriu a função essencial de segurar o portentoso recheio. A mistura de maionese, picles e molho barbacoa foi excessiva. Pelo menos a carne estava bem temperada e gostosa. Acho que meu companheiro se deu melhor. Os mini sanduíches eram mais fáceis de se levar à boca, eram bonitos de se ver e ele aprovou os recheios, sem fazer nenhuma lambança. Fica a dica!
Restaurante: Good Food
Endereço: Nicole Tesle, 7, Zagreb, Croácia.
Data: 30/04/2017, domingo, almoço.
Valor total da conta: Kn 111, para duas pessoas, sem gorjeta. Conta paga com dinheiro.
Minha nota: 6.

Resolvemos fazer como os croatas, saindo dali para comer a sobremesa e tomar um café em outro local. Mas antes fizemos mais uma longa caminhada, conhecendo algumas das praças bem cuidadas da cidade. Paramos em uma movimentada sorveteria, tradicional em Zagreb. Há mesas no interior, no piso superior, ou na calçada em frente, onde ficamos, com um providencial aquecedor de ambiente por perto. Para pedir o sorvete, fomos até o balcão, escolhemos os sabores, e fomos para a mesa, pois um garçom nos levaria os dois pedidos. O tamanho menor custa Kn 16 com direito a escolher até dois sabores. Eu pedi avelã e laranja, enquanto meu companheiro escolheu chocolate e pistache. Em Zagreb se fuma em qualquer lugar. Assim, nas mesas do deque da calçada o que mais tinha era gente fumando. Um garçom mal humorado nos trouxe os sorvetes, quando pedi um espresso (Kn 18) e uma garrafa de Coca Cola Zero de 250 ml (Kn 15). O meu sorvete estava muito bom, especialmente o de laranja, com a acidez característica se destacado no paladar, sem incomodar, sem ser agressivo. Meu companheiro não gostou do sabor pistache, dizendo que lhe faltava algo. Depois de algum tempo, chegou o café, junto com o refrigerante. Chegou frio e muito forte. Lição tirada: café não se pede quando estamos em um local muito frio e nos sentamos no lado externo. A probabilidade de chegar frio é perto de 100%.
Restaurante: Slastičarnica Zagreb
Endereço: Masarykova, 4, Zagreb, Croácia.
Data: 30/04/2017, domingo, início de noite.
Valor total da conta: Kn 65, para duas pessoas, sem gorjeta, pois achamos o serviço muito ruim. Conta paga com dinheiro.
Minha nota: 6.

quarta-feira, 8 de março de 2017

BOB'S - AEROPORTO DE CONFINS

A experiência: estávamos no Aeroporto Internacional de Confins, agora rebatizado como BH Airport, e enquanto esperávamos a hora de meu companheiro embarcar, fomos matar a fome. Tínhamos meia hora. Não tivemos dúvidas em escolher a unidade do Bob's que fica no saguão do aeroporto, próximo à área do check in 1. A lanchonete tem um sistema de auto atendimento, com totens para o cliente escolher seu pedido e efetuar o pagamento, desde que com cartão de crédito/débito. Também há caixas físicos. Nestes casos, ainda prefiro o caixa físico, pois assim se mantém postos de trabalho. Uma simpática atendente nos perguntou se queríamos experimentar o combo médio do sanduíche Bob's Picanha Artesanal (R$ 36,00), que além do sanduba, vem com batatas fritas e um copo de 400 ml de refrigerante. O sanduíche está disponível nos tamanhos pequeno, médio e grande. A diferença é no número de hambúrgueres. P tem um hambúrguer, M tem dois, e G tem três. O refrigerante é em sistema self-service, com direito a um refil. Nossos pedidos foram idênticos. Pagamos e recebemos a nota fiscal na qual estava o número que apareceria em um display acima do balcão da lanchonete quando o pedido estivesse pronto. Sentamos na praça de alimentação que serve a outras lanchonetes do local. A espera foi em torno de dez minutos. Fiquei surpreso com o pão do sanduíche, pois saiu da mesmice dos pães de hambúrgueres que imperam nas grandes redes de fast food. Era um pão redondo, tipo italiano, que tinha a casca crocante e um miolo bem macio. A consistência do pão conseguiu segurar bem o recheio, que tinha ingredientes bem úmidos, daqueles traiçoeiros para lambuzar mão, roupa, cadeira e mesa. No interior, além das duas carnes, queijo, ovo, bacon, maionese, que a atendente fez questão de frisar que era da marca Hellmann's, alface e tomate. A maionese estava excessiva e mal passada. Parece que pegaram uma boa porção com uma colher e jogaram de qualquer forma por cima do tomate, ficando a maior parte em um único lugar. A carne tem sabor de picanha, com um leve defumado no paladar. Gosto muito de ovo, mas em sanduíche, ele tem que vir com a gema mole, pois do contrário, fica insosso. Creio que passam a gema demais para não ter mais um item para ajudar na lambança final. As fritas estavam sensacionais. Boa coloração, frescas, crocantes por fora e bem macias por dentro. Bebi Fanta Laranja, mas não usei o refil.
Restaurante: Bob's Aeroporto de Confins
Endereço: Rodovia MG 10, s/n, loja 589, Aeroporto de Confins, Confins, MG.
Web: Bob's
Data: 05/03/2017, domingo, noite.
Valor total da conta: R$ 72,00; valor para duas pessoas. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

