segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

ALMA CHEF

A experiência: Cheguei de volta a Belo Horizonte em 20 de outubro, depois de 21 anos morando em Brasília. Era quinta-feira, viajei o dia todo de carro e depois de um bom banho, deitei e dormi profundamente. A sexta-feira, 21/10, foi para resolver as últimas pendências para fechar o contrato de aluguel. À noite, dois amigos me chamaram para jantar em um dos restaurantes da badalada região de Lourdes. Não tínhamos reserva e tudo estava cheio. Demos sorte ao chegar no Alma Chef, dos chefs Felipe Rameh e Thiago Guerra, pois havia uma mesa disponível. Ficamos no piso superior, em local com pouca iluminação (não aprecio restaurantes em cuja decoração predomina a luz baixa porque dificulta ler o cardápio e ver o que se está comendo). O Alma Chef é bem conceituado na cidade, ganhador de vários prêmios gastronômicos, motivo pelo qual esperava um serviço melhor. O atendimento foi demorado, displicente, com esquecimentos de nossos pedidos. Ao escolher o vinho, demoraram para retornar com a informação de que aquele vinho tinha terminado. O chef Felipe foi simpático ao vir à mesa e nos cumprimentar. Não recordo o vinho que tomei, mas foram estes os pratos da noite:
1) começamos dividindo a entrada chamada de empanadas clássicas (cinco unidades - R$ 29,00). Demoraram a chegar. Dispostas em uma tora de árvore devidamente curtida em óleo (que está à venda no empório do restaurante), tinham bom aspecto, e foram servidas com um potinho de molho chimichurri. Talvez esse molho seja o clássico do nome, pois se comparadas às empanadas argentinas, estão bem distantes das conhecidas no país nosso vizinho e em outros países da América do Sul. O tamanho era menor, o recheio de carne não tinha cebola e estava seco. Estavam bem assadas, mas com uma crosta de açúcar que me pareceu mais uma ousadia do que uma releitura de um clássico. Este doce doce-salgado não caiu bem em meu paladar.
2) em seguida, pedimos outra entrada para compartir, uma burrata com baguete artesanal (R$ 49,00). O tamanho decepciona, tanto da burrata quanto da baguete. A baguete não foi suficiente para acompanhar o queijo. Pedimos outro pão, mas demorou tanto, que quando chegou, só existia o azeite em que a burrata estava parcialmente embebida.
3) como prato principal, pedi um picadinho (R$ 58,00), um dos patos que mais gosto da culinária brasileira. No caso, era uma releitura bem distinta do original: pois tinha manteiga de garrafa, mandioca, ovo frito, queijo coalho frito e vinagrete, ficando de fora o arroz, a farofa, a banana frita e o ovo pochê. A carne veio cortada em cubos médios, não em pequenas tiras, como o corte feito em ponta de faca. O prato não primava pela boa apresentação. A gema do ovo estava bem passada, o que mata o picadinho, pois o prazer de ver a gema escorrendo ao ser partida faz parte do ritual de se comer este clássico da cozinha brasileira. Mandioca muito seca. O molho veio em pequena quantidade e o queijo coalho estava sem sabor. Mesmo com molho, faltou suculência ao prato. Não gostei desta releitura.
Restaurante: Alma Chef
Endereço: Rua Curitiba, 2081, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 2551 5950
Reserva: sim
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 21/10/2016, sexta-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 612,90, para três pessoas, incluído o serviço, com bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

