sábado, 7 de janeiro de 2017

SUSHI NAKA

A experiência: Desde que chegamos em Belo Horizonte, em dois meses e meio, fomos três vezes ao Sushi Naka, um restaurante antigo na cidade especializado na gastronomia japonesa. O ambiente é simples, com péssima acústica, cadeiras desconfortáveis, mas vive cheio. São pessoas de todas as idades que frequentam suas mesas. Famílias inteiras, grupos de amigos, casais de namorados jovens, enfim, um público eclético, de idades variadas, mas que busca a mesma coisa: a qualidade da comida. O Sushi Naka fica em uma casa de dois andares, mas os ambientes se espalham apenas no segundo piso. A sala do fundo é a mais barulhenta. Se estiver cheio, como nas noites de sexta-feira, este é o pior ambiente para ficar, pois devido à acústica ruim, o barulho de conversa alta chega a ser ensurdecedor, especialmente quando há crianças nas mesas. Prefiro ficar nas mesas da passagem entre os salões, mais perto do balcão da direita, onde o sushiman trabalha. O serviço não é um primor. Invariavelmente há garçons ou garçonetes com cara amarrada, mas isto não chega a atrapalhar o atendimento. Os pedidos, mesmo com a casa em plena lotação, não tardam a chegar às mesas. O cardápio é variado, com muitas opções da culinária japonesa clássica, tanto em relação aos pratos quentes quanto aos frios. Não espere invencionices, ingredientes diferentes ou sushi quente. Vendem o básico. Talvez seja por isso que tenha clientela cativa.
Relato a seguir o que comemos nas três vezes em que jantamos no Sushi Naka:
01) Combinado Naka Simples (R$ 159,00) - são seis sashimi shake, seis sashimi shiromi, seis sashimi maguro, três shake sushi, três maguro sushi, dois shiromi sushi, um ebi sushi, seis teka maki, seis califórnia maki, seis salmon skin maki e cinco sashimi kani. No total, cinquenta peças. Comemos este combinado na primeira noite (04/11/2016), quando éramos duas pessoas, e na terceira noite (06/01/2017), quando éramos três pessoas. Se conjugado com um prato quente, como um tempurá, este prato pode servir até mesmo quatro pessoas. Na primeira vez, veio servido em um barco, mas na segunda vez, veio em uma bandeja redonda. Fizemos questão de contar, pois nos pareceu que foram servidas mais peças do que as descritas no cardápio. Em ambas as oportunidade, vieram mais de cinquenta peças. O peixe é muito fresco, carnudo, cortado em fatias grandes de bom calibre. O arroz do sushi é um caso à parte. Temperado divinamente. Dá vontade de comer uma panelinha só com este arroz temperado: vinagre, sal e açúcar no ponto certo. Para quem não entendeu as descrições dos itens do prato, vamos lá: sashimi e sushi de salmão, atum e peixe branco. E um de camarão. O kani é dispensável. Prato muito bom.
02) Yasai - tempurá de legumes (R$ 56,00). São legumes fatiados e semi empanados que chegam quentes à mesa em uma quantidade bem satisfatória. Comemos este prato na primeira e na terceira noite. Os legumes estavam bem gostosos, envoltos em uma fina camada de farinha. Embora mergulhados em gordura quente, são servidos bem sequinhos. Brócolis, couve-flor, batata-doce, quiabo, pimentão verde, cenoura, berinjela, abobrinha e batata são os legumes servidos. Meus preferidos são o quiabo, a berinjela e a batata-doce. Outro prato muito bom.
03) Lamen (R$ 40,00) - macarrão, lombo adocicado, massa de peixe e cebolinha. Pedi este prato na segunda noite em que jantei no Sushi Naka (10/12/2016). De tanto ver fotos de lamen no Instagram, fiquei com vontade de pedir. Resolvi experimentar o do Sushi Naka. Confesso que não prestei atenção na descrição do prato. Quando chegou e não vi a metade de um ovo levemente cozido, com a gema ainda mole, fiquei frustrado. Depois que atentei que o menu não descrevia este prato com ovo. O caldo estava muito gorduroso. A foto mostra isto nitidamente. Não apreciei, nem meu companheiro. Ambos deixamos na cumbuca, fato raro de acontecer.
04) Teishoku tempura (R$ 82,00) - legumes e camarões semi empanados, sete guarnições, um misso shiro e um goham. Bem melhor que o lamen. Os legumes e o camarão estavam como na descrição do yasai logo acima. O miso shiro (sopa de soja) estava bem temperado, mas também tinha muito óleo em seu caldo. O arroz (goham) veio como deve ser: sem tempero e grudento, o que auxiliou na harmonização com as guarnições. O nirá com ovo estava muito bom. O broto de bambu fresco com salmão seco foi a pior guarnição, justamente por causa deste peixe seco. Se fosse somente o broto de bambu seria outra história no paladar. A berinjela estava mergulhada em um delicioso azeite. Muito macia por dentro, quase derretendo na boca de tão cozida. Adorei. A raiz de flor de lótus, uma raridade em restaurantes japoneses no Brasil, estava com aspecto feio, mas seu sabor marcante preencheu bem a boca. Sua cocção estava mais para o crocante, o que aprecio mais. Também como guarnição foi servido um naco de tofu com cebolinha. Era fresco. Prefiro ele levemente grelhado. O macarrão de arroz estava mergulhado em um caldo feito à base de soja. Bem temperado, foi perfeito com a flor de lótus. Por fim, o nabo crocante e ácido devido à conserva. Muito gostoso e essencial para tirar a gordura da boca. Foi uma surpresa agradável, muito bem servido para duas pessoas, mas continuo preferindo os combinados de sushi e sashimi.
Restaurante: Sushi Naka
Endereço: Rua Gonçalves Dias, 92, Funcionários, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3287 2714
Wi-fi: não há.
Valor total da conta:
04/11/2016 - R$ 227,00, para duas pessoas, sem o serviço e sem bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
10/12/2016 - R$ 180,00, para duas pessoas, sem o serviço e sem bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
06/01/2017 - R$ 246,00, para três pessoas, sem o serviço e com bebida alcoólica (uma garrafa de 600 ml de cerveja Bohemia). Conta paga com cartão de crédito.
OBS: o restaurante não permite pagar os 10% de serviço no cartão de crédito/débito.
Minha nota: 8.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

