domingo, 31 de julho de 2016

EMPÓRIO ÁRABE - ASA SUL


Há muito queria ir na noite de quinta-feira no Empório Árabe da Asa Sul, pois há uma sequência de comida árabe da qual ouvi muitos elogios. Minhas amigas de trabalho me chamaram para ir exatamente neste restaurante na noite de 28 de julho, pois elas tinham comprado cinco tíquetes no Peixe Urbano e duas pessoas do grupo desistiram. Cada tíquete custou R$ 39,90. Juntei a fome com a vontade de comer.

Restaurante: Empório Árabe
Endereço: SCLS 215, Bloco A, loja 3, Asa Sul, Brasília, DF.
Telefone: +55 61 3363 3101
Web: https://www.facebook.com/CozinhaEmporioArabe/
Wi-fi: disponível, mediante senha fornecida pelos garçons.
Data: 28/07/2016, quinta-feira, na hora do jantar, quando chegamos por volta de 19 horas, já que a casa enche às quintas-feiras por causa da sequência de comida árabe.
Mesa: éramos cinco pessoas e fomos acomodados em uma mesa na varanda, mais ao fundo, de frente para um cuidado jardim.
Ambiente: é amplo, com decoração que remete às tendas árabes no deserto, com panos coloridos no teto, além de objetos da cultura árabe. Tem três ambientes: um grande salão interno, com pé direito alto, uma varanda bem arejada que contorna a loja e um salão menor localizado no segundo piso.
Especialidade: culinária libanesa, sob o comando da chef Lidia Nasser.
Cardápio: todos os clássicos da gastronomia árabe estão presentes no menu diário.
Serviço: muito bom, simpático, alegre. Mesmo com a casa cheia, fomos bem atendidos.
O que bebi: duas latas de 350 ml de Schweppes Citrus (R$ 5,80 cada uma).


O que comi: todos estavam ali para a sequência chamada Sahtein (R$ 49,90 por pessoa, mas como tínhamos comprado via Peixe Urbano, nos custou R$ 39,90 cada uma). Segundo nos informou a simpática garçonete Jeane, Sahtein significa mesa farta. E o que viria a seguir confirmou este significado. Primeiro chegaram as entradas frias, em abundância. Um prato com esfirras abertas de frango (achei o recheio bem seco, sem graça), de queijo (deliciosa, com o queijo derretendo), e de carne (bem temperadas, suculentas, que ficaram melhores com algumas gotas de limão); além de quibes fritos (pequenas unidades, pontudos de ambos os lados, macios e quentes, bem temperados). Outro prato foi colocado à mesa com sete pastas e pão árabe partido em pequenos triângulos. Experimentei as pastas de berinjela (estavam levemente defumadas, com ótimo sabor), de grão de bico, chancliche e de azeitonas. Todas estavam bem feitas. Um bowl com tabule, com ótimo sabor, refrescante, e uma generosa porção de quibe cru completaram os pratos frios. Não aprecio quibe cru, mas ele estava tão vistoso, que resolvi comer um pouquinho regado com muito azeite português. Ficou bom, mas ainda não foi desta vez que esta iguaria árabe me conquistou. Pedimos para servir nova rodada de esfirras e quibes fritos, todos devorados assim que chegaram. Logo chegaram os pratos quentes. Arroz com lentilhas (soltinho, moreninho, saboroso, com muita lentilha, mas sem a cebola frita por cima que tanto gosto), cordeiro desfiado com nozes (não comi, mas quem o fez, adorou), abobrinha recheada com carne moída e arroz (estava tenra, suculenta, bem temperada. Praticamente comi sozinho a enorme porção que nos foi servida), charutos de folha de uva e de repolho (ambos estavam com um molho de tomates bem gostoso, mas o recheio era muito seco), e kaftas espetadas em palitos grandes. Tenho uma queda especial por kaftas e as que comi nesta sequência estavam sensacionais. Com ótimo tempero levemente adocicado (presença de marsala, com certeza), a carne estava compacta, sem se desprender do palito, mas ao mesmo tempo muito macia e suculenta. Claro que pedimos para repetir a dose. Duas pessoas na mesa pediram mais quibe cru, além de pães. Tudo servido rapidamente. Já estávamos todos bem satisfeitos, quando a garçonete nos perguntou qual sobremesa iríamos querer. Nesta sequência, a sobremesa não é à vontade. Há apenas esfirras doces nos sabores chocolate ou banana. Cada cliente escolhe apenas uma unidade. As esfirras doces eram bem maiores do que as salgadas servidas no início do jantar. Escolhemos três de chocolate e duas de banana. Experimentei as duas. A de banana foi a que o pessoal da mesa mais gostou, mas eu achei seu recheio igual a uma papinha de bebê. Preferi a de chocolate, que estava quente, com o chocolate ao leite escorrendo pelo prato assim que a esfirra era partida com uma faca. Em relação aos pratos salgados, as esfirras eram apenas medianas.
Valor total da conta: R$ 275,10, para cinco pessoas, incluído o serviço, sem bebida alcoólica. Conta paga com voucher do Peixe Urbano para a comida e em dinheiro para as bebidas.
Minha nota: 8.

sábado, 30 de julho de 2016

OSCAR RESTAURANTE

Onde ir em Brasília para almoçar nos dias úteis, com facilidade de estacionamento e não muito tumultuado de gente? O Oscar Restaurante, localizado no Brasília Palace Hotel, é uma opção.
Restaurante: Oscar Restaurante
Endereço: SHTN Trecho 2, 1, Brasília Palace Hotel, Brasília, DF.
Telefone: +55 61 3306 9060
Web: Oscar
Wi-fi: disponível mediante senha individual fornecida pelos garçons.
Data: 26/07/2016, terça-feira, na hora do almoço.
Mesa: para duas pessoas. Sentamos ao lado da parede de vidro que dá vista para a piscina do hotel.
Especialidade: culinária italiana.
Ambiente: decorado com inspiração na década de sessenta, época de construção de Brasília e do hotel onde o restaurante está localizado. A cor preta predomina nas paredes e no mobiliário, com quadros dos monumentos da cidade em recortes modernos e muitas velas espalhadas pelo salão. Um piano negro chama a atenção no cento do restaurante.
Cardápio: clássicos da cozinha italiana, com risotos, massas secas e recheadas, carnes, peixes, saladas, polenta, além de um menu executivo para o almoço de segunda a sexta-feira.
Serviço: atencioso, cordial e educado. Os pratos não demoram a chegar.



O que bebi: uma lata de  350 ml de Schweppes Citrus (R$ 5,00) e uma xícara de café espresso Nespresso (R$ 6,00) ao final da refeição, que tinha bela apresentação, estava cremoso, aromático e acompanhado de um biscoito italiano bem gostoso.
O que comi: pedi o menu executivo (R$ 57,00), que consistia de uma entrada a escolher entre duas opções e um prato principal, também a escolher entre três opções. Entre salada de folhas com queijo brie e tomate cereja ao molho  de mostarda e mel, e a polenta cremosa de ragu de shitake, fiquei com a segunda opção. Prato em pequena quantidade, na medida certa para uma entrada, tinha belo visual. A polenta não era tão cremosa, mas tinha uma boa consistência, com ar rústico e sem tempero, sobressaindo o sabor do milho, o que foi muito bom, pois o ragú de shitake era bem temperado, com o sal se sobressaindo, o que poderia ser ruim se comido sozinho. A combinação dos dois deu o complemento necessário aos dois itens do prato, resultando em um agradável sabor no paladar.

Para o prato principal as opções eram picanha ao molho poivre, servida com arroz piemontese e batata rústica; filé de tilápia à parmegiana, servido com arroz branco e juliene de legumes; e ravioli de bacalhau à putanesca. Escolhi o primeiro deles. Prato bem servido, com boa apresentação e bom perfume. A batata, servida com casca, estava mais para crua, dura de partir com a faca. O rústico não ficou no sabor ou na forma de apresentar com sua casca, mas na sua consistência. O arroz à piemontese estava com sabor ácido acima do normal, mas que foi suavizado ao ser misturado com o bom molho poivre que acompanhou a picanha. A carne estava além do ponto que pedi, sendo servida quase bem passada, ficando dura, difícil de partir com a faca e de mastigar. Uma pena, pois já comi outras vezes neste restaurante e sempre tive uma boa refeição. É verdade que foi a primeira vez que pedi carne, pois sempre fico no peixe ou nas massas.
Valor total da conta: R$ 149,60, para duas pessoas, incluído o serviço, sem bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

MADERO - PÁTIO BRASIL

Domingo. A ideia era comer carne, um bom churrasco em um restaurante popular da cidade. Quando chegamos na porta, descobrimos que ele não abria aos domingos. Fomos meio sem direção rumo à Asa Sul. Vendo o Shopping Pátio Brasil, decidimos almoçar no Madero.

