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terça-feira, 28 de março de 2017

BANZAI LOUNGE

A experiência: em nosso último jantar em Vitória, decidimos por restaurante de comida japonesa que tivesse rodízio. Fomos ao Banzai Lounge, que fica na Praia do Canto, perto do conhecido Triângulo das Bermudas. Chegamos perto de 21:30 horas, quando esperávamos um grande movimento, mas o restaurante estava bem vazio. Optamos por ficar na sala reservada. Lugar escuro e desconfortável. Senti que estava em uma prisão. Meio claustrofóbico. O garçom logo nos trouxe a carta da casa. O sistema é de rodízio, mas o cliente fica com o menu e vai pedindo o que quer comer, quantas vezes quiser. O preço do rodízio é R$ 89,90 por pessoa. No cardápio, pratos das culinárias japonesa e peruana. Esta mistura está fincando estacas no Brasil. Em todos os restaurantes que fui onde adotaram esta prática, a minha experiência não foi memorável. E no Banzai Lounge não foi diferente. O garçom disse que nos prepararia algumas surpresas, inclusive algumas fora do cardápio. Começou um desfile infindável de pratos especiais, mas nada de chegar sushi e sashimi. A maioria dos pratos era feita com salmão: salmão enrolado com cream cheese, barriga de salmão, tiradito de salmão, salmão na chapa, salmão com creme de iogurte, salmão maçaricado, e por aí vai. Pedimos sushi e sashimi. Adivinhem o que predominou: salmão! De repente, um prato de shimeji salteado no molho shoyo aqui, um shitake do mesmo modo ali, e uma porção de guioza cozido no vapor levemente selado na frigideira, recheado com carne suína. Foi um dos poucos pratos que gostei um pouco. Também chegou um tartare de atum, cujo peixe estava bem fresco, mas não me agradou. Faltava tempero que valorizasse o seu sabor. Um lomo saltado também fez parte do rodízio. As batatas estavam murchas e o molho da carne muito espesso. Pelo menos o filé estava macio. Um fato que me incomodou e que não combinou com a decoração mais fina do restaurante foi o fato do sushiman abrir um atum inteiro na bancada onde prepara o sashimi, deixando um cheiro ruim no ar, pois o peixe ainda soltava sangue que misturava com a água que estava no recipiente de plástico que ficou no chão, na passagem para o banheiro masculino. Coloquei um grande X.
Restaurante: Banzai Lounge
Endereço: Rua Joaquim Lírio, 595, Praia do Canto, Vitória, ES.
Telefone: +55 27 3024 2222
Web: http://www.restaurantebanzai.com.br
Data: 25/03/2017, sábado, jantar.
Valor total da conta: R$ 589,05; para cinco pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 4.

