terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

OLGA NUR

A experiência: domingo de Carnaval. Depois de muita diversão debaixo de chuva no Bloco Beiço do Wando, passamos em casa para um bom banho quente e voltamos a sair. Desta vez para almoçar. Quando o grupo é grande, fica mais difícil acertar um local que agrade a todos. Depois de alguns vetos, conseguimos um consenso, escolhendo o restaurante Olga Nur, onde já havia estado em janeiro de 2017, numa tranquila noite de terça-feira. Estava muito fácil para estacionar e para encontrar lugar nos restaurantes da região, o chamado triângulo gourmet do bairro de Lourdes. O Olga Nur tem mesas na calçada, em ambiente mais jovial e informal, com cadeiras alaranjadas e com design moderno. Já seu salão interno tem um teto deslumbrante, com pedaços de madeira que lembram cabos de vassoura formando uma onda, criando um clima intimista, mas que fica mais nítido quando se vai à noite. Ainda conta com um bem montado bar que ocupa toda a extensão da parede do fundo. Optamos por ficar neste salão, pois não queríamos arriscar a tomar novo banho de chuva. O atendimento foi muito bom. Garçons atenciosos, simpáticos, cordiais. Os pratos chegaram em tempo justo, sem delongas. Pedimos, para brindar nossa amizade, uma jarra de um litro de clericot (R$ 90,00). Foi servido em uma jarra contendo vinho branco da casta sauvignon blanc, laranja, limão siciliano, maçã verde, hortelã, licor de laranja e água com gás. Nada dizia de morangos, fruta que não aprecio. Quando colocados na mesa, jarra e taças estavam com bastante frutas, entre elas, o morango. Quiseram trocar, mas como não ia comer o tal morango, deixei como estava. Fruta à parte, não gostei muito do clericot, pois prefiro quando ele é feito com espumante, fica mais adocicado. Quando a jarra terminou, partimos para outra, desta feita uma jarra de um litro de mediterrâneo (R$ 120,00), com espumante, laranja, morango, pera e pêssego, vodca de baunilha e água com gás. Pedimos sem morango. Era bem melhor, mesmo não contendo todas as frutas descritas no cardápio. No lugar do pêssego, colocaram maçã verde e pera. No entanto, nada avisaram na mesa. De qualquer forma, gostamos do que foi servido. Durante a refeição, ainda bebemos água mineral com e sem gás São Lourenço, (R$ 5,00 cada garrafa de 300 ml). O cardápio tem uma pegada contemporânea, com opções de pratos para compartilhar, enquanto se toma um drinque ou joga conversa fora. Começamos justamente compartilhando dois destes pratos. Pedimos cupim assado em baixa temperatura, glaçado com sweet chilli souce (R$ 42,00). Servido em um prato fundo, vieram oito cubos de cupim, uma carne gordurosa por natureza, e muito fibrosa. Ela estava tão bem cozida que quase derretia na boca. O molho era picante no ponto certo, sem ofuscar o sabor da carne. Também dividimos um montadito de filé com guacamole, ovo de codorna frito e flor de sal (R$ 51,00). Vieram oito unidades. Elas variaram em intensidade de sal, não havendo uma homogeneidade no paladar. O que comi, por exemplo, faltava sal, mesmo sendo descrito que este prato levava flor de sal. Também achei que a base do montadito deveria ser mais crocante. Em seguida, os pratos principais. No meu caso, escolhi filé ao curry verde levemente picante, acompanhado por abacaxi assado com especiarias (R$ 72,00). O filé veio partido em pedaços finos, com uma farofa de coloração mais clara lhe servindo de leito. Tal farofa foi essencial para absorver o molho de curry verde, que eu esperava ser mais picante. Era bem leve, como descrito no cardápio. O abacaxi estava bastante doce e foi servido assado, cortado em pequenos pedaços que foram dispostos em uma metade da própria fruta. As especiarias não conversaram bem com o curry. Eram ótimos se comidos de forma separada. Ainda resolvemos pedir uma sobremesa para compartilhar. Escolhemos o suflê de goiabada com sorvete de queijo feito na casa (R$ 19,00). Muito gostoso. Suflê morno, aerado, com aquela casquinha que gruda na parede do ramequim deliciosa. Sorvete sensacional, levemente salgado. Uma releitura muito bem feita do famoso doce mineiro goiabada com queijo. Café espresso (R$ 5,00) finalizando a tarde.
Restaurante: Olga Nur
Endereço: Rua Curitiba, 2.202, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3566 1851
Web: http://olganur.com/
Data: 26/02/2017, domingo, almoço.
Valor total da conta: R$ 844,80; para cinco pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6, bem diferente do 8 que dei quando estive na noite do dia 17/01/2017 (para ler a postagem, clique aqui)

VILA ÁRABE - SAVASSI

A experiência: sábado de Carnaval em BH, muita gente nas ruas com fantasias e garrafas de bebidas nas mãos. Alegria geral. A Savassi estava lotada, com vários trechos de ruas interditados ao trânsito. Resolvemos almoçar com nossos amigos perto de casa, sem necessidade de sair de carro. Escolhemos a unidade do Vila Árabe que fica a dois quarteirões de onde moramos. Fomos antes para garantir mesa, já que nossos amigos iam pegar ônibus. Quando chegamos, por volta de 14 horas, o restaurante estava bem cheio, mas ainda conseguimos uma mesa para quatro, a única disponível, logo na entrada do salão, ao lado do balcão de doces, cada um mais chamativo do que o outro. Só fiquei no refrigerante durante o almoço, bebendo duas latas de 350 ml de Schweppes Citrus Light (R$ 5,20 cada lata), enquanto meu companheiro preferiu beber limonada suíça (R$ 8,50 cada copo). A casa trabalha, no almoço, com sistema de buffet livre (R$ 65,00 por pessoa nos finais de semana). Sua especialidade é a gastronomia árabe, com destaque para a praticada no Líbano. Enquanto esperávamos nossos amigos, pedimos para trazer à mesa alguns quitutes. O serviço é razoável, com garçons experientes, e rápido, mesmo com o local bem cheio. O garçom nos trouxe uma porção de quibe frito. Estavam sequinhos e muito bem feitos. Excelente entradinha. Depois chegou um prato de arais, um sanduíche quente feito com pão árabe e recheado com carne ou com queijo. No caso, eles serviram os dois sabores, com dois pedaços de cada um. O de queijo tinha um sabor de pizza, pois estava carregado de orégano. Já o de carne tinha um sabor sensacional. O tempero com ingredientes da culinária libanesa deu um sabor diferenciado à carne. O sanduíche era compacto, prensado na hora de terminar. Adorei. Nossos amigos chegaram e já foram pedindo um espumante brasileiro, o Adolfo Lona (R$ 100,00) e água mineral com gás (R$ 3,80 cada garrafa de 330 ml). Antes de nos servir no buffet, ainda passou na mesa um espeto de kafta, que aceitei, mas não apreciei tanto, pois achei salgado. No buffet, que está localizado ao fundo do salão, me servi somente de iguarias clássicas da culinária árabe: quibe frito novamente, coalhada seca (muito boa), abobrinha em rodelas fininhas fritas (gostei muito, especialmente por causa do gosto levemente amargo, por causa do queimado proposital), berinjelas em duas conservas, quibe de forno (sensacional) e um outro tipo de cocção de kafta, que estava muito melhor do que a servida no espeto. Enfim, um bom lugar para quem gosta de comer bem (e muito) os pratos clássicos da culinária árabe. Terminei o almoço com uma xícara de café espresso (R$ 4,90) Segafredo Zanetti, muito saboroso.
Restaurante: Vila Árabe
Endereço: Rua Pernambuco, 781, Funcionários, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3262 1600
Web: http://www.vilaarabe.com.br/
Data: 25/02/2017, sábado, almoço.
Valor total da conta: R$ 445,28; para quatro pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

BLACK COFFEE - TERMINAL DE PASSAGEIROS DO AEROPORTO DE CONFINS

A experiência: estávamos no Aeroporto Internacional de Confins esperando uma amiga chegar. Tínhamos fome, pois apesar de já passar das 14 horas, ainda não tínhamos almoçado. Eu queria comer uma coxinha. Voo atrasado. Caminhamos pelo renovado saguão do aeroporto procurando uma coxinha que nos chamasse a atenção visualmente. Encontramos na unidade da Black Coffee que fica perto da área do check in 1, onde está a Gol. A coxinha estava exposta em uma vitrine juntamente com outros salgados. Tinha um bom tamanho. Era cara (R$ 7,90 a unidade). Fui até a geladeira para peguei uma garrafa de Fanta Laranja de 600 ml (R$ 8,90), enquanto meu companheiro pegou uma de Coca Cola Zero (R$ 8,90). No caixa, mostrei os dois refrigerantes e fiz o pedido de duas coxinhas. Como só havia nós dois como clientes, uma das atendentes ouviu o nosso pedido no caixa e já colocou em um forno moderno os dois salgados para esquentar. Não esperamos praticamente nada. Com a bandeja nas mãos, procuramos um local para sentar na área comum desta parte do saguão. Para acompanhar o salgado, havia na bandeja sachês de maionese, mostarda e ketchup. Sempre começo a comer uma coxinha pelo bico, onde é mais massuda. Nesta mordida, consigo sentir o sabor da massa e é um prenúncio se vou gostar ou não do todo. Na boca, explodiu um sabor de caldo de galinha. Uma bandeira vermelha subiu imediatamente no meu cérebro. Muito caldo de galinha mascara o sabor do recheio. Na segunda dentada, lá estava o recheio, compacto, com uma coloração alaranjada, sinal de muito coloral e mais caldo de galinha. Para piorar, ao final, na parte mais rechonchuda, o recheio estava frio e com um pouco de queijo catupiry. Não havia nenhum aviso na vitrine onde a coxinha estava exposta de que havia catupiry no recheio. Não gosto desta mistura, pois fica muito gorduroso, embora com sabor mais potente. Com tudo isso, a coxinha desceu pesada para o estômago. Péssimo lanche. Enfim, ainda continuo com vontade de comer uma coxinha, uma boa coxinha. Ainda bem que meu refrigerante era de 600 ml. Fanta Laranja é doce e ajudou a tirar o forte gosto de caldo de galinha da minha boca.
Restaurante: Black Coffee
Endereço: Piso térreo do terminal de passageiros, saguão, Aeroporto de Confins, Confins, MG.
Data: 24/02/2017, sexta-feira, lanche.
Valor total da conta: R$ 33,60; para duas pessoas. Conta paga com cartão de débito.
Minha nota: 2.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