Restaurante: Madero
Endereço: SCS Quadra 7, Bloco A, Piso L do Shopping Pátio Brasil, Setor Comercial Sul, Brasília, DF.
Telefone: +55 61 3041 7005
E-mail: patiobrasil@restaurantemadero.com.br
Web: Madero Pátio Brasil
Wi-fi: não necessitei de usar, por isso não tenho tal informação.
Data: 24/07/2016, domingo, na hora do almoço, quando chegamos por volta de 14 horas.
Mesa: éramos três pessoas e fomos acomodados na única mesa disponível quando chegamos. A mesa era de tora de madeira irregular, mas lembrando uma mesa redonda. O espaço era suficiente para nós três, mas uma quarta pessoa já seria apertado.
Ambiente: é amplo, tem bonita decoração, com muita madeira, e quando você entra, esquece que está em um centro de compras. Há mesas de mais de um tipo, o que permite acomodar grupos, famílias, casais e amigos em diversas configurações. A acústica é péssima. Com o restaurante cheio, você quer comer e sair correndo dali. Não havia ninguém gritando ou falando alto, mas a reverberação do som de todas as mesas e mais a movimentação frenética dos garçons dá uma sensação ruim, de cansaço nos ouvidos. Outro ponto que considero negativo é manter telas de televisão ligadas em videoclipes sem som. Quando entro em um restaurante ou bar que tenha estes monitores de TV fico me perguntando porque os decoradores de ambientes adotam esta prática. Nunca tive uma resposta satisfatória.
Especialidade: steak house, tendo como carro chefe o cheeseburger, sob a batuta do chef Junior Durski.
Cardápio: bem completo, com entradas, pratos principais, sobremesas, opções para quem não come carne, ou para quem está de dieta. A seção de sanduíches é o destaque.
Serviço: muito bom, ágil, eficiente, prestativo.
O que bebi: um copo de suco de mirtilo de 300 ml (R$ 10,00). Suco gelado, com linda cor e rico sabor. Adoçado na medida, não era enjoativo e cumpriu o papel de refrescante.
O que comi: dividimos duas entradas:
1. mini coxinhas do chef Junior Durski (R$ 16,00) que chegaram em uma caixinha de papel com cinco unidades pequenas. Dá para comer de uma só bocada. Secas e douradas. Faltou equilíbrio entre a quantidade de massa e de recheio. Este último poderia ser mais generoso. O tempero estava gostoso, com a carne de frango desfiada, quase moída.
2. linguicinha de pernil defumada e grelhada na churrasqueira - 130 gramas (R$ 21,00), acompanhada de pão crocante, farofa e chimichurri. Outra especialidade do chef Junior Durski. Linda apresentação, daquelas que dá vontade de comer assim que chega o prato na mesa. Linguiça aromática, brilhante, sem pingar óleo. O defumado era suave, sem se impor no paladar. Temperos bem aplicados. O pão é o mesmo usado no famoso sanduíche da casa. Estava crocante por fora e bem macio por dentro. Um pedaço deste pão junto com a linguiça e um pouquinho do molho chimichurri foi uma combinação muito boa. Já a farofa, estava muito seca e faltava sabor, mesmo tendo pedacinhos de bacon tostado nela.
Depois destas entradas, era hora de degustar o carro chefe da rede Madero, o seu cheeseburger, autointitulado como o melhor do mundo. Escolhi o cheese bacon Madero (R$ 40,00), mesmo pedido dos demais da mesa, ou seja, chegaram três sanduíches idênticos. Conforme está escrito no cardápio, a carne do hamburguer tem 180 gramas é é grelhada em fogo forte. Segundo o garçom, o ponto da carne é o mesmo para todos os sanduíches, sendo cozida sem deixar a cor rosada por dentro. Nesta versão, o bacon é crocante e bem seco. Completam o sanduíche alface e tomate frescos, cebola assada, queijo cheddar e maionese artesanal. Junto ao cheeseburger, batatas fritas. O pão é feito na casa, no estilo pão francês, com a casca bem crocante e o interior macio. O chef conseguiu elaborar um pão francês que segura bem o recheio, sem seus ingredientes ficarem saindo, dificultando a mordida (afinal, sanduíche se come com as mãos!). Fora esta praticidade, o sabor deste pão é muito bom, levemente salgado e crocante. Eu esqueci de pedir para tirar o tomate. Embora goste muito, quando está fresco em um sanduíche, o tomate larga muita água, o que garante uma mão bem suja ao final da refeição. Não sei se é o melhor cheeseburger do mundo, mas com certeza é muito bom. Já a batata... Totalmente dispensável. Embora descrita no cardápio como crocante por fora e macia por dentro, ela veio murcha, sem nenhuma crocância. E não tinha nenhum gosto. Parecia que estavam congeladas, foram descongeladas, largaram água, foram mergulhadas em óleo quente e ficaram murchas.
Valor total da conta: R$ 196,90, para três pessoas, incluído o serviço, sem bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

OBJETO ENCONTRADO

Quando penso em algum café na cidade, dois deles logo vêm à minha mente: o Ernesto Cafés Especiais, na Asa Sul, e o Objeto Encontrado, na Asa Norte. Depois de um belo almoço no sábado, tivemos dúvidas em qual dos dois ir, mas acabamos escolhendo o Objeto Encontrado por ser mais perto de nossas casas.
Quando chegamos, por volta de 16 horas, estava bem cheio, apenas com uma mesa disponível. Sentamos logo. O local é bem descolado, com uma frequência de pessoas mais jovens, de mente aberta, com total respeito à diversidade cultural e sexual. Um ar hipster domina o ambiente, tanto na decoração, no "way of life" dos garçons, atendentes e frequentadores, quanto na trilha musical, sempre gostosa de se ouvir e em volume adequado, o que não atrapalha uma boa conversa. E conversa é o que mais rola no café. Tinha gente trabalhando com seu computador pessoal, tinha gente conversando sobre um projeto de curta metragem que seria rodado em Brasília e outros papeando sobre a peça de teatro que tinham visto. Ainda rolava uma feirinha com roupas de brechó na tarde daquele sábado.
Além de café, o Objeto Encontrado promove artistas da cidade, com lançamento de livros, de programas culturais, além de ter uma pequena galeria de arte.
O atendimento é super informal, mas muito atencioso e educado. Os garçons e garçonetes são simpáticos, fazem indicações, dizem qual é a boa do dia e sempre estão com sorrisos estampados nos rostos. O clima sempre é de alegria.
O cardápio não é extenso. Tem comidinhas rápidas, próprias para acompanhar o forte do local, o sempre bem tirado café espresso. Além dos itens do cardápio, sempre há um drinque ou uma comidinha em edição limitada para a semana.



Nossa ideia era tomar um café, e compartir uma sobremesa. Escolhi o café espresso longo (R$ 6,00). Estava cremoso, com espuminha dourada, tão bom que repeti a dose.



Para entrar no clima da brincadeira proposta pelo café na semana anterior, perguntamos se ainda estavam servindo o pirocaccino, nada mais do que o cappuccino (R$ 9,00) do cardápio com um desenho feito com leite em formato de um pênis. Abriram uma exceção e fizeram os desenhos para duas xícaras de nossa mesa. Brincadeira divertida, sem preconceitos e sem neuras. E o sabor do capuccino é ótimo, independente do desenho que o decore.