CASA CHEIA - SAVASSI

A experiência: moro ao lado do Casa Cheia da Savassi e sempre que passava via suas mesas apinhadas de gente, tanto na calçada, quanto no salão interno. Minha amiga queria fazer hora para pegar a filha em uma aula particular e me ligou para batermos papo no local. Aceitei de pronto. O Casa Cheia é famoso nacional e internacionalmente, tendo recebido vários prêmios ao longo de sua existência, que remonta a 1978. Sua especialidade é servir comida caseira, sem esquecer seu ponto forte, os petiscos típicos de um bar, ideais para acompanhar uma boa cerveja gelada (para quem gosta, diga-se de passagem). Eu bebi apenas caipirinha naquele noite. Bem feita, por sinal. Já para petiscar, cometemos um erro grave: não escolhemos nenhum dos pratos ganhadores de prêmios, como o do festival Comida di Buteco. Ficamos no comum do menu, recheado de porções generosas, pratos feitos para compartilhar.
Começamos com carne de sol com mandioca na manteiga de garrafa (R$ 49,90). O menu informa que são servidos 400 gramas de cada item. Servida em um tacho raso de ferro, notamos que realmente havia uma boa quantidade de mandioca quanto de carne de sol. Esta última cortada em tiras e salpicada de alho frito, cebolinha picada e pimenta biquinho. A mandioca não estava macia como gosto, era seca, com pouca presença da manteiga de garrafa. Já a carne estava bem temperada, mas cortada em tiras ficou sem graça. E ela veio com tiras que tinham bastante gordura. Gosto de carne de sol cortada em cubos, é mais tradicional, mais típico e não me perguntem porque, mais saborosa, talvez porque o volume do pedaço seja maior.
Em seguida, pedimos linguiça calabresa com fritas (R$ 42,90). Segundo o menu, a linguiça servida tem 350 gramas e a porção serve quatro pessoas. Eu e minha amiga não tínhamos jantado. Assim, a fome falava alto. Igual ao petisco anterior, porção salpicada com cebolinha, alho frito e pimenta biquinho, além de cebola levemente passada na chapa cortada em aros. Este petisco não me convenceu. Fritas murchas, insossas, enquanto a calabresa era muito salgada. O melhor do prato era a cebola. Como disse anteriormente, deveríamos ter escolhido, pelo menos, um prato premiado.
Restaurante: Casa Cheia - Savassi
Endereço: Rua Cláudio Manoel, 784, Savassi, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3234 6921
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 29/11/2016, terça-feira, noite.
Valor total da conta: R$ 144,00, para duas pessoas, incluído o serviço e com bebida alcoólica. Conta paga com cartão de débito.
Minha nota: 5.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