EDDIE FINE BURGERS - BH SHOPPING

A experiência: Primeiro domingo pós mudança, já no apartamento ainda cheio de coisas para colocar no lugar. Resolvemos sair para fazer compras de material para o lar, mas antes tínhamos que almoçar. Três restaurantes escolhidos, em todos a fila de espera era desanimadora. Até costumo esperar, mas o nosso tempo era curto. Decidimos ir para o BH Shopping, já que ficava no caminho para a loja Leroy Merlin, nosso destino final. Havia muito tempo, mais de uma década, que não ia ao BH de carro. Estranhei as mudanças, já que na minha cabeça as entradas eram distintas. Entramos justamente em uma das praças de alimentação, se não me engano, a mais antiga delas, transformada em uma espécie de centro gourmet, embora não haja nenhum restaurante mais sofisticado, como em alguns centros de compras de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília. E nos deparamos em frente ao Eddie Fine Burgers. Havia lugar, era rápido e eu já conhecia. Ali ficamos. Fomos rapidamente atendidos. Lemos o cardápio, recheado de boas opções de hambúrgueres, e escolhemos. Na hora de fazer o pedido, o garçom nos perguntou se tínhamos visto o jogo americano que estava na mesa, pois ali tinha uma nova opção de sanduíche. Ao ler a sua composição, não hesitamos em mudar, pedindo o novo hambúrguer da casa:

Eddie's D.O.C. Burger (R$ 38,50). Para beber, fui de Swcheppes Citrus Light (R$ 5,90 a lata de 350 ml). Aqui abro um parênteses. Não sei o motivo que alguns restaurantes insistem em cobrar uma lata de Citrus em valor mais alto do que os demais refrigerantes. Nos supermercados e lojas atacadistas costuma ser o mesmo preço. Fecha parênteses. O sanduíche não tardou a chegar. Foi servido em uma pedra de ardósia, ladeado por um cesto com batata frita em corte que lembra uma hashtag (#), chamada pela lanchonete de waffle fries. Estava sequinha, mas ligeiramente queimada, o que deixou na boca um gosto levemente amargo ao final. O sanduba era composto por um pão com gergelim, hambúrguer de 200 gramas de carne bovina da raça angus, queijo cheddar inglês, bacon, cebola roxa confitada, um molho barbacoa feito com goiaba e alface. O pão era bem macio, até demais, e segurou pouco o recheio, fazendo uma lambança nas mãos e mesa enquanto eu comia. O molho barbacoa foi servido à parte, em um pequeno pote de porcelana. Estava saboroso, uma cópia do ketchup de goiaba introduzido pela rede TT Burger no Rio de Janeiro. A harmonização da cebola roxa levemente adocicada com a carne angus foi muito boa, mas o queijo cheddar não combinou. Seu sabor forte e gorduroso prejudicou o conjunto. E não notei nenhuma diferença no queijo por ele ser inglês! Enfim, é um sanduíche bem servido, funciona como uma refeição, mas não me conquistou no quesito sabor.
Restaurante: Eddie Fine Burgers BH Shopping
Endereço: BH Shopping, Rodovia BR 356, nº 3.049, loja NL 44, Belvedere, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3286 7985
Web: Eddie Fine Burgers
Reserva: não.
Wi-fi: utilizei o do shopping.
Data: 06/11/2016, domingo, almoço.
Valor total da conta: R$ 97,24, para duas pessoas, incluído o serviço e sem bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