Para acompanhar as bebidas quentes, pedimos um pedaço do bolo doce do mês (R$ 7,00), que era um bolo de coco com massa molhada e salpicado, em excesso, de coco ralado por cima. Estava saboroso (não tão saboroso quanto o que minha mãe faz), mas precisava de ser um pouco mais gelado, mais molhado e não ter tanto coco ralado por cima. Quanto ao coco, tirei uma boa quantidade antes de experimentar. Também pedimos o cheesecake (R$ 15,00) da casa, com calda de framboesa. Massa fina, macia, esfarelava na medida certa. Recheio consistente, não muito doce, e calda ácida sem agredir o paladar. Muito bom. Ainda bebemos duas garrafas de 350 ml de água mineral com gás Cambuquira (R$ 5,00 cada garrafa). Esta água é naturalmente gaseificada, com sabor suave e difícil de encontrar nos bares e restaurantes de Brasília. É a minha preferida. Ficamos cerca de 50 minutos no local e nunca ficou uma mesa vazia. Sinal de sucesso.

Restaurante: Objeto Encontrado
Endereço: SCLN 102, Bloco B, loja 56, Asa Norte, Brasília, DF.
Telefone: +55 61 3081 8383
Data: 23/07/2016, sábado.
Valor total da conta: R$ 68,20, para três pessoas, incluído o serviço, sem bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

PICCOLO EMPORIUM

Almoço de sábado com amigas.

Restaurante: Piccolo Emporium
Endereço: SCLS 209, Bloco B, loja 35, Asa Sul, Brasília, DF.
Telefone: +55 61 3532 0304
Web: https://www.facebook.com/piccoloemporium/
Wi-fi: não necessitei de usar, por isso não tenho tal informação.
Data: 23/07/2016, sábado.
Horário: almoço, de 13:30 às 15:15 horas.
Mesa: éramos seis pessoas, portanto mesa grande. Quando chegamos, não havia ninguém no restaurante. As mesas ficam em um simpático quintal, do lado de trás do bloco. Na verdade, todas as mesas ficam neste quintal, já que a apertada loja abriga um pequeno empório.
Especialidade: culinária italiana, sob a batuta do chef Ville Della Penna.
Cardápio: clássicos da cozinha italiana, com risotos, nhoques, massas frescas, pizzas, carnes, salumeria e entradinhas para compartir.
Serviço: atencioso e esforçado, embora os garçons não dominavam por completo os itens do cardápio. Os pratos não demoram a chegar.
O que bebi: uma lata de  350 ml de Schweppes Citrus (R$ 5,00).

O que comi: os seis da mesa dividiram a cortesia da casa: um delicioso pão feito ali mesmo com manteiga. Simples e saboroso. Ainda compartimos a tábua de linguiças mistas (R$ 39,00). Com bonita apresentação, as linguiças de frango e de porco chegaram quentinhas, brilhantes e aromáticas. O mesmo pão de antes, um molho à base de azeite, parecendo um chimichurri, e farofinha de bacon completaram o prato. Linguiças saborosas, levemente picantes. combinaram bem com o molho. A farofa era bem seca, mas regando um fio de azeite, ficou uma maravilha no paladar. Parei de comer para não atrapalhar o enorme prato individual que escolhi, o polpetone de carne (R$ 55,00). Há uma opção tamanho família deste mesmo polpetone (R$ 158,00) que serve quatro pessoas e vem acompanhado de uma generosa porção de nhoque de batatas ao sugo. No meu caso, o prato individual não tinha acompanhamento. Nem precisava. Muito bem servido, molho abundante, vermelho, com equilíbrio entre acidez e doçura, bem diferente do que tenho encontrado nos restaurantes da cidade, quando me deparo com um molho de tomates ou muito ácido ou muito doce.
O bolo de carne estava macio, com o queijo em quantidade apropriada, derretendo ao partir, como deve ser. Como quatro pessoas na mesa pediram o tamanho família, que servia tranquilamente mais de quatro, experimentei um pouco do nhoque. Sensacional. Macio, sem gosto de farinha, desmanchava no céu da boca ao ser apertado com a língua. Confesso que quando cheguei, fiquei desanimado com a casa vazia. Pensava que não ia gostar, mas a comida é muito bem feita e gostosa, superando, pois, estas primeiras impressões. Para se voltar muitas vezes e experimentar mais itens do menu. E sobrou polpetone. Pedimos para embalar para viagem (R$ 1,50 cada embalagem).



Valor total da conta: R$ 384,89, para seis pessoas, incluído o serviço, com uma caipirinha (R$ 12,90). Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8.

terça-feira, 26 de julho de 2016

CARPE DIEM PETIT BISTRO - SHOPPING CASAPARK

Fomos ver a versão mais recente de Caça-Fantasmas (Ghostbusters) em um domingo à noite no Espaço Itaú de Cinema. Chegamos bem antes do horário marcado. Ingressos na mão, fomos passear pelas lojas do CasaPark Shopping que estavam abertas e resolvemos comer algo que não fosse sanduíche. Escolhemos a unidade do Carpe Diem que está ali localizada desde a inauguração do centro de compras.
Restaurante: Carpe Diem Petit Bistrô
Endereço: Piso Térreo - CasaPark Shopping, Brasília, DF.
Telefone: +55 61 3234 2900
Web: Carpe Diem
Wi-fi: disponível mediante senha.
Data: 17/07/2016, domingo.
Horário: jantar, de 19:45 às 20:40 horas.
Mesa: estava bem vazio na hora em que chegamos, com muitas mesas disponíveis. Éramos dois, mas ficamos em uma mesa para quatro pessoas, próxima do buffet.
Ambiente: mesas e buffet estão dispostos em área central do shopping, cujo mobiliário interage com os demais locais de alimentação do centro de compras.
Especialidade: à noite, buffet de caldos, massas, quiches e saladas.
Cardápio: o buffet noturno é bem enxuto: três tipos de caldos, quatro tipos de saladas prontas, salada de folhas feita na hora, dois tipos de quiches e três tipos de massas. Além do buffet, a casa oferece pizzas, crepes, sanduíches e alguns pratos a la carte, bem no estilo bistrô.
O que bebi: uma lata de  350 ml de Coca Cola (R$ 6,50) e uma ótima xícara de café espresso (R$ 6,50).
Não tinha muita fome, assim experimentei um pouco das comidas que meu companheiro escolheu no buffet noturno (R$ 28,50 por pessoa). O caldo de legumes tinha um aroma rico, de salsão, o que me fez recordar sopas que tomava na infância, mas esta riqueza não se confirmou no paladar. Não experimentei o de tomate seco porque acho este tipo de apresentar o tomate muito enjoativo e ácido na boca. As folhas da salada foram bem cortadas, em tamanhos irregulares, nem muito grandes, nem muito pequenos, com um ótimo molho que deu personalidade às sempre insossas folhas. Não gostei da quiche, que era bem enjoativa, tanto sua massa, quanto seu recheio de legumes.
Valor total da conta: R$ 54,50, para duas pessoas, mas só um jantou, incluído o serviço, sem bebida alcoólica. Conta paga com dinheiro.
Minha nota: 7.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

ESQUINA MINEIRA


Como bom filho de Minas Gerais, aprecio a comida mineira. Fomos a um restaurante self-service com buffet livre para experimentar todas as delícias da culinária gorda e gostosa de MG.