AKEMI ORIENTAL FUSION

A experiência: dia de jantar fora, mais um dia de Passaporte Gastrô. Era vez de meu companheiro escolher onde ir. Dentre as opções do livreto, ele escolheu o Akemi, restaurante especializado na culinária oriental, com destaque para a gastronomia japonesa. Tal restaurante foi considerado o melhor restaurante de comida japonesa de Belo Horizonte, embora seja localizado em Nova Lima, pela revista Encontro Gastrô. Chegamos sem reserva, por volta de 20 horas. A avenida onde ele fica é bem movimentada, cheia e bares e restaurantes, além de ter hospital e hotel, o que dificulta na hora de encontrar uma vaga para estacionar. Para resolver esta dificuldade, o Akemi oferece serviço de manobrista. No entanto, como não vimos a placa indicando tal serviço, colocamos o carro em um dos estacionamentos pagos que ficam na mesma avenida. Na porta do restaurante, uma simpática recepcionista nos saudou, levando-nos para nossa mesa. O local é grande, bem decorado, frequentado por gente mais jovem. Passamos por uma mesa onde estavam fazendo fotos dos pratos e drinques da casa. Ficamos em uma mesa para quatro, daquelas com sofás dos dois lados, de espaldar alto. Ainda não entendo como os restaurantes mais recentes ainda insistem em colocar esses sofás em seus salões. São feios e muito desconfortáveis. O menu é bem variado, com opções de menu degustação, especialidades da casa, cozinha nikkei, pratos quentes, robatas e, claro, sushis e sahimis em diversas variações e combinados. O atendimento dos garçons é educado e preciso, mas o serviço é demorado. Tanto a entrada, quanto os pratos principais, demoraram muito para chegar à mesa. No caso dos principais, reclamamos, pois era nítido que a cozinha estava focada em preparar os pratos para as fotos, preterindo os comensais que ali estavam. Disse para o garçom que aquela sessão de fotos não deveria ocorrer em horário de movimento. Até que queríamos sobremesa, mas diante das demoras da entrada e dos principais, resolvemos deixar para uma outra oportunidade, já que o garçom nos disse que não era normal tal demora. Resolvi beber um drinque e escolhi o Glitch (R$ 22,00), composto por gin, lichia, triple sic, limão siciliano e tônica. A bebida não tardou a chegar, foi a exceção da noite. Taça alta, a mesma que costumam servir o drinque Aperol Spritz, com um perfume maravilhoso, proveniente da bela mistura do gin com a lichia. Sabor adocicado. Veio com muito gelo, o que quebrou o gosto de perfume que o gin costuma ter. Gostei. A seguir, o que comemos:
1. Entrada: gyosa (R$ 19,00) - seis unidades do famoso pastel oriental recheado com lombo de porco, nirá, acelga e alho, acompanhado por molho especial, feito à base de soja. Quando chegou, estava bem quente. Diferente da maioria dos restaurantes que oferecem este prato, o gyosa do Akemi não é levado na chapa para selar a base. Vem apenas cozido no vapor. Recheio potente, bem temperado. Gostei, mas confesso que o selado na chapa é mais saboroso.
2. Prato principal 1: combinado oriental (R$ 108,00) - 36 peças: 5 sashimi de salmão, 5 sashimi de atum, 4 sushi de atum, 4 sushi de salmão, 2 sushi de polvo, 4 maki de salmão, 4 maki de atum, 8 filadélfia especial. Visual sem muita firula. Peças frescas, com sabor delicado. O sabor do arroz poderia ter mais presença. Faltou vinagre na minha opinião. Os makis estavam mal feitos, com pedaços de peixe saindo da peça. O corte diagonal que fizeram não favoreceu a peça. Os sushis tinham bom tamanho. E o filadéfia especial, que chegou fatiado, mas apresentado de forma unida, também carecia de mais sabor.
3. Prato principal 2: combo mix (R$ 82,00) - 26 peças: 5 sashimi de salmão, 5 sashimi de atum, 4 sushi de salmão, 4 sushi de atum, 4 maki de salmão e 4 maki de atum. Diferente do primeiro combinado, neste os makis eram cortados de forma tradicional, os famosos rolinhos de arroz, envolvidos com alga e recheados com peixe. Para nossa surpresa, neste combo, o arroz estava mais temperado, com harmonia entre o açúcar, o sal e o vinagre. Acho que foram pessoas diferentes que preparam os dois combinados que pedimos. Este combo mix era bem superior ao combinado oriental, embora bem mais simples na composição.
Restaurante: Akemi Oriental Fusion
Endereço: Avenida Oscar Niemeyer, 288, loja 1, Vale do Sereno, Nova Lima, MG.
Telefone: +55 31 3318 3381
Web: http://akemibh.com.br/
Data: 21/02/2017, terça-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 185,38; para duas pessoas, incluído o serviço (ficou de fora da conta o combinado mix, R$ 82,00; pois usamos o voucher do passaporte gastrô para pagá-lo). Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

PIZZARELLA - LOURDES

A experiência: domingo é dia de pizza. Chamamos nossos amigos para comer uma redonda. Desta vez, nada de pizzarias gourmets. Fomos a uma tradicionalíssima, que funciona desde 1971, a unidade da Pizzarella que fica em Lourdes. Chegamos perto de 22 horas e ainda havia muita mesa ocupada, especialmente na varanda, local mais apropriado para noites quentes. Ficamos em mesa para quatro pessoas bem perto da calçada. Como toda pizzaria tradicional, o cardápio é imenso. Além de pizzas, há muitos outros pratos com massas e carnes. O atendimento é cordial, super atento, não deixando a mesa hora nenhuma sem assistência. Taças de vinho são de vidro, o que não agrada muito aos amantes desta bebida. Quanto às pizzas, elas são oferecidas em quatro tamanhos: pequena, 20 cm, 2 fatias; média, 25 cm, 4 fatias; grande, 30 cm, 6 fatias; e gigante, 40 cm, 12 fatias. A grande poderia ser nosso pedido, mas eram somente seis fatias. Optamos pelo tamanho gigante, com doze pedaços, pedindo dois sabores, ou seja, metade portuguesa (R$ 49,55) e metade margherita (R$ 42,30). Os preços se referem à metade de cada sabor. A pizza inteira saiu por R$ 91,85. Para beber, meus dois amigos pediram o vinho tinto argentino Las Moras, elaborado com a casta malbec (R$ 73,00), meu companheiro, uma lata de 350 ml de Coca Cola Zero (R$ 5,70), e eu fui de duas latas de 350 ml de Schweppes Citrus Light (R$ 7,10 cada lata). Meus amigos ainda consumiram uma garrafa de água mineral com gás (R$ 4,80). A pizza não demorou a chegar. Recheio abundante, sem miséria. Massa de espessura média, sem ser muito grossa, nem hiper fina como servido em algumas pizzarias da cidade. Gosto da massa da forma em que foi servida a pizza, com potência, levemente queimada nas bordas, com sabor. O recheio foi um caso à parte. Nunca tinha visto pizza tão bem recheada como as duas que comemos. Até a margherita, que é bem simples em seus ingredientes, com mussarela, molho de tomate, tomate em rodelas e manjericão fresco (que você pode escolher, no momento do pedido, se quer a erva fresca ou desidratada), estava com recheio em abundância e gostosa. Não chega a ser uma reprodução fiel da clássica marguerita italiana, mas tem seu valor. A portuguesa, sabor que mais costumo pedir, foi uma surpresa, pois havia muitos ingredientes que não são integrantes deste recheio. Na pizza veio mussarela, molho de tomate, lombo canadense, frango desfiado, champignon, bacon, ovo, pimentão verde, azeitona preta e calabresa. Ou seja, muito item com sabor marcante, forte, com personalidade muito própria, o que atrapalhou um pouco no resultado final do sabor. Não estava ruim, mas prefiro a portuguesa mais comumente encontrada nos menus de pizzarias brasileiras: ovo cozido, pimentão verde, azeitona preta, presunto, cebola e mussarela. No frigir dos ovos, gostei da experiência.
Restaurante: Pizzarella
Endereço: Avenida Olegário Maciel, 2.280, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3292 300
Data: 19/02/2017, domingo, jantar.
Valor total da conta: R$ 208,50; para quatro pessoas,incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