DELI HANDMADE

A experiência: Gosto muito de sanduíches, todos os tipos. Domingo à noite, quando resolvo sair para comer, três coisas aparecem em minha mente, a saber: pizza, crepe e sanduíche. Pois bem, em BH, fui duas vezes, em pouco mais de um mês na cidade, a uma pequena sanduicheria no bairro de Lourdes, a Deli Handmade. Nas duas oportunidades, chegamos por volta de 22 horas e tivemos que colocar nosso nome na lista de espera. O local é pequeno. Fica em uma loja minúscula, com mesas dispostas junto à parede da esquerda, acomodando umas 16 pessoas. Do lado de fora, na calçada, também há mesas, mas são desconfortáveis, seja pelo desnível do passeio, seja por sua altura. Preferimos esperar vagar um local no salão interno. Como é uma hamburgueria, a rotatividade é rápida, não tendo que esperar muito. Atendimento atencioso, mas houve demora dos pedidos para chegar na mesa. As opções da carta são tentadoras por causa das combinações dos recheios. Eis o que comi nas duas vezes em que lá estive:
1ª vez: muchuroom deli (R$ 37,90) - pão francês, carne blend angus, queijo brie, shitake na manteiga e shoyu. Você pode escolher o acompanhamento do burger, já incluído no preço, entre duas opções, batata frita, chamada na carta de frites, ou chips de batata doce. Nessa noite, preferi as frites. É uma batata inglesa cortada em quatro pedaços grandes, primeiramente cozida e depois finalizada na fritura. Fica crocante por fora e bem macia por dentro. Delícia. O sanduíche veio com uma faca fincada no meio, tipo "A Espada Era A Lei", do Rei Arthur. Pão super macio, segurando bem o recheio. Ótimo para se comer com as mãos, sem necessidade do talher. O shitake estava divino, bem cozido, e com a potência do sabor do shoyo casou muito bem com o brie. Sensacional.
2ª vez: mister benedict (R$ 38,90) - pão tradicional, carne blend angus 240 gramas, queijo gruyère, ovo frito, sauce hollandaise, sriracha, bacon e rúcula. Desta vez, pedi como acompanhamento chips de batata doce. A apresentação do prato é bem mais bonita do que o sanduíche anterior. Os chips vieram em um cesto ao lado do burger e em quantidade abundante. Estavam crocantes, fininhos, com o sabor levemente adocicado da batata doce prevalecendo no paladar. Já o sanduba tinha um pão extremamente macio, úmido, mas que segurava bem o recheio, sem fazer lambança nas mãos e na mesa, mesmo tendo ovo com gela mole e molho holandês. Carne suculenta, bem temperada, rosadinha por dentro, mas sem estar crua (pedi ao ponto). Gostei da transposição do famoso ovo beneditino para dentro de um sanduíche. Gema mole, levemente salgada, molho em quantidade correta, dando sabor sem ser abundante. E também gostei da mistura do molho holandês, cuja base é ovo, manteiga e suco de limão, com a sriracha, pasta de pimenta, sal, vinagre, alho e açúcar. Ficou levemente picante, mas untuoso. A rúcula ainda deu um toque de ardência no recheio. Adorei.
Restaurante: Deli Handmade
Endereço: Rua Professor Antônio Aleixo, 591, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3564 6370
Reserva: não
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Datas: 23/10/2016, e 20/11/2016, ambas as datas em domingo à noite.
Valor total de cada conta: 23/10/2016: R$ 154,80, para três pessoas: 20/11/2016: R$ 194,00, para quatro pessoas, incluído o serviço. Contas pagas com cartão de crédito.
Minha nota: 8.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

