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sábado, 16 de abril de 2022

MISKI MIKUY - BELO HORIZONTE, MG

Restaurante: Miski Mikuy.

Endereço: Rua Barroso Neto, 273, Estrela Dalva, Belo Horizonte, MG.

Instagram: @miski_mikuy_bh

Data: 16/03/2022 (quarta-feira) - almoço.

Especialidade: culinária peruana.

Minha nota: 8 (oito).

Tempo no local: 1 hora e meia.

Valor pago: R$ 242,00, valor para duas pessoas (eu e Gastón).

Ambientemuito simples. A entrada da casa tem somente uma placa de madeira, pequena, encima de um portão de ferro. Tem que bater a campainha para entrar. O proprietário que abriu o portão para nós. Assim que passamos o portão, entramos à direita, onde dois cômodos, que eram quartos antes de ser restaurante, acomodam o Miski Mikuy. Entre os dois ambientes, fica o banheiro. É bem pequeno. Ficamos no primeiro cômodo, onde há uma mesa para quatro pessoas e uma para duas, além de um pequeno balcão que serve de bar, de apoio para o serviço e expõe alguns produtos típicos peruanos para venda. Também há duas geladeiras neste ambiente. Não fui ao outro cômodo onde ficam mais mesas. Na parede atrás de nossa mesa, estava uma imensa foto de Machu Pichu. A mesa tinha aquelas toalhas coloridas típicas do Peru, com um vidro por cima. Providencial para limpeza rápida.

Serviço: bem informal, é o proprietário que atende às mesas. Cardápio em uma pasta com as folhas dentro de plásticos, tipo aquelas que usava para trabalhos escolares. A comida não demorou para chegar à mesa. Christian, um dos proprietários, foi muito simpático, nos respondendo tudo que perguntávamos.

A experiênciaescolhemos esse restaurante para comemorar quatro anos de casados. Gostamos muito de comida peruano e conhecemos o Miski Mikuy durante o auge da pandemia, quando pedimos pela primeira vez pelo iFood. Gostamos tanto que esperamos a pandemia arrefecer para poder conhecermos o restaurante. Assim que entrei, vi uma garrafa de dois litros e meio de Inca Kola. Nem perguntei o preço, pedindo para trazer uma garrafa pequena para a mesa. Só tinha a grande. Gosto tanto deste refri, que falei que queria a grande mesmo. Gastón acha muito doce. Claro que sobrou e levei a garrafa para casa, ainda mais que nos custou R$ 65,00 só o refrigerante. Gastón bebeu a cerveja Cusqueña de trigo. Logo que fizemos os pedidos, Christian nos serviu uma porção de canchita de maiz, nada mais do que milho tostado, que adoro. Para comer, pedimos três pratos, todos eles muito apreciados por nós: chicharrón de pescado, ou seja, tiras de peixe frito, bem sequinhas, acompanhadas por milho verde cozido, tiras de tomate sem semente e cebola roxa crua, além de uma deliciosa batata frita servida em bastonetes. O outro prato foi um arroz chaufa, o famoso arroz peruano que tem forte influência chinesa. No caso pedimos o chaufa de frango. Não estava tão úmido como os que comi no Peru, mas o sabor era muito bom. A cor do arroz é escura porque é misturado com o molho que cozinha o frango, que leva uma erva chamada huacatay, tempero muito comum na culinária peruana e difícil de encontrar no Brasil. Perguntei onde ele arrumava a erva. Para nossa surpresa, ele tinha vários pés em sua horta e nos deu uma sacola com folhas da erva ao final, ensinando como melhor prepará-la e congelar o preparo, servindo para temperar tudo.

O terceiro prato é um dos que mais aprecio entre os pratos quentes da cozinha peruana, o lomo saltado, ou seja, tiras grossas de carne bovina, bem cozidas e passadas na frigideira, com cebola e tomates cortados também em tiras grandes, as mesmas batatas fritas servidas com o chicharrón, banana da terra frita e um ovo, também frito, por cima. De comer de joelhos. Claro que a comida foi muita e levamos uma quentinha para casa, garantindo o nosso jantar daquele dia especial. Claro que vamos voltar, ainda mais que não comemos ceviche desta vez.

sábado, 5 de março de 2022

LA MAR - BUENOS AIRES, CABA (ARGENTINA)


Restaurante
: La Mar
.

Endereço: Arévalo 2.024 (esquina com Nicaragua), Palermo, Buenos Aires, CABA, Argentina.

Instagram: @lamarbsas

Data: 11/01/2022 (terça-feira) - jantar.

Especialidade: gastronomia peruana.

Minha nota: 8 (oito).

Tempo no local: 1 hora e 40 minutos.

Valor pago: ARS 6.530,00, com cartão de crédito (R$ 401,29 na conversão do cartão, já incluído o IOF). Valor para duas pessoas (eu e Gastón). Deixamos, nós dois, ARS 500,00 de gorjeta, em dinheiro.

Ambienteocupa um amplo espaço de um edifício na esquina das ruas Arévalo com Nicaragua. Há dois ambientes, um externo, grande, com muitas mesas coladas umas nas outras, com ar mais descontraído, como um bar, e outro interno, com um salão em dois níveis, com as mesas encostadas nas paredes, enquanto um balcão ocupa o centro das atenções, com escritas em giz em lousas encostadas na parede. Decoração moderna, com muita madeira nas paredes e objetos que remetem ao mar. O teto tem tons azulados.

Serviço: nossos amigos argentinos Ariel e Luccho tinham feito reserva para quatro pessoas, sem saber que tínhamos companhia de Emi e Rogério. Gentilmente, eles nos cederam a reserva, agendada para 21:30 horas, horário em que nos apresentamos para a recepcionista. Ela conferiu o nome da reserva e nos levou para o salão interior. Ainda bem, pois o calor estava intenso. Mas como a imensa porta de acesso sempre estava abrindo e fechando, o ar condicionado interno não dava conta de deixar o ambiente em uma temperatura adequada. De toda forma, estava melhor do que do lado de fora. Brigada de garçons e cumins grande e eficiente. As dúvidas foram esclarecidas rapidamente. Cardápio digital, com acesso  lendo o QR Code em um display colocado na mesa. Frasco com álcool gel disponível em cada mesa. Guardanapos de pano. Pratos chegaram em tempo adequado.