AU BON VIVANT

A experiência: Noite chuvosa em BH. Ainda não tinha me mudado para a capital mineira, estando à procura de apartamento para alugar. Estava hospedado na casa de um amigo, quando decidimos sair para jantar. Escolhemos o bistrô Au Bon Vivant, que fica em uma bela casa no bairro Cruzeiro, com decoração que remete aos bistrôs parisienses, como o piso de ladrilho hidráulico e quadrinhos nas paredes, além de uma iluminação amarelada. Tínhamos reserva feita por telefone. Fomos acomodados em uma mesa no salão principal, de frente para o bar. Na lousa acima do bar estava escrito a giz que um clássico da culinária francesa havia retornado ao cardápio da casa: boeuf bourguignon. Já que era para pedir clássicos, começamos dividindo uma terrine de paté de campagne (R$ 27,00). Tinha bela apresentação, servida em uma pedra de ardósia, juntamente com um cesto com quatro fatias de baguete francesa, e duas colheres de cerâmica, uma com cebola caramelizada e outra com ciboulette em conserva.
A terrine é preparada com carne de pernil de porco assado em banho-maria com conhaque e especiarias. Estava muito boa, macia, com gostinho levemente salgado, mas que em mistura com a cebola caramelizada, ficou sensacional. Foi o melhor da noite.
Como principal, pedi o boeuf bourguignon (R$ 64,00). O guisado de carne com legumes e vinho tinto veio acompanhado por uma mousseline de batatas. Outro prato com bela apresentação, mas que pecou pela distorção entre a proporção do principal e do seu acompanhamento. Havia 2/3 de mousseline para 1/3 do guisado. E em relação ao sabor, a discrepância também pendeu para o acompanhamento, que estava bem saboroso, super suave, enquanto a carne estava sem graça, com pouco molho. Faltou sentir o sabor do vinho tinto, que, geralmente, se encorpara ao molho espesso em que costuma ser servido este prato. Escoltou o prato principal uma garrafa de Château Peynaud, safra 2009 (R$ 120,00), um vinho tinto de Bordeaux, que harmonizou bem com a carne, o que deu uma pequena melhora na degustação do prato. Terminado o principal, chegou a vez de escolher uma sobremesa.
Continuei na seara dos clássicos da culinária francesa, escolhendo uma tarte tatin (R$ 21,00), cujas maçãs estavam bem cozidas, com doçura da própria fruta, mas o sorvete de baunilha que a acompanhava era branco, com pouco sabor.

Meu amigo disse que não tive sorte, pois ele já havia jantado várias vezes no local e sempre teve boas experiências. Vou ter que ir novamente, pois esta não foi das melhores experiências em restaurantes franceses.
Restaurante: Au Bon Vivant
Endereço: Rua Pium-Í, 229, Cruzeiro, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3227 7764

Web: http://www.aubonvivant.com.br/
Reserva: sim
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 05/10/2016, quarta-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 408,00, para três pessoas, incluído o serviço, com bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

MACAU

A experiência: depois de ver um belo show de Rogério Flausino & Wilsom Sideral cantando Cazuza no Sesc Palladium, decidimos jantar. Era noite de domingo, perto de 21 horas. O que vem primeiro à cabeça sempre é pizza, mas como já havíamos tentado ir almoçar naquele mesmo dia no restaurante Macau, um clássico da culinária chinesa em Belo Horizonte, mas a fila de espera nos desanimou, resolvemos matar nossa vontade. Estava vazio, com pouco movimento quando chegamos. Atendimento muito bom, com garçonetes simpáticas, educadíssimas e explicando o cardápio com muita segurança. Menu extenso, com todos os clássicos da gastronomia chinesa mais conhecidos e apreciados pelos brasileiros. Lembrei de quando ia comer lá na década de oitenta e adorava o rolinho de primavera. Pedimos dois para começar (R$ 7,20 cada um). Eles são bem diferentes dos que costumamos encontrar em restaurantes chineses espalhados pelo país afora. São grandes e dourados. Sua casca não é lisa, pelo contrário, é bem rústica e bem sequinha. Ele vem partido em três pedaços, o que facilita em um eventual compartilhamento na mesa. Ao entrar em contato com a saliva da boca, a casca se derrete, soltando um delicioso sabor de fritura, que não é enjoativo. Recheio abundante, bem temperado, com sabor potente. É tão grande que vale por uma refeição para quem não come muito. Como somos glutões, partimos, em seguida, para o principal. Pedimos três pratos:
1) vaca desfiada com broto de feijão e broto de bambu (R$ 38,50): era o prato que tinha em mente quando decidi por jantar no Macau. Super bem servido, com muita carne e muito broto de bambu. Molho de soja abundante, deixando o prato bem suculento. O sabor suave dos brotos de feijão e de bambu contrasta de forma positiva com o sabor forte do molho, fazendo uma bela sinfonia de sabores no paladar. Mesmo com diferenças, estes sabores, somado ao da carne, se completam. Excelente prato.
2) arroz chau chau (R$ 24,50): ir em restaurante chinês e não comer arroz frito é um sacrilégio para mim. Assim, pedimos uma porção deste arroz frito que é servido com gema de ovo refogada como um ovo mexido, cebolinha, presunto e mini camarões. O arroz é a estrela. Frito tem outro sabor. Para mim, dispensaria o presunto e o camarão. Apenas a gema de ovo e a cebolinha bastariam, pois são dois ótimos parceiros para o arroz frito.
3) shitaki com acelga ao molho de ostra (R$ 36,50): outro prato super bem servido. Os cogumelos são apresentados inteiros em meio às folhas de acelga rasgadas e levemente cozidas. Um abundante molho de ostra completa o prato. Não gosto de ostra. Assim, mesmo com a garçonete informando que o molho tinha o nome de ostra, mas o gosto que prevalecia era o do shoyo, fiquei sugestionado e não gostei. Provei um pedaço do shitaki, que estava bem cozido e macio, mas o sabor do molho na boca se transformou em uma ostra crua gigante e não consegui comer. A força do pensamento agiu aqui.
Para acompanhar o jantar, bebi Schweppes Citrus Light (R$ 5,50 a lata de 350 ml). Consumi uma lata e meia. Foi tanta comida, que pedimos para embalar o que sobrou para levar para casa, que acabou sendo o nosso almoço do dia seguinte. Ao todo foram três embalagens (R$ 3,00 cada uma).
Restaurante: Macau
Endereço: Avenida Olegário Maciel, 1.767, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3337 6193

