terça-feira, 31 de janeiro de 2017

OLGA NUR

A experiência: terça-feira é um ótimo dia para jantar tranquilo fora de casa, pois os restaurantes costumam estar mais vazios, mesmo fazendo um sem número de promoções, como compre dois, pague um. E o Passaporte Gastrô, que tem esta verve de compre um prato individual e leve outro de igual ou menor valor, tem suas noites fortes às terças e quartas-feiras. Pegamos nosso passaporte, olhamos as opções daquela terça e decidimos pelo Olga Nur, pois já tínhamos boas referências, e ao passar na porta, a pé ou de carro, a sua decoração sempre nos chamava a atenção. Fica em movimentada esquina, localizado no chamado triângulo gourmet, no bairro de Lourdes. Tem mesas na calçada, em ambiente mais jovial e informal, com cadeiras alaranjadas e com design moderno. Já seu salão interno tem um teto deslumbrante, com pedaços de madeira que lembram cabos de vassoura formando uma onda, criando um clima intimista, potencializado pela iluminação mais baixa. Ainda conta com um bem montado bar que ocupa toda a extensão da parede do fundo. Optamos por ficar neste salão, pois a noite estava quente, sendo melhor ficar em ambiente climatizado. Além disso, não gosto de jantar na calçada, pois o movimento de pedestre e de carros atrapalha. Música boa, em volume adequado. O atendimento foi muito bom o tempo todo em que lá estivemos. Garçons atenciosos, tirando nossas dúvidas, simpáticos, cordiais. Os pratos chegaram em tempo justo, sem delongas. Meu companheiro pediu um drinque clássico para beber, o Negroni (R$ 18,00), enquanto eu fui de limonada suíça (R$ 7,00). Durante a refeição, ainda bebemos duas garrafas da água mineral com gás São Lourenço, (R$ 5,00 cada garrafa de 330 ml). O cardápio tem uma pegada contemporânea, com opções de pratos para compartilhar, enquanto se toma um drinque ou joga conversa fora. Começamos justamente por um destes pratos. Pedimos cupim assado em baixa temperatura, glaçado com sweet chilli souce (R$ 42,00). Servido em um prato fundo, vieram oito cubos de cupim, uma carne gordurosa por natureza, e muito fibrosa. Ela estava tão bem cozida que quase derretia na boca. O molho era picante no ponto certo, sem ofuscar o sabor da carne. Sensacional. Em seguida, os pratos principais. Meu companheiro pediu um nhoque de baroa (R$ 53,00), enquanto eu fui de bochecha de porco grelhada, mal passada, com melaço de romã e timbale de inhame (R$ 52,00). O prato veio muito bem servido, com visual de chamar a atenção, especialmente por causa da inexplicável flor rosa e os aros de cebola fritos por cima dos pedaços da bochecha de porco. Assim que fiz o pedido, o garçom me explicou que a bochecha era mal passada. Chegado o prato, me incomodou a textura da carne e não o seu ponto. Estava um pouco dura e tinha sabor enjoativo.  E não era um timbale de inhame, mas sim um purê. Timbale é uma massa folhada, assada em forno e geralmente recheada. Não foi o caso. Este prato não me conquistou. Ainda resolvemos pedir uma sobremesa para compartilhar. Escolhemos o suflê de goiabada com sorvete de queijo feito na casa (R$ 19,00). Foi a redenção em relação ao meu prato principal. Muito gostoso. Suflê morno, aerado, muito macio, com aquela casquinha que gruda na parede do ramequim deliciosa. Sorvete sensacional, levemente salgado. Uma releitura muito bem feita do famoso doce mineiro goiabada com queijo. Café espresso (R$ 5,00) finalizando a noite.
Restaurante: Olga Nur
Endereço: Rua Curitiba, 2.202, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3566 1851
Web: http://olganur.com/
Data: 17/01/2017, terça-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 226,60; para duas pessoas, incluído o serviço (no preço não consta o valor de R$ 52,00, referente a um dos pratos principais, pois utilizamos o Passaporte Gastrô). Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

PARRILLA & PIZZERIA BOULEVARD

A experiência: aproveitamos que tínhamos que fazer compras em um supermercado, que estávamos próximos do Shopping Boulevard e queríamos usar pela primeira vez um voucher do Passaporte Gastrô, adquirido por R$ 59,90 na filial da Belvitur do Pátio Savassi, resolvemos unir o útil ao agradável, almoçando no Parrilla & Pizzeria Boulevard. Chegamos por volta de 14 horas. Havia muito lugar disponível. Um pianista garantia a música de fundo para os clientes do restaurante e para os que apenas passeavam naquela parte do shopping. Resolvemos sentar mais longe possível do piano, pois sentimos que a música estava com um volume acima do ideal para garantir uma boa conversa à mesa. Era sábado, dia de feijoada no buffet, mas optamos pelo menu, especializado em carnes durante o almoço, já que as pizzas reinam no jantar. O serviço, embora com uma brigada grande de garçons, deixou um pouco a desejar, pois tivemos que ficar levantando a mão, por mais de uma vez, para sermos atendidos. Quanto ao tempo de chegada dos pratos à mesa, foi adequado. Gostamos da seção do menu que indicava quatro opções para montagem do prato principal. Pedi um corte de carne com uma salada, a opção 4. O mesmo fez o meu companheiro. Nossos pedidos foram idênticos: bife de chorizo (R$ 63,00) com salada. No meu caso, salada caprese, no dele, salada caesar. Para beber, optamos compartilhar uma jarra de meio litro de limonada suíça (R$ 14,00). O suco foi servido em uma garrafa de pescoço longo. Era refrescante e bem feito. As saladas, muito bem servidas, vieram em pratos à parte. Acho melhor, pois a gente pode colocar o tanto que se quer comer. Esperava uma salada caprese clássica, com apenas tomate cortado em rodelas, mussarela de búfala e manjericão. No entanto, a casa oferece uma releitura deste prato, adicionando alface, que para mim nada acrescentou ao sabor final. O tomate utilizado foi o cereja, que veio cortadinho em metades, acompanhado por bolinhas de mussarela de búfala e um molho pesto, que estava bem suave. A carne foi servida nua e crua em um prato de porcelana branca sem nenhum adereço. Estava no ponto que eu pedi, ao ponto para bem passado, sugestão do garçom, já que a casa trabalha com o ponto uruguaio. Senti um leve sabor defumado, já que a carne é preparada na parrilla. Não era um primor de macia, mas também não estava dura. No resultado final, um boa refeição, nada além disto.
Restaurante: Parrilla & Pizzeria Boulevard
Endereço: Avenida dos Andradas, 3.000, Shopping Boulevard, Santa Efigênia, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 2510 5180
Web: http://www.parrillaboulevard.com.br/
Data: 14/01/2017, sábado, almoço.
Valor total da conta: R$ 91,02; para duas pessoas, incluído o serviço (no preço não consta o valor de R$ 63,00, referente a um dos pratos principais, pois utilizamos o Passaporte Gastrô). Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

domingo, 29 de janeiro de 2017

EPHIGÊNIA BISTRÔ

A experiência: antes do show de Johnny Hooker, decidimos jantar perto do local do espetáculo. Escolhemos o Ephigênia Bistrô, localizado em uma casa quase na esquina da Avenida do Contorno. Chegamos por volta de 21 horas. Era noite de sexta-feira, mas o restaurante estava bem vazio. As mesas estão dispostas em três ambientes: dois salões internos e uma varanda. No meio, há uma pequena sala de espera e um balcão, que serve de bar e de apoio para os garçons, além do caixa. Ficamos no salão da esquerda, onde havia outros clientes. Comandado pelo chef Robson Viana, que fez fama na cozinha de premiados restaurantes de BH, como o A Favorita. O cardápio traz clássicos da culinária internacional, além de pratos com a assinatura do chef. Lembro-me que quando lá estive a primeira vez uma de suas entradas autorais fazia sucesso: testículo de boi com jiló. Esta iguaria não figura mais no menu. Eu estava completamente sem fome. Resolvi pedir apenas uma salada. Fui de salada de queijo de cabra com legumes da horta (R$ 36,00). Prato bem montado, com as folhas verdes ao centro, como se fosse uma montanha vegetal. Na base, com disposição geométrica, gomos de laranja, pedaços de beterraba cozida, pralinê de castanhas, queijo de cabra e vinho tinto. Uma interessante mescla de sabores. Ácido da laranja, gordura do queijo de cabra, doçura da beterraba, crocante doce das castanhas e vinho tinto. As folhas serviram para amenizar os sabores mais fortes, conferindo leveza no paladar. Boa salada. Ainda dividi uma sobremesa com meu companheiro. Pedimos o sucesso de castanhas brasileiras com chocolate (R$ 34,00). Como se vê, o chef gosta de usar castanhas em suas composições. A sobremesa é bem servida. Trata-se de um suspiro grande recheado com castanhas, chantilly e chocolate. Eu não sou fã de suspiro, nem de chantilly, mas confesso que gostei desta mistura proposta pela casa. Nenhum sabor individual se sobressaiu, o chantilly estava leve, sem aquele sabor enjoativo, as castanhas realçaram o gosto e o chocolate quente deu o toque na medida certa para tudo se harmonizar no cômputo final. Durante a refeição, bebi uma lata de 350 ml de Schweppes Citrus Light (R$ 6,00), encerrando a refeição com um café espresso (R$ 5,00).
Restaurante: Ephigênia Bistrô
Endereço: Rua Grão Pará, 20, Santa Efigênia, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 2535 3065
Web: http://www.ephigeniabistro.com.br/
Data: 13/01/2017, sexta-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 176,00; para duas pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