BISTRÔ DA MATILDA


A experiência: domingo é dia de almoçar com amigos. Decidimos ir comer fora de Belo Horizonte. Adoro esta possibilidade que a capital mineira oferece, pois há muitos restaurantes transados a poucos quilômetros da agitada BH. Subimos a BR 040 em direção ao Rio de Janeiro. Nosso destino era bem mais perto, o Vale do Sol, em Nova Lima, bairro tranquilo e afastado do agito do centro urbano daquela cidade. Meus amigos já conheciam o restaurante, o Bistrô da Matilda. Quando chegamos, sem reserva, já era perto de 15 horas e o local estava com ótimo público e continuou com movimento até na hora em que fomos embora, duas horas depois. Uma simpática atendente nos recebeu, conduzindo-nos a uma mesa no meio do salão. O restaurante está localizado em uma casa que foi adaptada para receber comensais, tendo um amplo salão, com pé direito alto, um bar na lateral, com pequena sala de espera e um jardim nos fundos, onde os fumantes praticam seu vício. A decoração mistura é singela, com elementos rústicos, como caibros de madeira aparente e elementos da cultura pop, como uma fila de garrafas de Coca Cola no corredor de acesso ao bistrô. Pensávamos que Matilda era a recepcionista, mas ela nos contou que era empregada da casa. Matilda era uma cachorra dos proprietários. A carta não é extensa e mistura elementos da culinária mineira com pratos clássicos da gastronomia internacional. Assim bruschetta, samosa, carpaccio, quiabo, confit de pato, entre outros, convivem harmoniozamente no menu.
Decidimos tomar um vinho, pois o dia pedia um brinde com vinho tinto. Nossa escolha recaiu no português Galo D'Oiro 2013 (R$ 89,00), elaborado com as castas castelão, tinta roriz, touriga nacional e cabernet sauvignon na região de Lisboa. Boa relação custo x benefício, harmonizando bem com a entrada que pedimos. No meu caso, como o prato principal foi um peixe, o vinho foi um pouco pesado, mas como não aprecio vinho branco, não tive problemas com a falta de harmonização.
Como entrada, compartilhamos o quiabo frito com bacon (R$ 26,00). Porção bem servida. Os quiabos estavam envoltos em pedaços de bacon e servidos em um prato fundo mergulhados em um molho adocicado, segundo o menu, um segredo do chef. Quiabo crocante, levemente grelhado, combinou bem com o marcante sabor do bacon. O molho é excessivo, mas pode-se escorrer cada palito antes de levar à boca.
Como prato principal, pedi um linguado à moa de Araras (R$ 59,00). Outro prato bem servido, com muito peixe. Tratava-se de filé de linguado à moda oriental: shitake, tomate e molho escuro asiático à base de gengibre. O peixe veio acompanhado por um mix de arroz branco e selvagem. O filé estava levemente empanado em farinha de trigo, o suficiente para deixar uma crosta dourada. Cozido no ponto correto, seu suave sabor ganhou personalidade com o molho de gengibre, dando aquela sensação de ardência no retrogosto. O mix de arroz foi essencial para absorver o molho do prato. Boa opção. E para os curiosos, não consegui descobrir o porque de Araras no nome deste prato. Junto com o vinho, consumimos três garrafas de água mineral (R$ 4,00 cada uma). Nenhuma das sobremesas do cardápio nos instigou a experimentá-las. Terminamos com um bem tirado café espresso Nespresso (R$ 5,50 cada xícara).
Restaurante: Bistrô da Matilda
Endereço: Avenida Quinta, 739, Vale do Sol, Nova Lima, MG.
Telefone: +55 31 3541 4197
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 27/11/2016, domingo, almoço.
Valor total da conta: R$ 337,15, para três pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de débito.
Minha nota: 7.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