DUKE' N' DUKE - CENTRO

A experiência: Final de noite de sábado pós show Ira! Folk no Sesc Palladium. Éramos três pessoas com fome. Decidimos ir a pé ao famoso Edifício Maleta para tentar um lugar nas disputadas mesas de seus bares. Claro que estava lotado. Acabamos ficando na unidade do Centro do Duke'n'Duke, que fica em uma loja com entrada pela Avenida Augusto de Lima. Por sorte, uma mesa no segundo piso tinha acabado de vagar. Foi lá que nos acomodaram. Além de uma extensa carta de cervejas, a casa ganhou fama e prêmios com seus hambúrgueres. Pedi uma lata de 350 ml de Coca Cola Zero (R$ 5,50), em copo com bastante gelo para aplacar minha sede enquanto escolhia o que comer. As minhas amigas pediram bebidas distintas. Uma foi de cerveja, a outra de caipirosca de limão, única opção de fruta para este drinque. Li atentamente todos os sanduíches, escolhendo o Quincy (Jones) (R$ 33,90), que ganhou a medalha de bronze em 2015 do concurso Beer Chef. O que me chamou a atenção neste hambúrguer foi o fato de não ter tomate (embora goste muito, ele deixa o sanduíche muito molhado, fazendo uma lambança grande nas mãos, mesa e prato) e ter uma maionese de raiz forte. Quando fiz o pedido, o garçom se desculpou dizendo que o último acabara de ser vendido.
Troquei rapidamente minha escolha, pedindo o clássico da casa: Armstrong (Louis) (R$ 36,50). A espera foi demorada, o que potencializou a fome. Mais de meia hora depois, três pratos enormes chegaram à nossa mesa. Todo sanduíche vem acompanhado por batatas. Você escolhe entre batatas rústicas ou chips. Fiquei com a primeira opção, com molho picante. O sanduíche vale por uma grande refeição. Seu recheio consiste de burguer de picanha, bacon, queijo prato, cebola roxa, home sauce de tomate picado com especiarias e alface americana. O tomate, mesmo sendo picadinho, provocou a lambança de sempre! O ponto da carne estava correto, como pedi, com seu interior bem rosadinho. No entanto, faltou sabor. Nem o bacon ajudou a puxar o sabor para cima. As especiarias passaram longe do tomate picado. Nada senti. As batatas, dispostas em quatro pedaços grandes, estavam boas, mas também sem muito sabor. O tal molho picante veio timidamente salpicado em parte da batata e era muito discreto em sua ardência. Deu para matar a fome, mas pelo que comi, confesso que não entendi porque a casa ganhou tantas vezes como o melhor hambúguer da cidade, fato que não se repetiu em 2016.
Restaurante: Duke'n'Duke
Endereço: Avenida Augusto de Lima, 245, Centro, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3567 7570

Web: http://www.dukenduke.com.br/
Reserva: não
Wi-fi: disponível, livre, sem necessidade de senha.
Data: 26/11/2016, sábado, final de noite.
Valor total da conta: R$ 283,25, para três pessoas, incluído o serviço, com bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 5.

domingo, 18 de setembro de 2016

BURGER KING - 201 NORTE

Restaurante: Burger King
Endereço: SCLN 201, Bloco C, lojas 16/18, Asa Norte, Brasília, DF.
Web: http://www.burgerking.com.br/
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 03/09/2016, sábado, por volta de 22 horas.
Valor total da conta: R$ 55,80, para duas pessoas. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6