Web: http://www.restaurantemacau.com.br/novo/
Reserva: não
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 06/11/2016, domingo, jantar.
Valor total da conta: R$ 150,00, para duas pessoas, incluído o serviço, sem bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8,5.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

TASTE VIN

A experiência: Recém chegado de volta a Belo Horizonte, após 21 anos morando em Brasília, não queria grandes comemorações para o meu aniversário de 53 anos. Combinei com um amigo que completa anos no mesmo dia que eu para irmos jantar na noite do 31 de outubro. Como era segunda-feira, muitos restaurantes estavam fechados. Escolhemos o Taste Vin, muito tradicional e famoso na cidade, especialmente pelos seus suflês. Meu amigo fez a reserva para às 20:30 horas, mesa para quatro pessoas. Fomos acompanhados por nossos respectivos companheiros. Mesmo para uma segunda-feira, foi difícil achar vaga para estacionar nas imediações do restaurante, mas conseguimos. Por esta dificuldade, há serviço de manobrista na porta do Taste Vin, serviço este cobrado separadamente. Chegamos no horário. Nossos amigos já estavam sentados. No bar, uma grande fila de espera. Todas as mesas ocupadas. Ficamos no primeiro salão à direita de quem entra. São vários pequenos ambientes, preservando a estrutura da casa onde ele está localizado. O serviço é muito bom, com garçons atentos, simpáticos, esclarecendo nossas dúvidas. O pedido foi tirado pelo proprietário e chef. Começamos as comemorações brindando à vida e à amizade. Meu amigo levou o champanhe Perrier-Jouêt Grand Brut
para esta ocasião, cujo serviço do vinho ficou em R$ 90,00 (rolha). Para acompanhar o jantar, pedimos uma sugestão ao sommelier, já que os pratos que cada um pediu eram bem distintos. Ele nos sugeriu o vinho francês Bourgogne Pinot Noir Vieille Vignes, safra 012, da Maison Roche de Bellene (R$  296,80).
Vinho leve, fácil e gostoso de beber. Teve uma boa harmonização com o que comi como prato principal, um suflê, conforme descrição abaixo. Para acompanhar o vinho, água com gás (R$ 6,00 a garrafa com 300 ml). Em seguida, o que comi nesta noite:
1) Iniciamos compartindo o couvert da casa. Pedimos o tradition para duas pessoas (R$ 42,00). Embora para dois, foi suficiente para nós quatro. Consiste de uma cesta de variados pães; um mousse de pepino, que lembrou muito a que minha mãe faz, tanto pelo frescor, quanto pelo delicioso gostinho ácido que fica na boca devido ao limão que é misturado ao pepino; meio queijo de cabra, que não era dos mais potentes no paladar, mas foi perfeito com o pão; meia fatia de patê de campagne, que estava bem temperado, levemente salgadinho, fresco, e foi um par perfeito para os pães; e quatro fatias de tomates semi-desidratados, outro item que casou bem com os pães e com o queijo de cabra.
2) Embora no cardápio conste como opção de entrada, o suflê, prato que fez a fama do local, é bem servido, uma verdadeira refeição. Assim, escolhi o suflê chèvre, thym et huile d'olive (R$ 84,00), como meu prato principal. Assim que tirou nosso pedido, o chef informou que o suflê era um prato mais demorado, o que já sabíamos. Cerca de quarenta minutos depois, uma maravilha foi posta em minha frente. Um aroma agradabilíssimo e um visual sensacional já aguçaram meu paladar. Nenhum cheiro de ovo no ar, o que é um bom sinal. Estrutura perfeita, sem cair em nenhum momento, mesmo depois de eu ter colocado a colher. Queijo de cabra, tomilho e azeite, nada mais do que estes três ingredientes. Sabor leve, mas ao mesmo tempo marcante. Suave na boca, sem necessidade de mastigar. Era colocar na língua e sentir aquela textura se desfazendo, deixando o sabor preencher toda a boca. Simplesmente divino.
3) Uma noite como esta não poderia terminar sem uma sobremesa. Pensei em pedir um suflê de chocolate, mas achei que era demais ficar somente nos suflês. Parti para experimentar outros sabores pedindo uma mangue au porto (R$ 20,00). Manga ao vinho do Porto, gengibre e sorvete de coco. Mais um prato bem servido, podendo ser compartilhado tranquilamente por duas pessoas. O visual não me chamou a atenção. Era sem criatividade. Apenas fatias de manga dispostas sobre um caldo avermelhado e uma bola de sorvete colocada na borda do prato. A manga não estava totalmente madura, o que não me faz a cabeça. Na verdade, não apreciei esta sobremesa. Da próxima vou ficar no suflê
Terminamos com uma excelente xícara de café Nespresso (R$ 6,00).
Restaurante: Taste Vin
Endereço: Rua Curitiba, 2105, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3292 5423