ALLORA

A experiência: depois de seguir um bloco pelas ruas da Savassi e dançar ao som de outro no miolo do mesmo bairro, era hora de sentar em algum lugar. Estávamos em frente ao Allora, um misto de bar, cantina e restaurante. Praticamente todas as suas mesas estavam ocupadas, mas vi uma delas vagando e corri para garantir lugar. Estava localizada na calçada, o que nos permitia ver o movimento da rua. Meus amigos já conheciam o local, o que foi providencial, pois o bar não estava abrindo comandas por causa da grande concentração de gente devido ao bloco que tinha acabado de tocar ali pertinho. Como eram clientes habituais, abriram uma exceção e aceitaram que nós fizéssemos nossos pedidos para somente pagar ao final. Eu estava com muita sede. Todos estavam com fome. Pedi uma lata de 350 ml de Fanta Laranja (R$ 5,00). Ao final, consumi duas latinhas. Adoro quando encontro Fanta nos cardápios dos restaurantes, fato raro, pois é meu refrigerante preferido. E por não ser muito pedida, sempre está geladíssima. Para comer, depois de muito debate, escolhemos uma porção de filé com fritas (R$ 54,00). O dono do restaurante, que estava tirando o pedido, nos disse que não tinha filé. No lugar, sem alterar o preço, poderia colocar alcatra. Aceitamos. Demorou a chegar. O prato veio servido em uma frigideira de ferro. Metade carne cortada em pedaços pequenos, metade batatas fritas cortadas em palito. Enquanto a carne estava enriquecida com cebola em tiras, tomate e pimenta biquinho, a batata era totalmente sem graça. Nem com sal melhorou. Já a carne, estava macia e com bom tempero. Nada demais. O dono voltou e nos aconselhou a arredar nossa mesa para longe da entrada, pois iriam colocar música naquela porta. Fizemos isto e foi providencial, porque a música, com seleção eclética, soava muito alto. Ficamos por ali quase duas horas. Meus amigos consumiram três garrafas de cerveja Original (R$ 9,50 cada uma), enquanto minha amiga se hidratou com um copo de suco de laranja natural (R$ 5,00). Foi agradável porque ficamos batendo papo e vendo as pessoas fantasiadas, já com bastante álcool na cabeça, em permanente ir e vir na rua em frente.
Restaurante: Allora
Endereço: Rua Antônio de Albuquerque, 378, Savassi, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3227 4161
Data: 18/02/2017, sábado, lanche.
Valor total da conta: R$ 107,25; para quatro pessoas,incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 5.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

D'ARTAGNAN BISTRÔ

A experiência: voltamos ao D'Artagnan Bistrô, desta vez para jantar com dois amigos em noite de restaurante lotado. Era sexta-feira, reserva devidamente feita para 20:30 horas, o horário máximo que a casa segura uma reserva. Quando chegamos, nossos amigos já estavam acomodados em uma mesa no salão que ocupa o corredor da lateral esquerda do bistrô. Atendimento muito bom, sem firulas, eficiente, sem delongas na entrega de nossos pedidos. Para beber, escolhemos um vinho produzido em Minas Gerais, o Primeira Estrada (R$ 115,00), safra 2014, elaborado com a casta syrah. Muito bom e harmonizou perfeitamente com meu prato principal. Acompanhando o vinho, água mineral com gás Ingá. Começamos compartilhando duas entradas. Ambas chegaram ao mesmo tempo na mesa. Queijo de cabra cremoso com mel de trufas e torradas (R$ 39,00). As torradas eram fininhas e bem pequenas, cujo tamanho era perfeito para comer com o queijo, que era de consistência mais pastosa. O mel trufado fez a diferença nesta entrada. No entanto, preferi mil vezes a outra entrada que pedimos, a polenta dourada com geleia de rabada e jabuticaba (R$ 39,00). A polenta foi servida em pedaços redondos. Era assada, com a crosta amarelinha e bem crocante, enquanto seu interior era bem macio. Estava muito gostosa, mas o destaque do prato foi a geleia que misturou rabada com molho de jabuticaba. Carne desfiada, cozida no ponto, bem temperada que casou perfeitamente com o sabor adocicado do molho. Prato sensacional. E ainda era o Prato da Boa Lembrança, cuja cerâmica levei comigo para dar para minha mãe, que tem uma pequena coleção destes pratos. Em seguida, chegaram os pratos principais da mesa. No meu caso, fui de magret de pato, molho de tangerina e gengibre, e batatas gratinadas (R$ 89,00). Prato bem servido, com excelente perfume. Achei o molho ligeiramente excessivo, mas isto não prejudicou o sabor. A mistura de tangerina com gengibre não foi muito boa, pois o sabor do gengibre suplantou, e muito, o da tangerina. Nas partes do molho onde havia menos gengibre, o molho era melhor, com sabor meio ácido, meio adocicado. O pato estava em ponto perfeito, com a carne bem cozida na crosta e ao ponto para mal por dentro. Mas o melhor de tudo foi a batata gratinada, servida como se fosse uma batata rosti, entremeada com cebola caramelizada, o que ajudou na composição do sabor doce que um magret exige. Finalizamos compartilhando uma sobremesa, que demorou uns vinte minutos para ser servida, mas fomos devidamente avisados deste tempo pelo garçom no momento de nosso pedido. Comemos um soufflé de goiabada com calda morna de requeijão (R$ 23,00). Cor, aroma, consistência, sabor, tudo confluindo em uma sensação maravilhosa no paladar. Ainda tomei uma xícara de café espresso Nespresso antes de pagar a conta. Gostei mais desta noite do que na anterior (jantar do dia 31/01/2017 - clique aqui para ler a postagem desta experiência), quando também tinha gostado da experiência.
Restaurante: D'Artagnan Bistrô
Endereço: Rua Tomás Gonzaga, 593, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3295 7878
Web: http://www.dartagnanbistro.com.br/
Data: 17/02/2017, sexta-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 649,70; para quatro pessoas,incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8,5.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

BEM NATURAL - CENTRO

A experiência: sexta-feira, dia de sol forte em BH. Dia de almoçar com os colegas de trabalho. Fomos em cinco para o restaurante Bem Natural, que tem serviço de buffet a quilo, com opções para vegetarianos. Chegamos perto de 13 horas, quando o movimento já não era tão intenso. Logo na entrada, recebi uma comanda. A maioria das pessoas se serve primeiro antes de procurar uma mesa. Fizemos o mesmo. Mãos devidamente higienizadas com álcool gel, disponível para os clientes no mesmo balcão onde estão as bandejas e os pratos. Ao fundo do salão estão dois balcões com as opções do dia. Um com comida fria e outro com os pratos quentes. Nos frios, imperam as saladas. Coloquei em meu prato uma salada de grão de trigo, uma torta de ricota, e um pedaço de abóbora moranga cozida. Já no lado quente, com opções para carnívoros e vegetarianos, me servi de arroz com lentilhas, um guizado de chuchu, abobrinha, cebola e quiabo, um pedaço de mandioca frita (não resisto!) e uma porção de proteína de soja assada com batata baroa. Com o prato pronto, me dirigi ao caixa, onde em frente ficam as fontes de sucos. Escolhi o suco de caju com pêssego, do qual gostei muito, que já vem adoçado. Em seguida, pesei minha comida, recebendo um selo para colocar no cartão de fidelidade da casa. Com as bandejas nas mãos, embora houvesse lugares no piso onde estávamos, subimos para o piso superior, onde nos sentamos em uma mesa que acomodasse nós cinco. A comida tem bom tempero, nada de exageros, onde o sabor dos ingredientes se sobressai. Gostei muito do guizado, Bonito de se ver e muito bom na boca. O restaurante tem um cartão fidelidade. Para cada dez refeições, em um período de dois meses, o cliente ganha um prato com até 500 gramas de peso, desde que usado de segunda a sexta-feira. Há outras unidades do restaurante no Barro Preto e na Savassi. Assim que terminamos, descemos as escadas e pagamos diretamente no caixa. Sistema rápido e eficiente para quem tem pouco tempo na hora de almoço e quer comer em um lugar relativamente tranquilo.
Restaurante: Bem Natural
Endereço: Avenida Afonso Pena, 941, lojas 4 e 6, Edifício Sulacap, Centro, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3224 1385
Web: http://www.hermengarda.com.br/
Data: 17/02/2017, sexta-feira, almoço.
Valor total da conta: R$ 25,87; valor individual. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6,5.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