A experiência
: sigo sem poder beber nada com álcool, por isso não pedi algum drinque da casa. Dividi uma jarra de limonada de hibisco (ARS 1.000,00) com Gastón, que estava refrescante demais.


Para comer, também foram pratos divididos. Primeiro um ceviche mixto (ARS 1.690,00), com peixe e frutos do mar. Servido em um prato fundo de cerâmica com tons azuis, o ceviche de peixe branco e frutos do mar estava mergulhado em abundante leche de tigre misturado com ají amarillo batido no liquidificador. Amo os ceviches do chef Gastón Acurio (o La Mar é um de seus vários empreendimentos com unidades espalhadas em várias cidades do mundo). Eles são ácidos e apimentados e sempre fica aquela sensação de quero mais ao terminar.


Em seguida, roll grimanesa (ARS 1.700,00). Servidos em uma peça de cerâmica, são dez sushis de queijo, lagostim e abacate, cobertos com pedaços de peixe assados em espetos e batata palha. Para acompanhar, molho tipo teriyaki. Comemos com hashi. Indescritível a explosão de sabores na boca. Arroz com tempero no ponto, meio adocicado, meio ácido. Todos os ingredientes frescos.


Terminamos com causa nikkei (ARS 1.700,00). Servida em uma vasilha de cerâmica com esmalte azul escuro, não tinha um visual que me chamou a atenção. A massa de batata com toque ácido que forma a causa peruana estava recheada com abacate, tomate, ovo cozido, tendo por cima um tartare de truta agridoce com alga nori e aioli de abacate. Achei que os sabores dos ingredientes brigaram muito entre si, cada um querendo se sobressair mais que o outro no paladar. Confesso que não sou fã de truta, o que pesou na minha avaliação deste prato. Mas isso não estragou em nada o ótimo jantar que tivemos neste restaurante que figura na lista dos 100 melhores da América Latina.


quarta-feira, 10 de novembro de 2021

CANTÓN - SÃO PAULO (SP)







Restaurante: Cantón
Endereço: Rua Padre Chico, 631, Pompeia, São Paulo, SP
Instagram: @canton_sp
Chef: Marco Espinoza
Especialidade: fusão das culinárias chinesa e peruana.

Ambiente: a entrada do restaurante fica em uma esquina, tendo mesas de madeira encostadas nas paredes laterais da casa para quem quer e gosta de ficar na calçada. O salão interno é pequeno, com um bar dominando o seu fundo, de onde saem diversos drinques da casa. A decoração tem o vermelho como cor predominante com várias sombrinhas chinesas penduradas de cabeça para baixo no teto. Quatro dragões chineses também estão pendurados no teto, um em cada canto. A parede do banheiro masculino, que é bem pequeno, é coberta com um belo papel de parede estampado com carpas coloridas.
Tempo no restaurante: cerca de uma hora e meia.
Data: 30/10/2021.
Conta: R$ 183,50 (duas pessoas).

A experiência: por causa da pandemia, seguindo a tendência de todos os restaurantes, o cardápio está disponível por QR code. Depois de algumas tentativas frustradas dos quatro na mesa, conseguimos acessar o cardápio digital. Não é extenso, tendo os clássicos da culinária chifa (fusão das cozinhas chinesa e peruana). Pedimos duas entradas para compartilhar, recebemos uma cortesia da casa, e cada um pediu um prato principal. Vou relatar apenas o que experimentei.
Entrada: wontos fritos recheados com frango e porco, com toque cantonês e molho de tamarindo (há opções com seis e doze unidades. Pedimos a maior - R$ 49,00). Deliciosa massa, apresentada sem escorrer gordura, recheio bem temperado, sobressaindo a acidez do tamarindo. Para comer com as mãos e de uma só bocada para sentir todas as texturas e sabores do wonton.
Entrada: ceviche clássico (R$ 36,00) - 130 gramas de peixe branco, leite de tigre, cebola roxa crua, milho frito e chips de batata doce. Já tinha comido este ceviche no restaurante Taypá, em Brasília, conduzido pelo mesmo chef Marco Espinosa. É de comer rezando de tão bom. Para uma entrada compartilhada, serve bem duas pessoas.
Cortesia: mini sanduíche com pão bun (pão chinês cozido no vapor) recheado com picles de cebola, maionese de alho, saladinha de alface e cenoura e um pedaço de frango frito empanado. Mais uma iguaria deliciosa.
Prato principal: arroz chaufa diabo (R$ 64,00) - arroz frito na panela wok com frango, camarão, ovo, legumes e toque de pimenta. Aqui me arrependi um pouco da minha escolha. Não que estava ruim, muito antes pelo contrário, mas porque prefiro o chaufa mais clássico, somente com frango, sem camarões.


Entrada: ceviche clássico

Entrada: wonton frito                                             Cortesia: sanduíche pão bun com frango frito