Web: https://www.facebook.com/tastevinbh/
Reserva: sim
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 31/10/2016, segunda-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 984,28, para quatro pessoas, incluído o serviço, com bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8,5.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

DORSÉ


A experiência: Mexendo no Instagram, deparei-me com uma foto que despertou minha curiosidade. Coxinhas feitas com massa de tapioca recheadas com carne carne de sol e queijo coalho, quitute preparado pelo gastrobar Dorsé para o festival Bar em Bar que ocorria em alguns bares-restaurantes de BH no mês de novembro. Chamei meu companheiro e dois amigos para experimentarmos esta iguaria em uma noite de sexta-feira. Ligamos para o bar para tentar fazer uma reserva, quando descobrimos que eles não fazem reservas. O atendente nos aconselhou a chegar entre 19 e 19:30 horas, pois o local não é grande e costuma lotar nas noites de sextas-feiras. Eram 19:20 horas quando estacionamos o carro bem próximo do bar. Chovia muito. Nossos amigos já estavam sentados em uma mesa no meio do pequeno salão. Da mesa, tínhamos uma ótima visão do movimento do local e do céu de BH. Dorsé é uma brincadeira, diria uma homenagem ao Museu D'Orsay, de Paris. A decoração remete às paredes da estação de metrô que dá acesso ao citado museu, além de contar com mapas e fotos do mesmo museu. Atendimento muito simpático, cordial e educado. Nossos pedidos não tardaram a chegar. Por ser um gastrobar, há opções de petiscos e de pratos para fazer refeições no menu. Decidimos ficar apenas nos petiscos. Ao todo, dividimos quatro deles, sendo que fizemos os pedidos um de cada vez. Claro que começamos pelo petisco que me fez ter vontade de ir ao Dorsé.


1) Coxinhas de tapioca recheadas com carne carne de sol e queijo coalho (R$ 27,00 - 08 unidades): o prato tem bonita apresentação, com os bolinhos rodeando um potinho com molho à base de azeite. Douradas por fora, são visivelmente apetitosas. Porém, na boca me decepcionaram. A coxinha como a conhecemos é bem melhor. A massa de tapioca ficou leve demais, não aderindo bem ao recheio, que, diga-se de passagem, faltava um tempero que lhe desse consistência. O queijo coalho passou longe. Há uma versão com espinafre no cardápio.




2) Pastéis de angu (R$ 24,00 - 08 unidades): o prato tem apresentação mais simples, apenas os pastéis em uma cumbuca de alumínio. Sem acompanhamento, eles reinam sozinhos e nem precisam de mais nada. Eles se bastam em si mesmos. Deliciosos. Massa dourada por fora, sequinha, com uma leve crocância, recheados fartamente com uma carne bem temperada. Muito superior ao quitute anterior. Dá vontade de repetir muitas e muitas vezes.






