quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

BISTRÔ DA MATILDA


A experiência: domingo é dia de almoçar com amigos. Decidimos ir comer fora de Belo Horizonte. Adoro esta possibilidade que a capital mineira oferece, pois há muitos restaurantes transados a poucos quilômetros da agitada BH. Subimos a BR 040 em direção ao Rio de Janeiro. Nosso destino era bem mais perto, o Vale do Sol, em Nova Lima, bairro tranquilo e afastado do agito do centro urbano daquela cidade. Meus amigos já conheciam o restaurante, o Bistrô da Matilda. Quando chegamos, sem reserva, já era perto de 15 horas e o local estava com ótimo público e continuou com movimento até na hora em que fomos embora, duas horas depois. Uma simpática atendente nos recebeu, conduzindo-nos a uma mesa no meio do salão. O restaurante está localizado em uma casa que foi adaptada para receber comensais, tendo um amplo salão, com pé direito alto, um bar na lateral, com pequena sala de espera e um jardim nos fundos, onde os fumantes praticam seu vício. A decoração mistura é singela, com elementos rústicos, como caibros de madeira aparente e elementos da cultura pop, como uma fila de garrafas de Coca Cola no corredor de acesso ao bistrô. Pensávamos que Matilda era a recepcionista, mas ela nos contou que era empregada da casa. Matilda era uma cachorra dos proprietários. A carta não é extensa e mistura elementos da culinária mineira com pratos clássicos da gastronomia internacional. Assim bruschetta, samosa, carpaccio, quiabo, confit de pato, entre outros, convivem harmoniozamente no menu.
Decidimos tomar um vinho, pois o dia pedia um brinde com vinho tinto. Nossa escolha recaiu no português Galo D'Oiro 2013 (R$ 89,00), elaborado com as castas castelão, tinta roriz, touriga nacional e cabernet sauvignon na região de Lisboa. Boa relação custo x benefício, harmonizando bem com a entrada que pedimos. No meu caso, como o prato principal foi um peixe, o vinho foi um pouco pesado, mas como não aprecio vinho branco, não tive problemas com a falta de harmonização.
Como entrada, compartilhamos o quiabo frito com bacon (R$ 26,00). Porção bem servida. Os quiabos estavam envoltos em pedaços de bacon e servidos em um prato fundo mergulhados em um molho adocicado, segundo o menu, um segredo do chef. Quiabo crocante, levemente grelhado, combinou bem com o marcante sabor do bacon. O molho é excessivo, mas pode-se escorrer cada palito antes de levar à boca.
Como prato principal, pedi um linguado à moa de Araras (R$ 59,00). Outro prato bem servido, com muito peixe. Tratava-se de filé de linguado à moda oriental: shitake, tomate e molho escuro asiático à base de gengibre. O peixe veio acompanhado por um mix de arroz branco e selvagem. O filé estava levemente empanado em farinha de trigo, o suficiente para deixar uma crosta dourada. Cozido no ponto correto, seu suave sabor ganhou personalidade com o molho de gengibre, dando aquela sensação de ardência no retrogosto. O mix de arroz foi essencial para absorver o molho do prato. Boa opção. E para os curiosos, não consegui descobrir o porque de Araras no nome deste prato. Junto com o vinho, consumimos três garrafas de água mineral (R$ 4,00 cada uma). Nenhuma das sobremesas do cardápio nos instigou a experimentá-las. Terminamos com um bem tirado café espresso Nespresso (R$ 5,50 cada xícara).
Restaurante: Bistrô da Matilda
Endereço: Avenida Quinta, 739, Vale do Sol, Nova Lima, MG.
Telefone: +55 31 3541 4197
Wi-fi: disponível, mediante senha.
Data: 27/11/2016, domingo, almoço.
Valor total da conta: R$ 337,15, para três pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de débito.
Minha nota: 7.

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