Prato principal: Chaufa diabo








quinta-feira, 12 de outubro de 2017

LIMA RESTOBAR

Restaurante: Lima Restobar
Endereço: Rua Visconde de Caravelas, 113, Botafogo, Rio de Janeiro, Brasil.
Fone: +55 21 2527 2203
Web: https://www.facebook.com/LimaRestobar/
Data: 16/09/2017, sábado, jantar.
Especialidade: gastronomia peruana.
Chef: Marcos Espinoza
Decoração: ocupa dois andares em uma loja no bairro de Botafogo, com mesas bem perto umas das outras. Nas paredes estão quadros que remetem a elementos da cultura peruana. Mesas de madeira, sem toalhas, mas forradas com jogos americanos de papel com grafismos e o nome do restaurante.
Serviço: além da comida, um dos pontos altos do restaurante. Atendimento atencioso, gentil, com pratos chegando à mesa em tempo razoável. Assim que perguntado, o garçom fez excelente explicação dos pratos, sanando nossas dúvidas e inquietações.
Bebida: recebemos como cortesia da casa o drinque do dia, que misturava pisco e ervas verdes, que estava refrescante e forte ao mesmo tempo. Durante a refeição, bebi água com gás (R$ 5,50) e uma Coca Cola Zero, lata de 350 ml (R$ 6,50). Finalizamos com café espresso Nespresso (R$ 6,50).
Couvert: pães feitos na casa acompanhados por duas pastas, uma com alho e outra com ervas, também cortesia da casa. Foram servidos em uma linda tábua de madeira. Pães com casca crocante e miolo macio. Uma delícia.
Pratos compartilhados: decidimos compartilhar alguns pratos ao invés de cada um pedir uma entrada e um principal. Pedimos algumas iguarias peruanas das quais gostamos muito:
1. degustación de ceviches (R$ 64,00). A casa tem quatro ceviches na carta dos quais o cliente escolhe três para esta degustação. Escolhemos o ceviche clássico - peixe branco, leite de tigre, cebola roxa, milho e batata doce; o ceviche misto - peixe branco, camarão, polvo, lula, leite de tigre e molho de pimentão vermelho com chips de batata doce; e o ceviche de salmão - salmão, leite de tigre de maracujá com salada de abacaxi e gengibre. A apresentação é linda, sendo os três ceviches servidos em uma cerâmica com três aberturas. É bem servido e nos possibilitou saborear os ceviches mais pedidos no restaurante, segundo nos disse o garçom. Peixe e frutos do mar no ponto correto, tempero delicioso do leite de tigre. Gostei dos três, mas meu preferido foi o clássico, onde cebola roxa, milho verde, batata doce e leite de tigre se harmonizaram muito bem, potencializando o sabor do peixe branco. Destaco também o sabor agridoce do ceviche de salmão.
2. butifarras criollas (R$ 45,00). São quatro unidades do clássico sanduíche peruano. Pão recheado com pernil de porco, cebola roxa e pimenta. O diferencial aqui em relação aos sandubas vendidos nos botecos de Lima é o pão. Lá, ele é servido em pão francês, aqui em pão de batata, mas com cara de ciabatta. Bem macio, por sinal. O pernil vem desfiado, bem molhadinho, levemente apimentado. Outra delícia.
3. jalea Lima (R$ 65,00). Prato bem servido, com pedaços de peixe branco, camarão, polvo e lula empanados, com crosta crocante, acompanhados por molhos da casa, salada de cebola roxa e chips de mandioca. Ainda veio no prato de cerâmica um copinho com leite de tigre, o mesmo servido no ceviche clássico. Mesmo sendo peruano, me deu a impressão que estava comendo um prato típico de botecos cariocas, talvez por causa dos empanados. Dos três pratos que comi, este foi o que não repetiria. Estava bem feito, com sabor marcante, peixes e frutos do mar frescos, mas faltou algo, um tempero mais peruano talvez.
Sobremesa: pedimos uma torta de chocolate com lúcuma para compartir, que também acabou sendo uma cortesia da casa. Eu gosto muito de lúcuma, fruta raríssima de se encontrar no Brasil, mesmo nos restaurantes peruanos. Não matei a saudade, pois o gosto de lúcuma mal se sentia na torta, que estava, diga-se de passagem, deliciosa.
Valor total da conta: R$ 224,95, para duas pessoas, incluída a gorjeta de 10%. Pagamento em cartão de crédito.
Minha nota: 8,5.

domingo, 10 de setembro de 2017

LA PERUANA CEVICHERÍA

Restaurante: La Peruana Cevichería
Endereço: Alameda Campinas, 1.357, Jardins, São Paulo, SP, Brasil.
Fone: +55 11 3885 0148
Webhttp://laperuana.com.br
Data: 15/06/2017, quinta-feira, almoço.
Chef: a peruana Marisabel Woodman.
Decoração: chamou a atenção por ter muitos elementos do artesanato peruano. É carregado, mas não incomoda. A parte em que ficamos, mais ao fundo do salão, tem menos iluminação.
Serviço: chegamos sem reserva e o restaurante estava lotado. Era feriado, com dia lindo. Colocamos nosso nome na lista, pedindo uma mesa para duas pessoas. A espera foi no bar El Balcón de La Peruana, que fica duas casas acima do restaurante. Ali se pode esperar pedindo drinques e petiscos, que são lançados diretamente na conta do La Peruana. Pedimos dois drinques, pois o tempo estimado de espera seria de meia hora, segundo o atendente nos informou. No entanto, com quinze minutos, já estávamos sendo levados para nossa mesa. Assim que nos sentamos, já nos entregaram os cardápios, um para cada um de nós. Sanamos as dúvidas com o garçom, que mostrou conhecer bem os itens do menu. Pedimos entrada, prato principal, sobremesa e café. Todos chegaram à mesa em tempo razoável, sem demoras.
Bebida: coquetel El Dragón (R$ 29,00) - pisco, hortelã, limão siciliano e suco de cramberry. A cor vermelha domina o drinque, que foi servido em uma taça com muito gelo. Refrescante, com pisco na medida em que gosto. Também bebi uma garrafa de água com gás de 330 ml da marca Prata (R$ 6,00).
Entradacompartilhamos duas entradas: 1. anticuchos de coração bovino (R$ 20,00) - dois espetos de coração marinados na cerveja, hortelã e panka peruana, assados na brasa. Foram servidos em uma linda travessa de porcelana em formato ovalado, acompanhados por dois pedaços de batata assada e ají carretillero. O coração estava bem macio, com excelente tempero. Minha memória gastronômica me levou à Lima. Muito bom. 2. mix de causitas (R$ 26,00). Desde que vimos o cardápio, sabíamos que comeríamos causas, feitas com batata amassada e fria, temperadas com limão e ají amarillo. Pedimos o mix para experimentar, em versões menores, as três opções que a casa oferece, ou seja polvo, galinha e camarão. Também servidas em uma travessa de porcelana, tinham lindo visual. Cada causa foi apresentada com uma cor. Todas bem temperadas. Preferi a de galinha, a mais tradicional de todas na culinária peruana.
Prato principaltacu tacu anticuchero (R$ 32,00) - mais um tradicional prato da gastronomia peruana. Servido em um prato de cerâmica redondo, foi servido um tacu tacu de feijão preto e arroz, filé mignon grelhado na marinada anticuchera, banana da terra, ovo frito e salsa criolla. Aqui o visual não empolgou muito, mas o sabor tirou esta impressão na primeira garfada. O tacu tacu estava em formato de um quibe com o ovo frito por cima. Era o melhor do prato. Dava para sentir o sabor levemente adocicado da mistura feijão com arroz. Estava levemente selado por baixo, o que lhe garantiu uma deliciosa casquinha crocante. A carne veio servida cortada em pequenos pedaços, muito macia, com sabor levemente ácido, efeito da marinada com que foi grelhada. A banana da terra deu mais um toque adocicado no prato, mas não dominou no paladar porque a salsa criolla, em consistência de uma maionese, amenizou a sua doçura.
Sobremesa: já estávamos satisfeitos, mas não resistimos, pedindo picarones (R$ 19,00) para dividir. Esse doce peruana é feito com batata doce, farinha de trigo, abóbora e anis, servido com uma calda de mel e laranja. É difícil fazer, pois são fritos e tem que estar bem cozidos por dentro, macios, com a casca seca e dourada. O risco de servir cru ou murchar antes de ser servido é grande. No caso, vieram dois picarones de coloração linda e muito macios por dentro. Achei a calda muito doce. Ao final, uma providencial xícara de café espresso (R$ 5,00), que veio acompanhada por um brigadeiro de coco. Um toque brasileiro em meio às delícias da culinária peruana.
Valor total da conta: R$ 238,70, para duas pessoas, incluída a gorjeta de 10%. Pagamento em cartão de crédito.
Minha nota: 8,5.