3) Bruschetta mineira (R$ 30,00 - porção mista - 08 unidades): achamos inusitado o nome e resolvemos experimentar este petisco. No lugar do pão italiano, a base desta bruschetta é a massa de pão de queijo. Apresentadas de forma achatada, vieram oito unidades, sendo quatro de pera com gorgonzola e quatro de ragu de linguiça. O primeiro recheio já veio montado na massa, enquanto o segundo estava em um potinho no centro do prato para que cada um se servisse como quisesse. Veio tanto ragu, que também o colocamos por cima da pera, já que este recheio carecia de sabor, mesmo com a presença de um gorgonzola meia boca. Foi uma diferença brutal nos sabores, com o ragu se sobressaindo não só pela quantidade, mas também pelo tempero e aroma. Quanto à massa, achei-a dura, sem graça, seca. Prefiro o pão de queijo somente assado. Desta forma em que foi apresentado, assado e depois prensado em uma chapa, ficou seco demais. O ragu de linguiça estava bem molhado, o que suavizou a secura da massa.


4) Croquetes de mortadela (R$ 22,00 - 10 unidades): outro petisco simples que me surpreendeu tanto pela apresentação, com casca dourada, seca, perfumada, quanto pelo sabor. A mortadela se misturou bem com a massa de batata, dando-lhe um sabor forte, mas agradável no paladar, levemente salgada.
Enfim, os dois petiscos mais simples foram os que mais me agradaram: pastel de angu e croquete de mortadela.








Depois de duas horas no bar, o céu se abriu, descortinando uma linda vista do chamado Baixo Centro. Gostei da experiência.
Restaurante: Dorsé
Endereço: Rua Sapucaí, 271, Floresta, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3327 8516

Web: https://www.facebook.com/dorsebarerestaurante/
Reserva: não
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 18/11/2016, sexta-feira, início de noite.
Valor total da conta: R$ 482,35, para quatro pessoas, incluído o serviço, com bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

DUKE' N' DUKE - CENTRO

A experiência: Final de noite de sábado pós show Ira! Folk no Sesc Palladium. Éramos três pessoas com fome. Decidimos ir a pé ao famoso Edifício Maleta para tentar um lugar nas disputadas mesas de seus bares. Claro que estava lotado. Acabamos ficando na unidade do Centro do Duke'n'Duke, que fica em uma loja com entrada pela Avenida Augusto de Lima. Por sorte, uma mesa no segundo piso tinha acabado de vagar. Foi lá que nos acomodaram. Além de uma extensa carta de cervejas, a casa ganhou fama e prêmios com seus hambúrgueres. Pedi uma lata de 350 ml de Coca Cola Zero (R$ 5,50), em copo com bastante gelo para aplacar minha sede enquanto escolhia o que comer. As minhas amigas pediram bebidas distintas. Uma foi de cerveja, a outra de caipirosca de limão, única opção de fruta para este drinque. Li atentamente todos os sanduíches, escolhendo o Quincy (Jones) (R$ 33,90), que ganhou a medalha de bronze em 2015 do concurso Beer Chef. O que me chamou a atenção neste hambúrguer foi o fato de não ter tomate (embora goste muito, ele deixa o sanduíche muito molhado, fazendo uma lambança grande nas mãos, mesa e prato) e ter uma maionese de raiz forte. Quando fiz o pedido, o garçom se desculpou dizendo que o último acabara de ser vendido.
Troquei rapidamente minha escolha, pedindo o clássico da casa: Armstrong (Louis) (R$ 36,50). A espera foi demorada, o que potencializou a fome. Mais de meia hora depois, três pratos enormes chegaram à nossa mesa. Todo sanduíche vem acompanhado por batatas. Você escolhe entre batatas rústicas ou chips. Fiquei com a primeira opção, com molho picante. O sanduíche vale por uma grande refeição. Seu recheio consiste de burguer de picanha, bacon, queijo prato, cebola roxa, home sauce de tomate picado com especiarias e alface americana. O tomate, mesmo sendo picadinho, provocou a lambança de sempre! O ponto da carne estava correto, como pedi, com seu interior bem rosadinho. No entanto, faltou sabor. Nem o bacon ajudou a puxar o sabor para cima. As especiarias passaram longe do tomate picado. Nada senti. As batatas, dispostas em quatro pedaços grandes, estavam boas, mas também sem muito sabor. O tal molho picante veio timidamente salpicado em parte da batata e era muito discreto em sua ardência. Deu para matar a fome, mas pelo que comi, confesso que não entendi porque a casa ganhou tantas vezes como o melhor hambúguer da cidade, fato que não se repetiu em 2016.
Restaurante: Duke'n'Duke
Endereço: Avenida Augusto de Lima, 245, Centro, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3567 7570