HERMENGARDA

A experiência: mais uma noite de jantar com o Passaporte Gastrô. Das muitas opções para quarta-feira, escolhemos o Hermengarda, do chef Guilherme Melo, um restaurante que fica em uma casa antiga, da década de 1940, no Carmo. Quando chegamos, por volta de 20:30 horas, as mesas estavam praticamente vazias. Apenas uma mesa ocupada no quintal por um casal. E foi assim todo o tempo em que lá estivemos. Fomos entusiasticamente recebidos na porta, quando nos disseram que podíamos escolher onde sentar. Mesas na simpática varanda externa, no salão principal, mais iluminado, no corredor lateral e no quintal, que tem uma jabuticabeira e o teto aberto. Noite agradável, escolhemos uma mesa no quintal. Atendimento bom, atencioso, mas um pouco ausente em determinados momentos da noite. Para beber, consumi duas latas de Coca Cola Zero (R$ 6,50 cada uma), enquanto meu companheiro pediu um mojito (R$ 17,00), que ele gostou muito. Decidimos compartilhar uma entrada. Escolhemos os rolinhos de abobrinha com carne de sol desfiada, queijo coalho e presunto parma ao pesto de castanha do pará (R$ 24,00), mas ao fazer o pedido, o garçom nos informou que estava em falta, assim como o prato com atum. Nestes casos de ausências de itens do cardápio, entendo que deve haver um aviso no próprio ou o garçom, no momento de entregar a carta para o comensal, já avisar dos itens faltantes. Frustrados, substituímos nosso pedido por uma porção de cogumelos de paris recheados com linguiça semi-defumada (R$ 27,00). Não tardou a chegar um prato aromático à mesa com cinco unidades de cogumelos de tamanho médio. Acompanhados por uma juliene de cenoura e abobrinha, levemente passadas na chapa, e com uma redução de balsâmico como leito. O visual era bom. Na boca, faltou potência, faltou algo que cativasse. O tempero estava bom, mas o cogumelo paris por si só não tem muito sabor, ele precisa de algo forte para lhe dar gosto. A linguiça semi-defumada não funcionou aqui. Em seguida, os pratos principais: arroz à Amado (R$ 79,00), prato de meu companheiro, e leitão desossado com tempero à mineira, farofa de alho poró e azeitonas e salada de maçã verde (R$ 66,00). Prato bem servido, perfumado. O melhor era a carne de porco, que tinha a casca bem crocante e era tenra por dentro. A farofa era feita com farinha de rosca, o que a deixou mais massuda e enjoativa, com leve sabor de queimado, incomodando no paladar. Uma fruta doce no meio desta farofa suavizou um pouco o sabor. A maçã verde veio cortada em juliene e salpicada de gergelim preto. Por ser mais ácida, foi um belo contraste para a carne de porco, sempre mais adocicada. Terminamos compartilhando um doce. Pedimos o bolinho quente de queijo canastra com calda de vinho do porto e figos (R$ 23,00). Foi o melhor prato da noite. Uma releitura do onipresente petit gateau, mas com personalidade. O bolinho, ao ser partido, deixou escorreu um deliciosos creme de queijo, com sabor salgado. Este salgadinho misturado com a calda de vinho do porto, que veio por baixo do bolinho, ficou sensacional. O figo poderia dar mais sabor ao prato se fosse servido grelhado. Era a fruta fresca partida em quatro pedaços. Ficou bom, mas poderia ser melhor. Por fim, uma xícara de café descafeinado Nespresso (R$ 6,50).
Restaurante: Hermengarda
Endereço: Rua Outono, 314, Carmo, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3225 3268
Web: http://www.hermengarda.com.br/
Data: 15/02/2017, quarta-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 195,80; para duas pessoas, incluído o serviço (não está incluído o valor de R$ 66,00, pago com o voucher do Passaporte Gastrô). Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

TRINDADE

A experiência: desde que conheci, em 2013, o restaurante Trindade, do chef Fred Trindade, o considero um dos três melhores da cidade (os outros dois são o Glouton e o A Favorita). No domingo fomos almoçar com amigos justamente no Trindade. Reserva de mesa para cinco devidamente feita para 13 horas. Todos chegamos no horário marcado. O restaurante logo ficou cheio, o que nos mostrou que fazer reserva foi fundamental. As mesas estão espalhadas pela varanda e pequenos salões internos. Ao fundo fica a cozinha, visível para os comensais. A decoração mistura elementos retrô, como uma geladeira Philco que serve como adega, armários de fazenda, garrafas vazias de vinho e lustres com penduricalhos. Mas são os desenhos nas paredes que chamam a atenção dos clientes. No quesito atendimento, desta vez deixou a desejar, com demora acima do normal na entrega de duas sobremesas que pedimos. Nenhum garçom informou que um dos itens do cardápio estava em falta naquele dia, a galinha caipira. E foi justamente este prato que um dos amigos escolheu. Teve que escolher outro. Para começar, compartilhamos dadinhos de tapioca (R$ 25,00). A porção veio com dez dadinhos e com um potinho de geleia de pimenta biquinho defumada da casa. Os dadinhos tinham queijo canastra em sua composição, o que o deixou com um sabor mineiro sensacional. Estavam suavemente temperados. Molhados na geleia, ficaram ótimos no paladar. Enquanto os três amigos consumiram duas garrafas de vinho (Pé do Esporão - R$ 85,00; e Redondo - R$ 95,00), eu preferi ficar no refrigerante (R$ 6,00), enquanto meu companheiro foi de suco de limão (R$ 9,00). Quatro garrafas pequenas de água mineral com gás (R$ 6,00 cada uma) também foram consumidas na mesa. Para comer, os pedidos foram arroz de polvo com brócolis (R$ 85,00); dois pratos de arroz de bacalhau (R$ 85,00 cada um); camarão VG (R$ 89,00) e uma vaca atolada (R$ 72,00). Meu pedido foi o arroz de polvo. Prato muito bem servido e aromático. No prato, dois tentáculos de polvo cozidos e depois levemente grelhados, arroz cozido no caldo do polvo, tomate uva, brócolis caipira cozido, picles de beterraba, rodelas de maxixe cru e uns brotinhos verdes. Arroz caudaloso, temperado de forma deliciosa. Polvo macio, no ponto correto de cozimento. Apenas uma rodela de beterraba foi o suficiente para dar um leve sabor ácido ao prato, o que contrastou muito bem com o tempero usado no arroz. O senão ficou por conta da louça lascada em que foi servido o meu polvo. Considero isto um desrespeito ao cliente e um desleixo da cozinha. Ainda pedimos duas sobremesas: naked cake (R$ 28,00) e crème brulée de doce de leite (R$ 18,00). Como já escrevi acima, as sobremesas demoraram muito para chegar à mesa. Foi necessário reclamar para que eles atentassem para este fato. O crème brulée estava com a crosta prefeita, embora não foi maçaricado em nossa frente. Quebrou com duas, três batidinhas da colher. O creme de doce de leite deixou a desejar. Prefiro o original francês. Já o nakede cake era feito com chocolate AMMA amargo, caramelo salgado e sorvete feito na casa. O bolo mais parecia um brownie. O excesso de creme servido abaixo do bolo jogou por terra o conceito de naked cake. Mas no quesito sabor, estava sensacional. Terminei o almoço com uma xícara de café espresso Três Corações (R$ 5,00).
Restaurante: Trindade
Endereço: Rua Alvarenga Peixoto, 388, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 2512 4479
Data: 12/02/2017, domingo, almoço.
Valor total da conta: R$ 798,60; para cinco pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 5.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

LA VICTORIA PARRILLA

A experiência: sábado foi dia de feira. Fomos conhecer a Experimente, uma feira super bem montada com foco nas cervejas artesanais, mas com opções de comidinhas, música boa e lotada. Fica no Jardim Canadá e acontece todos os meses. Chegamos tarde, depois de 15 horas. Foi difícil arrumar uma vaga para estacionar o carro. Demos uma longa volta na feira, mas não compramos nada, pois não havia lugar para sentar e não tínhamos levado cangas para forrar o chão. Aproveitamos que estávamos por ali para conhecer e almoçar no La Victoria Parrilla, um restaurante premiado na especialidade carne. Para nossa sorte, aos sábados o funcionamento é direto, de 12 às 24 horas. Chegamos quando o movimento do almoço já tinha praticamente acabado. O restaurante funciona em uma casa antiga, que foi sede de uma marcenaria, tendo vários ambientes. Ao todo, acomoda 389 pessoas sentadas. Ficamos no salão principal, com decoração mais austera, com predomínio de material rústico e muita madeira. Ao fundo do salão está a parrilha, onde carnes e legumes são assados na brasa de lenha. O cheiro de madeira queimando está presente, mas não incomoda, pois o salão tem pé direito alto e é bem ventilado. Ficamos em uma mesa na lateral direita deste salão, bem encostados no acesso para os jardins e os outros salões da casa. Atendimento de primeira, com garçons sorridentes, atenciosos, precisos nas explicações. Logo nos ofereceram a carta de vinhos, mas como eu estava dirigindo e não posso beber vinho durante o dia, pois fico com dor de cabeça, preferi beber apenas refrigerante. Consumi duas latas de 350 ml de Guaraná Antárctica Zero (R$ 7,00 cada lata), enquanto meu companheiro preferiu beber um copo de suco de limão (R$ 9,00). Depois que viu o cardápio e sentiu os aromas de carne assada, ele ficou igual a um porco alegre no fubá. Para começar, compartilhamos uma porção de morcilla com especiarias (R$ 20,00). Ela veio fatiada e acompanhada por um pote de chimichurri. Derretia na boca de tão macia. Não é um prato leve, pois é feito de sangue de boi e especiarias, incluindo pedacinhos de gordura. No entanto, não pesou no estômago. O molho soou desnecessário, não combinando com o sabor mais adocicado das especiarias. Aceitamos o couvert da casa (R$ 16,00) para comer com a morcilla. Era um cesto de pães quentinhos e uma maravilhosa manteiga, que não estava congelada! Em seguida, chegaram os pratos principais e os acompanhamentos, que são escolhidos à parte. Meu companheiro pediu assado de tira (R$ 53,00) e batata plomo (R$ 22,00), enquanto eu fui de bife de vacio (R$ 69,00) e arroz biro-biro (R$ 30,00). Quando levantaram aqueles protetores de pratos e as carnes ficaram à vista, um aroma gostoso tomou conta do ar. Cheiro de carne que foi assada na brasa de lenha, nada de eletricidade. Cheiro de comida de fazenda. As porções de acompanhamentos eram enormes, perfeitas para compartilhar entre duas ou até mesmo três pessoas. No nosso caso, dois acompanhamentos para duas pessoas foi muito. O arroz biro-biro estava delicioso. Tempero suave, mas marcante, pois era potencializado pelos pedacinhos de bacon. Reguei o arroz com o azeite que estava na mesa. A harmonização foi perfeita e o gosto do azeite era sensacional, com sabor bem próximo ao de azeitona. Quanto à carne, era bem servida, no ponto que pedi (ao ponto), rosadinha por dentro, muito macia, temperada apenas com um pouco de sal grosso, sem exageros. Ao partir, largava aquele maravilhoso suco. Sentia-se tão somente o gosto da carne. Aprovadíssimo. Embora tentadora a carta de sobremesas, estávamos para lá de satisfeitos. Deixamos para uma outra oportunidade, que virá com certeza, terminando nosso almoço, quase jantar, com uma xícara de café Nespresso (R$ 6,00).
Restaurante: La Victoria Parrilla
Endereço: Rua Hudson, 675, Jardim Canadá, Nova Lima, MG.
Telefone: +55 31 3581 3200
Webhttp://www.lavictoria.com.br
Data: 11/02/2017, sábado, almoço.
Valor total da conta: R$ 269,50; para duas pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 9.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