terça-feira, 28 de março de 2017

BANZAI LOUNGE

A experiência: em nosso último jantar em Vitória, decidimos por restaurante de comida japonesa que tivesse rodízio. Fomos ao Banzai Lounge, que fica na Praia do Canto, perto do conhecido Triângulo das Bermudas. Chegamos perto de 21:30 horas, quando esperávamos um grande movimento, mas o restaurante estava bem vazio. Optamos por ficar na sala reservada. Lugar escuro e desconfortável. Senti que estava em uma prisão. Meio claustrofóbico. O garçom logo nos trouxe a carta da casa. O sistema é de rodízio, mas o cliente fica com o menu e vai pedindo o que quer comer, quantas vezes quiser. O preço do rodízio é R$ 89,90 por pessoa. No cardápio, pratos das culinárias japonesa e peruana. Esta mistura está fincando estacas no Brasil. Em todos os restaurantes que fui onde adotaram esta prática, a minha experiência não foi memorável. E no Banzai Lounge não foi diferente. O garçom disse que nos prepararia algumas surpresas, inclusive algumas fora do cardápio. Começou um desfile infindável de pratos especiais, mas nada de chegar sushi e sashimi. A maioria dos pratos era feita com salmão: salmão enrolado com cream cheese, barriga de salmão, tiradito de salmão, salmão na chapa, salmão com creme de iogurte, salmão maçaricado, e por aí vai. Pedimos sushi e sashimi. Adivinhem o que predominou: salmão! De repente, um prato de shimeji salteado no molho shoyo aqui, um shitake do mesmo modo ali, e uma porção de guioza cozido no vapor levemente selado na frigideira, recheado com carne suína. Foi um dos poucos pratos que gostei um pouco. Também chegou um tartare de atum, cujo peixe estava bem fresco, mas não me agradou. Faltava tempero que valorizasse o seu sabor. Um lomo saltado também fez parte do rodízio. As batatas estavam murchas e o molho da carne muito espesso. Pelo menos o filé estava macio. Um fato que me incomodou e que não combinou com a decoração mais fina do restaurante foi o fato do sushiman abrir um atum inteiro na bancada onde prepara o sashimi, deixando um cheiro ruim no ar, pois o peixe ainda soltava sangue que misturava com a água que estava no recipiente de plástico que ficou no chão, na passagem para o banheiro masculino. Coloquei um grande X.
Restaurante: Banzai Lounge
Endereço: Rua Joaquim Lírio, 595, Praia do Canto, Vitória, ES.
Telefone: +55 27 3024 2222
Web: http://www.restaurantebanzai.com.br
Data: 25/03/2017, sábado, jantar.
Valor total da conta: R$ 589,05; para cinco pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 4.