ALESSA GELATO

A experiência: fazia um lindo dia no feriado de 15 de novembro de 2016. Após um passeio pela Praça do Papa e Mirante das Mangabeiras, resolvemos tomar um sorvete. Na minha cabeça veio a sorveteria Alessa, localizada no bairro de Lourdes, local apresentado por amigos em uma das minhas visitas a BH. Chegamos no final da tarde, quando o movimento era fraco. Havia muito lugar para escolher. Sentamos em uma mesa mais ao fundo do salão e pedimos o cardápio. Diferente da maioria das sorveterias da cidade, a Alessa permite que o cliente peça seu sorvete diretamente ao garçom, sem necessidade de pegar ficha antes e se dirigir ao balcão. Além de sorvetes, o cardápio tem uma boa variedade de sobremesas geladas, além de docinhos, boas companhias para um café espresso. Fui direto na seção dos sorvetes, onde há cerca de quatro dezenas de opções.
Minha escolha recaiu nos sorvetes à base de creme. Escolhi um due (duas bolas - R$ 19,00), servido em uma taça de vidro e enfeitado com uma casquinha fixada ao contrário na primeira bola. Embaixo, sorvete de tapioca, encima, sorvete mineirinho, ou seja, doce de leite com queijo. A combinação não tem cores chamativas, por isso mesmo, o aspecto do sorvete apresentado na taça não era dos melhores. Confiei no sabor e me decepcionei. O de tapioca era bem insosso. Estou acostumado com o famoso sorvete de tapioca da Saborella, de Brasília. Minha expectativa era de que fosse, pelo menos, parecido. Mas não. Totalmente sem sabor. Sentia apenas o açúcar e o leite. O de doce de leite com queijo era melhorzinho, mas o queijo escolhido poderia ter uma pitada de sal, que faria um interessante contraste com a doçura do doce de leite. O pior é que fiquei com um gosto forte de leite na boca. Tive que pedir um café espresso (R$ 5,00) para amenizar este retrogosto, pois a água mineral gasosa (R$ 5,00) não conseguiu limpar as papilas gustativas. O café, da marca Braúnas, veio forte, quente, bem tirado, acompanhado por uma medalha de chocolate com o símbolo da sorveteria. Confesso que da vez em que lá estive com meus amigos, quando tomei um sorvete à base de água, tive uma experiência bem melhor.
Restaurante: Alessa Gelato
Endereço: Rua São Paulo, 2.112, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3292 2588
Web: Alessa
Reserva: não.
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 15/11/2016, terça-feira, feriado, fim de tarde.
Valor total da conta: R$ 55,00, para duas pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de débito.
Minha nota: 5.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