Restaurante: Esquina Mineira
Endereço: SCRN 704/705, Bloco D, loja 42, Asa Norte, Brasília, DF.
Telefone: +55 61 3273 7373
Web: http://www.esquinamineira.com.br/
Wi-fi: disponível mediante senha.
Data: 17/07/2016, domingo.
Horário: almoço, de 14:00 às 15:20 horas.
Mesa: éramos dois, mas ficamos em uma mesa para quatro pessoas, a única disponível naquele momento.
Ambiente: sua decoração remete às casas e fazendas do interior de Minas Gerais. Chama a atenção o enorme fogão à lenha no qual estão dispostas as panelas de ferro e vasilhas de barro com as iguarias mineiras.
Especialidade: culinária mineira.
Cardápio: o buffet tem mais de trinta opções de pratos frios e quentes, fora as sobremesas. Tudo incluído no preço único do serviço.
O que bebi: uma lata de  350 ml de Schweppes Citrus (R$ 4,00).
O que comi: buffet completo (R$ 44,50). Para quem gosta da comida mineira, é uma perdição, pois todos aqueles pratos fortes, ricos, com muitas calorias se fazem presentes. Dispensei as saladas, servindo-me diretamente nos pratos quentes. Os pastéis fritos de queijo e a mandioca frita estavam muito bons. Ambos secos, saborosos, bem temperados. A mandioca tinha uma bela cor dourada, crocante por fora e bem macia em seu interior. Ainda coloquei no meu prato o tutu de feijão, bem espesso, com gosto de feijão mesmo, couve refogada (que estava um pouco passada), ovo frito com gema mole e linguiça de porco. Calorias e mais calorias. Sabores e mais sabores. Assim que terminei esta refeição, fiz uma segunda rodada, experimentando o quiabo refogado, o milho verde também refogado, novamente a mandioca frita (estava realmente muito boa) e um pouquinho de vaca atolada, cuja carne não estava desfiando como gosto. Antes de pedir a conta, fui até o buffet de sobremesas e não resisti aos doces de frutas em calda, como o de laranja e o de caju. Ambos acompanhados por um fresco e delicioso queijo minas.
Valor total da conta: R$ 106,70, para duas pessoas, incluído o serviço, sem bebida alcoólica. Conta paga com dinheiro.
Minha nota: 7.

domingo, 24 de julho de 2016

SANTÉ 13


Depois de um bom esquenta no La Rubia Café, era hora de decidir onde jantar. A noite estava fresquinha. A decisão foi pelo Santé 13.

Restaurante: Santé 13
Endereço: SCLN 413, Bloco A, loja 40, Asa Norte, Brasília, DF.
Telefone: +55 61 3037 2132
Web: https://www.facebook.com/Sante13Restaurante/
Wi-fi: disponível mediante senha.
Data: 16/07/2016, sábado.
Horário: jantar, de 20:15 às 22:00 horas.
Mesa: éramos dois, mas ficamos em uma mesa para quatro pessoas que estava no corredor de acesso ao bloco, bem em frente à entrada para o salão principal. Tenho intolerância ao cheiro de citronela e todas as mesas do restaurante têm uma vela com aroma citronela ao centro para espantar os insetos, uma vez que o local está colado ao Parque Olhos D'Água. Falei sobre minha intolerância para a recepcionista e ela, gentilmente, providenciou uma vela sem aroma para colocar no centro da nossa mesa.
Ambiente: iluminação baixa, praticamente à luz das velas, conferindo ao local um ar intimista. A maioria das mesas está localizada nos corredores de acesso ao bloco e no gramado atrás do restaurante. Aquecedores de ambiente garantem uma temperatura mais agradável em noites frias. Paredes móveis de madeira, parecendo estantes, decoradas com velas, ajudam a separar o salão principal dos ambientes externos. A cor negra predomina nas paredes internas, inclusive no banheiro.
Serviço: fomos bem atendidos pelos garçons. Os pratos não tardaram a chegar em nossa mesa. Tivemos um problema com a entrada, o que foi prontamente resolvido.
Especialidade: culinária contemporânea, sem invencionices.
Cardápio: não é extenso. Opções de entradas para compartilhar, pratos principais individuais e sobremesas. O risoto impera tanto como prato principal, quanto em acompanhamentos.
O que bebi: uma lata de  350 ml de Coca Cola (R$ 5,90) durante o jantar e uma xícara de café espresso descafeinado (R$ 6,10) ao final da refeição. Café bem tirado, com espuma, na temperatura correta.


O que comi: compartimos o arancini (R$ 25,00) como entrada. A porção veio com seis unidades de bolinho de risoto ao funghi recheados com queijo e acompanhados por geleia de tomate verde. Como a iluminação do restaurante é baixa, para ver bem o prato foi necessário acender a lanterna do celular. Nesta hora, vimos que os bolinhos são muito gordurosos. Ao partir o primeiro deles, notamos que o queijo não derretia, sinal de que ainda estava frio. Na boca, constatamos que estava gelado por dentro. Chamamos o que nos pareceu o maitre, que levou o arancini de volta, trazendo outra porção em seguida. Os bolinhos continuaram gordurosos, talvez até mais do que os primeiros, mas estavam quentes. A gordura suplantou o sabor dos demais ingredientes. Colocando um pouco da geleia de tomate verde, melhorou no paladar, pois tal geleia tinha um sabor ácido/adocicado.


Não demorou muito para chegar o prato principal que escolhi, o filé mignon com crosta de pães especiais (R$ 65,00), que veio acompanhado de... Risoto! Prato bem servido e aromático. Filé veio servido em dois pedaços, com molho de cramberry, o que lhe garantiu um certo frescor com acidez, mas sem agredir o paladar. Já tinha comido este prato antes e desta vez achei que exageraram um pouco na crosta de pães especiais. Tirei um pouco daquela "farofa" de cima da carne. O contraste no paladar é muito bom. A carne estava ao ponto, como pedi, rosadinha por dentro (vi com a lanterna), sem soltar sangue, e muito macia. O risoto era de alho poró. Estava bem feito, com queijo em quantidade certa, cremoso. Um chips de inhame crocante enfeitou o prato.
Valor total da conta: R$ 180,29, para duas pessoas, incluído o serviço, sem bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

sábado, 23 de julho de 2016

LA RUBIA CAFÉ

A Asa Norte tem apresentado boas surpresas em matéria de bares e cafés. No início da noite de sábado, antes de sair para jantar, fomos conhecer um deste lugares, o La Rubia Café e gostamos da experiência. Um bom local para o início, para o meio ou para o final de noite. Um bar que respeita a diversidade.
Restaurante: La Rubia Café
Endereço: SCLN 404, Bloco B, loja 44, Asa Norte, Brasília, DF.
Telefone: +55 61 3202 1717
Website: Facebook - La Rubia Café
Wi-fi: disponível mediante senha.
Data: 16/07/2016, sábado.
Horário: no início da noite, de 19:10 às 20:30 horas.
Mesa: ficamos em uma mesa para duas pessoas que estava no corredor de acesso ao bloco, bem de frente à entrada do bar.
Ambiente: a cor vermelha predomina, o que confere ao local um ar caliente. Já as paredes revestidas de compensado deixam um clima meio decadente, bem proposital, no meu entender. Enfim, é um ambiente que chama a atenção e atrai as pessoas.
Serviço: a casa estava vazia na hora em que chegamos, apenas com duas outras mesas ocupadas. Assim não houve atropelos nem demoras no atendimento. O petisco que pedimos chegou rapidamente à mesa. A música era gostosa de se ouvir e estava em volume adequado, sem atrapalhar uma boa conversa. 
Cardápio: enxuto, com boa variedade de drinques clássicos e criações da casa. No quesito quitutes, poucos itens, mas com opções para vegetarianos.



O que bebi: compartimos uma garrafa de água mineral com gás (R$ 4,50). Eu escolhi o drinque Sprtiz Campari (R$ 21,90) para bebericar enquanto ficamos ali. Elaborado com espumante brut, Campari, laranja, água com gás e muito gelo, seu sabor era bem amargo, o que aprecio. Esperava um drinque mais vermelho por causa do vermute, mas o sabor amargo estava de bom tamanho.







O que comi: compartimos o mix de pastéis (R$ 23,90). Servidos em uma cesta, vieram nove unidades de tamanho médio, forma retangular. A massa estava dourada e crocante, sem muita gordura. Os recheios eram três distintos: queijo (mussarela e orégano), cuja quantidade era pouca em relação aos outros dois, mas com sabor marcante; carne, que veio na versão moída, com bom tempero e suculenta; e geleia de bacon, apresentado também em forma moída, cujo sabor era bem adocicado. Preferi o de carne.




Valor total da conta: R$ 79,42, para duas pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

IVV SWINE BAR

Noite de quinta-feira. Clima agradável, mais para frio. Bom para beber vinho. Convidamos um amigo que estava na cidade para sair. A escolha foi um novo bar, o IVV Swine Bar, um misto de clube do vinho e bar, com cardápio recheado de petiscos cuja carne de porco é a estrela.