KONETERIA GOURMET

A experiência: era bem tarde quando resolvemos jantar. O relógio marcava mais de 23 horas. Tentamos três restaurantes, todos na região de Lourdes, ouvindo a mesma resposta: a cozinha já encerrou suas atividades por hoje. Lembramos de um local que vimos aberto quando saímos de uma hamburgueria. Era perto de onde tínhamos parado o carro. O local se chama Koneteria Gourmet e tem pratos das culinárias japonesa, italiana e mexicana. A varanda estava bem cheia. Preferimos ficar no salão interno, onde também havia mesas ocupadas. O restaurante funciona até 1 hora da madrugada. Sempre desconfio de locais que se dizem especialistas em várias culinárias, especialmente quando estas exigem conhecimentos bem distintos, como é o caso da japonesa e da mexicana. Mas já que estava ali, tinha que experimentar. Como há muito não comia nada da cozinha mexicana, resolvi pedir um clássico: chilli com carne (R$ 42,90), enquanto meu companheiro pediu uma degustação de ceviches (R$ 55,90), que é prato típico da culinária peruana, mas estava inserido como primeira opção na parte japonesa do menu. Para beber, pedimos uma lata de 350 ml de Coca Cola Zero (R$ 5,50), e uma jarra de suco de limão (R$ 12,99). Primeiro chegou o refrigerante, depois de uns quinze minutos, foi a vez da jarra de suco. Passados vinte minutos do pedido, meu prato chegou. Já o ceviche demorou uma eternidade. Precisamos reclamar duas vezes para que ele chegasse. Fziemos o pedido na mesma hora para jantarmos juntos. Eu estava terminando o chilli, quando o ceviche chegou. Um total descompasso. Este é um problema sério de administração da cozinha. O meu chilli era bem servido. Carne moída, feijão, pimenta chilli e nachos faziam parte do prato. Pedi uma colher para comer o feijão para não ter que ficar retirando-o com os nachos e nunca a colher apareceu na mesa. A sorte é que havia muitos nachos. O prato poderia ser mais consistente. Já comi melhores. Quanto ao ceviche, deixaram muito tempo no limão e, para piorar, os três potinhos da degustação careciam de sabor.
Restaurante: Koneteria Gourmet
Endereço: Rua Professor Antônio Aleixo, 592, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3879 9699
Data: 07/02/2017, terça-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 129,01; para duas pessoas, incluído o serviço, que depois de sair do restaurante pensei que era melhor não ter pago os 10%, pois o serviço foi muito ruim. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 4.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

ALMANAQUE - SHOPPING CIDADE

A experiência: para almoçar no Centro de BH, há centenas de opções, mas a esmagadora maioria dos restaurantes fica lotado e com filas para se servir no buffet. Em alguns deles, você ainda tem que disputar espaço, mesa e cadeira com desconhecidos. Às vezes, preciso ou quero comprar alguma coisa em farmácia ou livraria. Nestas ocasiões, vou ao Shopping Cidade e aproveito para almoçar, mas nunca nas duas praças de alimentação, sempre muito barulhentas. Vou ao piso GG, onde há uma filial do misto de bar e restaurante Almanaque, que tem área própria para mesas. Ambiente decorado com elementos que lembram um almanaque, com muitas revistas disponíveis para uma leitura durante a sua estadia por lá. Sistema de buffet a quilo na hora do almoço. Sempre chego após 13 horas, quando o movimento já está caindo, e acho fácil uma mesa para me sentar. O buffet é farto, com muitas opções de saladas, massas, e pratos da culinária brasileira. Sempre há duas ou três opções especiais, como bacalhau, em uma mesa montada à parte do buffet, mas incluída no preço do quilo. Ao fundo, outras opções de carnes grelhadas e o que mais gosto de me servir quando vou ao Almanaque: queijo coalho grelhado. Geralmente, me sirvo de duas variedades de legumes cozidos frios, que ficam na parte de saladas, uma carne cozida, arroz integral, feijão e farofa, além de um pedaço de torta salgada (a de frango é sempre muito gostosa). A comida não tem nada de excepcional, um pouco pasteurizada, mas saio satisfeito. Há uma bancada de doces, cobrados à parte, que é uma tentação, mas nunca provei nada de lá. O atendimento é normal, sem grandes firulas, mesmo porque os garçons só servem bebidas. Você pode pagar a conta na própria mesa, pedindo ao garçom para lhe trazer a nota, quando vem incluído os 10% opcionais, ou ir diretamente ao caixa com sua comanda individual, quando esta taxa nem é cogitada em ser cobrada. O atendimento dos caixas é excelente. Há um cartão fidelidade, que lhe dá direito a uma refeição de até 500 gramas a cada 10 refeições consumidas em um prazo de 60 dias. Não é excelente, mas é uma boa opção no Centro da cidade.
Restaurante: Almanaque
Endereço: Rua Rio de Janeiro, 910, Piso GG, Centro, Shopping Cidade, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3214 4983
Web: http://www.almanaquebar.com.br/
Data: 06/02/2017, segunda-feira, almoço.
Valor total da conta: R$ 46,22; valor individual. Conta paga com cartão de débito.
Minha nota: 6.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

MERCEARIA 130 - SERRA


A experiência: a primeira vez que fui à unidade da Serra do bar Mercearia 130 foi em março de 2016, quando ainda morava em Brasília. Passado quase um ano, já morando em BH, fui mais duas vezes a este bar, que está sempre lotado, em 04 de janeiro, quando participei das comemorações de aniversário de uma amiga, e a outra um mês depois, em 04 de fevereiro, desta vez apenas com meu companheiro. Em ambas as oportunidades, fomos à noite. Nenhuma mesa disponível quando chegamos da última vez. Ficamos na fila de espera, mas logo fomos acomodados em uma mesa alta, enquanto aguardávamos outra mesa, mas acabamos ficando, por opção, todo o tempo nesta mesa. Em 04/01, ficamos em uma mesa grande, pois eram muitas pessoas, no pequeno salão da lateral direita da entrada principal. O barulho de conversa alta, especialmente da mesa ao lado, que também comemorava alguma data especial, era de lascar. E nesta noite, o serviço foi muito ruim. Tudo que pedíamos demorava muito tempo para chegar, tendo que reclamar por mais de uma vez para uma simples limonada suíça ser entregue na mesa. Já na noite de 04 de fevereiro, tudo fluiu bem, com nossos pedidos chegando em tempo razoável e um atendimento muito bom dos garçons. Nas oportunidades, experimentei os seguintes pratos:






01. Tartare de salmão: salmão cru condimentado, aceto balsâmico e pães (R$ 32,00) - estava razoável, bem condimentado, mas nada de extraordinário.

2. Steak tartare: carne bovina crua condimentada, ovo cru e batata canoa (R$ 38,00) - um dos melhores que já experimentei na minha vida. Carne suave, fresca, macia, bem temperada. O ovo de codorna fez a diferença, sendo servido em cima da carne dentro da metade de sua própria casca. Como são pratos geralmente compartilhados no bar, o tartare foi servido em três unidades pequenas, com as batatas fritas ao lado, formando um belo visual.

3. Bochecha de porco (R$ 26,00) - prato bem servido. A bochecha veio em pedaços, bem cozida e fibrosa, um pouco seca para meu gosto, coberta com tiras de alho-poró frito e ladeada por tomate e cebolas cozidos. Só experimentei.

4. Pastel de angu (R$ 25,00) - porção mista com dez unidades. Recheados com carne ou com queijo. Massa seca, crocante, fininha, levemente salgada, uma delícia. O sabor do recheio de carne superou, e muito, o de queijo.

5. Picolé mineiro (R$ 48,00) - são quatro pedaços enormes de torresmo de costela. Muito gorduroso, como já se supunha, mas com um sabor incrível. Não é prato para se comer sozinho, pois logo fica enjoativo na boca. Ideal para compartilhar enquanto se bebe sua bebida favorita. No meu caso, a harmonização foi até interessante, pois estava bebendo um Aperol Spritz (R$ 18,90), drinque bem executado, cujo sabor ácido/amargo neutralizou um pouco a gordura do petisco. Para acompanhar a bebida, fui de água com gás São Lourenço (R$ 4,00 a garrafa menor).