Há muito venho notando que o atendimento nas grandes redes de fast food estão em uma curva descendente sem fim. E isto constatei quando fui lanchar em uma noite de sábado na unidade do Burger King da Asa Norte. Apesar do adiantado da hora, o local estava com muita gente nas mesas. O que me chamou a atenção foi a sujeira do chão e das lixeiras que ficam no salão para os clientes despejarem o que sobrou de suas bandejas. Nas mesas vazias, muitas bandejas por cima das outras, piso molhado com refrigerante e nenhum empregado se mexendo para melhorar o visual da loja. Na fila, foi um horror. Uma lentidão sem fim. O caixa estava mais preocupado em ouvir o que um cliente reclamava com outro empregado do que registrar meu pedido. Como não estava ligado na fila, claro que foi anotado de forma errada. Mais uma demora para a correção. Tão logo concluiu o nosso pedido, que foi o mesmo para nós dois: um combo Whooper Duplo, consistindo de um sanduíche Whooper Duplo (pão com gergelim, dois hambúrgueres de carne bovina, duas fatias de queijo, picles, alface, tomate, cebola, maionese e ketchup), batatas fritas e refrigerante, que no caso, é vendido na forma de refil, ou seja, por um período determinado (acho que são 30 minutos), o cliente se serve quantas vezes quiser na máquina de auto atendimento. Servimo-nos de refri e ficamos aguardando o nosso número ser chamado. Demorou uns quinze minutos. Gritaram o número, pegamos a bandeja e notamos que os dois sanduíches estavam errados. Colocaram um Whooper simples. Reclamamos, pediram desculpas pelo equívoco e nos deram o sanduíche correto. Uma fila se formou no caixa lento enquanto comíamos. O sanduíche é melhor do que o do McDonald's, pois o hambúrguer é grelhado, tendo mais sabor. As fritas estavam incrivelmente bem feitas, crocantes e bem amarelas. Não desprezo as grandes redes de fast food, mas o serviço ruim está fazendo com que eu pense muitas vezes para retornar em uma delas.

sábado, 10 de setembro de 2016

HONORATO

Depois de bater muita perna pelo centro de Lisboa, cheguei, caminhando, ao Mercado da Ribeira, um dos meus lugares favoritos na cidade, como já tive a oportunidade de escrever neste blog. Já passavam das 15 horas. Tinha fome e queria algo rápido. Um hambúrguer seria uma ótima opção. Como já conhecia os sanduíches da Honorato Hambúrgueres Artesanais, pois já havia experimentado um deles na unidade de Belém, não tive dúvidas em escolher seu estande para comer. Sua carta é enxuta, com apenas onze sanduíches, mas todos eles parecem ser muito saborosos. O cardápio está escrito em uma lousa abaixo do letreiro da lanchonete. Escolhi o hambúrguer que recebe o nome do local, o Mercado (€ 9,95) e uma garrafa de 250 ml de Coca Cola Zero (€ 2,00). Assim que paguei, recebi a nota e um aparelho que treme e acende luzes vermelhas quando o pedido fica pronto. Arrumei um lugar na mesa alta, coletiva, que fica em frente ao Honorato para esperar. Achei o atendimento um pouco displicente, bem diferente daquele que tive quando lanchei da primeira vez em Belém. Parecia que os empregados não queriam trabalhar naquela altura, queriam mais era descansar e comer alguma coisa. Não havia ninguém aguardando pedidos, mas mesmo assim, esperei um bom tempo até meu dispositivo tremer. Fui até o balcão, esperei abrirem o refrigerante e o servirem em um copo de vidro, pois não se pode levar a garrafa para as mesas, e voltei com a bandeja para o meu lugar na mesa.
O sanduíche veio acompanhado de batatas fritas, já incluídas no preço. Ele tem um bom tamanho. Seu recheio consistia de hambúrguer de carne bovina, maionese feita pela casa, agrião, tomate, cebola roxa caramelizada e queijo da serra. O pão não era bonito, mas estava bem macio, conseguindo segurar todo o recheio, menos a água que o tomate dá ao recheio. Esqueci deste fator, pois sempre peço para retirarem o tomate, pois com ele o sanduíche fica pingando água, especialmente para quem gosta de comer com as mãos, que é o meu caso. A maionese dá um sabor especial ao recheio, e combina bem com o sabor forte do queijo da serra. A carne estava macia, rosadinha por dentro, em ponto que aprecio muito, e suculenta. A cebola roxa caramelizada, embora abundante, pouco acrescentou ao sabor, já que os demais ingredientes tinham mais "personalidade", mas também não atrapalhou. O estranho para mim foi o agrião vir do lado de fora do sanduíche. Antes de comer, coloquei as folhinhas dentro dele. A batata estava fresquinha, frita em momentos antes de servir. Era em quantidade excessiva.