sábado, 28 de janeiro de 2017

BENÉ DA FLAUTA

A experiência: levamos nosso amigo argentino para subir e descer ladeiras em Ouro Preto. Na hora do almoço, passávamos em frente ao restaurante Bené da Flauta, que completou dez anos em 2016. Tínhamos subido uma grande ladeira. Sede, cansaço e fome, tudo ao mesmo tempo, agora, como diz a música. Não tinha referências do restaurante, mas resolvemos entrar. Ele ocupa um belo casarão colonial, que funcionou como ateliê do Mestre Ataíde quando pintava o teto da vizinha Igreja de São Francisco de Assis. Ou seja, o casarão tem história, assim como toda a cidade. Escolhemos uma mesa localizada na janela, com uma bela vista de parte da cidade, com a Igreja de Santa Efigênia ao fundo, no alto do morro. O cardápio tem vários pratos da culinária internacional, mas há uma parte dedicada à cozinha de Minas Gerais, que só servem no almoço. Escolhi meu prato nesta seção do menu. Para beber, imitei a mesa ao lado e pedi uma lata de Fanta laranja (R$ 5,50). Para comer, fui de feijão tropeiro (R$ 64,00), prato que serve duas pessoas. Como meu companheiro somente pediu um ceviche de salmão (R$ 36,00) e nosso amigo uma salada de bacalhau (R$ 39,00), o meu prato serviu de "apoio" para os dois. Demorou para chegar, mas não tínhamos pressa. O prato era bem servido e bem apresentado. Tinha feijão inteiro cozido misturado com farinha de mandioca, torresmo, acompanhado por duas fatias de lombo de porco assado, dois ovos fritos, linguiça, couve refogada e arroz branco, este último servido em vasilha à parte. Eu pedi para a gema do ovo vir mole, mas ela chegou bem passada. Como tinha demorado, comi assim mesmo. Gosto de ovo de qualquer forma. O prato estava muito seco. Careceu de um molho. Faltou ovo misturado no feijão e farinha no tropeiro, o que pode ser a causa dele estar tão seco. O lombo, parte do porco que não curto muito, também estava muito seco. Só comi um pequeno pedaço. A linguiça foi o melhor ingrediente do prato. Mas ao terminar, fiquei com vontade de comer um bom feijão tropeiro. Finalizei com um café espresso (R$ 4,50). Não foi a refeição dos sonhos, mas também não fez feio.
Restaurante: Bené da Flauta
Endereço: Rua São Francisco de Assis, 32, Centro, Ouro Preto, MG.
Telefone: +55 31 3551 1036
Web: http://www.benedaflauta.com.br/
Data: 10/01/2017, terça-feira, almoço.
Valor total da conta: R$ 184,47; para três pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

FORNERIA SINGULAR

A experiência: estávamos voltando para casa a pé quando começou a chover. A ideia era jantar em casa, mas como tivemos que nos abrigar da chuva, vimos o restaurante Forneria Singular aberto e seguimos para lá. Era pouco mais do que 19:30 horas. Estava vazio. Foi entrar e a chuva cair. O espaço é pequeno, tem iluminação baixa e um amplo balcão à esquerda de quem entra, onde se pode sentar. Como éramos dois, preferimos uma mesa. São todas bem coladas umas nas outras. Até para entrar e sentar na parte do sofá, que fica encostado na parede, é difícil. A especialidade da casa é a culinária italiana, prevalecendo no cardápio pratos de mais fácil aceitação, como pizzas, massas com molhos clássicos, calzones e panini. Pedi um chá gelado para beber da marca Leão Fuzze (R$ 5,00). Quis sair da mesmice quando vou a restaurantes deste tipo, deixando de lado pizzas, calzones e massas. Sobrou o panini ou saladas. Fiquei com a primeira opção. Os panini da casa são feitos com massa de pizza. Há três opções, das quais escolhi o panino de funghi (R$ 34,00). No caso, recheio de trifolati de funghi e brie. Trifolati nada mais é do que salteado. Quando chegou, pensei que era um calzone. Tinha forma e pinta de calzone, mas era o tal panino descrito no cardápio. Achei a massa muito quebradiça, um ponto negativo na hora de segurar o recheio. Mesmo comendo com garfo e faca, a casca se quebrava e o recheio se separava da massa. Recheio era abundante, mas muito enjoativo, tanto pelos cogumelos quanto pelo creme de queijo brie que o integrava. Fiquei com o estômago pesado a noite toda. Gostei não.
Restaurante: Forneria Singular
Endereço: Rua dos Inconfidentes, 855, Savassi, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3582 2020
Web: http://forneriasingular.com.br/
Data: 12/01/2017, quinta-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 74,00; para duas pessoas, sem o serviço, pois a casa não aceita pagamento do serviço em cartão de crédito. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 5.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A FAVORITA

A experiência: descobri o Passaporte Gastrô e já comprei o meu por R$ 59,90. Nele há vouchers para usar nos restaurantes participantes. Respeitadas as restrições de dias, horários e outras mais específicas de cada estabelecimento, para cada prato individual que o cliente pedir, ele ganha outro de igual ou menor valor. Para quem saí muito para comer como eu e meu companheiro, vale a pena. A validade desta edição do passaporte começou em 01/12/2016 e termina em 31/05/2017. As noites de terça e de quarta-feira são as que oferecem mais opções. Fomos ao A Favorita em uma quarta-feira para jantar, um dos mais prestigiados restaurantes de BH, onde utilizamos o passaporte. Foi o quarto restaurante que fomos com o passaporte nesta temporada. Chegamos pouco antes de 21 horas. Foi fácil estacionar no quarteirão onde ele fica. Não estava cheio. Resolvemos ficar na varanda, um ambiente com menos luz e bem mais informal. Uma gigantesca lousa na parede indicava as opções do dia. O garçom logo nos deu as cartas de bebidas. Em um display na mesa, vimos que havia uma promoção do gim Tanqueray. Pedindo dois drinques de três listados, você só pagava R$ 30,00. Escolhi o Tanqueray & Tonic (gin, água tônica, limão siciliano e alecrim), enquanto meu companheiro pediu o Tanqueray Ultimate Tonic (gin, água tônica, laranja, morango, mel e gengibre). Para acompanhar, bebi apenas água mineral com gás Prata (R$ 7,00). O drinque chegou logo. tinha linda apresentação, servido em taça de boca larga, soltava um leve aroma de alecrim e limão. Estava refrescante e era suave, sem aquele gosto de perfume tão costumeiro do gim. Outro garçom nos apresentou o cardápio e relatou as mesmas opções do dia, explicando cada prato de maneira minuciosa. Para abrir o apetite, pedimos uma entrada para compartilhar, o salteado de shitake e alho-poró ao creme de pecorino trufado (R$ 44,00). Prato perfumado, potente. Ideal para comer acompanhado de torradinhas, uma sugestão do garçom. Pedimos um cesto (R$ 11,00). Sabor forte, mas não estava enjoativo. A torrada, recém saída do forno, foi providencial para amenizar tanto sabor com personalidade, como o pecorino, a trufa e o alho-poró. Delícia demais. Em seguida, o prato principal. Elegi uma das opções do dia: papardelle com ragu de pato e cogumelos frescos (R$ 88,00), enquanto meu companheiro, também dentro das opções do dia, escolheu o cordeiro em duas cocções ao molho de queijo e alho confit (R$ 88,00). Meu prato era bem servido, com muita carne de pato desfiada. Sabor bem potente, não me deixou louco de amores, mas estava bem feito. Meu companheiro provou a massa e disse que estava com leve gosto de farinha, mas eu não senti, talvez por causa da quantidade de molho escuro e espesso que acompanhava o papardelle. Por fim, dividimos uma sobremesa, um crocante de amêndoas com figos e creme de mascarpone (R$ 26,00). Texturas distintas em uma bela harmonização. O figo maduro em compota casou muito bem com a leveza do mascarpone, enquanto a crocância ficava por conta do fino biscoito de massa de amêndoas. Terminamos com um café espresso, no meu caso, um descafeinado da Nespresso (R$ 7,00).
Restaurante: A Favorita
Endereço: Rua Santa Catarina, 1.235, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3275 2352
Web: http://www.afavorita.com.br/
Data: 25/01/2017, quarta-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 257,00; para cinco pessoas, incluído o serviço (no preço não consta o valor de R$ 88,00, referente a um dos pratos principais, pois utilizamos o Passaporte Gastrô). Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8.