Restaurante: Mercearia 130
Endereço: Rua Ivaí, 130, Serra, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3658 3395
Web: https://www.facebook.com/Mercearia130/
Datas: 04/01/2017, quarta-feira, jantar; e 04/02/2017, sábado, jantar.
Valor total da conta: 04/02/2017 - R$ 166,10; para duas pessoas, incluído o serviço e o bife ancho (R$ 32,00) que meu companheiro pediu acompanhado por mandioca amarela cozida, prato que ele elogiou muito. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7. Mesma nota que dei quando lá estive pela primeira vez. Para ler, clique aqui.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

AH! BON - LOURDES

A experiência: mais um domingo de teatro, mais uma noite para encerrar em um restaurante da cidade. Não queríamos o de sempre, ou seja, pizza. Pensei em um suculento hambúrguer, mas meu companheiro preferia algo mais leve, mas não sugeriu nenhum local. Pensei no Ah! Bon de Lourdes, que está acoplado à pizzaria Speciali. Imaginei que teria um sanduíche, mas não tive sorte. Chegamos pouco depois das 22 horas. O restaurante estava muito vazio. Uma mesa ocupada na varanda e duas nos salões internos. Do lado esquerdo de quem entra fica a pizzaria. Ficamos no meio do salão da direita, onde está o Ah! Bon. No entanto, o cardápio de ambos os restaurantes é entregue aos clientes, não importando o lado em que se sentam. O cardápio não é extenso. Havia algumas sugestões do dia escritas na lousa, mas soava como opções para almoço. Preferi escolher no menu. Um tagliatelle putanesca (R$ 38,10) foi meu pedido, enquanto meu companheiro foi de salada toscana (R$ 43,50). Para beber, Guaraná Antarctica Zero (R$ 5,50 a lata de 350 ml). Confesso que ficamos receosos de acontecer o mesmo que ocorreu conosco quando estivemos na Speciali, pois a pizza tardou muito a chegar, sendo necessário reclamar duas vezes. Mas desta vez, tudo correu bem com o tempo de chegada dos pratos à mesa. Já a comida... estava de chorar de tão ruim. Até que o visual chamava a atenção, mas não tinha aroma. Massa em ponto de cozimento para além do al dente e molho carregado de massa de tomate, sem o sabor clássico do molho à putanesca. Azeitonas pretas em pouca quantidade e sem sabor, faltava anchova, o que dá o sabor mais salgado ao molho; faltava pimenta, fazendo com que o sabor fosse apenas o da massa de tomate. O manjericão era apenas uma folhinha de enfeite. Nem comi tudo, apenas o suficiente para enganar meu estômago. Meu companheiro também reclamou muito de sua salada, pois colocaram azeitonas pretas muito pequenas, embaixo das folhas de alface, e com caroço, o que pode até quebrar um dente para quem não as vê. Ambos os pratos ficaram com comida. Ao recolhê-los, o garçom perguntou se tínhamos gostado. Respondi que não. Que a massa estava em cozimento inadequado e que aquele molho não poderia ser chamado nunca de putanesca, pois lhe faltava ingredientes essenciais. Reclamamos também da azeitona com caroço na salada. Ele ficou com cara de espanto, dizendo que passaria nossas observações para o responsável pela cozinha. Coloquei um X bem grande nesta unidade do Ah! Bon.
Restaurante: Ah! Bon
Endereço: Rua Fernandes Tourinho, 801, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3281 6424
Web: http://ahbon.com.br/
Data: 05/02/2017, domingo, jantar.
Valor total da conta: R$ 103,29; para duas pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 3.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

DONA LUCINHA ARMAZÉM

A experiência: depois de passear e comer alguma coisa na Feirinha Aproxima, fomos almoçar na unidade do restaurante Dona Lucinha do São Pedro. A escolha recaiu em um dos restaurantes do Passaporte Gastrô cujo voucher poderia ser usado no almoço de sábado. Quando chegamos, por volta de 14 horas, o local estava bem vazio. Escolhemos uma mesa no salão interno, mais perto da parede. Lembro que a primeira vez que lá comi era também um sábado e enfrentei fila de espera. Na hora do almoço, continua com o sistema de buffet livre (R$ 49,50 por pessoa), mas a variedade de itens no buffet diminuiu muito, bem como a quantidade dos itens hoje disponíveis. Logo que nos sentamos, o garçom nos trouxe um pratinho com pão de queijo, torresmo e linguiça frita. Recheei o pão de queijo, que era de massa mais durinha, com um pedaço da linguiça. Um delicioso petisco mineiro. No buffet, todos os pratos famosos da culinária mineira: frango com quiabo, canjiquinha, tutu de feijão, chouriço frito, quiabo refogado, chuchu, jiló frito, dobradinha, frango ao molho pardo, além de clássicos nacionais, como o feijão tropeiro e a feijoada. Na primeira rodada, coloquei tutu, frango com quiabo, angu, chouriço e quiabo. Na segunda rodada, fui de chuchu, mais quiabo, mandioca cozida, e feijão tropeiro. Fazendo a comparação com as outras vezes que estive no Dona Lucinha, percebi que a qualidade caiu muito. Todos os pratos clássicos da cozinha mineira estavam com o mesmo molho. Parece que fazem um molho de tomate que é a base de tudo. Assim, o gosto é muito semelhante, até mesmo do tutu de feijão, que tinha uma coloração alaranjada por causa deste molho onipresente. Não era ruim de sabor, mas soou como um prato industrializado comprado no supermercado. O melhor foram os legumes, pois eles não tinham o tal molho, e estavam bem temperados, bem ao estilo de comida da casa de mãe. Adoro o arroz branco do Dona Lucinha. Pelo menos ele continua com o mesmo sabor e bem soltinho. Não quis sobremesa, pois já vinha de um lanche antes de chegar ao restaurante. Terminei com um café espresso (R$ 4,00) Café das Vertentes, mineiro, obviamente, para honrar o estilo de fazenda que está presente na decoração do local e a origem da casa. Saí meio frustrado, pois já tive melhores experiências no restaurante.
Restaurante: Dona Lucinha
Endereço: Rua Padre Odorico, 38, São Pedro, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3227 0562
Web: http://www.donalucinha.com.br
Data: 04/02/2017, sábado, almoço.
Valor total da conta: R$ 83,60; para duas pessoas, incluído o serviço (na conta não foi incluído um buffet no valor de R$ 49,50, uma vez que utilizamos o voucher do Passaporte Gastrô). Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

CAMALEÃO DOS SABORES

A experiência: desde que cheguei a BH, tenho ouvido falar da Feirinha Aproxima. A primeira edição de 2017 foi perto de casa. Era sábado, dia com nuvens, mas também com o sol dando as caras. Resolvemos conhecer esta feira. A ideia era comer por lá, fazendo nosso almoço. No entanto, vimos que as opções de comida substanciosa eram poucas. Cervejas artesanais, sanduíches e petiscos dominavam a parte de alimentação. Chegamos por volta de meio-dia. O movimento era grande, mas ainda dava para caminhar sem esbarrões no espaço da feira, que ocupou todo um quarteirão da Rua Tomé de Souza. Primeiro vimos todas as barracas e o que elas ofereciam antes de escolher o que comer. Ao final de uma caminhada de ida e volta, sem consultar um ao outro, já tínhamos decidido que ali faríamos apenas um lanche, almoçando em outro local. Um food truck grande nos chamou a atenção não só pela fila que se formava em frente ao caixa, mas também pelos quitutes que oferecia. Paramos ali para provar um dos petiscos. Escolhemos o bolinho de tutu de feijão recheado com couve e bacon (R$ 20,00 - oito unidades). O caixa era lento, motivo maior da fila grande. E o melhor é que não se estressava por causa da fila que se formava em frente ao caminhão. Assim que pagamos, fomos informados que demoraria uns cinco minutos para fritar os bolinhos. Claro que demorou pelo menos o triplo deste tempo. Mas não tínhamos nenhuma pressa. Já participamos de feiras gastronômicas e sabemos como funciona. Chamaram nosso nome e nos entregaram uma vasilha descartável com os bolinhos. Estavam escuros demais, como se tivessem passado do ponto de fritura, mas pelo menos não eram encharcados de gordura. Estavam sequinhos. Na boca, um contraste de sabores: a casca, crocante, tinha um gosto forte de óleo velho, daqueles que usam para fritar muitas e muitas vezes. Já o interior era macio, e o sabor da couve refogada e do bacon harmonizava bem com a massa de feijão, dando aquela sensação de que se estava comendo um tutu. Mas o sabor do óleo foi ficando enjoativo na boca à medida em que íamos comendo os bolinhos. Não comemos a porção inteira. Ao ver o movimento no interior do caminhão, vi que a maioria dos pedidos recaía ou no tropeirão com pernil (R$ 16,00) ou nas coxinhas da asa de frango fritas cobertas com molho barbecue (R$ 20,00). Também notei que os bolinhos eram fritos no mesmo óleo, embora separados por cestos de metal, daqueles que fritam batatas nas redes de fast food. Pode ser este o motivo do gosto enjoativo na casca dos bolinhos. Afinal eram três tipos de bolinhos oferecidos no menu daquele dia: canjiquinha, tutu e abóbora. Para amenizar o sabor residual na minha boca, passei em uma barraca que vendia sucos. a Sítio Juranda, e comprei um copo de suco de amora (R$ 5,00), que estava bem aguado. A experiência não foi das melhores naquele início de tarde.
Food truck: Camaleão dos Sabores
Endereço: Feira Aproxima, Rua Tomé de Souza, entre Avenida Getúlio Vargas e Rua Rio Grande do Norte, Savassi, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 99201 0335
Web: https://www.facebook.com/foodtruckcamaleaodossabores/
Data: 04/02/2017, sábado, meio-dia.
Valor total da conta: R$ 20,00; para duas pessoas. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 5.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