domingo, 26 de março de 2017

SOETA

A experiência: quando decidimos ir para Vila Velha, pedimos à nossa anfitriã que reservasse uma noite para jantar no Soeta, restaurante que fica em Vitória, comandado pelos chefs Bárbara Verzola e Pablo Pavón, ambos com passagem no famoso e cultuado restaurante El Bulli, do chef Ferran Adrià. Reserva confirmada para 19:30 horas de uma sexta-feira. Chegamos vinte minutos atrasados, mas minha amiga ligou antes para avisar e aumentar um lugar na mesa, passando a ser cinco pessoas ao todo. O Soeta fica em uma linda casa no buchichado bairro Praia do Canto. Ficamos em uma mesa redonda no salão principal e tão logo sentamos, já nos ofereceram a carta de vinhos. Na reserva, já tinha sido informado que faríamos o menu tradição (R$ 148,00), com algumas ressalvas na alimentação. Ninguém quis tomar vinho naquela noite. Como sempre, fui de Coca Cola Zero, lata de 350 ml (R$ 7,80), enquanto meu companheiro começou com um Guaraná Antarctica Zero, lata de 350 ml (R$ 7,80), partindo, em seguida, para um drinque especial da casa, feito com gin (R$ 28,00). Os demais da mesa pediram água com gás e sem gás (R$ 6,90 cada uma), e cinco copos de sucos (R$ 9,00 cada copo). Em dez minutos, a sequência do menu começou a ser servida. Eis o que degustamos:
01. caipirinha com espuma de cerveja - um drinque inusitado, que resultou fresco no paladar. A espuma da cerveja não me incomodou, ressaltando que não sou apreciador de cervejas.
02. torrada de focaccia com creme de queijo, folha de capuccina com camarão, pepino, flores e especiarias - sabor delicado, suave, destacando a lâmina de pepino cru que encimava o camarão. Bela entrada. Ainda nesta etapa, foi servido um tempurá de tomate cereja, que esteja muito bom. O crocante da farinha e o suculento interior do tomatinho resultaram em ótima harmonização no paladar.
03. ceviche quitenho de camarão - aqui o chef Pavon mostra a sua origem, já que é equatoriano. Ceviche muito delicado, com leche de tigre mais suave, com um pouco de azeite, mas que não o tornou enjoativo. Chips de batata doce, cebola roxa picada em tirinhas bem finas e pipoca completaram o prato. Para mim, o melhor da noite.
04. sequência italiana - foi servido uma taça com água de tomate com um ramo de manjericão. Bebida suave, como foi a comida até aqui, com ótimo aroma, deixando uma sensação de frescor na boca, preparando o paladar para os demais itens desta sequência, que era uma esfera de azeitona verde, que ao ser colocada na boca, explodiu deixando o sabor marcante da azeitona tomar conta do paladar. Um "papel" de parmesão com toques de aceto balsâmico foi o responsável pelo gostinho salgado da sequência, completada por duas lâminas crocantes e sequinhas de azeitonas, uma preta e outra verde. O gosto de tostado das azeitonas foi um diferencial.
05. espaguete com manteiga defumada, presunto de parma e champignon - quando este prato foi colocado em minha frente, senti um forte cheiro de defumado e aquilo me enjoou na hora. Só coloquei um pouco na boca, para constatar que eu estava certo na primeira impressão: o defumado era forte e invasivo. Não comi. Meu companheiro, que gosta muito de comida defumada, terminou de comer o meu prato.
07. sanduíche de linguado com maionese oriental - outro prato que gostei muito. Ele me lembrou um smorrebrod, sanduíche típico da Dinamarca, mas com toques brasileiros e orientais. Combinação perfeita entre o sabor suave e delicado do linguado com o pão tostado e crocante e a maionese oriental (que não era de wasabi, como imaginava), feita à base de ervas e um leve toque de shoyo.
08. miolo de paleta angus com purê de batata doce, champignon e legumes - o prato era bem servido, ainda mais depois de sete etapas, mas me decepcionou. A carne estava dura e fria, o mesmo valendo para o purê. Os legumes - tomate, cebola, berinjela e palmito - foram servidos levemente grelhados e foram o melhor desta etapa.
09. cannolo siciliano - sobremesa de origem italiana, aqui apresentada com sorvete de coco e um creme de goiaba. A massa era muito seca e não achei que combinou. O sorvete era bem sem graça. Não gostei.
Antes de fechar a conta, tomei uma xícara de café espresso (R$ 7,20).
Enfim, a sequência do menu começou muito bem e foi caindo, com os dois últimos pratos bem abaixo da média dos outros que o antecederam. Já conhecia o Soeta e quando lá estive da primeira vez, a minha experiência foi muito melhor.
Restaurante: Soeta
Endereço: Rua Desembargador Sampaio, 332, Praia do Canto, Vitória, ES.
Telefone: +55 27 3026 4433
Data: 24/03/2017, sexta-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 942,48; para cinco pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.