Restaurante: IVV Swine Bar
Endereço: SCLN 314, Bloco B, loja 21, Asa Norte, Brasília, DF.
Telefone: +55 61 3034 3471
Website: http://www.clubeivv.com.br/.
Wi-fi: não precisamos de usar, portanto, não sei se há.
Data: 14/07/2016, quinta-feira.
Horário: à noite, de 20:10 às 23:30 horas.
Mesa: ficamos em uma mesa improvisada, feita com caixotes de madeira, mas as cadeiras eram bem confortáveis. Éramos quatro pessoas.
Ambiente: aconchegante, com velas e luzinhas coloridas. A loja é pequena e não possui nenhuma mesa em seu interior. As mesas ocupam os corredores laterais e parte do gramado da parte de trás do bloco comercial.
Serviço: o ponto fraco da casa. Embora a hostess e proprietária atenda muito bem quem chega e coloca o nome na lista de espera (ficamos esperando mesa por cinquenta minutos), o serviço dos garçons é muito atrapalhado. Éramos quatro e serviram uma garrafa de água (cortesia da casa) com dois copos. Precisamos pedir mais de três vezes para trocar a água, que estava quente, e que nos levassem os dois copos faltantes. A hostess também foi super atenciosa quando indicou um petisco - porco na lata - e ele estava seco. Ela não só escutou bem a crítica, como mandou fazer outra porção do mesmo petisco para nossa mesa, que chegou suculento e muito saboroso. Os pratos não demoram a chegar. Serviço de vinho é bom. 
Cardápio: privilegia os finger foods, a maioria deles com carne de porco. O bacon domina.


O que bebi: compartimos duas garrafas de água filtrada, cortesia da casa, que não tem água mineral no seu cardápio. Também bebemos duas garrafas de vinho (três pessoas). O primeiro foi o Costa do Pombal 2011 (R$ 99,00), um português da região do Douro. Harmonizou bem com os petiscos que escolhemos. O vinho era suave na boca, com taninos elegantes, uma boa relação custo X benefício. O segundo vinho foi o Cantharus Seleccion 2011 (R$ 69,00), feito com as castas tannat, merlot e cabernet sauvignon na região de Canelones, Uruguai. Vinho mais rústico, com taninos ainda verdes. A harmonização não foi não feliz quanto a do vinho português, mas também não era impossível beber.

O que comi: compartimos vários petiscos, todos eles servidos em "chapas" de pedras.


1. crostini de brie (R$ 17,00) - quatro unidades. Fatias de pão cobertas com queijo brie, mel, lâminas de amêndoas e damasco. O pão era fresco, mas não estava tostado. Já o recheio fez-me lembrar o sucesso do brie com damasco na década de 1990. Para mim, precisava um pouco mais de forno para deixar o damasco e o queijo se misturarem. No sabor, estava muito bom, especialmente com o acréscimo da amêndoa, que não só deu a crocância que faltava no pão, mas também não permitiu que o doce do mel e do damasco dominassem no paladar.


2. mini croque madame (R$ 19,00) - quatro unidades. Lombo, mussarela e ovo de codorna frito. Adorei esta ideia. Petisco bem feito, vistoso, aromático e saboroso. Gema mole do ovo estava perfeita.


3. medjool assadas (R$ 15,00) - quatro unidades. Tâmaras recheadas com gorgonzola e envoltas com guanciale curado pela casa. A maioria das mesas degustava este petisco, o que me fez concluir que é um dos carros chefe do cardápio. Bela apresentação. As tâmaras estavam sem a semente, e foram servidas mornas. A mistura de sabores é sensacional, nenhum deles matando os outros, embora o toque adocicado prevaleça. O guanciale, um tipo de bacon feito com a bochecha do porco, estava macio e muito saboroso. Para pedir muitas vezes.


4. carne de lata (R$ 24,00) - cubos de carne de porco conservados em banha dentro de uma lata, servidos com uma geleia de tamarindo com pimenta. A primeira porção chegou muito seca, mas a proprietária da casa nos trouxe uma nova porção, com a carne desmanchando, macia, suculenta, bem temperada. A sacada de misturar o ácido do tamarindo com a pimenta anula o gosto de gordura da carne, deixando-a mais suculenta e saborosa.


5. linguiça hamu (R$ 24,00) - linguiça caipira defumada na folha de laranjeira servida com molho de mostarda e mel. A linguiça é servida em rodelas pequenas, para pegar com palito, molhar no molho que é servido ao lado dela, e degustar. A folha de laranjeira deixa o defumado mais delicado e um leve sabor cítrico na linguiça.
Gostamos tanto dos petiscos que deu vontade de experimentar tudo do menu. Mas ficou para a próxima vez. No entanto, antes de encerrar a conta, resolvemos experimentar as duas sobremesas do cardápio.


1. sopa de frutas silvestres (R$ 15,00) - brigadeiro branco, frutas silvestres maceradas e espumante demi sec. Como não gosto de morangos, não experimentei a sopa, mas dei uma bicada no brigadeiro de chocolate branco. É gostoso, mas enjoa rapidamente.


2. os três porquinhos (R$ 13,00) - são três generosas fatias de bacon bem tostadinhos cobertos com marmelada de buriti, goiabada e chocolate. Misturas inusitadas, mas que caíram muito bem no paladar. Deu vontade de comer uma porção individualmente.
Valor total da conta: R$ 346,00, para quatro pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8.














quinta-feira, 21 de julho de 2016

L'ENTRECÔTE DE PARIS - ASA SUL


Depois de ter apreciado o jantar no L'Entrecôte de Paris de Ipanema, no Rio de Janeiro, decidimos experimentar a unidade de Brasília, que fica localizada na Asa Sul. A carioca é superior.

Restaurante: L'Entrecôte de Paris
Endereço: SCLS 402, Bloco D, loja 09, Asa Sul, Brasília, DF.
Telefone: +55 61 3264 5780
Website: http://www.lentrecotedeparis.com.br/
Wi-fi: disponível mediante senha.
Data: 13/07/2016, quarta-feira.
Horário: jantar, de 20:40 às 22:00 horas.
Mesa: para duas pessoas, localizada no salão do fundo do restaurante.
Ambiente: a decoração é bem parecida com a unidade do Rio de Janeiro, com piso de ladrilho hidráulico, espelhos, luminárias, fotos e cartazes que remetem aos bistrôs parisienses.
Especialidade: gastronomia francesa.
Serviço: bem melhor do que o do Rio de Janeiro. Garçonete simpática, atenciosa, apresentou a promoção do dia, fez sugestões e foi rápida no atendimento. Pratos chegaram à mesa em bom tempo. Apenas o ponto da minha carne estava um pouquinho mal passado, quando pedi ao ponto.
Cardápio: restaurante de menu único, consistindo de salada, batatas fritas e o famoso entrecôte que dá nome à casa. Tudo regado com um molho cuja fórmula é guardada a sete chaves. Para a sobremesa, há uma boa variedade de opções.
O que bebi: uma lata de 350 ml de Schweppes Citrus (R$ 6,00). Ao final, tomei uma xícara de um bom café espresso (R$ 6,00).


O que comi: escolhi o menu Le Tour de La France Classique (R$ 67,90). Este menu consistia de entrada + prato principal + sobremesa. A entrada era a mesma salada que acompanha o prato único da casa, ou seja um mix de folhas com tomates grapes e nozes picadas, acompanhada de molho à base de iogurte e mostarda Dijon. As folhas estavam sem vida, murchas, resultado do calor e da seca que faz em Brasília nesta época do ano, mas o molho deu uma levantada no sabor do conjunto. Em seguida, chegou o prato principal, um contrafilé fatiado, ladeado por uma boa quantidade de batatas fritas. Por cima do filé, o tal molho especial. Diferente de minha experiência no Rio de Janeiro, as batatas vieram escuras, sem crocância. O molho deu um sabor especial a elas. Preferi o molho nas batatas do que na carne, que chegou em ponto mais para mal passado do que ao ponto, diferente do que pedi. Ao cortar as fatias, ainda largava sangue. No entanto, a carne estava tenra, conseguindo uma boa harmonização com o molho. Pedi mais batatas e na segunda vez elas vieram mais frescas, douradas e crocantes. Por fim, o crème brûlée, de bom tamanho, já chegou maçaricado da cozinha. Crosta correta e creme levemente frio por dentro. Gostei.
Valor total da conta: R$ 197,79, para duas pessoas, incluído o serviço, sem bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.













quarta-feira, 20 de julho de 2016

CHURRASCARIA POTÊNCIA GRILL


Há muito não ia a uma churrascaria com sistema de rodízio. Deu vontade de ir em dia de semana à noite. Escolhemos uma que considero boa, sem ser muito cara em relação à internacional Fogo de Chão. A churrascaria estava às moscas de tão vazia quando chegamos, o que foi bom por um lado, pois o serviço foi muito mais presente, mas ao mesmo tempo "sufocante" de tanto que os garçons passavam para perguntar se queríamos outro refrigerante ou qual o tipo de carne que gostaríamos de repetir.