KEI

A experiência: sexta-feira, noite, pós teatro, era hora de decidir onde jantar. Optamos por um restaurante japonês. Queríamos um ainda desconhecido para nós. Diferente de Brasília, onde sabíamos onde estavam os restaurantes especializados na culinária japonesa que trabalhavam com o sistema de rodízio, ainda não conhecemos este tipo de restaurante em BH. Pelo Instagram, peguei o endereço do Banzai, no bairro São Bento. Passavam das 22:30 horas quando chegamos no local. Custamos a estacionar o carro, pois há bares movimentadíssimos na mesma avenida. Assim que conseguimos vaga, rumamos para o restaurante. Decepção total. Estava vazio e funcionava com um buffet a quilo. Nem sentamos. Voltamos para o carro e seguimos em direção ao bairro de Lourdes, decidindo por jantar no Kei. Outra dificuldade para estacionar. Desci primeiro e fui para o restaurante. Muito cheio. Fila de espera com cinco nomes na minha frente para mesa na calçada, com um nome na frente para mesa no salão do térreo e uma mesa liberada no salão do segundo piso. O recepcionista me alertou que na parte de cima fazia muito barulho. Fiquei na fila para o salão do térreo. Cinco minutos se passaram e eu já estava sentado, antes mesmo de meu companheiro chegar. É fato que sentamos em uma mesa minúscula para duas pessoas, mas era pegar ou esperar muito para sentar do lado de fora, local que nunca é minha primeira opção. Em frente à nossa mesa víamos o frenético trabalho dos sushimen. Como estava cheio, o barulho de vozes, potencializado pelo grau alcoólico das pessoas, era forte. Atendimento correto, sem demoras na chegada dos pedidos à mesa. Para beber, fui de H2O limão, garrafa de 510 ml (R$ 6,00). Embora o cardápio fosse bem variado, com muitos nomes que não sabíamos o significado, preferimos pedir o de sempre, aquilo que nos permite comparar a qualidade da culinária japonesa praticada pelos restaurantes desta especialidade, ou seja, um combinado de sushi e sashimi. Compartilhamos o Combinado Lourdes (R$ 128,00). Prato com 40 (quarenta) peças, sendo 10 sashimi de salmão, 4 sushi de salmão, 8 de atum, 2 de polvo, 2 de camarão, 4 sakemaki, 8 filadélfia uramaki, e 2 dan roll. Sem um visual primoroso, o prato foi suficiente para nós dois. Em relação ao sabor, nada de extraordinário. Arroz com tempero razoável, com pouco sabor do vinagre. Peixe bem cortado. Destaque para o dan roll, que estava muito bem temperado. Ainda dividimos um doce. Cardápio de sobremesas não inova muito, tendo, inclusive, o indefectível petit gateau, presente em menus da maioria dos restaurantes brasileiros, independentemente de suas especialidades. Pedi Delícia Kei (R$ 19,00), um doce alienígena na seara japonesa, pois trata-se de um bolo búlgaro acompanhado por uma bola de sorvete de creme. O sorvete carecia de mais sabor, mais potência. Em compensação, o bolo foi o melhor da noite. Bolo gelado, com massa compacta, sabor amargo. Muito bom. Terminei com uma xícara de café Nespresso (R$ 6,00). Enfim, um bom restaurante, mas nada de excepcional. Pareceu-me que é um restaurante da moda, onde quem o frequenta, em regra, está mais preocupado em ver e ser vista do que com a refeição em si.
Restaurante: Kei
Endereço: Rua Bárbara Heliodora, 54, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 2555 9090
Web: http://keicozinhajaponesa.com.br
Data: 03/02/2017, sexta-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 188,10; para duas pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

HAUS MUNCHEN

A experiência: saímos do teatro e, com o Passaporte Gastrô nas mãos, fomos para mais uma experiência culinária. Desta feita, escolhemos o Haus Munchen, especializado na gastronomia alemã. Restaurante antigo em BH que tem uma clientela cativa, tendo em vista a vasta carta de cervejas que oferece, além da boa cozinha que pratica. Chegamos e escolhemos uma mesa no salão da esquerda, embora a varanda seja um ambiente mais agradável, mas é mais escura. O cardápio está em tablets. Pedi uma lata de Citrus Antarctica Ligth (R$ 5,70 a lata de 350 ml), enquanto meu companheiro optou por limonada suíça (R$ 8,70). Serviço atencioso e atento. Para comer, dividimos dois clássicos da culinária alemã: combinado de salsichas caseiras (R$ 71,30), e um joelho pururuca (R$ 71,30). Ambos os pratos são muito bem servidos, ideais para compartilhar na mesa. As salsichas, em quatro versões, são preparadas no próprio restaurante. Veio uma salsicha de vitelo, mais robusta, carne branca, bem temperada, que foi a minha preferida da noite; uma defumada, que não me agradou muito no paladar justamente por causa do gosto de fumaça; uma frankfurter, mais fina, daquelas de hot dog, que também estava muito gostosa; e uma pinguim imperador, também robusta e saborosa. Acompanhou o prato um delicioso repolho roxo refogado, com gosto suave e levemente adocicado, e uma salada de batatas, que nada mais é do que uma maionese de batatas, que estava temperada com limão em excesso para o meu gosto. Já o joelho pururuca é outro prato para lá de bem servido. O garçom retirou todo o osso em nossa frente, deixando apenas a carne que estava rosada por dentro. A pururuca estava divina. Sequinha, crocante, bem temperada, assim como a carne. Acompanhava o prato três potinhos de mostardas. Preferi a mais escura, que deu um ardor especial ao joelho. Ainda no prato, chucrute, que estava cremoso e levemente ácido, como eu gosto, e a mesma saladinha de batatas. Ao final, depois de tanta carne gordurosa, pedi uma xícara e café espresso (R$ 6,00) para neutralizar um pouco o sabor residual de gordura que ficou em minha boca. Sobrou muita carne do joelho. Pedimos para embalar para levar para casa (R$ 1,00). Para se voltar outras vezes.
Restaurante: Haus Munchen
Endereço: Rua Juiz de Fora, 1.257, Santo Agostinho, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3291 6900
Web: http://www.hausmunchen.com.br/
Data: 02/02/2017, quinta-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 125,27; para duas pessoas,incluído o serviço (não está incluído R$ 71,30, valor de um prato principal pago com o voucher do Passaporte Gastrô). Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

D'ARTAGNAN BISTRÔ

A experiência: último dia de janeiro, terça-feira, dia que mais gostamos para jantar fora porque os restaurantes estão mais vazios. Pegamos nosso Passaporte Gastrô, checamos os restaurantes que tinham o jantar de terça disponível para utilização do voucher e decidimos pelo D'Artagnan Bistrô, local que tinha ido uma única vez fazem alguns anos. Mesmo sendo a noite mais tranquila, não encontramos facilidade para estacionar o carro. Chegamos por volta de 21 horas. Fomos recebidos na porta e pudemos escolher onde sentar, pois havia mesa disponível em todos os ambientes do bistrô: calçada, salão do bar, salão da esquerda e um ambiente nos fundos da casa. Preferimos ficar no salão principal, ao lado do bar, em mesa encostada na parede. Iluminação baixa, música tranquila e em volume adequado garantem o clima intimista do local. Serviço eficiente, sem delongas e demoras. Uma das proprietárias é a responsável por anotar o pedido dos pratos principais. Resolvemos experimentar os drinques da casa. Pedi o que recebe o nome de um dos mosqueteiros, Aramis (R$ 26,00), enquanto meu companheiro escolheu Constance (R$ 26,00). Quando os coquetéis chegaram, confesso que, pelo visual, preferi o de meu companheiro, que tinha gim, uva verde, manjericão e maçã verde. Na boca, achei o meu bem melhor, embora o dele estivesse também muito bom, sem aquele gosto de perfume do gim se sobressaindo no paladar. O meu tinha cachaça, compota de jabuticaba, laranja e licor de banana. Doce no ponto certo, forte por causa da cachaça, sobe rápido se não for acompanhado de água e de comida. Bebi uma garrafa de 350 ml de água com gás Ingá (R$ 6,00). Para comer, começamos dividindo uma porção de pastéis (R$ 26,00). Vieram seis unidades pequenas simetricamente dispostas em uma folha de bananeira em um prato de porcelana branca. Ao centro, chutney agridoce de tomates. Os pastéis tinham um só recheio: queijo meia cura, requeijão e alho-poró. Massa honesta, mas sem graça. O recheio era gostoso, mas não gostei da mistura com o chutney. Estava sequinho, sem gordura excessiva. Em seguida, chegou meu prato principal. Eu estava em uma noite dedicada à jabuticaba. Pedi filé mignon de porco, molho de jabuticaba, pimenta rosa acompanhado por canjiquinha e taioba (R$ 72,00), que o menu descreveu como um "risoto", para indicar a forma de apresentação da canjiquinha. Prato muito bem servido, chegou fumegante à mesa. Três pedaços altos de carne de porco com muito molho, o que foi essencial para amenizar a sempre seca carne de porco. Estava bem macia e bem temperada. O molho era adocicado e levemente picante. Mas o melhor do prato era a canjiquinha com taioba. Consistência de risoto, cremosa, bem temperada, muito saborosa. Deliciosa. E subiu aquele calor quando terminei de jantar. Desta vez, o prato pago com o voucher do passaporte foi o cabrito assado (R$ 69,00) que meu companheiro comeu e aprovou.
Restaurante: D'Artagnan Bistrô
Endereço: Rua Tomás Gonzaga, 593, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3295 7878
Web: http://www.dartagnanbistro.com.br/
Data: 31/01/2017, terça-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 185,10; para duas pessoas,incluído o serviço (não está incluído R$ 69,00, valor de um prato principal pago com o voucher do Passaporte Gastrô). Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