sábado, 25 de março de 2017

MOQUECARIA TERESÃO

A experiência: depois da frustração da moqueca na primeira noite no Espírito Santo, nossa anfitriã nos levou para a Ilha das Caieiras, um bairro afastado de Vitória, onde há vários restaurantes simples margeando o mangue, que são especializados em peixes, especialmente as moquecas capixabas. Assim que entramos em uma das ruas de acesso ao local, um rapaz, que via a vida passar sentado na esquina, pegou sua bicicleta, passou o carro onde estávamos e parou no final da rua. Quando chegamos perto dele, nos mostrou um cartão do restaurante para o qual trabalhava. Era a Moquecaria Teresão. Como nossa amiga já conhecia o restaurante, dizendo que era bom, resolvemos almoçar nele. O rapaz nos conduziu até a porta do estabelecimento. No caminho, um rapaz, também em bicicleta, tentou nos coptar para um outro restaurante. Dispensamos e seguimos em frente. O Teresão tem dois pavimentos. O piso de baixo é o mais disputado, pois fica bem perto do mangue e da sua varanda se tem uma linda vista, com barquinhos de pescador ancorados por perto. A decoração é bem simples. Sentamos em uma mesa ao lado do parapeito, mas logo nos mudamos, pois o sol que batia na água, refletia em nossos olhos, incomodando para enxergar. Ficamos em uma mesa mais à frente, mas ainda ao lado do parapeito. Vi um prato chegando na mesa ao lado e me deu vontade de comer. Era uma casquinha de siri (R$ 18,00), que logo pedi. Bem servida para ser uma entrada, com muita carne de siri desfiada, acompanhada por salada de tomate e cebola crua, além de uma farofa amarela. Para enfeitar o prato, um desmilinguido alface. Estava muito saborosa, com tempero suave, mesmo tendo coentro. Gostei. Bebi sempre Coca Cola Zero, lata 350 ml (R$ 5,00 cada uma). Os demais da mesa, além de refrigerante, também beberam água mineral sem gás (R$ 4,00 a garrafa) e uma jarra de suco de abacaxi (R$ 18,00). Como prato principal, escolhemos três pratos: peróa frito (R$ 60,00); mariscada gratinada com ovo (R$ 130,00); e moqueca de cação (R$ 85,00). Todos os pratos servem duas ou até três pessoas. Ou seja, muita comida chegou à mesa. Experimentei dois pratos, começando pela mariscada. Estava bonita, bem servida, acompanhada por arroz branco, pirão de peixe e moquequinha de banana. No entanto, seu sabor não me agradou. Os mariscos tinham um gosto forte, e largavam muita água. Já a moqueca de cação estava muito boa. Peixe macio, cozido no ponto correto, temperos que completavam bem o sabor do peixe. Nada era excessivo, com bom equilíbrio no paladar. Dos acompanhamentos, adorei a moquequinha de banana. A fruta estava bem doce, quase um mel, e este sabor doce foi contrastado com os temperos clássicos da moqueca capixaba, especialmente o urucum e o coentro, resultando em uma boa sensação na boca. O pirão também era muito gostoso, grosso, com o sabor de peixe se sobressaindo. Todos comeram bem e ainda sobrou muita comida. Pedimos para embalar para viagem. Pelas quatro embalagens utilizadas, pagamos R$ 8,00. Saí satisfeito, mas ainda busco uma moqueca capixaba que marque minha memória. Quem comeu o peroá frito não gostou. Acharam o peixe pequeno (vieram três peixes) e com pouca carne.
Restaurante: Moquecaria Teresão
Endereço: Rua Felicidade Correa dos Santos, 948, Ilha das Caieiras, Vitória, ES.
Telefone: +55 27 3322 9855
Data: 24/03/2017, sexta-feira, almoço.
Valor total da conta: R$ 371,86; para quatro pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

sexta-feira, 24 de março de 2017

KIOSQUE DO ALEMÃO

A experiência: antes de almoçar, demos uma parada na Curva da Jurema, em Vitória, para saborear um pastel frito do Kiosque do Alemão. Era hora do almoço e o local estava cheio, especialmente as mesas externas, devidamente protegidas do sol, mas recebendo a deliciosa brisa que soprava na cidade. Sentamos em uma destas mesas. Pedimos de imediato dois pastéis fritos, completos, ou seja, pastel recheado com camarão, queijo e palmito (R$ 6,20 a unidade). Eu já conhecia o local, pois ali tinha almoçado em uma ocasião em que estive em Vitória para uma reunião de trabalho. Naquela oportunidade, tinha gostado do pastel frito, mas lembro-me bem que tinha escolhido o mais simples, apenas com camarão no recheio. Para beber, fui de Coca Cola Zero, lata de 350 ml (R$ 5,50). Meu companheiro resolveu tomar uma cerveja, pedindo uma Corona (R$ 10,00), long neck, enquanto nossa anfitriã bebeu apenas uma garrafa de água mineral sem gás (R$ 3,50). Uns vinte minutos depois de feito o pedido, os pastéis chegaram à mesa. São grandes, fresquinhos e sem muita gordura. Massa gostosa, levemente salgada, seca e crocante por fora. O recheio estava portentoso, ocupando todo o interior do pastel, mas achei a forma de ser colocado estranha. Era uma fila de camarão ao molho, camarões bem pequenos, diga-se de passagem, uma de queijo, que ao derreter se misturou um pouco com o camarão, e outra fila de palmito picado em cubinhos pequeninos. Assim, não houve uma mistura homogênea do recheio. A medida da sua bocada era a medida de como os ingredientes do recheio iriam se harmonizar na sua boca. Ficou estranho. Às vezes, o gosto do camarão se sobressaía, em outras, era o palmito que ficava mais evidente. Não gostei deste tipo de recheio. Seria mais feliz se tivesse pedido o pastel recheado somente com camarão.
Restaurante: Kiosque do Alemão
Endereço: Avenida José Miranda Machado, 14, Enseada do Suá, Vitória, ES.
Telefone: +55 27 3345 2099
Data: 24/03/2017, sexta-feira, lanche pré-almoço.
Valor total da conta: R$ 34,50; para duas pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de débito.
Minha nota: 6.