Restaurante: Honorato Hambúrgueres Artesanais
Endereço: Avenida 24 de Julho, Mercado da Ribeira, loja 18, Lisboa, Portugal.
Telefone: +351 913 773 770
Web: http://www.honorato.pt/
Data: 28/08/2016, domingo.
Valor total da conta: € 11,95, sem serviço e sem bebida alcoólica. Conta paga em dinheiro.

Minha nota: 7.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

T. T. BURGER - LEBLON


Fome canina depois de ver o jogo de vôlei masculino Brasil X Argentina válido pela Liga Mundial. Saímos do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, e fomos para o Leblon. Destino: a hamburgueria de Thomas Troisgros.

Restaurante: T.T. Burger
Endereço: Avenida Ataulfo de Paiva, 1.240, loja A, Leblon, Rio de Janeiro.
Telefone: +55 21 96458 8678
Website: TT Burger
Wi-fi: disponível mediante senha.
Data: 17/06/2016, sexta-feira.
Horário: no final da tarde, quase 18 horas.
Mesa: não há serviço de garçom, portanto, as mesas são livres para quem senta primeiro. A rotatividade é alta, sempre sobra um lugar para sentar. Há mesas altas e baixas. Logo na entrada, fica o caixa, onde fizemos nosso pedido. Como ainda não era horário de grande movimento, havia muito lugar disponível. Sentamos em uma das mesas que ficam mais ao fundo da loja, onde aguardamos a nossa refeição ficar pronta.
Ambiente: localizado em uma loja quase na esquina, vizinha da Pizzaria Guanabara, com uma espécie de deck de madeira na varanda do lado de fora, e um salão onde está a cozinha e o ambiente das mesas. Nas paredes, dezenas de fotos pessoais dos proprietários. Um skate, quadros e cartazes completam a decoração. Chama a atenção as frase bem humoradas indicando guardanapos, canudos, banheiro, pia, entre outros itens.
Especialidade: fast-food sofisticado de hambúrguer, com um toque super brasileiro.
Serviço: rápido, como deve ser uma casa de fast-food. Passaram em cada mesa perguntando se o pedido estava dentro das expectativas dos clientes.
Cardápio: enxuto, com três sanduíches, dois tipos de batatas, e duas sobremesas. Um dos sanduíches atende ao público vegetariano. Pode-se acrescentar ingredientes ao sanduíche, mediante um pagamento adicional.
O que bebi: uma lata de 350 ml de guaraná Antarctica Zero (R$ 5,50).
O que comi: o carro chefe da casa, o famoso "matador de fome", ou seja, o T.T. Burger (R$ 36,00), acompanhado de batata frita palito (R$ 8,00) e de chips de batata baroa (R$ 8,00). Na mesa, coloquei o goiabada ketchup, uma receita da casa, na qual trocaram o tomate pela goiaba no preparo do molho. O sanduíche era bem feito, quente, com pão macio, absorvendo bem o suco que desprendia dos ingredientes. O sanduíche é feito com pão de batata doce, hambúrguer (200 gramas) de um blend de carne bovina, alface, tomate, queijo meia cura, cebola agridoce, picles crocante de chuchu, e molho da casa. A carne estava rosadinha por dentro, bem temperada e suculenta. Picles de chuchu é uma ideia sensacional, muito melhor do que o de pepino. O pão, bem macio, era perfeito para não deixar a carne pular para fora do sanduíche. Enfim, muito bom. A batata frita era fresquinha, sem ser congelada, crocante. Já o chips de baroa estava bem sequinho, quebradiço, com sal no ponto certo, o que dava um interessante contraste na boca entre o leve sal do tempero e o doce natural do tubérculo.
Valor total da conta: R$ 99,00, para duas pessoas. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8.