PATORROCO

A experiência: BH deve ser a capital mundial dos botecos. Qualquer noite que você saia, há sempre bares lotados de gente bebendo, geralmente cerveja, e petiscando. Com o amigo argentino em casa, resolvemos mostrar um pouco desta cultura da cidade. Era noite de segunda-feira, mas as opções eram fartas. Escolhemos o Patorroco, um bar que sempre quis conhecer e cheguei a indicá-lo por mais de uma vez apenas por ouvir boas referências dele. Fica em uma esquina no pacato bairro do Prado, onde passei minha infância/adolescência. Chegamos após 21 horas. As mesas da calçada estavam todas ocupadas. Ficamos no primeiro salão, onde chitas estampadas funcionam como forro do teto, conferindo ao bar um ar de casa do interior mineiro. O atendimento é bom, com garçons bem atenciosos. Os pedidos não tardaram a chegar em nossa mesa. Resolvemos que seria uma noite de petiscos e desta vez nada de pedir o trivial. Era para experimentar os pratos originais da casa, muitos deles participantes dos festivais Comida di Buteco e Butecar. O calor era insuportável e como não bebo cerveja, escolhi uma limonada suíça para me hidratar (R$ 6,00). Estava tão boa que bebi três delas nas duas horas em que lá estivemos. E ainda bebi uma garrafa de 500 ml de H2O limão (R$ 5,50). Meu companheiro pediu um suco de abacaxi com laranja (R$ 7,00). Ele gostou tanto que pediu outro. O segundo estava com gosto de laranja passada. Reclamou e trocaram. Mais uma vez o gosto permanecia. Trocaram novamente, desta feita por uma limonada suíça. Ao final, cobraram os sucos devolvidos, mas assim que reclamamos, pediram mil desculpas e retiraram imediatamente da conta. Para comer, petiscos. Não nos contentamos com apenas um. Foram quatro durante a noite:
01) Koninguiça (R$ 31,90) - ragu de linguiça calabresa com mandioca e creme de gorgonzola. O petisco já chama a atenção quando chega à mesa. Os cones, quatorze ao todo, são servidos em uma madeira vermelha que lembra uma paleta de pintor usada quando ele está trabalhando em um quadro. A massa do cone é semelhante à dos canudos de doce de leite. Ou seja, crocante e quebradiça, mas absorve bem o recheio de ragu de linguiça com mandioca. Por cima, um leve creme de gorgonzola. Para quem quer mais creme, um pote ao centro da bandeja lhe permite isso. Delicioso.
02) Nhoque do Vale (R$ 38,40) - nhoque frito de mandioca e queijo com redução de goiaba e carne de sol ao molho de coalhada. Embora a informação no menu é que sirva duas pessoas, o prato é farto e serviu todos na mesa. O nhoque, mesmo sendo frito, derretia no contato com a saliva da boca. Tinha excelente textura e nenhum gosto de farinha. O contraste da coalhada e da redução de goiaba, servidos em potes à parte, harmonizou super bem com a carne, que estava bem temperada, apesar de um pouquinho dura.
03) Acarajé Mineiro (R$ 32,50) - pedimos logo a maior porção, a que vem com oito unidades. Aqui a ousadia de reconstruir um prato clássico da culinária baiana falou alto e deu certo. O mesmo bolinho de feijão usado para o acarajé baiano tem em seu recheio creme de milho com queijo substituindo o vatapá, mamão verde refogado no lugar do vinagrete e a linguiça desconstruída substitui o camarão. Recheios que se somaram e resultaram em um ótimo sabor. Ousadia, reverência, originalidade e maestria juntos no mesmo petisco. Gostei muito.
04) Pão Moiado (R$ 16,80) - pão gratinado recheado com ragu de carne, linguiça calabresa e queijo. Como o nome diz, o pão é servido molhadinho, super macio, com um queijo delicioso. O ragu dá a potência ao sabor deste petisco.
Restaurante: Patorroco
Endereço: Rua Turquesa, 875, Prado, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3372 6293
Web: https://www.facebook.com/BarPatorroco/
Data: 09/01/2017, segunda-feira, noite.
Valor total da conta: R$ 231,00; para cinco pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

PARIS 6

A experiência: não se tem muita opção (ou pelo menos ainda desconheço) de jantar ou lanchar algo em Belo Horizonte nas madrugadas, especialmente se for em pleno início de uma quarta-feira. Saímos do cinema no Pátio Savassi com muita fome. O filme foi longo e só terminou à meia-noite. Sei que há uma unidade do restaurante Paris 6 no centro de compras e que ela funciona 24 horas por dia. Demos a volta por fora, uma vez que os caminhos internos do shopping já estavam fechados. O local tem um ar de bistrô francês, com iluminação amarelada, mesas pequenas e coladas umas nas outras, ladrilho de piso hidráulico, espelhos, cartazes e quadros nas paredes. As mesas estão espalhadas pela varanda e por salões internos, todos pequenos e desnivelados um em relação ao outro. Embora com muito espaço interno e externo, esta divisão de salões do Paris 6 dá a sensação de que você está em um local pequeno e aconchegante. O cardápio é enorme, com clássicos da culinária francesa, mas também com opções de hot dogs, burgers, omeletes, massas, quiches e sanduíches. Ou seja, tem para todos os gostos e para todos os horários. Cada prato presta uma homenagem a uma personalidade famosa. Alguns bem conhecidos e outros nem tanto. Por falar em famosos, os quadros que decoram os salões são imensas pinturas de caricaturas de mineiros que se destacam, nacionalmente e internacionalmente, na cultura e no esporte. A maior de todas é a caricatura de Ísis Valverde deitada em um sofá tendo a Torre Eiffel como paisagem de fundo da janela do ambiente em que está recostada. Também vale os mineiros de corpo e alma, como Milton Nascimento e Fernanda Takai. Como era de madrugada, desprezei os pratos mais pesados e elaborados, indo direto na última seção do menu, onde estão listados sanduíches, omeletes e afins. Escolhi um croque madame, ou seja, para quem estava preocupado em não comer comida pesada, um sanduba nem tão leve assim. Croque madame à "Dani Valente"... (R$ 47,00), como está grafado no cardápio. E me perguntei, quem diabos é Dani Valente? Saí do restaurante sem saber. Mas como a curiosidade mata, consultei o oráculo Google e descobri se tratar de uma atriz e comediante que trabalhou em Confissões de Adolescentes e Malhação, programas fora do meu "círculo íntimo". Para beber, uma intragável, excessivamente doce e cara lata de 350 ml de Pepsi Zero (R$ 7,00). O atendimento foi muito cordial, até em excesso. Em pouco mais de dez minutos, nossos pratos chegaram à mesa. Enormes, muito bem servidos. O famoso sanduíche francês era feito de fatias de pão de forma de brioche entremeadas com creme béchamel e fatias de presunto. Gratinado ao forno com queijo emental e encimado por um belo ovo frito, com gema molinha. Acompanhou salada verde e um bowl com batatas fritas. A salada verde era composta por alface verde, alface roxa e radicchio. Todas as folhas eram grandes e formavam uma espécie de buquê no prato,ladeando o sanduíche. Estava com um aceto balsâmico muito ácido, que agredia o paladar. Ao partir o pão, antes mesmo de levá-lo à boca, vi que estava muito seco. Faltava quantidade no molho béchamel. Assim como o molho, a quantidade de presunto também era tímida. Para piorar, o pão era cortado de forma mais grossa, o que tornou o sanduíche extremamente seco e difícil de comer. O sabor que sobrava na boca era tão somente o do pão. A batata nada ajudou. Tinha zero de sabor, mesmo colocando uma boa quantidade de sal, cujo sachê indicava ter 60% menos sódio. Conclusão: prato bonito e bem servido, mas difícil de comer de tão seco, sem sabor e caro, muito caro, para o que ofereceu.
Restaurante: Paris 6
Endereço: Avenida do Contorno, 6.061, L2 loja 228, Shopping Pátio Savassi, Savassi, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3318 1800
Web: http://www.paris6bistro.com/
Data: 25/01/2017, quarta-feira, início da madrugada.
Valor total da conta: R$ 111,01; para duas pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 4.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