DOMENICO PIZZERIA TRATTORIA

A experiência: A poucos metros de casa há uma pizzaria. Minha sobrinha diz que é a melhor pizza de BH. Em 2014, o local ganhou uma premiação de ter a melhor pizza da cidade. Saímos do cinema no Pátio Savassi em uma sexta-feira à noite com fome. Decidimos ir conferir a Domenico Pizzeria Trattoria. Fica em uma casa tombada pelo patrimônio histórico, pintada de amarelo em tom pastel, com dois ambientes, sendo um mais informal, localizado na varanda da casa, mas devidamente protegido de eventuais chuvas, e outro interno, maior, e com decoração mais sofisticada. Quando chegamos, por volta de 21:45 horas, não havia lugar. A recepcionista nos informou que a espera não era longa, pois já havia algumas mesas pedindo suas respectivas contas. Colocamos nosso nome na lista no quarto lugar. A noite estava bem agradável. Em frente ao restaurante há um espaço público que avança na rua, comum em BH. É o restaurante o responsável pela manutenção do espaço, mas por ser público, não pode impedir de ser utilizado por qualquer um que passe por ali, independentemente de ir ou não ao restaurante. Quinze minutos se passaram e fomos chamados. Ficamos em uma mesa na varanda. O local conta com uma boa brigada de garçons, motivo pelo qual sempre havia algum atento às mesas. Embora a ideia fosse comer uma pizza, foi outra parte do cardápio que me chamou a atenção, a de massas. Acabei por escolher um prato desta seção. A noite pedia uma bebida alcoólica. As opções de caipirinha eram tentadoras, com itens inusitados. Pedi uma caipirinha de tomate, enquanto meu companheiro pediu uma de tabasco com manjericão. Junto com o pedido das bebidas, também fizemos o da comida.
Escolhi um pappardelle alla maremmana (R$ 53,00). Quando o garçom trouxe as caipirinhas, ambas sem adoçar, ele também colocou na mesa o pote com açúcar e adoçante, bem como o de queijo parmesão para temperar a massa a gosto do cliente. Não prestei atenção no que ele falou e entendi que um pote tinha açúcar e no outro o adoçante. Sem ver, fui no pote do queijo e despejei duas colheradas cheias na caipirinha. Só percebi quando misturava e nada dissolvia na cachaça. Meu companheiro, por sua vez, colocou o adoçante corretamente em sua bebida, deu um trago e disse que o tabasco estava inviabilizando apreciar o drinque. Ele chamou o garçom, que imediatamente o trocou por uma caipirinha tradicional de limão, sem cobrança da primeira. Eu tive que me contentar em tirar a maior quantidade possível do queijo, colocar adoçante e tentar beber. Demos muitas risadas. Ficou horrível. Acabei por tomar água mineral com gás. Quanto ao prato principal, chegou bem aromático à mesa, exalando cheiro de vinho tinto. Era uma pasta de grano duro com ragu de linguiça em redução de vinho tinto feito com a casta malbec. Prato bem servido, com aspecto feio. Sua coloração não inspirava muito. A massa estava al dente, como il faut, com sabor marcante do ragu. O vinho deu potência à linguiça. No balanço final, gostei da massa. Em seguida, pedimos uma sobremesa para compartir.
Em restaurante de especialidade italiana, não tenho muitas dúvidas ao eleger minha sobremesa: tiramisù (R$ 26,00). Muito bem servido, respeitou a receita original, tendo mascarpone em abundância. Em sua composição tinha biscoito de champagne embebido em café espresso, creme de mascarpone, chocolate amargo e cacau em pó. Estava muito gostoso. Veio acompanhado por um creme de confeiteiro e uma barrinha de chocolate duas cores (preto, amargo; e branco, muito doce). Os acompanhamentos soaram desnecessários e atrapalharam o sabor firme do tiramisù.




Restaurante: Domenico Pizzeria Trattoria
Endereço: Rua Cláudio Manoel, 583, Savassi, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 2516 2969
Web: http://domenicopizzeria.com.br/
Reserva: sim.
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 11/11/2016, sexta-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 202,40, para duas pessoas, incluído o serviço e com bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