sábado, 18 de março de 2017

INKA

A experiência: gosto de ceviche, mas ainda não encontrei um restaurante que faça um pelo menos bom. Na quarta-feira, resolvemos sair para jantar. A escolha foi de meu companheiro. Ele sugeriu o Inka, restaurante que fica no bairro Luxemburgo, especializado nas cozinhas peruana e japonesa. Foi difícil encontrar um local para estacionar e só depois de sentados, descobri que há um amplo estacionamento no mesmo prédio, onde também funciona uma pizzaria, dos mesmo proprietários do Inka. Assim que sentamos, em uma mesa ao lado da janela, recebemos três cardápios. Um para bebidas, outro para a comida japonesa e o terceiro para a comida peruana. Como não queria beber, já fui pedindo uma Coca Cola Zero, lata de 350 ml (R$ 5,80), enquanto meu companheiro pediu um drinque chamado ave lucuma (R$ 19,00). Fiquei super contente ao saber que havia lúcuma no cardápio, especialmente na parte de sobremesa. Meu interesse era na comida peruana. Para começar, pedimos uma ronda fria (R$ 58,00), pois em um só prato havia todos os pratos que queríamos pedir como entrada: ceviche, tiradito e causa, além de um camarão chamado chalaca. Não demorou a chegar um prato bem feito, com as entradinhas separadas em quatro partes. Eram três mini ceviches: clássico, salmão no maracujá e atum com ervas. O primeiro estava muito bom, com o leche de tigre no ponto, ácido na medida certa. O de salmão mais parecia um sashimi mais gordo, pois não se sentia que o maracujá o tivesse cozido o bastante. O manjericão se destacava nas ervas do atum, o que prejudicou o sabor do peixe. A mesma mistura de ervas estava por cima dos tiraditos. Eram quatro tipos, a saber, atum, salmão, peixe branco e polvo. O excesso do molho de ervas deixou os quatro com o mesmo sabor. Não comi o camarão chalaca, apenas o molho de tomate, milho verde e cebola no qual estava acomodado. Era gostoso. Já as causas, lhes limão na massa de batata. Os recheios de frango e atum dominaram no paladar. Quase não se sentia o sabor da batata. Passei para o prato principal. Meu companheiro pediu uma pasta a la huancaina (R$ 55,00), enquanto eu pedi um dos pratos que mais gosto da cozinha clássica peruana, o tacu tacu (R$ 53,00). Aqui ele recebeu a alcunha de a lo pobre, pois foi servido com um ovo frito por cima da carne. Prato bem servido e com bom perfume. No entanto, a mistura de arroz com feijão estava bem longe daquela que tinha em mente, da que eu costumava comer em um restaurante peruano de Brasília, o El Paso Latino. A mistura estava cremosa demais, parecendo um risoto. No Peru, comi o tacu tacu selado, o que lhe deu uma crocância interessante e não ficava esparramado pelo prato. Por cima do tacu tacu, um filé a milanesa, banana também a milanesa, o ovo frito e muita cebola roxa picada. Completava o prato um espesso molho com muita salsinha e orégano. Pela quantidade de ingredientes, alguns deles com personalidade forte, o prato ficou enjoativo na boca. Não gostei. Era hora de pedir a sobremesa. Claro que foi um sorvete de lúcuma. O garçom, ao ouvir meu pedido, disse que a lúcuma estava em falta, assim como o refri Inca Kola. Fiquei frustrado. Pedimos dois cafés espressos para terminar o jantar. Serviram duas xícaras com café derramando e sem nenhuma espuma. Ao tomar, era horrível. Devolvemos e não nos cobraram na conta. Pediram desculpas porque quem fez o café não sabia mexer na máquina e usou a mesma cápsula já usada para passar os nossos dois cafés. Insistiram em nos oferecer, como cortesia, dois cafés realmente espressos e frescos, mas não aceitamos. Pagamos a conta e nos fomos. Ainda não comi um bom ceviche em BH.
Restaurante: Inka
Endereço: Rua Guaicuí, 533, Luxemburgo, Belo Horizonte, MG.
Telefone: +55 31 3293 1461
Web: https://www.facebook.com/inkabh/
Data: 15/03/2017, quarta-feira, jantar.
Valor total da conta: R$ 209,88; para duas pessoas, incluído o serviço. Conta paga com cartão de crédito.
Minha nota: 6.

terça-feira, 21 de junho de 2016

CHAN CHAN COCINA PERUANA


Restaurante: Chan Chan
Endereço: Avenida Hipólito Yrigoyen, 1390, Montserrat, Buenos Aires, Argentina.
Telefone: +54 11 4382 8492
Website: não encontrei utilizando as ferramentas de busca da internet.
Wi-fi: disponível para os clientes mediante senha fornecida pelos garçons.
Data: 28/05/2016, sábado.
Horário: jantar (22:20 às 00:30 horas).
Mesa: localizada no centro do pequeno salão, para cinco pessoas.
Ambiente: pequeno, com piso de ladrilho quadriculado em preto e branco, mesas toscas pintadas de vermelho, cadeiras pequenas e desconfortáveis, um balcão ao fundo que permite visão parcial da pequena cozinha, e paredes com pinturas de paisagens que remetem ao Peru. Tais pinturas são bem kitsch..
Especialidade: culinária peruana.
Serviço: não aceita reservas e sempre está cheio. Assim, esperar por uma mesa é uma realidade. O serviço é bom, mas não é próximo do cliente. Os pratos chegaram em tempo razoável à mesa
Cardápio: tem todos os clássicos da culinária peruana.
O que bebi: pisco souer, que estava bem feito, e uma lata de Coca Cola Zero.
O que comi: dividimos todos os pratos.

Combinado de ceviche - bem servido, saboroso, com muita cebola roxa picada e batata doce para amenizar o sabor ácido do leche de tigre.

Jalea Chan Chan - uma recomendação da casa - prato abundante, servido com anéis de lula, mexilhões e lagostins fritos, acompanhados de salsa criolla, batatas douradas e creme de rocoto. O rocoto picava discretamente. Os frutos do mar estavam sequinhos, com bom tempero.

Causa de langostinos - causa enorme, ideal para compartilhar. A massa, feita à base de batata, tinha pouco limão, distinto das que comi no Peru. O recheio era gostoso, com forte presença do sabor do lagostim.

Papas a la huancaína - prato correto, sem novidades.

Lomo saltado - tinha pouca carne para a quantidade de cebola, batata frita e arroz que acompanharam o filé mignon cortado em tiras. Estava saboroso.
Arroz chaufa misto - prato abundante, bem molhado, com pedaços de carne de frango, de boi e de porco, além de ovo e alguns legumes, como cebola e cenoura.
Chupe de pescado - uma espécie de sopa de peixe, que não experimentei.
Valor total da conta: $ 1700, para cinco pessoas, incluído o serviço. Conta paga com dinheiro
Minha nota: 7.






terça-feira, 7 de junho de 2016

FIESTA MIRAFLORES LIMA GOURMET


Antes de ir a Lima em viagem de férias, consultei a lista dos melhores restaurantes da América Latina para escolher dois ou três para conhecer. Um dos escolhidos foi o Fiesta Miraflores Lima Gourmet, que ocupa a posição número 31 da lista 50 Melhores Restaurantes da América Latina, edição 2015. O chef Hector Solis é nascido na região de Chiclayo, cuja cozinha do local é sua maior influência. Reserva feita com um mês de antecedência, via website, e confirmação feita por e-mail.