XAPURI

A experiência: recebemos como hóspede um amigo argentino. Ele chegou no dia 05 de janeiro em BH. Era sua primeira vez no Brasil. Seu roteiro: Belo Horizonte, Brumadinho (Inhotim), Ouro Preto, Curitiba e Florianópolis. Pensei em levá-lo de cara para saborear a comida mineira. Que melhor lugar para ir senão o Xapuri? Assim fizemos. Fomos direto do Aeroporto de Confins para almoçar neste premiado restaurante localizado na região da Pampulha. Lugar tranquilo, grande, com decoração rústica, lembrando as fazendas do interior de Minas Gerais. Muitos pratos dos restaurantes que participam da Associação da Boa Lembrança fazem parte da decoração sem agredir a ideia de rusticidade, com mesas e bancos grandes de madeira, pé direito alto, teto em palhoça, fogão de lenha, canecas esmaltadas para servir o café, dezenas de garrafas de cachaça e muitos objetos típicos do artesanato mineiro, produtos também à venda em loja localizada na entrada do Xapuri. Muitos pratos servem duas pessoas. Assim, é essencial perguntar ao garçom antes de fazer o pedido. Logo que sentamos, pedi um copo de limonada suíça (R$ 8,90) para refrescar o calor que fazia. Chegou geladinha e bem refrescante. Enquanto não havia uma decisão dos pratos principais, pedimos duas meia porções de pastel de angu (R$ 21,90 cada uma), sendo cinco recheadas com carne e cinco com queijo. Eles foram servidos em duas panelinhas esmaltadas. Embora pedimos separados, as porções vieram misturadas em ambas as panelas. Pastel com massa fina, crocante, levemente salgada, sem pingar gordura. Os recheios eram muito bons, mas o de queijo era bem cremoso, pois utilizam o catupiry. Fiquei com receio de ficar enjoativo, mas conseguiram um queijo menos pesado. Muito bom. Decidi pedir o Prato da Boa Lembrança (R$ 59,00), chamado porco porco porco, enquanto os outros dois na mesa dividiram uma carne seca na moranga (R$ 129,90). Ainda pedimos farofa de ovos (R$ 13,90) e uma porção de quiabo (R$ 19,90) como acompanhamento. Veio muita comida, pois o prato de moranga ainda era acompanhado por arroz, feijão e couve. O meu prato tinha uma linda apresentação. A carne de porco, em três apresentações (lombo assado, barriga de porco e medalhão), veio em duas brochetes fincadas em uma tábua, onde também estavam dois pedaços de milho verde assado, além de farofa de banana, arroz branco e feijão branco enriquecido com pedaços de pé de porco cozido. Tudo muito gostoso, mas destaco a barriga de porco, que estava simplesmente divina. Que prato bom. De comer de joelhos. Escrevendo esta postagem, deu água na boca só de pensar no tempero maravilhoso de todos os seus ingredientes. Ainda comi um pouco do quiabo, que estava apenas refogado, soltando aquela babinha que muita gente não gosta, mas que eu aprecio bastante. Ainda bebi H2O limão (R$ 6,90 a garrafa de 500 ml), pois o calor era infernal. Sem condições de saborear os doces mineiros, expostos em vitrines e geladeiras, cujo preço é pago por quilo (R$ 8,90 - 100 gramas), nos contentamos com um cafezinho bem ao estilo mineiro, coado e servido em xícaras esmaltadas de ágata (cortesia da casa). Passamos duas horas em um verdadeiro banquete de comida mineira. Nosso amigo argentino adorou, assim como nós. Deu vontade de experimentar o famoso frango com quiabo do Xapuri, motivo para uma volta muito em breve.
Restaurante: Xapuri
Endereço: Rua Mandacaru, 260, Trevo, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3496 6198
Web: http://www.restaurantexapuri.com.br/
Data: 05/01/2017, quinta-feira, almoço.
Valor total da conta: R$ 345,51; para três pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 9.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

SANTA GRELHA - SHOPPING IGUATEMI FORTALEZA

A experiência: nossa última noite na breve passagem por Fortaleza no início do ano foi no Shopping Iguatemi, onde aproveitamos para jantar. O local escolhido foi a bela churrascaria gourmet Santa Grelha, longe da praça de alimentação. Mesa redonda para seis pessoas no salão à direita de quem entra. A especialidade da casa: carnes assadas na parrilla. Você escolhe a carne e os acompanhamentos, cada um com preços separados. Cada um escolheu a carne que queria comer. No meu caso, fui de bife de chorizo (R$ 64,00) ao ponto para bem passado, pois só queria aquele suco que sai da carne quando ela é partida. Como o garçom me disse que o ponto da casa ainda ficava bem vermelho o interior do bife, preferi o tal ao ponto para bem passado, que ele me sugeriu. E veio exatamente como pedi. Já para os acompanhamentos, resolvemos pedir alguns itens e compartilhamos na mesa. Assim, tivemos duas saladas caesar (R$ 38,40 cada uma); risoto de parmesão (R$ 31,00); e salada de batata com maionese (R$ 22,00). Antes, porém, dividimos um queijo coalho grelhado (R$ 19,90) acompanhado por um pote de melaço de cana. A mesa tinha uma parte giratória que facilitava cada um se servir dos pratos. O queijo coalho veio servido em um tacho de ferro, com delicioso aroma, e com aquele queimadinho que dá vontade de logo colocar na boca. Estava muito gostoso, não muito salgado. Fez um contraste excelente no paladar quando mergulhado no melaço de cana. Aprovadíssimo. Em seguida, chegaram os pratos principais e os acompanhamentos que solicitamos. Meu bife tinha bom tamanho, veio no ponto pedido, estava razoavelmente macio, e temperado apenas com sal grosso. Muito bom. O tamanho e a montagem da salada caesar me surpreenderam. Bem servida, com os croutons cortados em formato maiores do que o costumeiro. Na verdade, eram mini torradas. A montagem lembrava uma montanha feita por folhas de alface, com portentosos pedaços de peito de frango grelhado e muito parmesão ralado por cima. O molho estava discreto, poderia ter um pouco mais. A salada era tanta que só fiquei nela, deixando de provar os demais acompanhamentos que estavam na mesa. Como bebida, consumi duas jarras de meio litro de suco de tangerina (R$ 18,00 cada uma). Refrescante, fresco, saboroso. Ao final, dividimos uma cocada de forno (R$ 22,00), servida com uma bola de sorvete de tapioca. A cocada chegou quentinha à mesa, com uma crosta que lembrava a de um creme brûlé, e com interior bem macio. Sabor suave, delicado, não enjoativo. Harmonizou bem com o sorvete de tapioca. Gostei da sobremesa. Terminei o jantar com uma xícara de café espresso Nespresso (R$ 6,90 cada).
Restaurante: Santa Grelha Iguatemi
Endereço: Avenida Washington Soares, 85, loja 779, Shopping Iguatemi, Edson Queiroz, Fortaleza, CE.
Telefone: +55 85 3241 5541
Web: Santa Grelha
Data: 02/01/2017, segunda-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 738,54,00; para seis pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

domingo, 22 de janeiro de 2017

COCO BAMBU - MEIRELES

A experiência: o restaurante Coco Bambu tem várias unidades espalhadas pelo Brasil, sendo sua origem em Fortaleza, Ceará. Caso de sucesso, pois, onde quer que seja, está sempre lotado, com filas de espera longas. É reconhecido por ter salões enormes, com muita mesa, ter pratos fartos e bem servidos, ter música ao vivo (não aprecio restaurantes com música ao vivo) e ser especializado em receitas com camarão. No dia 30 de dezembro, depois de passar um dia inteiro sob o forte sol cearense no Beach Park, saímos para jantar na unidade do Coco Bambu mais conhecida de Fortaleza, a que fica na Praia de Mucuripe. Minha experiência não foi das melhores, uma conjugação de ter tomado muito sol e comido pratos pesados, como um feijão de natas na praia e bobó de camarão à noite, que tinha muito dendê. Por tal motivo, resolvi que não faria avaliação daquela noite.
Viajar em grupo é bom, mas na hora de comer é uma loucura se não estiver tudo planejado antes. Satisfazer gostos de todos é difícil. No domingo à noite, passada a ressaca da festa de revéillon, decidimos sair para jantar. Éramos seis pessoas. Ligamos para vários restaurantes. Ou atendiam e diziam que a cozinha já estava fechando, pois já passavam de 22:30 horas, ou nem contestavam a ligação. Assim, rodando aqui, ligando ali, chegamos à unidade do Coco Bambu de Meireles, que fica em uma bela casa de esquina, com decoração em madeira, dando um ar meio rústico ao local. Só entramos porque vimos que em algumas mesas localizadas na varanda, as pessoas comiam pizzas, pois ninguém estava disposto a comer os pratos gigantes com camarão do restaurante. As pizzas de lá têm dois tamanhos, um com quatro e outro com oito fatias. Pedimos três pizzas de oito fatias cada uma. Foi um lenga-lenga para decidir os sabores. Três pizzas, seis sabores. No caso, experimentei apenas dois deles: berinjela (R$ 59,00) e portuguesa (R$ 65,00). Fizemos inicialmente o pedido de duas pizzas, mas depois de uns dez minutos, resolvemos pedir mais uma. Por incrível que pareça, a última pizza pedida foi a primeira que chegou, algo como dez minutos depois. Reclamamos da demora das duas primeiras e elas tardaram ainda uns vinte minutos. Para beber, pedi uma jarra de limonada suíça, que estava com mais água do que limão. Quando a pizza chegou, seu visual em nada me agradou. Feia, muito feia. A massa era maior do que a forma. Eles recheiam e dobram as sobras da massa para dentro, como se fossem envelopar (como um crepe de trigo sarraceno) e a salpicam com gergelim branco. Fica muito massudo, com o gosto da massa se sobressaindo em relação ao recheio. O recheio de berinjela foi uma total decepção. A berinjela estava cortada em rodelas mais grossas, o que dificultou o seu cozimento. Resultado: estava dura, sem aportar nenhum sabor. Já a portuguesa, que é difícil de errar, estava digna, com sabor predominante do sal do presunto que usaram. O pessoal ainda quis pedir uma sobremesa, uma cocada de forno, mas a experiência com as pizzas me desanimou a experimentar o doce. Eles comeram e gostaram.
Restaurante: Coco Bambu Meireles
Endereço: Rua Canuto de Aguiar, 1.317, Meireles, Fortaleza, CE.
Telefone: +55 85 3242 7557
Web: Coco Bambu
Data: 01/01/2017, domingo, jantar.
Valor total da conta: R$ 438,00; para seis pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 4.