EDDIE FINE BURGERS - BH SHOPPING

A experiência: Primeiro domingo pós mudança, já no apartamento ainda cheio de coisas para colocar no lugar. Resolvemos sair para fazer compras de material para o lar, mas antes tínhamos que almoçar. Três restaurantes escolhidos, em todos a fila de espera era desanimadora. Até costumo esperar, mas o nosso tempo era curto. Decidimos ir para o BH Shopping, já que ficava no caminho para a loja Leroy Merlin, nosso destino final. Havia muito tempo, mais de uma década, que não ia ao BH de carro. Estranhei as mudanças, já que na minha cabeça as entradas eram distintas. Entramos justamente em uma das praças de alimentação, se não me engano, a mais antiga delas, transformada em uma espécie de centro gourmet, embora não haja nenhum restaurante mais sofisticado, como em alguns centros de compras de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília. E nos deparamos em frente ao Eddie Fine Burgers. Havia lugar, era rápido e eu já conhecia. Ali ficamos. Fomos rapidamente atendidos. Lemos o cardápio, recheado de boas opções de hambúrgueres, e escolhemos. Na hora de fazer o pedido, o garçom nos perguntou se tínhamos visto o jogo americano que estava na mesa, pois ali tinha uma nova opção de sanduíche. Ao ler a sua composição, não hesitamos em mudar, pedindo o novo hambúrguer da casa:

Eddie's D.O.C. Burger (R$ 38,50). Para beber, fui de Swcheppes Citrus Light (R$ 5,90 a lata de 350 ml). Aqui abro um parênteses. Não sei o motivo que alguns restaurantes insistem em cobrar uma lata de Citrus em valor mais alto do que os demais refrigerantes. Nos supermercados e lojas atacadistas costuma ser o mesmo preço. Fecha parênteses. O sanduíche não tardou a chegar. Foi servido em uma pedra de ardósia, ladeado por um cesto com batata frita em corte que lembra uma hashtag (#), chamada pela lanchonete de waffle fries. Estava sequinha, mas ligeiramente queimada, o que deixou na boca um gosto levemente amargo ao final. O sanduba era composto por um pão com gergelim, hambúrguer de 200 gramas de carne bovina da raça angus, queijo cheddar inglês, bacon, cebola roxa confitada, um molho barbacoa feito com goiaba e alface. O pão era bem macio, até demais, e segurou pouco o recheio, fazendo uma lambança nas mãos e mesa enquanto eu comia. O molho barbacoa foi servido à parte, em um pequeno pote de porcelana. Estava saboroso, uma cópia do ketchup de goiaba introduzido pela rede TT Burger no Rio de Janeiro. A harmonização da cebola roxa levemente adocicada com a carne angus foi muito boa, mas o queijo cheddar não combinou. Seu sabor forte e gorduroso prejudicou o conjunto. E não notei nenhuma diferença no queijo por ele ser inglês! Enfim, é um sanduíche bem servido, funciona como uma refeição, mas não me conquistou no quesito sabor.
Restaurante: Eddie Fine Burgers BH Shopping
Endereço: BH Shopping, Rodovia BR 356, nº 3.049, loja NL 44, Belvedere, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3286 7985
Web: Eddie Fine Burgers
Reserva: não.
Wi-fi: utilizei o do shopping.
Data: 06/11/2016, domingo, almoço.
Valor total da conta: R$ 97,24, para duas pessoas, incluído o serviço e sem bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.