Restaurante: Fiesta
Endereço: Avenida Reducto 1278, Miraflores, Lima, Peru. Integra uma rede de propriedade do chef Hector Solis com endereço na capital peruana, em Chiclayo e em Trujillo.
Telefone: +51 1 242 9009
Wi-fi: disponível para os clientes mediante senha fornecida pelos garçons.
Data: 09/04/2016, sábado.
Horário: jantar (20:50 às 22 horas).
Mesa: localizada no primeiro salão da direita de quem entra, para duas pessoas.
Ambiente: fica em uma casa, cujo primeiro andar abriga três ambientes, sendo o último deles com um pé direito muito alto e uma vistosa adega na parte superior da parede atrás do bar. Este ambiente é iluminado de forma moderna, com luz azul, enquanto os dois salões dianteiros são mais austeros na decoração.
Especialidade: culinária da região de Chiclayo, que fica no norte do Peru.
Serviço: Recepção boa, garçons atentos e com disposição para explicar o cardápio. Os pratos chegaram rapidamente à mesa, pois o restaurante estava bem vazio.
Cardápio: é enxuto e difícil de entender. Necessário explicação, especialmente para a forma em que é cobrado cada item.
O que bebi: uma garrafa de 500 ml de Inca Kola Zero (s/. 6). Era minha primeira noite em Lima e adoro este refrigerante doce. Aproveitei para saboreá-lo já que vigorava a lei seca neste final de semana por causa das eleições presidenciais peruanas.
O que comi:


Começamos com um abre-bocas cortesia da casa, um pejerey (um pescado muito apreciado no norte peruano) frito, servido em uma torrada fina com maionese de azeite, leche de tigre, cebola e tomate. Cumpriu bem seu papel de abrir o apetite e aguçar nossa curiosidade para o que viria.


Em seguida, chegou a entrada, uma sugestão do garçom que, segundo ele, era uma criação da casa: ceviche brasas (s/. 79). Era um ceviche quente feito com peixe mero murike, com a cocção a 3/4, cujo molho levava milho macerado, pimentão amarelo assado, coentro e limão. Diferente, peixe tenro, sabor ácido, com muito sabor de coentro, erva da qual não gosto. Serví-lo quente foi uma novidade que não interferiu no sabor.


Por fim, compartimos uma perna de cabrito de leite cozido em fogo lento acompanhado por arroz de pato em duas texturas, a tradicional e a crocante. Confesso que esperava muito do prato e ao vê-lo chegar, seu visual não me animou muito. Foi servido em uma tábua de madeira, com poucos vegetais cozidos (aspargos, pimentão vermelho, ervilha) por debaixo da perna de cabrito. A carne estava crocante por fora, mas o sabor de seu interior soou estranho no meu paladar. Senti falta de temperos, que, opostamente, abundavam no arroz de pato, servido em uma panela de ferro fumegante. Esperava mais do prato e do restaurante. 
Valor total da conta: s./ 267, para duas pessoas, incluído o serviço, sem bebida alcoólica.
Minha nota: 6.






segunda-feira, 6 de junho de 2016

ámaZ


Conheci em dezembro de 2015 o restaurante Malabar do chef Pedro Miguel Schiaffino. Naquela oportunidade, fiquei sabendo que ele tinha outro restaurante no qual explorava a diversidade de produtos da Amazônia, o ámaZ. Imediatamente, o coloquei em minha lista de restaurantes a conhecer, o que ocorreu em abril de 2016.


Restaurante: ámaZ
Endereço: Avenida La Paz 1079, Miraflores, Lima, Peru
Telefone: +51 1 221 9393
Website: ámaZ
Wi-fi: disponível para os clientes mediante senha fornecida pelos garçons.
Data: 16/04/2016, sábado.
Horário: almoço (14:10 às 15:50 horas).
Mesa: localizada no salão do fundo protegida por uma espécie de cesto amazônico de pescar, para duas pessoas.
Ambiente: possui dois ambientes. O primeiro, onde também está o bar, é mais claro, jovial, com cores vivas e réplicas de animais amazônicos na decoração. O segundo é um salão mais escuro, mais intimista, também decorado com motivos amazônicos. As mesas encostadas na parede são mais reservadas, pois tem um tipo de aparato que parece um cesto de pescar usado pela população ribeirinha.
Especialidade: culinária contemporânea que utiliza a diversidade biológica da Amazônia.
Serviço: muito bom. O garçom foi atencioso todo o tempo, explicando cada item do extenso cardápio, pois havia muitos nomes estranhos ao vocabulário português e espanhol de rotina, já que se tratavam de produtos naturais da região Amazônica. Os pratos chegaram à mesa em tempo adequado entre um e outro.
Cardápio: extenso, com muitas opções para petiscar. Todos os itens podem ser pedidos em porção completa ou meia porção, inclusive o menu degustação (fato que só soubemos após terminado o almoço, pois neste item específico não havia tal informação no cardápio).


O que bebi: drinque mala - mora (s/. 30) - um refrescante drinque feito com tequila Cazadores blanco, mora, naranja agria, toronja rosada, y miel amazónica. É amargo na medida certa. Muito bom. Ao final, uma xícara de café espresso (s/. 8).

O que comi: aproveitamos que tudo poderia ser pedido em meia porção para experimentar vários pratos, sempre compartindo entre nós dois. Fizemos todo o pedido de uma só vez.


1/2 causita pituca (s/. 35) - o primeiro prato a chegar à mesa. Vieram duas unidades de uma versão moderna de famoso prato da culinária local, a causa peruana. No lugar da batata, a massa da causa leva pituca (cará), o que confere ao prato um sabor levemente adocicado. Os camarões são pescados em Tarapoto, uma cidade peruana da região Amazônica. Portanto, são fluviais, com carne macia e adocicada. A maionese de tapioca que acompanhava a causa era sensacional, garantindo o contraste de sabor entre o doce e o salgado.