sábado, 21 de janeiro de 2017

SANTA FÉ

A experiência: desde que cheguei em BH de volta, em outubro de 2016, fui algumas vezes no restaurante Santa Fé, pois é perto de casa, é amplo, tem um ótimo buffet de saladas, com boa relação custo x benefício. Na primeira vez que fui, ainda em outubro, dei a bobeira de não ver o que havia no buffet e pedi logo uma carne para acompanhar a salada, da qual pode se servir à vontade. Não fui feliz com a carne e notei que o buffet era farto o bastante para satisfazer qualquer glutão, além de ter algumas opções de proteína animal. Decidi que das próximas vezes que fosse ao Santa Fé para almoçar, somente iria no buffet. E foi o que fiz. Voltei algumas vezes, a última de 2016 foi em 29 de dezembro, dia que fui para Fortaleza, onde passei o ano. Fomos eu e meu companheiro. Para nossa sorte, havia uma promoção de verão, com o buffet tendo o preço fixo de R$ 29,90 no almoço de segunda a sexta-feira. As opções eram muitas, a maioria delas de pratos frios. Há uma parte com pães e queijos, outra para folhas verdes e assim por diante. Sempre há ceviche (mas como eles colocam azeite para o peixe não ficar muito cozido no limão, não gosto muito), sushi, carpaccio, legumes variados grelhados, alguma salada feita com arroz, guacamole, salgadinhos diversos (fritos e assados), salada com massa, uma série de itens em conserva, como berinjela, cenoura baby, pepino e beterraba, carne picadinha marinada, banana assada ou grelhada, couve-flor, tomate. Enfim, há opções para todos os gostos. Tudo muito fresco e bem feito. Não tem nada de especial, daqueles pratos que mexem com sua cabeça. Para beber, sempre peço limonada suíça, pois a deles é muito boa. E o serviço, mesmo com o restaurante sempre movimentado, é bem eficiente, com uma brigada de garçons em número suficiente para atender todas as mesas, espalhadas em diversos ambientes.
Restaurante: Santa Fé
Endereço: Rua Pernambuco, 800, Savassi, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3261 0987
Web: https://restaurantesantafe.com.br/
Data: 29/12/2016, quinta-feira, almoço.
Valor total da conta: R$ 81,74; para duas pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de débito.
Minha nota: 7.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

ROKKON

A experiência: primeiro dia de férias, noite gostosa em BH, com uma chuvinha fraca. Resolvemos sair para jantar. Meu companheiro é fanático pela gastronomia japonesa. Assim, decidi levá-lo a um local que ainda não conhecíamos. Escolhi pelas fotos do restaurante no Instagram. Chegamos no Rokkon por volta de 20:30 horas. O local fica no burburinho da área gourmet do bairro de Lourdes, o que dificulta na hora de encontrar um local para estacionar o carro. Mas como já havia passado a loucura natalina, a cidade estava mais tranquila, conseguimos uma vaga bem perto do restaurante. O Rokkon é pequeno, com mesas na calçada, local que sempre evito, e em dois salões internos. Ficamos no salão da esquerda de quem entra, na única mesa disponível. O atendimento foi um ponto alto do local. O garçom era muito simpático, sabia descrever cada prato, tirando nossas dúvidas e fazendo sugestões quando perguntado. Nenhum dos pedidos demorou a chegar. A noite era de férias. Pedia, portanto, uma bebida. Chamou minha atenção o display que ficava na mesa com opções de caipis, que podiam ser elaboradas com cachaça, vodca ou saquê. Prefiro as caipis feitas com cachaça. Escolhi a brazilian cocktail preparada com cachaça artesanal (R$ 24,00). Feita com tangerina e pimenta rosa com um picolé de manga mergulhado no copo. Refrescante, saborosa, deu vontade de até pedir outra, mas não o fiz. Para acompanhar a bebida, fui de água mineral com gás (R$ 6,00 a garrafa de 330 ml). Começamos compartilhando uma entrada. Pedimos uma porção de gyoza (R$ 22,00). Prato bem apresentado com seis unidades do famoso pastel japonês. No caso, era recheado com frango, acelga e alho. Estava levemente passado na chapa, o que lhe garantiu uma crosta firme. Recheio farto e muito bem temperado. O molho ponzu estava ótimo, bem fresquinho. No caso, levava muito molho de soja, deixando-o mais escuro. Em seguida, chegou nosso combinado de sushi e sashimi. Pedimos o chamado super (R$ 99,00), com 34 peças: 12 sashimis, 6 sushis de peixe, 2 kanis, 2 camarões, 2 polvos, 2 ovas, 2 makis de salmão, 2 makis de atum e 4 califórnias. Diferente da entrada, aqui a apresentação do prato deixou a desejar. Nas mesas ao lado, os combinados estavam apresentados em barcos com melhor disposição das peças. O nosso veio em um prato redondo de porcelana branca, sem muita criatividade na montagem. Estavam frescos e bem cortados, mas o arroz precisava de mais sabor. Resolvemos pedir mais um prato e aceitamos a sugestão do garçom, pedindo uma porção de hot fry (R$ 38,00). Vieram oito peças de sushi à milanesa, recheados com salmão, cream cheese e cebolinha. Estavam cobertos com tartare de salmão. No prato, um rabisco em zigue-zague de molho teriyaki. A apresentação é feia, mas o sabor é muito bom. Sushis levemente crocantes por causa da milanesa. Aqui o sabor do arroz pouco influenciou, pois o tartare de salmão e o cream cheese deram potência ao prato e se destacaram no paladar. Conclusão: gostamos mais dos pratos quentes (o último sushi passava pelo fogo!) do que do prato frio.
Restaurante: Rokkon
Endereço: Rua Curitiba, 2.227, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3275 2940
Web: http://www.rokkon.com.br/
Data: 28/12/2016, quarta-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 240,90; para duas pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

ESPAÇO ESSÊNCIA

A experiência: na semana que antecedia o Natal, o Centro de BH estava uma loucura de gente andando para lá e para cá com sacolas e mais sacolas. O trânsito era um horror. Eu e mais três colegas de trabalho resolvemos almoçar em local mais tranquilo, mas que fosse perto de onde trabalhamos. Escolhemos o Espaço Essência, que fica localizado em uma linda casa modernista dos anos cinquenta no bairro de Santo Agostinho, cuja distância dava para ir caminhando. No entanto, fomos e voltamos de táxi. O restaurante pratica a comia saudável, em ambiente acolhedor, moderno, bem decorado, com bastante luz natural em seu amplo salão. Funciona somente para almoço de segunda a sábado. Chegamos perto de 13 horas. Havia muita mesa disponível. Assim que termina a rampa em curva que dá acesso ao restaurante, duas lousas na varanda indicam as opções do dia, com seus respectivos preços. Há sempre três opções de proteína animal e uma opção vegetariana. Acompanhavam o principal, quatro opções de salada, cuja escolha era livre, e cinco opções de guarnições, das quais você podia escolher até duas delas. Naquele dia, escolhi a bracciola como prato de fundo (R$ 23,00). Fui para frente do balcão, onde simpáticos funcionários montavam os pratos dos clientes, começando pela salada. Pedi uma colher bem servida de salada de lentilha, batata baroa, iogurte e curry; e outra de salada com farfale. Em seguida, passei para as guarnições, das quais escolhi arroz integral com feijão preto (a combinação arroz com feijão conta como uma guarnição no sistema da casa), e angu de moinho d'água. Ao final, a proteína escolhida foi colocada em meu prato. Todos as opções do dia ficam à vista do cliente em balcão de vidro. Antes de me sentar, escolhi a bebida. Sempre há duas opções de suco, ou uma opção de suco e outra de chá gelado. Naquele dia, fiquei no suco de abacaxi com laranja. O prato ficou bem montado e muito bem servido. Comida colorida, aromática, bem temperada. E por seu um local de comida saudável, a fritura está totalmente abolida do cardápio. Como tudo que foi vilão um dia, acaba sendo redimido, espero que as frituras também o sejam em um futuro próximo. A bracciola é feita com carne de segunda, mas o produto final é de primeira. E aquela estava muito bem temperada, com bastante molho. Achei o sal um pouco acima, mas em quantidade que não atrapalhou o sabor da carne nem o do prato como um todo. O angu foi um caso à parte. Apresentado de forma bem rústica, como se tivesse pedacinhos de farinha de milho, foi o melhor do prato disparado, embora tudo estivesse bem feito. Assim que terminamos, cada um pegou a sua comanda e se dirigiu ao balcão para fazer o pagamento.
Restaurante: Espaço Essência
Endereço: Avenida Olegário Maciel, 1.826, Santo Agostinho, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 2555 1953
Web: https://www.facebook.com/restauranteEssencia/
Data: 21/12/2016, quarta-feira, almoço.
Valor total da conta: R$ 31,50; valor individual. Conta paga com cartão de débito.
Minha nota: 8.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