domingo, 1 de janeiro de 2017

CASA DE ABRAHÃO

A experiência: Muita gente que mora em Belo Horizonte gosta de almoçar nas redondezas, em meio a uma natureza exuberante, a poucos quilômetros da agitação urbana da capital mineira. Foi o que fizemos em um quente e ensolarado sábado. Céu lindo, calor, pegamos o carro e subimos a BR040 sentido Rio de Janeiro. Pouco depois do acesso à rodovia que leva a Ouro Preto, entramos em uma pequena estrada asfaltada, a mesma que leva ao bar Topo do Mundo, local de linda vista e base para os adeptos do parapente. Estrada sinuosa, que vai descortinando as lindas montanhas mineiras. No pequeno povoado de Palhano estava nosso destino: Pousada Casa de Abrahão, cujo restaurante é aberto ao público. Éramos quatro pessoas, sendo que os nossos amigos já tinham estado no local e gostaram muito. Chegamos sem reserva, mas havia lugar. O proprietário nos atendeu. Escolhemos uma mesa perto da fonte de água que decora o centro do salão, mas ao mesmo tempo, perto das amplas janelas que nos permitiam ver o verde e ouvir os pássaros. A especialidade do local é a gastronomia oriental, com foco nas culinárias árabe, turca e grega. O cardápio é bem enxuto. Consiste de três menus denominados 1, 2 e 3. O 2 engloba o 1 e o 3, por sua vez, engloba o 2. Você não precisa escolher de imediato o menu 3. Pode pedir o 1 e se ainda estiver com fome, vai aumentando o pedido. Não se trata de rodízio e nem são individuais os menus. A quantidade servida leva em consideração o número de pessoas na mesa. Antes de escolher o menu, nossos amigos pediram um vinho branco (R$ 95,00) para brindar aquele momento, enquanto eu fiquei na água mineral com gás (R$ 3,50 cada garrafa de 350 ml) e na água tônica Schweppes (R$ 5,50 cada lata de 350 ml).
Menu 1 (R$ 50,00) - são até cinco mezzés diferentes acompanhados de pães árabes feitos na casa.


Menu 2 (R$ 65,00) - menu 1 + quibe cru + mezzé especial.


Menu 3 (R$ 75,00) - menu 2 + prato principal do dia.
Escolhemos o menu 2, mas quando experimentamos as delícias que chegaram à mesa, decidimos continuar para o menu 3. Foi muita comida.
Ao invés de cinco, foram servidos nove mezzés, ou seja, todas as opções que havia. Pequenos potinhos com pastas incríveis e um cesto com um enorme pão árabe ao centro. Tudo podia ser reposto. O pão é um caso à parte. Recém saído do forno, temperado com zaatar, com delicioso aroma, era bom até sem passar nada nele. Rasgar com as mãos e comer puro. Sensacional. Claro que pedimos um segundo pão, sem nenhum acréscimo no preço do menu. Quanto aos mezzés, além dos tradicionais coalhada seca, homus e babaganoush, foram servidas pastinhas de queijo com beterraba, com cenoura, uma vinagrete e azeitonas com ciboulette em conserva. Tudo frio, o que fez um interessante e providencial contraste com o pão quente. Logo em seguida, já fazendo parte do menu 2, chegou o quibe cru, que não experimentei por não ser um fã ardoroso deste prato. Ainda como parte do menu 2, o mezzé especial, nada mais do que quibe frito, servido em porção de quatro unidades. Estava bem frito, seco por fora, com crocância definida pelos grãos do trigo e com tempero no ponto. Foi bem com as pastas à base de queijo. Por fim, e já satisfeitos, chegaram os pratos principais. O cardápio informava que cada prato servia duas pessoas. Naquele sábado, havia duas opções de prato principal. Pedimos os dois, já que éramos quatro pra termos a oportunidade de experimentar um pouco de cada um. Um era um cordeiro assado servido sobre um leito de arroz com lentilhas. O outro era com carne bovina rasgada, como nos pratos chineses, servido em um leito de arroz com açafrão. Alcaparras, cebolinha e tomate estavam misturados com a carne. Junto com os dois pratos principais foram servidas duas porções de tabule. Eu não tinha mais condições de comer, por isso optei em experimentar o arroz com lentilhas e o tabule. Este último estava refrescante, ideal para o calor que fazia. Já o primeiro, achei insosso. Talvez se combinado com o cordeiro ficasse interessante no paladar. De todo modo, fica a dica que o menu 2 é mais do que suficiente.
Restaurante: Casa de Abrahão
Endereço: Rua Dois, nº 29, Recanto da Serra, Povoado de Palhano, Brumadinho, MG.
Telefone: +55 31 99258 8550
Wi-fi: não há.
Data: 08/10/2016, sábado, almoço.
Valor total da conta: R$ 500,50, para quatro pessoas, com o serviço e com bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8.