1/2 pacamoto de camarones tarapotinos (s/. 45) - este foi uma escolha minha, a partir de sugestão do garçom. Veio servido em um bambu grande, cujo aroma ao ser destapado dominou nossa mesa, aguçando nosso paladar. Tratava-se de um ceviche quente de camarões de rio assados na brasa dentro do bambu, com laranja agria, cocona (uma espécie de tubérculo que lembra o inhame) e tomate. Inusitado e ousado. Quente, picante, com muito sabor. A boca ficou ardendo muito. Não é para qualquer paladar.


1/2 atum apasionado (s/. 35) - escolha de meu companheiro. Também um ceviche feito com atum fresco, mel, leche de tigre, abacate e pallantas. Ótima textura, sabor doce e ácido ao mesmo tempo. Pena que a 1/2 porção, neste caso, foi diminuta.


1/2 arroz con chorizos y ucayalinos (s/. 28) - arroz salteado com linguiça, verduras e feijão da região de Ucayali. Lembra o arroz chaufa, mas é menos molhado e tem feijão. O tempero era o ponto forte do prato, com a onipresente erva huacatay. Perfeito para acompanhar a costela de porco defumada e o salteado de peixe que chegaram juntamente com este prato.
1/2 costillas ahumadas (s/. 35) - costelas suínas defumadas na parrilha com molho de amendoim e seu próprio caldo. A carne se soltava do osso com um simples uso do garfo. Tenra, suculenta, bem temperada, mas com forte sabor defumado, o que não aprecio muito.
1/2 doncella casho (s/. 40) - salteado de peixe de rio com castanha de caju e cogumelos. Cogumelos tenros, com muito sabor, o que mascarou um pouco a delicadeza do pescado.

Com tanta, comida, não foi possível provar nenhuma sobremesa.

Valor total da conta: s./ 291, para duas pessoas, já incluído o serviço.
Minha nota: 8.





domingo, 5 de junho de 2016

INDIO FELIZ


Ao pesquisar restaurantes em Aguas Calientes, Peru, sempre via como referência o Indio Feliz. Um amigo, ao comentar uma foto que postei de minha viagem a Machu Picchu, também me indicou este restaurante. Assim que fizemos o check in no nosso hotel em Aguas Calientes, base para quem vai conhecer as famosas ruínas peruanas, pedimos à recepcionista para fazer uma reserva para jantar naquele mesmo dia. Reserva confirmada para às 21 horas.


Restaurante: Indio Feliz
Endereço: Calle Lloque Yupanqui 103, Aguas Calientes, Machu Picchu Pueblo, Urubamba, Cusco, Peru.
Telefone: +51 84 211 090
Website: Indio Feliz
Wi-fi: disponível para os clientes mediante senha fornecida pelos garçons.
Data: 14/04/2016, quinta-feira.
Horário: jantar (21 às 22:15 horas).
Mesa: localizada no salão da esquerda de quem entra, no piso térreo, na passagem para os banheiros, perto do bar, para duas pessoas.
Ambiente: parece uma casa de avó, cheio de quinquilharias. Decoração rústica, sufocante, excessiva, com muita madeira. Os salões são escuros e as mesas são pequenas. Uma mesa para dois é muito apertada para acomodar as duas pessoas e os pratos solicitados. Há três pisos. Para quem não quiser música ao vivo, o melhor é ficar em alguma mesa no térreo.
Especialidade: culinária franco-peruana, já que o proprietário é francês.
Serviço: embora estivesse vazio na noite em que fomos, recomenda-se fazer reservas, pois grupos de turistas costumam frequentá-lo. Serviço ruim, desatento, sem interesse. Os pratos demoraram a chegar à mesa, mesmo com pouco público no restaurante.
Cardápio: como se autodenomina bar, restaurante e bistrô, o menu disponibiliza opções para estes ambientes. Grande oferta de pratos com truta.
O que bebi: uma garrafa de 500 ml de água com gás San Mateo (s/. 7,50).


O que comi: trucha salmón al mango de Quillabamba (s/. 52,50) - prato bem servido, vem acompanhado por chips de batata, arroz branco e vegetais cozidos (batata doce, vagem e tomate). Arroz parboilizado, sem tempero, totalmente dispensável, o mesmo ocorrendo com os insossos legumes cozidos. O peixe estava bem cozido, com sal um pouco além do necessário, mas veio com espinhas, o que me irrita um pouco na hora de comer. O melhor do prato foram os pedaços de manga de Quillabamba, cidade da região de Cusco. Estavam levemente grelhados, doces e com muito sabor. A doçura da manga amenizou o sal em excesso do peixe.
Valor total da conta: s./ 132, para duas pessoas, incluído o serviço, sem bebida alcoólica.
Minha nota: 4.

sábado, 4 de junho de 2016

TANTA

Restaurante: Tanta
Endereço: Avenida 28 de Julio 888, Miraflores, Lima, Peru. Integra uma rede de propriedade do chef Gastón Acurio com vários endereços na capital peruana.
Telefone: +51 1 447 8377
Wi-fi: disponível para os clientes mediante senha fornecida pelos garçons.
Data: 10/04/2016, domingo.
Horário: jantar (21 às 22:15 horas).
Mesa: localizada no salão da esquerda de quem entra, com vista para a rua, para duas pessoas.
Ambiente: lembra um bistrô, e é esta a proposta. As cores vivas do logotipo se refletem no interior, o que dá um ar jovial ao restaurante.
Especialidade: culinária peruana.
Serviço: não aceita reservas. Recepção boa, garçons atentos. Os pratos chegam rapidamente à mesa.
Cardápio: é variado, com opções para café da manhã, lanches rápidos e refeições.
O que bebi: um copo de suco de camu camu, fruta ácida da região amazônica (s./ 14). Lembra, bem de longe, o sabor de acerola, mas com muita mais acidez. É refrescante e mata a sede.