LARANJINHA BISTRÔ

A experiência: para quem quer almoçar com tranquilidade no Centro de Belo Horizonte em dia útil, requer uma grande dose de paciência, pois a maioria esmagadora dos restaurantes trabalham com o sistema de buffet a quilo, sempre muito cheios. Colegas de trabalho me levaram a um pequeno restaurante, localizado em local inusitado, que tem um interessante serviço de comanda individual, com poucas opções de pratos por dia. Tais opções variam diariamente. Trata-se do Laranjinha Bistrô, que fica no segundo piso de um prédio bem antigo. A entrada se dá por uma pequena loja de sapatos. À direita da loja, está a escada que dá acesso ao restaurante. Ele ocupa várias salinhas entre 11:30 e 14:30 horas. Nos demais horários, funciona no local o Casa Café, um misto de café e agência de design. Está formado, portanto, um ambiente cool, hipster, que valoriza o tempo e a boa conversa na mesa, mesmo em apertados intervalos para almoço, como é de costume nos grandes centros metropolitanos. Você chega e senta onde quiser, pois não há ninguém para te levar à mesa. Vale até se sentar com desconhecidos. Assim que se acomoda, uma pessoa lhe entrega a comanda individual com as opções do dia. Nela, cada um escreve seu nome e marca o que vai comer. A escolha recai em uma proteína, um acompanhamento do dia, que já está incluído no preço do prato, guarnições (sempre são três: feijão roxinho, arroz branco e arroz integral), os itens da salada (no dia em que fui, havia 12 itens e você pode escolher todos eles) e ainda o molho para temperar a salada, entre duas opções. A bebida também é marcada na mesma comanda, sempre com opções de sucos, assim como a sobremesa. Neste dia, escolhi frango ao curry, batata doce com ervas frescas e alho como acompanhamento, arroz integral e feijão roxinho como guarnições, e os seguintes itens para compor a minha salada: tomatinho, alface americana, broto de alfafa, manjericão, manga e mix de gergelim. Não escolhi molho. Para beber, suco de laranja com amora (R$ 5,00). Como escolhi salada, carboidrato e proteína, no caso o frango, esta composição valia R$ 17,00. A comida não tardou a chegar à mesa. O prato vem montado com todos os ingredientes escolhidos, com exceção do feijão, que é servido em uma cumbuca à parte. O molho, quando pedido, também vem servido à parte. O prato é bem servido. O frango veio cortado em cubos embebido em um molho claro de curry. Estava muito leve, quase não se sentindo o sabor picante deste tempero. Arroz integral bem cozido e bem temeprado. Feijão muito gostoso, para mim, o melhor do prato. Os ingredientes da salada estavam bonitos e frescos. Enfim, nada demais, mas uma boa refeição. Para pagar, é só levantar e ir até o balcão da primeira sala, logo na entrada do bistrô.
Restaurante: Laranjinha Bistrô
Endereço: Rua dos Guaranis, 457, Centro, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3447 9878
Web: Casa Café
Data: 20/12/2016, terça-feira, almoço.
Valor total da conta: R$ 22,00; valor individual. Conta paga com cartão de débito.
Minha nota: 7.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

MAHARAJ

A experiência: há muito queria degustar uma boa comida indiana. Brasília não tinha restaurante especializado nesta culinária. Assim que cheguei em BH, pesquisando sobre a culinária oferecida pelos restaurantes da cidade, vi que há mais de um local especializado na rica e forte comida indiana. Participamos de uma confraternização natalina no Bação, distrito de Itabirito, no sábado e quando voltamos, já no domingo, chegamos em casa na hora do almoço. Dois amigos nos acompanharam, para almoçarmos juntos. Embora meu companheiro quisesse carne, optamos pela sugestão de um amigo de ir ao Maharaj, um restaurante indiano que fica dentro do Consulado da Índia, bem próximo de onde moramos. Antes, porém, liguei para me certificar de que o local estava aberto. Como a resposta foi positiva, fomos a pé. Lá chegamos por volta de 13:30 horas. O restaurante ocupa o lado direito da parte térrea da bela casa que abriga o consulado. A decoração, com direito a um tuc-tuc, tem elementos clássicos da cultura indiana, como estátuas e quadros dos deuses da religião hindu. Apenas duas mesas estavam ocupadas. Logo recebemos a carta. Pedi, de imediato, Coca Cola Zero (R$ 6,50 a lata de 350 ml), em copo com muito gelo, para aplacar a minha sede. Compartilhamos uma garrafa do espumante brasileiro Monte Paschoal Brut (R$ 72,00) durante a refeição. É um ótimo espumante, especialmente se tomado em dias quentes como aquele domingo. Elaborado com as castas chardonnay e riesling itálico, já ganhou uma série de prêmios. É refrescante, tem muita perlage e harmonizou bem com o picante da comida que pedimos. Aceitamos o couvert (R$ 19,00), que serve duas pessoas, mas foi suficiente para nós quatro. Foi colocado na mesa um cesto com dois tipos de pães indianos, o roti e o naan. Ambos os pães são feitos na casa, assados no forno tandoor (um forno de barro geralmente em formato de ânfora). Quatro tipos de chutneys foram os complementos destes pães. provei apenas um, o de tomate, que estava gostoso. Os pães estavam tão bons que pedimos mais um deles, o naan (R$ 12,00), enquanto já degustávamos a entradinha, também compartilhada.
Era o jhinga samosa (R$ 29,00). Quatro pastéis indianos recheados  com camarão e temperados com marsala. Estavam fritos, com coloração escura, mas a massa era bem seca. Nem parecia que tinha sido mergulhado em gordura. Recheio muito bem temperado. Para enriquecer o sabor, dois potinhos com molhos picantes acompanhavam os pastéis.
Como prato principal, pedi um murg curry (R$ 45,00). Trata-se de frango cortado em cubos e assado no tandoor, servido com curry. Quando o garçom anotou o pedido, perguntou como queria o curry. Falei que gostava de picante, mas como estava muito calor, preferia algo mais leve. Ele disse que comandaria um curry moderado. E estava realmente moderado na boca. Se sentia a ardência, mas sem incomodar e sem retirar o rico sabor do frango assado. Para acompanhar, arroz basmati branco, cujo tempero era muito suave, o que o tornou perfeito para misturar com o espesso molho de curry que cobria os cubos de frango. Confesso que o prato não mexeu comigo, mas estava gostoso.
Por fim, pedi uma sobremesa, a ras malai (R$ 22,00). Tive que perguntar ao garçom do que se tratava, pois o menu diz doce de paneer em calda de leite condensado com pistaches e amêndoas. Paneer é um queijo branco feito apenas com leite e sumo de limão (ou outro ingrediente ácido, como o vinagre). Achei interessante a explicação e apostei nele. Veio uma espécie de sopa muito doce, que logo me enjoou. Gostei não. O menu tem pratos com cordeiro que me aguçaram a curiosidade e o paladar, nem tanto pelo cordeiro em si, mas pelos temperos e acompanhamentos. Vou voltar para experimentar um deles.
Restaurante: Maharaj
Endereço: Rua Paraíba, 523, Funcionários, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3055 3836
Web: https://www.facebook.com/RestauranteMaharaj
Data: 18/12/2016, domingo, almoço.
Valor total da conta: R$ 504,35, para quatro pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

CASA DOS CONTOS

A experiência: depois de ver um ótimo espetáculo do Grupo Corpo, era hora de jantar. Fizemos como eu costumava fazer no início da década de oitenta, quando saía do cinema e ia comer no restaurante Casa dos Contos, que segue sendo um ponto de encontro informal de artistas e jornalistas desde a sua inauguração, nos idos dos anos setenta. Chegamos perto de 23 horas e o restaurante ainda estava bem cheio. Havia apenas três mesas disponíveis. Ficamos no salão da direita, em frente ao caixa. Cardápio extenso, como era costume na época em que o restaurante abriu, o que o torna um dos restaurantes tradicionais mais respeitados e premiados nesta categoria na capital mineira. Atendimento simpático, cordial e educado, sem firulas, bem ao estilo de um bar. Como estava saudosista, resolvi escolher, após consulta ao meu companheiro, pois muitos pratos têm versão para duas pessoas, um filet à parmegiana (R$ 88,00). O prato é muito bem servido. O filé é enorme. Veio empanado de forma mais rústica, com muita farinha de rosca, o que retira um pouco o sabor da carne, pois fica um excesso de gosto de pão na boca. Junto com a carne, um portentoso molho de tomate e muita mussarela, rodeado de um delicioso purê de batatas feito com leite, além de palmito cortado em rodelas. O palmito era de conserva e estava um pouco duro. Não bastasse essa abundância, ainda veio uma vasilha de arroz branco, providencial para absorver o delicioso molho. Nossos amigos pediram o mesmo prato, mas na versão individual. Acabaram por comer um pouco de nossos acompanhamentos.