Restaurante: Churrascaria Potência Grill
Endereço: SCEN Trecho 1, Clube Almirante Alexandrino, Asa Norte, Brasília, DF.
Telefone: +55 61 3306 1112
Website: Potência Grill
Data: 12/07/2016, terça-feira.
Horário: jantar, de 20:00 às 21:20 horas.
Mesa: éramos duas pessoas. O local estava bem vazio, e o recepcionista nos disse que poderíamos escolher qualquer mesa. Ficamos em uma mesa que cabia quatro pessoas, no salão principal, à esquerda de quem entra.
Especialidade: carnes em sistema de rodízio.
Serviço: atendimento rápido, mas "sufocante", pois os garçons não deixavam a gente em paz, perguntando sempre se queríamos algo, se faltava algo. Não nos deixava conversar. Creio que isto tem relação com a falta de clientes naquela noite.
Cardápio: rodízio de carnes nas mesas e balcão com buffet de frios e quentes em sistema de self-service livre.
O que bebi: uma lata de 350 ml de Coca Cola (R$ 7,90) e comparti uma garrafa de 350 ml de água mineral com gás Prata (R$ 6,90). Ao final, uma xícara de café espresso (R$ 5,90), cujo sabor não me agradou muito .
O que comi: como fomos pelo rodízio (R$ 119,90 por pessoa, mas à noite duas pessoas pagam o preço de uma), comi muita carne. Sempre que vou a uma churrascaria com este sistema, fico virando a cartelinha redonda para o lado vermelho e verde, pois se deixar no verde, a velocidade que chegam à mesa é tão grande que não dá nem para degustar as carnes. Fiquei mais no básico, aceitando pedaços que gosto mais, como a maminha, o contra-filé, a linguiça calabresa, o frango assado e a costela suína, além do pão de alho, que estava macio e cremoso por dentro. Na mesa, serviram uma porção de pastéis, cujo recheado de carne estava bem ruim, mas o de queijo era bom, camarões empanados, que estavam saborosos, com bom tempero e crocantes e camarão ao alho e óleo, que não experimentei. Do buffet, servi o bobô de camarão, que tinha sabor enjoativo, e a mandioca cozida, que estava bem macia. Havia uma boa variedade de frios, mas não quis nada deste buffet. As carnes estavam no ponto correto, fato que é muito difícil ter erro em churrascarias, levemente temperadas apenas com sal grosso para deixar em destaque o sabor natural.
Minha nota: 7.

terça-feira, 19 de julho de 2016

SABORELLA CAFÉ


Decidimos ir ao cinema ver Julieta, o mais novo filme de Almodóvar, que é muito bom, diga-se de passagem Escolhemos o Espaço Itaú de Cinema no CasaPark Shopping. Fomos mais cedo e aproveitamos para tomar um sorvete antes de entrar na sala de projeção.


Restaurante: Saborella Café
Endereço: Shopping CasaPark, - Praça Central, Guará, Brasília, DF.
Telefone: +55 61 3361 0909
Website: Saborella
Data: 11/07/2016, segunda-feira.
Horário: noite, por volta de 20:30 horas.
Mesa: éramos duas pessoas. Ficamos na mesa mais próxima do balcão, a única livre naquele momento.
Especialidade: sorvetes.
Serviço: eficiente, sem firulas. Atendimento rápido.
Cardápio: além dos sorvetes que ficam expostos em um balcão de vidro, há cafés e alguns quitutes como bolos e biscoitos.


O que bebi: comparti uma garrafa de água mineral com gás Caxambu (R$ 4,50) e uma xícara de café espresso lungo (R$ 5,80), que vem servido em porcelana customizada para a casa e acompanhado por um suave biscoito de castanha.
O que tomei: pedi um sorvete médio (R$ 26,00), servido em um copinho de papel, com dois sabores. Na parte de baixo, conforme pedi, veio o sorvete de café, que tem sabor forte, amargo, com leve sabor tostado, quase que uma xícara de café em forma gelada. Muito bom. Por cima, o sabor carro chefe da casa, o de tapioca, como sempre delicioso. Adoro as bolinhas de tapioca que estão neste sorvete. Ainda experimentei os excelentes sabores chocolate amargo e de pistache que meu companheiro escolheu. O de pistache é sensacional.
Minha nota: 8.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

ERNESTO CAFÉS ESPECIAIS


Aproveitamos que tínhamos almoçado na mesma quadra e fomos tomar um café no Ernesto Cafés Especiais, um lugar que gosto muito de ir. É destes cafés que vão muito além do café. Local aprazível para sentar sem pressa e conversar com amigos aproveitando as iguarias do cardápio, a maioria delas com uma pegada caseira. O ambiente é acolhedor, com uma pequena livraria no segundo piso com foco na gastronomia, além de uma padaria, também pequena, que tem pães diferentes e bem saborosos. Enfim, um local para se ir muitas vezes.


Restaurante: Ernesto Cafés Especiais
Endereço: SCLS 115, Bloco C, loja 14, Asa Sul, Brasília, DF.
Telefone: +55 61 3345 4182
Website: sem informação.
Data: 08/07/2016, sexta-feira.
Horário: depois do almoço, após 13 horas.
Mesa: éramos duas pessoas. Ficamos no salão principal, bem em frente ao balcão.
Especialidade: cafés.
Serviço: muito bom, informal, agradável, cordial. Pratos chegam com esmero à mesa e não demoram.
Cardápio: cafés e quitutes para acompanhar.
O que bebi: uma xícara de café espresso, muito bem tirado, forte, aromático. Servido com um copinho de água com gás para limpar as papilas gustativas, preparando o paladar para sentir o gosto do café. Petit fours lembrando o brownie veio junto com a bebida. Harmonizou bem.
Minha nota: 8.

domingo, 17 de julho de 2016

MANARA

Restaurante: Manara
Endereço: SCRN 706/707, Bloco E, loja 60, Asa Norte, Brasília, DF.
Telefone: +55 61 3273 2324
Website: sem informação.
Data: 09/07/2016, sábado.
Horário: almoço, entre 13:40 e 15:00 horas.
Mesa: éramos duas pessoas. Ficamos em uma confortável e grande mesa de vidro no subsolo do ambiente mais reservado do restaurante.
Especialidade: culinária libanesa.
Serviço: muito bom, eficiente, rápido, sem firulas, atencioso, cordial. Como é rodízio, servem rapidamente os pratos, incluindo as iguarias que pedimos para repetir.
Cardápio: funciona no sistema de rodízio, com os clássicos da culinária árabe, feitos à maneira libanesa.
O que bebi: uma lata de 350 ml de Schweppes Citrus.

O que comi: o rodízio de comida árabe. O garçom começou servindo os pratos frios e alguns salgados. A coalhada seca (labne) é sensacional, uma das melhores que já comi. Tem a consistência mais espessa, com sabor azedo na medida correta. Gosto de comer pura ou acompanhando uma kafta. Babaganuche (pasta de berinjela defumada) tinha um sabor de fumaça bem acentuado, mas perfeito no paladar quando em um pedaço do pão árabe, feito na casa e que também é servido no rodízio. Não gosto de quibe cru, mas o do Manara é vistoso, bem vermelho, mostrando todo o frescor da carne. E o homus (ou hummus) é outra pasta de comer rezando de tão boa. Ainda no quesito comidinha fria, foi servido um tabule, que tem pouco trigo e muita salsinha, temperado com limão e muito refrescante. O falafel servido com um molho de gergelim é mais um prato digno de nota e de se repetir. Rabanete cru, cebola crua e hortelã fresquinho também chegaram à mesa, assim como quibe frito, sequinho, lisinho, delicioso. Os charutos vem um duas formas: com folha de parreira e com repolho. Prefiro disparado o feito com as folhas escuras verdinhas e brilhantes da parreira. Esfirras com massa folhada e massa normal recheadas de carne e de acelga completaram a primeira rodada. O salgado quente, típico do Líbano, chamado lahm bi ajim, é uma das estrelas do rodízio. É feito com recheio de carne moída bem temperada servida dentro de uma massa parecida com o pão árabe, mas bem mais leve no paladar. Servido quente é certeza de repetições durante a refeição. A kafta é outro ponto alto do rodízio. Sempre quentinha, compacta, mas macia, com tempero agradável e gosto de quero mais. Quando os pratos quentes foram colocados na mesa, eu já estava super satisfeito, mas não resisti ao aroma agradável que vinha do mjadra, o arroz com lentilha e muita cebola frita por cima. A cebola é tão boa que deu vontade de pedir somente uma porção dela, sozinha, sem acompanhar nada, mas não o fiz porque seria um desperdício. Nem provei a abobrinha recheada e o arroz de cordeiro que também foram servidos.
Valor total da conta: R$ 159,83, incluído o serviço, sem bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8.

sábado, 16 de julho de 2016

SUMÔ MED


Dia de semana, convite de uma amiga para ir comer camarão. Escolhemos o Sumô Med, que tem uma disputada sequência de camarões, especialmente nos finais de semana.