O que comi: lomo saltado (s./ 39). Um clássico peruano. Eram tiras de filé mignon grossas, macias, que foram salteadas na frigideira com cebola roxa cortada em pedaços grandes. Bem temperada, acompanhava batata frita cortada em tamanho grosso e um arroz branco com milho branco cozido divino. Prato simples, bem servido e muito saboroso.
Valor total da conta: s./ 116, para duas pessoas, incluído o serviço, sem bebida alcoólica (vigorava a lei seca neste final de semana por causa das eleições presidenciais peruanas).
Minha nota: 8.





sexta-feira, 3 de junho de 2016

PANCHITA SAZÓN CRIOLLA


Restaurante: Panchita Sazón Criolla
Endereço: Calle 2 de Mayo, 298, Miraflores, Lima, Peru.
Telefone: +51 1 242 5957
Website: Panchita
Wi-fi: disponível para os clientes mediante senha fornecida pelos garçons.
Chef: Gastón Acurio.
Data: 11/04/2016, segunda-feira.
Horário: almoço (12:35 às 14:15 horas).
Mesa: localizada no salão lateral, para duas pessoas.
Ambiente: está em uma casa de esquina, com pé direito alto, e vários ambientes. Logo na entrada, o cliente pode ver um balcão refrigerado com os anticuchos, espetinhos que se tornaram gourmet nas mãos de Acurio. Em seguida, um belo bar e sala de espera. Depois vem o salão principal, em piso rebaixado, com um enorme forno à lenha do lado contrário às janelas. Na lateral destas janelas e ao fundo, outros dois ambientes também com mesas para os comensais. Banheiros ficam no andar superior. A decoração tem a madeira como ponto de destaque e objetos do rico artesanato peruano.
Especialidade: culinária peruana, com destaque para os anticuchos.
Serviço: atencioso, simpático, preciso. Os pratos não tardaram a chegar à mesa.
Cardápio: receitas clássicas da culinária peruana.
O que bebi:

Um drinque chamado Inka Punch (s./ 26). Feito com pisco quebranta, aperol, chica morada, maracujá e Inca Kola. De cor vinho, vem servido em uma enorme taça de vidro. Muito refrescante. O amargo do aperol, o ácido da chica morada e do maracujá, a doçura do refrigerante Inca Kola e a personalidade do pisco se misturaram perfeitamente, sendo possível reconhecer todos estes sabores na boca. Muito bom. Para acompanhar, bebi água mineral sem gás, oferecida gratuitamente pela casa. Ao final, terminei com uma xícara de café espresso curto (s./ 8), no melhor estilo italiano. Café forte, com gosto de tostado.




O que comi:

Queríamos experimentar vários pratos. Por sugestão do garçom, compartimos um piqueo doña pancha (s./ 74). É um prato próprio para dividir, enorme, com duas porções de vários petiscos peruanos: tamalito (um tipo de pamonha salgada), papa rellena (batata cozida recheada com carne), ocopa (um tipo de tubérculo) cozida, choclo (milho branco) a la huancaína (molho típico peruano à base de ají amarillo), causa limeña (massa de batata e limão recheada com uma maionese de frango desfiado), anticucho de corazón (espetinho de coração de boi assado na brasa), chicharrón de lechón (fritura crocante de carne de porco), camote frito (batata doce frita) y salsa criolla (molho). Para quem quer conhecer a cozinha peruana, esta é a melhor pedida. Tudo bem feito, delicioso. E se come muito bem. Vale cada centavo.


Sobremesa: suspiro limeño (s./ 23). Também bem servido, foi compartilhada a taça por nós dois na mesa. O doce de leite usado no manjar é muito doce, o que deixa este prato enjoativo. 

Valor total da conta: s./ 167, para duas pessoas, incluído o serviço.
Minha nota: 8.



quinta-feira, 2 de junho de 2016

PIRQA

Restaurante: Pirqa
Endereço: J. W. Marriott El Convento - Esquina de la Calle Ruinas y San Agustin, Cusco, Peru
Telefone: +51 84 582 200
Website: Pirqa
Wi-fi: disponível para os clientes mediante senha fornecida pelos garçons.
Data: 15/04/2016, sexta-feira.
Horário: jantar (20 às 21:15 horas).
Mesa: localizada no salão interno, para duas pessoas.
Ambiente: sofisticado, como o hotel onde está localizado.
Especialidade: culinária peruana.
Serviço: corrido, atrapalhado. Restaurante cheio. Esqueceram-nos na recepção e, já sentados, atrapalharam na hora de servir o abre bocas e o prato principal.
Cardápio: tem variedade, embora não seja extenso. O melhor da culinária peruana está presente, sendo que alguns pratos tem uma releitura moderna.
O que bebi: uma garrafa de 500 ml de Coca Cola Zero (s./ 10).
O que comi:




Abre bocas - cortesia da casa. Um mix de legumes cortados em cubinhos bem pequenos. Uma saladinha fria, bem refrescante, também servida em uma colher de metal sofisticada. 

Entrada: quinoa negra orgânica (s./ 29). Servido em um prato fundo, vem como um caldo, acompanhado de ovo pochê envolto em presunto serrano, crocante de pão caseiro e queijo Fontina. Simplesmente divino. Era cremoso, com excelente tempero, consistente.




Prato principal: bife de alpaca (s./ 47). Novamente comi carne de alpaca, desta vez em outra textura e apresentação. Bife alto, cozido no ponto, macio, tempero certo, sem mascarar o forte sabor da carne. Bela apresentação. Servido em um leito de trigo e pesto, com textura que lembrava um risoto, tomate cereja, queijo fresco e grãos de milho branco cozidos. A má impressão do prato principal da primeira vez em que jantei no Pirqa foi totalmente desfeita com este pedido. Acompanhamentos harmonizaram muito bem com a carne, com textura suave.


Sobremesa: crema de lúcuma (s./ 28). Sobremesa compartilhada por duas pessoas. Com bela apresentação, o prato vem com morangos, manga, geleia de ají-limo e sorvete de chocolate artesanal. Tinha mais beleza do que sabor. Embora presente no nome do prato, a lúcuma era o que menos se sentia no sabor. Muita mistura, fazendo uma confusão no paladar.




Valor total da conta: s./ 172,42, para duas pessoas, incluído o serviço e uma taça de vinho tinto Undurraga Merlot.
Minha nota: 8.