Para beber, dividimos uma garrafa do vinho tinto chileno Haras de Pirque, safra 2013 (R$ 119,00), elaborado com a casta carmenère, que fez um belo papel na harmonização. Para hidratar, somente água mineral (R$ 3,20 cada garrafa de 330 ml). No final, uma boa refeição e uma ótima recordação.
Restaurante: Casa dos Contos
Endereço: Rua Rio Grande do Norte, 1.065, Savassi, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3261 5853
Web: http://www.restaurantecasadoscontos.com.br/
Data: 15/12/2016, quinta-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 294,58, para quatro pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

domingo, 15 de janeiro de 2017

68 LA PIZZERIA

A experiência: domingo, noite, após o espetáculo de Zeca Baleiro, a turma decidiu ir a uma pizzaria. A escolhida foi a 68 La Pizzeria. Chegamos depois de 21:30 horas, quando as mesas já começavam a ficar vazias. Sentamos no salão da esquerda em uma mesa redonda, pois éramos cinco pessoas. O ambiente é aconchegante, com pé direito alto, um lindo bar à direita de quem entra, mesas no quintal dos fundos, mas o serviço deixa a desejar. Três garçons se revezaram atendendo nossa mesa. Todos pareciam entediados e com impaciência para esperar que as pessoas escolhessem bebidas e seus pratos. Tive a sensação de que eles estavam fazendo um grande favor para nós, os clientes. Fora o atendimento distante, sem vontade, ainda houve demora na entrega dos pratos e nem todos chegaram à mesa ao mesmo tempo. Estes fatores conjugados já desmontam qualquer expectativa positiva na hora de comer. Logo que chegamos a BH, dois amigos nos convidaram para comer uma pizza na casa deles. Pediram duas pizzas da 68 e estavam sensacionais. Assim, minha expectativa era muito boa para pedir uma pizza no local. Para beber, pedi uma Coca Cola Light, lata de 350 ml (R$ 6,00). As pizzas da 68 têm tamanho único, mais ou menos do tamanho de um prato, e são servidas cortadas em quatro fatias, ou seja, são individuais, mas dependendo da fome, podem servir duas pessoas. No meu caso, glutão que sou, pedi uma só para mim e escolhi justamente a pizza que ganhou o primeiro lugar na Copa de Pizzas Fispal, sendo eleita a melhor pizza de Minas Gerais. Tem o sugestivo nome de La Premiata e o seu preço remete ao nome do restaurante: R$ 68,00. Demorou para chegar. Não tinha uma apresentação bonita, e o presunto não veio disposto em proporções iguais nas quatro fatias. O recheio tinha molho de tomate sem a pele, mussarela especial, champignon trifolati, queijo brie, presunto de parma, queijo parmesão e orégano. Muito ingrediente com personalidade forte, o que gera um risco na harmonização, mas soou bem no paladar. Nenhum deles estava excessivo. A massa tem espessura média, com a borda formando um biscoito seco. Poderia ter um pouco mais de sabor.
Restaurante: 68 La Pizzeria
Endereço: Rua Felipe dos Santos, 68, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3291 7466
Web: http://www.meiaoito.com.br/
Data: 11/12/2016, domingo, jantar.
Valor total da conta: R$ 340,45, para cinco pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.

sábado, 14 de janeiro de 2017

UDON - LOURDES

A experiência: sábado com chuva, almoço tardio com amigos. Escolhemos o Udon, especializado na culinária japonesa. Já tinha estado lá uma vez, quando comi pratos quentes. Era hora de experimentar o sushi e o sashimi do local. Chegamos depois de 14 horas. Nossos amigos já estavam sentados na última mesa da varanda coberta, com vista para a rua. O serviço é bem eficiente, não tardando nenhum dos nossos pedidos em chegar à mesa, mesmo existindo duas cozinhas no restaurante, uma para pratos frios e outra para quentes. Garçom atencioso e simpático. Três pessoas, onde me incluo, compartilharam entradas e prato principal. Para beber, fui de Schweppes Citrus Light (R$ 5,70 a lata de 350 ml). Começamos com duas entradas, ambas muito bem servidas:
01) nirá (R$ 30,80) - servido em um prato fundo, os cabinhos desta cebolinha japonesa foram rapidamente salteados em óleo e servidos crocantes com um leve salgado proveniente do molho de soja sobre o qual estavam dispostos. Deliciosos. Desempenhou bem a função de preparar o paladar para o que viria. Para mim, o melhor prato de toda a refeição.
02) sudako (R$ 50,80) - lâminas de polvo servidas com azeite, curry, cebolinha, ovas e molho do chef. Visual bonito, prato aromático, com belas cores. Lâminas finas, mais grossas do que um carpaccio, em cozimento correto, sem estar duro ou borrachudo. As ovas acrescentaram crocância ao prato. Os sabores de cada ingrediente combinaram muito bem, resultando em um sabor marcante no paladar.
Já o prato principal foi um combinado de 48 peças de sushi e de sashimi (R$ 143,60). Atum, salmão, polvo, camarão, anchova, ovas, pepino, manga e kani eram os ingredientes usados nas peças deste combinado. Gengibre em lascas finas, wasabi e nabo cru bem fininho compunham a ornamentação do prato. Diga-se de passagem, foi uma das piores apresentações de combinados que vi nos últimos tempos. As peças estavam amontoadas em uma bandeja de vidro, sem muita criatividade e com uma flor horrorosa ao centro. A flor parecia gritar: "me tira daqui, estou sufocada!" Quanto ao sabor, diferente da entrada, o polvo estava com cozimento além do necessário, tornando-se borrachudo na boca. O arroz usado na preparação do sushi carecia de sabor. A mistura de vinagre, açúcar e sal não foi adequada. Uma decepção, pois as entradas geraram uma expectativa grande em mim.
Ao final, pedi uma sobremesa, acatando uma sugestão do garçom: mousse de coco com calda de wasabi e laranja (R$ 17,40). Tinha tudo para ser bom, mas fiquei "empalagado", como dizem os argentinos. Ou seja, na segunda garfada, já não queria mais. Pegava no fundo da garganta.
Conclusão de minha experiência geral no restaurante: é caro para o que oferece. Salvaram-se as entradas.
Restaurante: Udon
Endereço: Rua Gonçalves Dias, 1.965, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3243 8004
Data: 10/12/2016, sábado, almoço.
Valor total da conta: R$ 439,34, para quatro pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

BIROSCA S2


A experiência: Santa Teresa é um bairro tradicionalíssimo de BH e conta com uma vida boêmia super interessante. Tínhamos saído de um espetáculo e resolvemos comer alguma coisa. Nossos amigos sugeriram ir ao Birosca S2, um misto de bar e restaurante que fica em uma simpática esquina deste bairro. Quando chegamos, estava bem cheio. Tinha apenas uma mesa vazia, no salão interno, onde fazia muito calor e ficava perto do cantor que desfilava sucessos da música brasileira para os clientes pouco interessados, pois na maioria das mesas as pessoas conversavam assuntos diversos em um tom mais alto do que o costume, justamente por causa da música. E tivemos que pagar R$ 8,00 cada um ao final como couvert artístico. Pedimos ao mestre do salão para nos colocar em uma mesa na varanda tão logo uma vagasse. A casa tem uma decoração exagerada, bem ao estilo kitsch, com objetos vintage, como uma geladeira igual a que havia na casa de minha avó. Geladeira essa que ainda funciona e é usada pelo restaurante. Estava bem quente. Meus amigos pediam uma garrafa do vinho Jean de Meyr (R$ 78,00), enquanto eu e meu companheiro decidimos pedir drinques, pois a carta tem coisas boas com nomes hilários. O meu se chamava Miga Sua Loka (R$ 22,00), uma mistura de Aperol, espumante, água tônica e água de laranjeira. Estava  bem refrescante, mas o sabor da água da laranjeira me incomodou um pouco. Prefiro o drinque clássico, sem releituras. Para comer, fui de peixe com crosta, purê de coco e farofa (R$ 46,00). Era um filé alto de robalo feito na chapa, com crosta de castanha de caju e tucupi negro, o que lhe garantiu uma ótima crocância, acompanhado por angu de canjica branca com coco e farofa de banana. Mesmo sendo mais alto, o peixe estava bem cozido por dentro, o que garantiu facilidade na hora de cortá-lo com o próprio garfo. O tucupi negro deu um leve sabor azedo à castanha de caju, contrastando bem com o delicado sabor do peixe. A farofa de banana era com panko, deixando o prato bem crocante. O purê de coco, feito com canjica branca, veio em quantidade excessiva. Era bom, mas não precisava de ser naquele volume. Era um acompanhamento e deveria fazer a função de tal. Ele acabou ofuscando o peixe. Mas eu gostei da combinação final do prato. Não comi todo o purê e fiquei satisfeito.
Restaurante: Birosca S2
Endereço: Rua Silvianópolis, 483, Santa Teresa, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 2551 8310
Data: 06/12/2016, terça-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 369,70, para quatro pessoas, incluído o serviço e couvert artístico. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

PIZZA SUR - LIBERDADE

A experiência: noite chuvosa em BH, dia de jogo da Argentina pelas eliminatórias sulamericanas da Copa Fifa 2018. Estávamos ainda sem TV a cabo instalada em casa. Meu companheiro, argentino que gosta muito de futebol, queria achar um local para ver o jogo. Veio à minha cabeça a pizzaria Pizza Sur, que tem uma unidade perto de casa. Liguei para lá. Tinha TV ligada em canal que iria transmitir o jogo, marcado para cerca de 22 horas. Apesar de perto, fomos de carro por causa da chuva. Quando chegamos, não havia muita gente na casa. Escolhemos uma mesa mais perto da televisão. Toda a decoração da pizzaria, bem como os nomes das pizzas, remete a símbolos argentinos, como o tango e o futebol, particularmente ao time Boca Juniors. Serviço cordial e muito próximo do cliente, como em um bar. Percebi que alguns garçons conheciam pelo nome determinados clientes, sinal de que a casa tem público fiel. Para começar, pedimos empanadas e durante o jogo, comemos duas pizzas, ambas no tamanho médio. Mesas com mais gente pediam a pizza grande, que vem em formato retangular. Eis as minhas impressões:

01) Degustação de empanadas (R$ 17,90). São cinco sabores de empanadas, todas elas assadas e fechadas: criolla, a mais tradicional, com rico recheio de carne, úmido, bem temperado; frango com catupiry, enjoativa (cada dia acho mais enjoativo o queijo catupiry, pois é muito gorduroso); roquefort, não posso dizer nada porque não experimentei; pizza, sabor inusitado, com recheio carregado de orégano, não gostei; e humita, milho verde cozido com molho bechamel, para mim, faltou cremosidade. O tamanho é menor do que as de mesmo sabor vendidas de forma separada. A massa, segundo o garçom, feita na própria casa, era seca e insossa.
02) Empanada criolla (R$ 7,90), com portentoso recheio de carne fatiada, cebola, azeitona verde e ovo. A massa seguia seca, mas como o recheio era mais abundante, este fator foi amenizado.