Restaurante: Sumô Med
Endereço: SCLS 116, Bloco C, loja 29, Asa Sul, Brasília, DF.
Telefone: +55 61 3797 9440
Website: http://www.sumomed.com.br/
Data: 08/07/2016, sexta-feira.
Horário: almoço, entre 12:20 e 13:30 horas.
Mesa: éramos duas pessoas, mas ficamos em uma mesa que acomodava quatro, no salão da esquerda de quem entra
Especialidade: frutos do mar, especialmente a sequência de camarão.
Serviço: achei um pouco distante no início, mas logo esta impressão se desfez. Como é sistema de rodízio, há uma boa passagem de garçons com os pratos da sequência na mesa. O cliente não espera e os pratos sã servidos até que o comensal não queira mais, virando sua fichinha verde para vermelho (como nas churrascarias).
Cardápio: nem olhei o serviço a la carte, com predominância de pratos com frutos o mar. A sequência de camarão é o carro chefe da casa.
O que bebi: uma lata de 350 ml de Coca Cola (R$ 5,90).
O que comi: a sequência de camarão (R$ 69,90 por pessoa). São doze pratos servidos por garçons em sistema de rodízio. Não há uma sequência lógica.Os pratos passam aleatoriamente, mas os doze foram a nós oferecidos. Há uma disparidade grande nos sabores e apresentações.
1. camarão ao molho de mel - servidos empanados, têm um cheiro forte e um sabor agressivo. Não gostei.
2. risoto de camarão - arroz muito cremoso no estilo risoto, mas não é arroz arbóreo. Sabor leve, adocicado, gostoso de se comer.
3. camarão imperial - são camarões maiores envoltos em uma massa de batata. No receio, junto com o camarão, um queijo bem cremoso. Servido com molho à base de uísque Jack Daniel's. Gostei muito do tempero, do queijo derretendo e da massa de batata. Repeti mais duas vezes.
4. casquilho de camarão - servido em um louça em forma de concha de vieira, trata-se de camarão com creme de queijo cobertos com purê de mandioca. Antes de chegar à mesa são gratinados no forno. Tem aparência de uma casquinha de siri, mas com sabor mais forte. O purê de mandioca é pesado.
5. salada caesar de camarão - a famosa salada acrescida de camarão. Nada demais.
6. camarão parmegiana - mais um camarão envolto em farinha de rosca e apresentado com muito molho de tomate e queijo. O molho sufocou o sabor do camarão. Abundante e ácido. Não apreciei.
7. strogonoff de camarão - também com muito molho de tomate, mas desta vez adocicado. Tinha muito molho para o meu gosto.
8. camarão com lula - ambos puxados em azeite e ervas. Macios, bem temperados. Anéis de lula tenros, gostosos. Camarões sem casca. Muito bom.
9. camarão aglio - camarões com casca fritos no alho e azeite. Não aprecio este prato, por isso não comi.
10. fetuccine camarão ao funghi - massa larga, al dente, saborosa, harmonizando bem com o creme de cogumelos shitake. Muito bom.
11. paella de camarões e lula - estava frio, o que prejudicou no paladar.
12. camarão med - o prato da casa, com molho cremoso de queijos e camarões, arroz de ervilhas cobertos com batata palha. Prato saboroso, sem pesar na boca. Bem temperado. Repeti.
Valor total da conta: R$ 160,27, incluído o serviço, sem bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

DONA LENHA - DECK BRASIL


Quando não almoçava em casa todos os dias, uma vez por semana ia à unidade do restaurante Dona Lenha do Deck Brasil e sempre pedia o mesmo prato: filé à parmegiana. Recentemente não pude ir em casa e não tive dúvidas ao escolher o Dona Lenha para almoçar.

Restaurante: Dona Lenha - Deck Brasil
Endereço: SHIS CL 11, Bloco O, lojas 2/4, Deck Brasil, Lago Sul, Brasília, DF.
Telefone: +55 61 3364 3400
Website: Dona Lenha
Wi-fi: disponível mediante senha.
Data: 07/07/2016, quinta-feira.
Horário: almoço, entre 13:00 e 13:45 horas.
Mesa: para duas pessoas, próxima ao balcão do restaurante.
Especialidade: culinária mediterrânea.
Serviço: correto, educado, sem firulas, sem demora na entrega dos pedidos.
Cardápio: com mais de uma dezena de seções, o menu é repleto de opções para todos os gostos e bolsos. Desde saladinhas até pratos mais elaborados, muitos deles criações da casa.
O que bebi: uma lata de 350 ml de Coca Cola (R$ 5,70).
O que comi: para não cometer erros, pedi a especialidade da casa, o prato que mais gosto de comer no Dona Lenha, o filé à parmegiana com dois acompanhamentos (R$ 53,00). As opções de acompanhamento fogem ao trivial, o que é um diferencial do lugar. Escolhi uma farofa de ovos e um barzegan (salada de trigo grosso, nozes e hortelã). O filé mignon é bem servido, quente, com boa quantidade de molho de tomate, que lhe confere um ótimo aroma. Estava bem macio, bem temperado e com ótimo sabor. Molho de tomates frescos faz toda a diferença. Tinha uma boa combinação de sabores ácidos e doces, diferente do que ocorre em outras casas que vendem este prato, quando o molho de tomate é extremamente ácido. A carne é gratinada no forno à lenha, tendo, pois, um leve aroma de madeira, com mussarela, parmesão e orégano. Este último em pouca quantidade, sem agredir, nem dominar quando se põe na boca. A farofa de ovos estava seca para meu gosto, precisei colocar um pouco de azeite. Em compensação, o barzegan estava fresco, frio, saboroso, com personalidade. Gostei desta combinação de salada fria e carne quente. Não é por acaso que o filé à parmegiana do Dona Lenha já recebeu o título de o melhor da cidade.
Valor da conta: R$ 64,57, valor individual, incluído o serviço, sem bebida alcoólica. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8.


quinta-feira, 14 de julho de 2016

RAPPORT CAFÉS ESPECIAIS E BISTRÔ


Fomos comemorar o aniversário de uma amiga em um restaurante que eu ainda não conhecia em Brasília. Os convidados se distribuíram em três mesas no segundo piso, que estava exclusivo para a celebração de 40 anos.