domingo, 15 de maio de 2016

GELÉIA BURGER - FOOD TRUCK

Nesta onda de comida de rua que o assolou o Brasil nos últimos dois anos, é impossível não ver uma carrocinha de sanduíche ou um food truck estacionado pelas vias públicas das grandes cidades brasileiras. São onipresentes. Estão em tudo quanto é evento, show, festa, balada, feira, enfim, onde haja uma possibilidade de aglomeração de pessoas, lá estão os veículos coloridos marcando presença. Confesso que não sou entusiasta de comida de rua. Acho desconfortável, desconfio das condições de higiene, e tenho minhas dúvidas se impostos são recolhidos. Mas não há como negar que os food trucks vieram para ficar e dão um astral diferente, para cima, aos lugares onde estão. Assim, desprovido de qualquer preconceito, resolvi ir a uma feira de moda, artesanato, design e gastronomia na Asa Norte, em Brasília, mais precisamente na SCLN 206, em um estacionamento da quadra comercial. Era noite de sábado, cerca de 22:30 horas. Local movimentado, música mecânica em volume adequado, banheiros químicos, e área reservada para crianças brincarem. Percorremos o local, verificando o que cada um oferecia, se havia lugar para sentar, sentindo o aroma que saía das chapas quentes que equipavam os veículos. Escolhemos o mais concorrido, o Geléia Burger, cuja cor laranja o destaca onde quer que esteja. Alguns cardápios estão disponíveis para os clientes enquanto se espera na fila em frente ao caixa. Cardápio enxuto, com poucas opções de sanduíches, além de batata para acompanhar. Um poster gigante nos convidava a experimentar a batata rústica (R$ 10,00).

Escolhemos o mesmo sanduíche, o original burger: hambúrguer de 160 gramas feito de um blend de costela e fraldinha, acompanhado por queijo cheddar, cebola caramelizada, bacon crispy, maionese caseira do truck, servido em um pão preto tipo australiano de  produção artesanal exclusiva (R$ 20,00). Ainda pedimos uma lata de Guaraná Antárctica Zero (R$ 4,00) cada um e uma porção da batata rústica para compartir. Pagamos com cartão de crédito (R$ 58,00), recebendo, em seguida, a nota fiscal eletrônica (minha desconfiança inicial, neste caso, indo para o espaço!) com o número 313, nossa senha na fila para receber o pedido. O display indicava o número 301. Conseguimos uma mesa, pois uma turma estava desocupando-a naquele instante. Não demorou muito, algo em torno de dez minutos, para nosso número ser chamado. Os sanduíches e refrigerantes vieram acomodados em uma caixa de plástico bem estilosa, sendo servido com guardanapos e canudos, enquanto a batata foi servida em um copinho tipo o que é utilizado em sorveterias, com um aroma agradabilíssimo.

As batatas são cortadas e fritas com casca, acompanhadas com alecrim e uma generosa porção de páprica defumada em pó, além de uma maionese especial. Foi justamente a páprica que não me fez gostar da batata. Não sou fã de defumados. No entanto, o sanduíche estava muito saboroso. A carne é tenra e sabor marcante, fato que atribuo à costela utilizada no blend do hambúrguer. Cozida no ponto correto, tem acompanhamentos perfeitos. Nada de alface e tomate para deixar molhado demais o pão. A cebola caramelizada e o bacon cumpriram um bom papel de coadjuvantes. Também destaco o pão. Embora do tipo australiano, não é muito doce, o que favoreceu para deixar o sabor da carne dominar no paladar. Boa experiência.


Geléia Burger - food truck itinerante na cidade. Website: Geléia Burger
Minha nota: 7.