Web: http://www.dukenduke.com.br/
Reserva: não
Wi-fi: disponível, livre, sem necessidade de senha.
Data: 26/11/2016, sábado, final de noite.
Valor total da conta: R$ 283,25, para três pessoas, incluído o serviço, com bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 5.

domingo, 27 de novembro de 2016

A PÃO DE QUEIJARIA

A experiência: éramos três pessoas. Como todo mineiro, adoro pão de queijo. Há um mês, voltei a morar em Belo Horizonte, terra de bons cafés, onde o pão de queijo reina como acompanhamento. Na Savassi, uma casa especializada nesta iguaria mineira, que se tornou nacional, me chamava a atenção no Instagram desde que cheguei por aqui. Saindo do cinema Belas Artes com amigos, estava com fome e sugeri irmos na A Pão de Queijaria. Eles toparam na hora. Chegamos às 19 horas em ponto. A casa não é grande. Algumas mesas na calçada, com certeza as mais disputadas em dias quentes e sem chuva, e outras poucas no pequeno salão interno. Todas estavam ocupadas. Decidimos ficar na mesa alta, coletiva, onde não havia ninguém, quando passou uma garçonete por mim. Pedi uma mesa para três. Ela me apontou uma pequena mesa ao fundo, originalmente para duas pessoas, perguntando se podia ser aquela. Respondemos que sim, pois na mesa alta, os bancos não têm encosto. Ela pediu um tempo para preparar a mesa, quando viu que uma outra do lado de fora tinha acabado de vagar. Claro que preferimos a mesa externa, com mais espaço e em local arejado. Assim que sentamos, veio um garçom para limpá-la e nos deixar os cardápios. O menu é bem enxuto. São dez opções de sanduíches, todos tendo o pão de queijo como estrela. Oito deles para carnívoros, dois para vegetarianos, e mais dois doces. Você pode escolher comer apenas o sanduba ou com acompanhamentos. Há três preços: somente o sanduíche, com um acompanhamento e com dois acompanhamentos. Estes são apenas dois: polenta frita e uma salada chamada Pedro Lenzi.



Escolhi o sanduíche pernil de lata com um acompanhamento (R$ 23,00). Para beber, uma lata de 350 ml de Coca Cola Zero (R$ 5,00). O garçom, ao tirar nosso pedido, informou que demoraria uns vinte minutos para os sanduíches chegarem à mesa. Demorou mais do que isso, mas ficamos conversando e nem vimos o tempo passar. O sanduba tem bonita apresentação, dá vontade de logo abocanhá-lo. Trata-se de um pão de queijo recheado com pernil suíno de lata, lascas de copa defumada, queijo minas padrão e chutney de manga. Ao lado do sanduíche, veio a polenta frita, que escolhi como meu acompanhamento. Comecei pela polenta. Servida em cubos, estavam douradas, crocantes por fora, quentes e macias por dentro. Para mim, faltava um pouco de sal, ou um molho para potencializar o seu sabor. E sal em BH não se vê mais nas mesas por força de uma lei municipal. Acabei não pedindo. O sanduíche tem um bom equilíbrio de seus ingredientes, mesmo tendo dois itens cujos sabores são bem marcantes: a copa defumada e o chutney de manga. A doçura do chutney, mesmo leve, neutralizou um pouco o defumado da copa. A carne de porco estava tenra, com temperos no ponto. Enquanto comia, vi que muitos tomavam café coado na própria mesa.


Assim que todos terminaram de comer, pedi um café daqueles, o tal coado na hora (R$ 6,50 - 150 ml), embora eu prefira um espresso, que também está na carta. Pedimos três xícaras. Trouxeram as menores, pois normalmente o café é compartilhado por duas pessoas. Café bem ao estilo casa de vó: ralo e aromático. Vem acompanhado por um shot de água com gás e um mini pão de queijo. Gostei, mas continuo preferindo um bom espresso. O serviço é o ponto fraco da casa. Os garçons não são atentos, especialmente para quem está sentado nas mesas da calçada.
Restaurante: A Pão de Queijaria
Endereço: Rua Antônio de Albuquerque, 856, Savassi, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3244 2738

Web: https://www.facebook.com/APaoDeQueijaria/
Reserva: não
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 26/11/2016, sábado, lanche do final do dia.
Valor total da conta: R$ 102,85, para três pessoas, incluído o serviço, sem bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8.