03) Pizza Maricota (R$ 27,90 - tamanho médio). Formato redondo, oito fatias finas com bastante recheio de muçarela, abobrinha assada, alho torrado e queijo polenguinho. Pizza indicada por amigos. Adoramos a indicação, apesar da massa ser fina. Estava corcante, com recheio sensacional. Excelente mistura de ingredientes que resultou em bela harmonização.
04) Pizza Boca Juniors (R$ 32,90 - tamanho médio). Recheio de muçarela de búfala e presunto cru em massa preparada com manjericão. A massa estava bem aromática por causa da erva nela colocada, mas o presunto cru, salgado como de costume, era abundante e dominou todo o paladar, sufocando a delicadeza da muçarela de búfala. Preferi mil vezes a primeira pizza que experimentamos.
Durante toda a noite na pizzaria, tomei apenas Schweppes Citrus Light (R$ 5,10 cada lata), e a minha intriga de este refrigerante ser mais caro que os demais continua...


Restaurante: Pizza Sur Liberdade
Endereço: Rua da Bahia, 1.764, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3222 8077
Data: 15/11/2016, terça-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 133,76, para duas pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

AYRES EMPANADAS


A experiência: sou um apreciador de empanadas, tanto fritas quanto assadas, abertas ou fechadas. E meu companheiro, além de argentino, é chef, portanto, somos caçadores de boas empanadas. Descobrimos, fuçando a internet, um local em BH que tem delivery de empanadas. Liguei, mas a informação que a moça que atendeu o telefone me dava não era firme e ao perguntar a taxa de entrega, R$ 12,00, para uma empanada na média de R$ 7,00, me pareceu um tanto abusivo. Em uma quarta-feira à noite estávamos de bobeira em casa e resolvemos sair para lanchar. O local escolhido foi o Ayres Empanadas. Chegamos por volta de 21:30 horas. Ventava muito. A loja é pequena e não tem um letreiro que chame a atenção. Ficamos no salão interno, decorado com motivos que remetiam à Argentina. No cardápio, muitas opções de empanadas, salgadas e doces. Apenas um atendente, mas fora nossa mesa, apenas outra estava ocupada. Mais tarde descobrimos que era um dos donos que ocupava a tal mesa. O proprietário é brasileiro. A casa foi adquirida de um casal, brasileiro e argentina. Voltando às empanadas, resolvemos pedir uma série de sabores, o que fizemos em três etapas. Ao todo pedimos dez empanadas. Elas não são grandes. Eis os sabores: pepperoni (R$ 7,50), carne picante (R$ 6,90), creme de milho (R$ 6,90), queijo e cebola (R$ 6,90), frango com catupiry (R$ 7,50), shitake com linguiça toscana (R$ 11,90), carne seca com catupiry (R$ 7,50), goiabada (R$ 6,90), e meio a meio - metade chocolate, metade doce de leite (R$ 6,90). Consumimos três latas de Coca Cola Zero durante nossa estadia no local (R$ 4,90 cada lata). O que me chamou a atenção foi a disparidade de preços das empanadas. Não justifica uma empanada custar R$ 6,90 e a outra quase o dobro, R$ 11,90, sendo que têm o mesmo tamanho. Provei quase todas e preferi a de carne picante, mas o seu recheio carecia de mais umidade. O picante estava correto, gostoso de sentir no paladar. Achei a massa com pouco sabor, seca, não segurava bem o recheio. E se engana quem acha que o recheio é tudo em uma empanada. O conjunto massa + recheio é vital, assim como em uma coxinha. As doces são dispensáveis. Vou continuar a saga de buscar uma boa empanada em BH.
Restaurante: Ayres Empanadas
Endereço: Rua Flórida, 235, Sion, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 2526 3050
Web: http://www.ayresempanadas.com.br/
Reserva: não.
Data: 30/11/2016, quarta-feira, noite.
Valor total da conta: R$ 99,55, para duas pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de débito.
Minha nota: 5.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

PARRILLA DEL PATIO

A experiência: saímos do Cinemark com fome. A saída do complexo de salas de cinema dá de cara com a entrada do restaurante Parrilla del Patio, localizado no terceiro piso do Shopping Pátio Savassi. Um olhou para o outro e decidimos ficar ali para jantar. O restaurante é bem grande, mas havia pouquíssimo movimento. Éramos três e pudemos escolher onde quisemos sentar. Devidamente acomodados, começamos a folhear o cardápio. Falei em voz alta que tinha uma parte do menu dedicada ao almoço executivo, era interessante, mas já era noite. O garçom ouviu e nos disse que serviam aquele menu também no jantar. Escolhi o almoço executivo I + buffet de salada (R$ 65,00). Nesta opção, pode-se eleger uma carne dentre treze opções, um dos dez acompanhamentos possíveis e se servir à vontade no buffet de saladas. Para beber, pedi a sempre mais cara lata de 350 ml de Schweppes Citrus Light (R$ 6,90). Nossa amiga, que nos acompanhava, não foi de menu executivo, pedindo uma carne do menu com farofa de ovos para acompanhar. No meu caso, a carne escolhida foi um petit filé mignon ao ponto, acompanhado de farofa de banana. Logo feito o pedido, fui ao buffet para ver as opções de salada. Nada de diferente. Os itens de sempre encontrados em buffets deste tipo: folhas verdes, tomate, ervilha, milho verde, tomate, mussarela de búfala em bolinha, tapenade de azeitona, ratatouille, palmito, berinjela, abobrinha, cenoura, beterraba e afins. Confesso que não acrescentou nada e ficou excessivo, pois o prato principal, mesmo tendo o nome de petit, era bem servido. A carne chegou no ponto correto, quando partida, largava aquele suco que dá sabor, sem estar crua. Estava bem macia, fácil de cortar com a faca. A farofa de banana levava também ovo em sua composição. Não era sensacional, mas também não fez feio na combinação com o filé. No frigir dos ovos, sem trocadilhos, foi uma boa refeição.
Restaurante: Parrilla del Patio
Endereço: Avenida do Contorno, 6.061, loja 333, Shopping Pátio Savassi, Savassi, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3288 3181
Data: 05/12/2016, segunda-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 273,46, para três pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 7.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

SPECIALI PIZZARIA

A experiência: domingo, fim de espetáculo. Saímos do teatro com fome. Como de costume, pizzaria veio logo à mente. Rumamos para o bairro de Lourdes, parando na Speciali Pizzaria, local em que tinha estado há uns seis anos. Acoplado à pizzaria, está uma unidade da Ah! Bon. Por sorte, conseguimos uma vaga em frente ao restaurante. Tinha pouco movimento, com muitas mesas vazias para escolher onde sentar. Ficamos no salão da esquerda, próximos do balcão. Decidimos escolher uma pizza de 30 cm, com seis fatias, a maior do cardápio. Muitos sabores. Perguntamos ao garçom se era possível fazer a escolha de dois sabores em uma única peça. Resposta afirmativa. Escolhemos metade de brie, aspargos e parma (R$ 70,30), e metade de shitake e pomodoro (R$ 66,50). Assim, na divisão dos preços, nossa pizza saiu por R$ 68,40. Para beber, pedi uma lata de 350 ml de Schweppes Citrus Light (R$ 5,90). Embora o atendimento na mesa tenha sido rápido, a pizza demorou uma eternidade para chegar. Reclamamos mais de uma vez. E olha que o restaruante estava vazio. Não nos disseram o motivo da demora. Parece que esqueceram de executar a comanda referente à nossa mesa. Isto é um fato imperdoável, ainda mais em uma pizzaria, pois todos sabem que uma redonda não demora a assar, especialmente nestes fornos modernos. Por falar em moderno, moderna é a decoração, com motivos florais dominando paredes e lustres.
Vamos à pizza. Massa boa, consistente, nem fina, nem grossa, saborosa, mesmo quando comida sem o recheio. Os aspargos frescos fazem a diferença no sabor e misturados ao salgado do presunto de parma e à untuosidade do queijo brie, este recheio ficou simplesmente delicioso. A de shitake é distinta das pizzas que levem este cogumelo no recheio, pois ele não veio cortado em tiras, mas sim inteiros. Três unidades grandes, uma em cada fatia do lado deste sabor. O tomate também tinha três rodelas grandes, uma em cada fatia, estrategicamente colocadas abaixo de cada shitake. Para completar, folhas de manjericão enfeitavam e davam aroma à pizza. Ao ver a montagem, lembrei-me da salada caprese, mas só lembrei, porque os sabores são bem diferentes. Se não fosse a demora, a experiência teria sido melhor, pois o sabor da pizza é muito bom, talvez a melhor que eu tenha comido até agora desde o meu retorno à BH.
Restaurante: Speciali Pizzaria
Endereço: Rua Fernandes Tourinho, 805, Lourdes, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3284 7060
Data: 04/12/2016, domingo, jantar.
Valor total da conta: R$ 87,78, para duas pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 8.