Restaurante: Rapport Cafés Especiais e Bistrô
Endereço: SCLS 201, Bloco B, loja 9, Asa Sul, Brasília, DF.
Telefone: +55 61 3322 0259
Website: Rapport
Wi-fi: disponível mediante senha, mas não funcionava naquela noite.
Data: 06/07/2016, quarta-feira.
Horário: jantar, a partir de 20 horas.
Mesa: ficamos em uma mesa grande, com mais de dez pessoas, localizada no segundo piso, parte interna.
Especialidade: culinária internacional, com forte pegada brasileira.
Serviço: os garçons atenderem bem às mesas, explicando as dúvidas sobre os itens do menu. No entanto, como era muita gente fazendo os pedidos, os pratos demoraram a chegar.
Cardápio: o menu do bistrô é enxuto, como deve ser, com cerca de vinte opções entre entradas, saladas, principais e sobremesas. No quesito bebidas, predominam os drinques clássicos e cervejas especiais.
O que bebi: comecei bebendo uma taça de espumante Casa Valduga para brindar a aniversariante. Durante o jantar, bebi uma lata de 350 ml de Coca Cola (R$ 4,90).
O que comi: dividi com mais três pessoas uma entrada, o filé mignon em cubos coberto com queijos fundidos (mussarela, gorgonzola e gruyère), gratinado com queijo grana padano e servidos com torradinhas de ervas amanteigadas e crocantes (R$ 35,90). O prato chegou bem quente à mesa e com um aroma bem agradável. O filé estava macio e seu tempero foi sufocado pela quantidade de queijos. O gorgonzola dominou no paladar, tornando este prato um pouco enjoativo. As torradas estavam carregadas demais na manteiga.


Depois de uma boa espera, chegou meu prato principal: filé mignon recheado com sálvia fresca e presunto de Parma ao molho tinto com risoto de laranja e farofa de castanha do Pará (R$ 55,90). O ponto da carne estava como pedi, sem sangrar, mas sem estar muito passado. Fiquei receoso de o recheio ser muito salgado por causa do Parma, mas isto não se concretizou no paladar. O presunto estava em quantidade correta, apenas para levantar o sabor da carne, sem se sobressair. No entanto, o molho estava salgado, o que prejudicou o todo do prato. Ainda bem que o risoto era de laranja, portanto, adocicado, amenizando o excesso de sal do molho. Farofa de castanha era bem crocante e levemente torrada, com ótima harmonização com o doce do risoto.
Valor total da conta: R$ 210,00, para duas pessoas, incluído o serviço e duas taças de espumante. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

MARINA MOURA - CHEF EM CASA

Ao longo do primeiro semestre de 2016 recebi vários convites, li reportagens e ouvi comentários sobre o crescimento do serviço de chef em casa em todo o Brasil, especialmente nos grandes centros urbanos. Uma amiga perguntou-me se eu topava experimentar um destes serviços. Grupo fechado, oito pessoas, todos com ligações com a gastronomia, seja por profissão, seja por deleite. Confirmamos presença para o jantar na casa desta minha amiga na noite de 29 de junho de 2016. Jantar marcado para 20:30 horas. Chegamos meia hora antes para um bate papo e também para conhecer a chef Marina Moura. Ela disponibiliza três tipos de menus fechados, todos com oito passos cada um, que a chef os nomeou de Menu Terra, Menu Ar, e Menu Água. Recebemos previamente os menus e decidimos pelo Menu Terra, cujo valor cobrado foi R$ 150,00 por pessoa, sem bebida incluída. No valor está incluído o menu completo de oito passos, o serviço da chef, de uma ajudante de cozinha e de uma garçonete, pratos e talheres. A duração total do serviço é de seis horas aproximadamente. Ela chega na casa com três horas de antecedência para preparar o jantar, que, por sua vez, dura em torno de três horas. Ao final, deixa a cozinha limpa, mas não lava taças e copos, uma vez que o serviço não os inclui. Cada dupla levou um vinho conforme as indicações de um sommelier que também fez parte do grupo do jantar. No caso, levamos uma garrafa da champanhe Veuve Clicquot.
Quando chegamos, a chef já estava bem adiantada nos trabalhos na cozinha e pouco falou. Apenas se apresentou ao grupo antes de todos tomarem assento à mesa. Às 20:30 horas começou a ser servido o jantar. Uma descrição do menu estava em frente a cada lugar na mesa.


Passo 1 - entrada 1: bavaroise de queijo feta - lindo visual, com prato de cerâmica desenhado exclusivamente para a chef (como todos os demais), milimetricamente decorado com pétalas de flores e folhas. A bavaroise era levemente doce, oca ao meio, onde foi colocado o queijo feta ralado e maçaricado. Um pouco de azeite decorou e completou a harmonização desta entrada. Prato leve, gostoso, que deixou um sabor de quero mais. Boa mistura de sabores.


Passo 2 - entrada 2: folhado de brie com goiabada e hortelã, servido com torradas. Prato também com boa apresentação, com o destaque para a brilhante cor da goiabada. O queijo brie estava empanado, mantendo uma bela crocância por fora e muito cremoso por dentro. A goiabada foi servida in natura, sem passar por fogo. Penso que se passasse por fogo seria mais interessante a harmonização com o queijo (lembrei-me do brie com damasco que foi sucesso em festas na década de 90). A torrada tinha a função de sustentar a parte cremosa do brie. Hortelã e goiabada deixaram o prato mais para o lado do doce, mostrando uma influência das viagens que a chef fez pela Ásia.


Passo 3 - entrada 3: steak tartare acompanhado de naam (pão indiano). Quantidade perfeita, com acertada decisão de colocar a gema de um ovo de codorna, o que conferiu ao prato uma certa delicadeza. Estava muito saboroso, embora, para meu gosto, a carne marinou um pouco além do ponto que gosto. Prefiro o tartare que chega mais vermelho à mesa. O pão indiano estava quente, bem temperado e foi escolha perfeita para acompanhar esta entrada.


Passo 4 - entrada 4: panqueca ao molho de alcaparras, cogumelo paris e lascas de presunto de parma. Cada prato foi servido com duas unidades de uma pequena panqueca, bem fininha e quase sem tempero que foi outra decisão correta, já que o parma é salgado. O sabor da alcaparra e do cogumelo sumiram com a presença do presunto. E não eram lascas, mas sim uma generosa fatia de parma. Se a quantidade fosse menor, talvez o sabor do presunto não se sobressaísse tanto. Como eu adoro parma, gostei do prato.


Passo 5 - prato principal 1: espaguete com manteiga de limão, acompanhado de shitake e alho negro. Um dos pratos mais bonitos da noite, mas com escolha errada da cerâmica. O shitake foi servido inteiro, necessitando de uma faca para cortá-lo, o que foi difícil porque o prato era fundo. Quanto ao sabor, era sensacional. Massa delicada, al dente, molho de limão siciliano bem suave, e um aveludado perfeito no paladar por causa do shitake. O alho negro não era agressivo, sabor levemente adocicado, muito bom.


Passo 6 - prato principal 2: costelinha de porco marinada com pimenta de cheiro ao rôti especial e aligot. Foi o prato que não gostei. O aligot tinha a consistência mais dura, sem aquela elasticidade proporcionada pelo queijo. Para quem já comeu no D.O.M., fica no imaginário que um aligot vai chegar em uma panelinha, ser retirado com duas colheres, que ficarão acima do prato com o garçom girando as colheres até que uma "bola" de aligot caia no prato do cliente. Neste caso, o prato chegou montado. Creio que tenha ficado pronto antes da hora, motivo pelo qual o queijo perdeu a elasticidade e endureceu. A costelinha estava com sal um pouco acima para meu gosto.


Passo 7 - sobremesa 1: tamagoyaki (omelete japonesa) com doce de leite. Prato com linda apresentação, com destaque para o amarelo do omelete. Não tinha sabor forte de ovo e casou muito bem com o doce de leite. A calda caramelizada puxava muito na boca, o que pode incomodar, agarrando nos dentes. Mas o sabor estava muito bom. E gostei desta mistura de influências japonesas e sulamericanas.


Passo 8 - sobremesa 2: harumaki de sorvete de creme. Não sou fã de harumaki doce, portanto não gostei desta sobremesa. O crocante da massa estava muito bom, craquelando como deve acontecer, mas como estava quente, porque passa por fritura, o sorvete virou líquido, quase um leite com baunilha.

A experiência durou mais do que três horas, porque algumas pessoas eram mais lentas para comer e o papo fluía muito bem. Infelizmente não anotei os vinhos que tomamos, por isso não posso escrever sobre a harmonização individualizada por prato. Claro que com uma mistura enorme de sabores e influências, algumas harmonizações não funcionaram, mas isto não tem relação com a chef, pois ela, como já escrevi acima, não oferece bebidas, nem mesmo água, em seu serviço de chef em casa.
Para mim, a chef precisa aparecer mais durante o jantar. Creio que ela explicar cada prato, ao invés de ser a garçonete, funcionaria melhor.
No final, gostei da experiência.
Minha nota; 7.