SANTÍSSIMO PÃO

A experiência: estava cumprindo tarefas externas na segunda-feira com uma colega de trabalho e o motorista. Decidimos parar para almoçar por volta de 13:30 horas. Estávamos na Serra, região que minha colega conhece bem. Tínhamos que ser rápidos e o melhor era um buffet a quilo. Paramos na unidade da Santíssimo Pão da Rua Estevão Pinto. É um misto de padaria e restaurante, que fica no fundo da loja. O local não é grande. Estava vazio, talvez por causa da hora adiantada. O pessoal de BH almoça cedo nos dias úteis, geralmente perto do meio dia. Achei escuro onde ficam as mesas, várias delas ainda com restos de comida, guardanapos e copos usados por quem almoçou mais cedo. Escolhemos uma mesa mais limpa. Ainda tive que passar um guardanapo para secar as partes molhadas tanto da mesa quanto da cadeira. O buffet fica antes do salão comedor, montado à esquerda de quem entra. Muitas das opções estavam por acabar. Chegamos perto do final do expediente para almoço. Confesso que nada me chamou a atenção, mas precisava me alimentar. Nestes casos, vejo se há massa, que mesmo ruim, ainda dá para comer. Havia um espaguete ao pesto, do qual me servi. Também coloquei em meu prato uma espécie de caponata de berinjela e abobrinha, além de um ovo frito (não resisto!) e uma fatia de berinjela a parmegiana. Antes de pesar, decidi experimentar um pouco da maçã de peito cozida. Na balança, 424 gramas (R$ 29,90 o quilo). As bebidas são servidas na mesa por um único garçom. Bebi uma lata de 350 ml de Coca Cola Zero. Pedi copo com gelo e só recebi o copo. Achei a comida muito gordurosa, com gosto de óleo de soja. A massa estava em ponto de cozimento um pouco além do "al dente", e até o pesto estava excessivamente gorduroso. A berinjela estava digna. Definitivamente não gostei. Para pagar, peguei a comanda individual e fui até o caixa que fica na saída da padaria.
Restaurante: Santíssimo Pão
Endereço: Rua Professor Estevão Pinto, 858, Serra, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3221 4455
Data: 30/01/2017, segunda-feira, almoço.
Valor total da conta: R$ 12,58; valor individual somente da comida. Conta paga com cartão de débito.
Minha nota: 4.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

OLEGÁRIO PÁTIO

A experiência: mais um domingo de teatro, mais um domingo que terminamos comendo uma pizza. Com o Passaporte Gastrô nas mãos, escolhemos a Olegário Pátio. Tínhamos um pé atrás com a pizzaria, pois não tivemos uma boa experiência na Olegário Lourdes. Esta unidade da rede Pizzaria Olegário fica acoplada ao Radisson Blu Belo Horizonte Savassi, em um ambiente bem decorado, com mesas dispostas em uma varanda disputada, e em dois ambientes internos. A varanda tem iluminação mais baixa, motivo pelo qual preferimos uma mesa no salão interno. Na verdade, queríamos ficar no mezanino, mas ele estava fechado. Um lindo forno revestido de pedras enfeita o fundo do salão. Como ele é aparente, os clientes podem apreciar o trabalho dos pizzaiolos. Atendimento muito bom, com cordialidade e eficiência. Pedimos duas pizzas médias: carbonara (R$ 55,00) e caponata (R$ 55,00). O garçom perguntou se podia servir uma pizza com metade de cada sabor e quando estivéssemos comendo a primeira, ele pediria para assar a segunda. Desta forma, comeríamos pizzas frescas e quentinhas. Gostamos da sugestão e a acatamos. E tudo funcionou perfeitamente em tempo e sabor. A pizza é de massa fina, mas não é daquelas massas quebradiças, parecendo biscoito água e sal. Sua massa tem consistência e é saborosa. É pouco maior do que um prato individual. Vem dividida em quatro fatias. A carbonara tem molho de tomate, mussarela especial, tiras de lombo condimentado, farinha de ovos, parmesão e ervas. Sabor marcante, com sal acima da média, mas que não prejudicou no resultado final. Já a caponata veio com molho de tomate, mussarela especial, tomate, finas fatias de abobrinha, berinjela grelhada, alho torrado e queijo grana padano ralado. Mais leve, menos salgada, com destaque para os sabores da abobrinha e da berinjela. Quando pedimos, achávamos que não comeríamos tudo. Ao final, nada sobrou nos pratos. Durante a refeição, tomei duas latas de 350 ml de Schweppes Citrus Light (R$ 5,90 cada lata), cujo preço é o mesmo dos demais refrigerantes! Finalizei com um belo café espresso descafeinado da Três Corações (R$ 4,90). Superou nossas expectativas.
Restaurante: Olegário Pátio
Endereço: Rua Lavras, 150, São Pedro, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3317 2020
Web: http://www.pizzariaolegario.com.br/
Data: 29/01/2017, domingo, jantar.
Valor total da conta: R$ 90,86; para duas pessoas, incluído o serviço (no total não está incluído R$ 55,00, pois utilizamos o voucher do Passaporte Gastrô). Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7,5.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

SAKANÁ

A experiência: já era tarde da noite, passavam de 23 horas, quando decidimos comer alguma coisa. Comida japonesa foi a escolha de meu companheiro. Fomos conhecer mais um restaurante desta especialidade, o Sakaná. A escolha foi por dois motivos: indicação de amigo e por passar de carro na porta dele por várias vezes e sempre o vimos lotado. Quando chegamos, estava cheissímo. Galera majoritariamente jovem. Atendimento informal, sem firulas. Não esperamos nada, pois o garçom nos informou que havia uma mesa para duas pessoas no interior do restaurante. Resolvemos aceitar. No entanto, na mesa ao lado, um jovem casal de namorados resolveu sentar os dois em um lugar que cabia um, invadindo o espaço no sofá que seria da nossa mesa. Isto estava incomodando meu companheiro. Já para mim o que incomodava era o volume da música eletrônica no meu ouvido. Alto para um restaurante. Descobri o motivo de agradar tanto à galera jovem. No entanto, esta mesma turma se espalhava nas mesas colocadas na calçada, onde a música não incomodava tanto. Pedi ao garçom para nos trocar de mesa assim que vagasse uma delas na parte de fora. Em minutos já estávamos em mesa na calçada. Fizemos os pedidos de bebidas. Tomamos durante a refeição três latas de Guaraná Antarctica Zero (R$ 8,00 cada lata de 350 ml). Eu não queira comer os combinados de sempre. Vi que o cardápio trazia a opção de ceviche. Foi o que escolhi, o ceviche sakaná (R$ 47,00), que levava peixe branco, lula, polvo, cebola roxa e azeite, devidamente marinados no suco de limão e acompanhados por cinco chips de batata doce. Meu companheiro, fanático por comida japonesa, foi de combinado 17 peças (R$ 71,00). Confesso que não vi o tempo passar, pois ficamos conversando e observando o movimento do bar do outro lado da rua, onde acontecia uma balada. O ceviche era bem servido, mas seu sabor não me agradou. Credito a isto o fato ter azeite extravirgem entre seus ingredientes, que tornou o prato pesado e enjoativo. O chips de batata doce estava sequinho e fininho, mas também tinha uma sabor de gordura desagradável. Mas vale destacar o ponto de cozimento correto do polvo e da lula. Já meu companheiro gostou da sua escolha. É uma lição que já conhecia e foi reforçada aqui: não vale a pena pedir pratos fora da especialidade da casa. Ceviche virou um prato modinha e todos os restaurantes modernos colocam no cardápio, nem sempre com bons resultados. Não fui feliz desta vez.
Restaurante: Sakaná
Endereço: Avenida do Contorno, 7.000, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 2515 0007
Web: http://www.sakanasushi.com.br/
Data: 20/01/2017, sexta-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 156,20; para duas pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

DONA DIVA CAFÉ & QUITANDAS

A experiência: desde que cheguei em BH, tenho ouvido falar bem do pão de queijo do café Dona Diva, que tem duas unidades na cidade. A mais antiga fica dentro do Mercado Central, em uma pequena loja, e a outra fica no recém inaugurado Hotel Ronaldo Fraga. Como fui ao mercado, e estava na hora de fazer um lanche, resolvi provar o tal pão de queijo. Sem saber onde era, fui ao balcão de informação para saber a localização exata. Fica em um dos corredores centrais. No balcão ficam expostas as iguarias da casa, entre elas, bolo de fubá e pão de queijo. Estava com meu companheiro. Pedimos um suco de limão Del Valle e um pão de queijo, pedidos individuais. A balconista nos disse que o pão de queijo tinha sido assado havia quarenta minutos. De cor amarelada e de bom tamanho, ele tem um sabor delicioso. Estava frio, é verdade, mas para mim isto não é problema. Macio por fora e por dentro, tem um interior consistente e com sabor forte de queijo. Enfim, gostamos. Para voltar mais vezes. O senão é que o local não tem mesas e cadeiras. É apra fazer um lanche rápido ou levar para comer em algum lugar. Deu vontade de conhecer a unidade do Hotel Ronaldo Fraga, onde há mesas, cadeiras e um cardápio mais completo.
Restaurante: Dona Diva
Endereço: Avenida Augusto de Lima, 744, loja 163, Mercado Central, Centro, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3072 0966
Web: https://www.facebook.com/DonaDivaQuitanderia/
Data: 19/01/2017, quinta-feira, lanche da tarde.
Valor total da conta: R$ 12,00; para duas pessoas. Conta paga com cartão de débito.
Minha nota: 8.